The Swan Sisters Saga
45 Capítulo 44 - Um Presente do Destino
- Mas... como o Edward consegue ouvir os... os... – Leah parecia hesitante ao questionar Bella.
- Bebês? – Bella perguntou sorrindo carinhosamente.
- Sim... os bebês.
- Bem, Edward já esta familiarizado com esse tipo de “som”- Bella gesticulou em direção ao seu ventre agora vazio – e ele diz que eles são bem... comunicativos.
- Eles? —
- Ah, Leah! Na verdade, Edward não sabe dizer se são meninos ou meninas... mas sabe que são mais de um!
- Uau! Mais de um? Então podem ser três ou quatro...
- Calma Angie... – Bella riu sua cabeça balançando em descrença – Leah também não vai ter uma ninhada! Não façamos tantas suposições!
- São só dois... – Leah confirmou baixinho, como se falasse com si própria.
- E como você sabe?
- Eu sinto – ela respondeu posicionando ambas as mãos sobre sua barriga proeminente de uma forma tão carinhosa que me surpreendeu.
- Humm... — eu murmurei, nunca tinha imaginado tal cena. Leah, sempre tão fria, pela primeira vez desde que nos conhecemos, tinha algo parecido com felicidade em seu rosto. Parecia um misto de orgulho e admiração o que dominava seu rosto agora.
- Meus parabéns Leah! – Bella a cumprimentou.
- Sim! Parabéns Leah! Você será uma ótima mãe! – eu disse com sinceridade.
Leah nos olhou espantada, mas sorriu em resposta.
- Obrigada... eu acho – e a insegurança voltou a preencher sua feição.
- Oh, Leah! A maternidade é realmente uma dádiva e você vai adorar, eu tenho certeza! – Bella tentou animar Leah.
- Você acha?
- Eu não tenho duvidas!!
- Humm... mas eu tenho.
Bella e eu trocamos um olhar rápido e nossas mentes interligadas começaram um debate:
“Ainda é muito cedo!
- Mas Bells... nós precisamos saber!
- Eu sei Angie... mas acho que Leah ainda não esta pronta para responder nossas perguntas! E temo pela reação dela se a questionarmos agora. Não quero que os bebês sofram.
- Mas Leah já está sofrendo... ela precisa de ajuda! E nós podemos ajudá-la!”
- Leah? Você gostaria de nos contar o que aconteceu com você? – eu perguntei ignorando os avisos receosos de Bells em minha mente.
- É um pouco difícil... – ela respondeu ainda com os olhos fixos em seu ventre – mas talvez... talvez eu possa tentar.
Isso nos pegou de surpresa, essa realmente não era a reação que Bells e eu esperávamos de Leah.
- Não precisa... se você não quiser... – Bella falou ainda precavida.
- Não! Eu acho que... que... eu quero! Eu estou pronta agora! E acho que vocês duas são as únicas que podem me entender, de qualquer maneira – Leah intercalava o olhar entre nós e tentou forçar um sorriso que saiu fraco e desolado.
- Estamos ouvindo Leah... ouvindo o que você quiser nos contar.
- Bem... obrigada meninas! – Leah disse meio sem jeito – e... desculpe pelo...
- Ah, esqueça isso Leah! – eu disse eufórica pela guarda que Leah começava a baixar – acontece!
- Está bem... eu vou tentar então... – Leah tomou um suspiro longo e profundo antes de começar, como se procurasse por coragem para contar sua historia – bem... depois que S... depois do que aconteceu... eu não conseguia mais ficar aqui! Eu me senti culpada por... por eles e não podia suportar essa culpa me assombrando o tempo todo. Eu via o rosto dele em tudo! Em todo lugar que eu olhava, eu só via Sam... – uma lagrima solitária deslizou por seu rosto bronzeado – por que... porque se eu tivesse ajudado mais, se eu tivesse corrido mais rápido... – os soluços começaram a ficar cada vez mais audíveis e Leah desabou.
- Leah! Não, não... – eu tentei conforta-la e sem pensar eu a alcancei e a envolvi num forte abraço, que para minha surpresa foi correspondido – não foi sua culpa! Nada disso foi sua culpa! Jean tinha planejado tudo e nos pegou de surpresa. Ninguém pôde evitar essa tragédia! E ninguém tem culpa disso! Muito menos você Leah! Ah, não fique assim Leah!
Leah levou alguns minutos para se recompor e agradeceu por nossa compreensão. Já mais calma ela nos contou que vagou pelo mundo em sua forma lupina por um tempo, correndo e alimentando-se como um verdadeiro lobo. Leah nos disse que assim era mais fácil esquecer tudo que havia acontecido e a dor parecia diminuir dando lugar aos seus instintos naturais. Até que um dia, em algum lugar da floresta Amazônica, Leah se deparou com um vampiro. Mas a repulsa obvia e natural que ela esperava não foi a primeira coisa que Leah sentiu.
