The Swan Sisters Saga
44 Capítulo 43 - O Retorno de Leah (Segunda Parte)
- Jake... – Edward saudou solene, mas num tom reduzido e obteve como resposta somente um leve aceno de Jake – e então?
Um breve silencio se fez enquanto Jake contava a novidade para Edward.
- Oh! É mesmo? – silencio total – Mas ela não diz quem é? – mais uma longa pausa — Entendo...
- Hummm... – Bella limpava a garganta ruidosamente – será que nós teremos o prazer de ouvir também Jake?
- Oh, Bells!! Agora você consegue entender como é irritante quando você e Angie fazem isso, não é?
- Não é a mesma coisa, seu chato!
- Bem... se não é... então... – Jake prolongou o silencio por mais alguns instantes, até que eu não pude mais me conter.
- Jacob Black! Desembucha logo, vai!?
- Ai, amor!! Credo! – ele fez uma carinha de ofendido – curiosa né? – e voltou a cutucar.
Edward riu e resolveu antecipar antes que nossos “convidados” ouvissem a conversa que já se prolongara demais.
- Acho melhor se mantivermos esse assunto somente entre nós por enquanto... mas enfim... Leah retornou e aparentemente está... – Edward lançou um olhar cauteloso em direção a Jake – bem, Leah está grávida!
Um milhão de perguntas invadiram minha mente, eu não sabia dizer ao certo se eram minhas duvidas ou as de Bella que surgiam incessantes e persistentes.
- Mas... – Bella foi a primeira a verbalizar – ela... ela não pode! Digo o corpo dela... Leah é... ela não podia, não é?
- Bem... aparentemente não podia amor... – Edward ainda mantendo a compostura a corrigiu – mas a grande questão é: como isso aconteceu?
- Ela se nega a falar a respeito – Jake também pensativo respondia retoricamente – na verdade, Leah está exausta e falou pouco sobre isso! Nem mesmo Sue conseguiu arrancar alguma coisa...
- Humm... eu me pergunto o porquê desse mistério...
- Bem... de qualquer forma teremos que aguardar até que ela se recupere e acorde...
- Sim. Ela esta na Sue agora?
- Está... Theodore esta com ela, assim como Janet.
- É melhor assim... ainda teremos que recepcionar muitos “amigos” que estão por vir e isso pode tomar certo tempo, então...
- Eu estarei com ela quando ela acordar, não se preocupe Edward.
- Ótimo!
- Enviarei Embry ou Quill caso haja alguma novidade! – Jake acrescentou já me dando um rápido beijo de despedida.
Embry e Quill eram os únicos que ainda freqüentavam a casa depois que os convidados começaram a chegar (com exceção de Seth, é lógico!).
- Hey, meninos! – eu chamei – vocês não acham que seria melhor se nós tivéssemos um meio mais eficaz de comunicação – eu disse apontando para Bells e eu – alem do mais, Nate está morrendo de sono...
...
Leah estava sentada em frente a lapide de Sam e Emily, tudo que eu podia ver eram suas costas, mas o som de soluços abafados e o leve movimento ritmado de seus ombros deixaram claro que ela ainda estava de luto. Eu resolvi aguardar e dar-lhe tempo para lamentar sua dor para não constrangê-la, mas Leah era muito astuta e apesar de minha recente habilidade adquirida eu não pude me manter incógnita por muito tempo.
- Angel? É você, não é?
- Oi Leah... desculpe-me. Eu não sabia que você tinha me notado aqui, eu não q...
- Eu pude reconhecer seu “cheiro” lá da entrada, apesar de diferente agora... – Leah me interrompeu abruptamente e se punha de pé enxugando seus belos olhos negros; ela me lançou um olhar desconcertantemente sério – você não esta atrapalhando. Eu já terminei o que tinha que fazer aqui, de qualquer forma.
- Oh! – eu me senti realmente desconfortável com aquela situação e não sabia como abordar Leah sem parecer uma intrusa e ofend-la – eu... eu sinto muito Leah!
- Não se preocupe... eu sei me virar sozinha e estou bem. Não preciso da sua pena!
Apesar de todo esse tempo e de tudo que aconteceu Leah ainda continuava sendo a mesma cabeça dura de sempre, exatamente como Jake a descrevia. Ela sempre tentou se mostrar distante e indiferente a tudo que ameaçava alterar seu mundo, mas no fundo eu sabia que Leah era somente uma menina perdida e solitária que passara por perdas e traumas indescritíveis e que destruíram qualquer pessoa “normal”.