- Você teve o imprinting com um VAMPIRO? – eu perguntei assombrada e fui logo repreendida mentalmente por Bells que também gritava, mas ao contrario de mim, Bells gritava pedindo que eu me mantivesse calma e discreta.
- Hey, vocês duas têm alguma coisa, não tem? – Leah perguntou – Tem alguma coisa estranha entre vocês duas... o que é?
- Ah... Leah essa é uma longa historia... por que não deixamos essa para depois?
- Tá... pode ser... mas vocês não vão se safar depois, viu? – Leah concordou e brincou faceira.
- Não! Não vamos nem tentar... eu prometo.
- Tudo bem... então deixa eu ver... onde foi que eu parei?
- Vampiro lindo e maravilhoso – Bells relembrou ansiosa.
- Ah, sim! – Leah corou e sorriu largamente – então... nós vivemos juntos e apesar de não sermos casados, na minha alma Johan já era meu marido, entende?
Eu acenei que sim, mas Bella emanava duvida em seu rosto de mármore em branco.
- Ela está tentando contar como ficou grávida Bells... – eu disse levantando as mãos.
- Ah!! Sim, sim...
- Vocês são realmente engraçadas! Bem... então foi por isso que eu parei de me transformar e me mantive na forma humana por tanto tempo. Mas quando eu descobri que estava grávida Johan me contou que esse não seria seu primeiro filho. Na verdade, ele já tinha três e acabara de ter o quarto. Mas eles não se davam bem e Johan se sentia ainda mais sozinho e rejeitado. Ele sempre procurou companhia, e era por isso que andava por ai engravidando humanas.
- Então você quer dizer que existem outros bebês como EJ e Nessie?
- Sim, sim... no mínimo mais quatro! Mas nenhuma das mães sobreviveu... como você Bella.
- Oh, entendo.
- E isso surpreendeu o Johan mais do que eu podia imaginar. Ele nunca tinha pensando em transformar as mães de seus filhos e era exatamente por isso que ele sempre acabava “perdendo” eles. Pelo jeito, as crianças não o perdoaram pelo fato de serem órfãs de mãe e acabavam por deixá-lo.
- Oh, pobrezinho!
- Você soa como a Janet quando fala assim, sabia Angel?
- É mesmo? Ah, obrigada Leah!
- De nada... mas deixa eu te falar antes que eu perca a coragem de novo... você... você ficou bem assim... quer dizer, eu sabia que você tinha se transformado e tal. Mas eu nunca tinha te visto desse jeito! O bobão do Seth não te vê assim e Jake te olha com outros olhos. Então fiquei surpresa em ver como você fica grande e assustadora!
- Assustadora? Eu? – eu disse exalando orgulho.
Bells revirou os olhos e gesticulou para que Leah continuasse.
- E as crianças Leah? Elas... digo, elas ficaram bem? Cresceram normalmente?
- Ah, pelo que Johan me contou sim. Eles tinham o crescimento bem acelerado no inicio, mas isso foi diminuindo com o tempo até que um dia eles pararam de crescer e ficaram assim... congelados como você.
Bells soltou um suspiro longo e ruidoso, como se respirasse pela primeira vez em muito tempo.
- Não se preocupe Bella. EJ e Nessie serão incríveis!
- Ah, obrigada Leah! Obrigada mesmo! Você não sabe o peso que tirou do meu coração com essa noticia...
- Claro, claro...
- Ah, Leah? E quanto a Johan? O que aconteceu com ele?
Leah novamente abaixou sua cabeça respondeu resignada:
- Bem... Johan... – ela tentava esconder sua dor, mas obviamente ela era forte demais para Leah. Seus olhos se encheram de lagrimas outra vez e sua voz se tornou fraca como um sussurro – um dia, nós estávamos na Europa... e fomos surpreendidos por um bando de vampiros. Eles me perseguiram, acho que meu cheiro foi o que me delatou, mas Johan me protegeu e foi assim que eu o perdi...
Leah nos contou como os vampiros atacaram Johan e como seu corpo foi destroçado e destrinchado; e depois queimado, enquanto ela observava tudo escondida e impotente. Ela não podia pôr seus filhos em perigo e a pedido do próprio Johan, Leah fugiu de volta para Forks na tentativa de proteger tudo que havia restado de sua alma gêmea.
- Eu nunca achei que isso fosse possível, sabe? Eu pensava que nunca encontraria o amor e sempre achei que essa coisa de imprinting era um exagero desses meninos, Sam, Jake, Seth e os outros... mas que ironia do destino, não? Eu, a que sempre odiou vampiros, acabei por encontrar o verdadeiro e único amor exatamente no que mais odiava. A vida dá voltas, não?
...
Deixamos Leah na casa de Sue e rumamos para casa branca, onde nossa família e amigos se preparavam para a batalha eminente. A maior batalha de nossas vidas. Os Volturi estavam chegando.
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