- Eu não sinto pena de você Leah! O que sinto é apenas empatia pela situação que você esta passando...
- Pena! Isso é só um jeito chique de dizer que você sente pena de mim! Estou cansada de sempre ser tratada como se fosse uma pobrezinha indefesa, abandonada e trocada pela própria prima! Eu não sou assim! E não preciso da sua compaixão – Leah já aos gritos nem tentava disfarçar o ódio em seu rosto endurecido de rancor – eu não preciso de ninguém! NINGUEM! Esta me ouvindo?
- Leah! Pare com isso! – eu gritei em resposta, numa tentativa quase insana de botar um pouco de juízo naquela cabeça dura – pare de agir como uma criança! Será que o gene da teimosia também faz parte da herança do que corre no sangue de vocês Quileuttes?
Leah se calou pasma pela surpresa pelo tom severo que usei para chamar sua atenção.
- Meu Deus! Qual o seu problema, hein? – ela realmente conseguia ser bastante irritante quando queria – ninguém sente pena de você Leah! Só você mesma! Será que você não percebe o que esta fazendo? Não vê a forma como age e a dor que causa nas pessoas que te amam?
— Eu não fiz nada! Não sou que vive trazendo problemas para cá! – ela cuspia as palavras de acusação fazendo referencia aos últimos acontecimentos – se não fosse por você e sua irmãzinha sangue suga nada disso teria acontecido!
- Leah... – eu tentei dizer as palavras bem devagar – pare com isso! Você não sabe o que está dizendo... – meu sangue começava a fervilhar e eu podia sentir meu corpo se contraindo na iminência da transformação – eu não procuro por um confronto com você! E não quero te machucar.
- Me machucar??? – Leah soltou uma gargalhada sarcástica que ecoou pela até então pacifica planície em que nos encontrávamos e fez com que meu corpo vibrasse até os ossos – você esta brincando? Eu posso acabar com você até com meus dois braços amarrados! Com você e aquela morta viva que você chama de irmã!
- LEEEEEEEAAAAAAAAH!!!!!!!!! – eu gritei num aviso estrondoso.
Meu corpo se contraiu de ódio com a simples menção de Bells. Subitamente me senti forte e enorme, como se o chão estivesse se afastando dos meus olhos, em segundos eu cresci, minhas roupas se estilhaçaram e pedaços de tecido foram lançados ao ar. Uma onde de calor incessante percorria meu corpo como se eu tivera sido atingida por um raio. Senti a brisa gélida movendo os longos pêlos que agora cobriam todo meu corpo. E meus sentidos se aguçaram ainda mais.
- Não ouse sequer tocar no nome dela desse jeito! – minha voz saiu gutural e autoritária. Leah estava imóvel e sua boca se abriu em espanto, mas nenhuma palavra foi dita — Eu já disse que não estou aqui para isso! Mas se uma briga é o que você quer, então venha! Você realmente esta precisando de uma bela surra!
Em resposta a minha provocação Leah também se transformou. E de repente um imenso lobo acobreado estava bem a minha frente, ofegante e raivoso. Nem mesmo a imensa barriga parecia diminuir a agilidade e o equilíbrio de Leah. Ela grunhiu, seus longos dentes brancos afiados como lamina ficaram a mostra evidenciando sua posição de ataque.
- Angie!!!!!!! Leah!!!!!!!! – um som límpido e musical invadiu o campo tirando nosso foco – O QUE É QUE VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO?
Era Bella. Ela atravessava o campo, graciosa como uma gazela, mas rápida como um relâmpago Bella parou e se posicionou entre Leah e eu.
- Parem com isso agora mesmo! – sua voz cristalina ordenou autoritária – o que vocês querem com isso? Matar uma a outra?
Leah voltou a grunhir, seu corpo ainda mais curvado pela ânsia de um confronto.
- Leah! – Bella alertou – você não quer isso! Volte à sua forma e acalme-se! Não esta vendo que isso pode prejudicar os bebês? E Angie, concentre-se! Não temos tempo para essas infantilidades!
As palavras de Bells me trouxeram para a realidade e eu senti a calma voltando aos poucos. E pelo rosto de Leah passou a surpresa que a palavra “bebês” lhe causaram.
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