The Submissive

4 Um estranho nós abriga.


Notas iniciais
Após descobrir a verdade, será que Beatriz vai continuar a sorrir? Veremos... 3:)

~ Beatriz ~

_ Pai ? Preciso falar com você! — disse enquanto entrava com Aqua no escritório dele.

_ Sim filha. — ele ergueu os olhos na minha direção — Ah. Olá Carol.

_ Olá Tio Miguel. A Tia Amanda está na casa da minha mãe.

_ Tudo bem, querida. Sentem-se.

Sentamos nas cadeiras em frente a mesa.

_ Pai, desculpa interromper seu trabalho,mas, eu preciso te perguntar algo muito importante.

Meu pai estava em pé espanando o pó dos livro do Harry Potter e as Relíquias da Morte da J.K. Rowling próximo a lareira. Nem olhava direito em minha direção. Mais eu precisava ao menos confirma se estou realmente louca.

_ Fale. Oque é tão importante, pequena?

_ Gabriel falou comigo.

Eu já havia contado a Aqua sobre as minhas estranhas visões e sobre ouvir vozes cochichando sobre guerra. Se tinha uma maneira de ser mandada direto pra um manicômio que fosse assim,mas, meu pai pareceu não se importar.

_ Quem é Gabriel? Um novo amigo? Hum. Não me lembro de conhece-lo — disse enquanto coçava o cabelo cacheado negro. Seus olhos eram da mesma cor que os meus.

_ Não pai. Ele não é um novo colega. Ele bem...hãm... -olhei pra Aqua procurando um olhar que me desse mais segurança, encontrei exatamente o que queria. Tirei a adaga da bota. Aqua arregalou os olhos, supostamente eu não tinha contado essa parte pra ela — Pai. Olhe.

Na hora em que a adaga saiu da minha bota o ar rapidamente esfriou, como se estivéssemos no Alasca em pleno Dezembro. Aquilo pareceu chamar-lhe a atenção, pois, o livro que estava até quatro segundos atrás em sua mão ardia em pleno fogo. Um belíssimo e novo volume ( o último de Harry Potter) agora alimentava o fogo.

_ A-aonde você arranjou isso Beatriz Ang ? — o choque estampava o rosto do meu pai.

_ Eu ganhei.

_ DE QUEM? — ele agora gritava em alto e bom som.

_ Lúcifer. Esse é o meu inimigo né? — mostrei-lhe o bilhete. Ele procurou apoio e Aqua e eu o levamos até sua poltrona.

_ Não. De novo não. Não pode estar acontecendo isso.

_ Acontecendo o que Tio? — Aqua perguntou.

_ Já deve ser hora. Malditos! E eu que queria proteger-te minha filha. A vida de um hibrido é mortalmente e imortalmente destrutiva.

_O que? — Eu estava definitivamente confusa.

_Sentam-se. Esperava que esse dia nunca chega-se,mas...Eu tenho uma longa história pra contar a vocês — ele pigarreou. — Prestem atenção, pois tudo está prestes a mudar.

Ele me olhou fixamente e começou a falar numa língua diferente, grego?egípcio ? não, algo quase ou talvez mais antigo... E perfeitamente eu entedia cada palavra.

" Anjos e demônios não podem amar certo? Errado. Então lhe contarei um segredo: A dezessete anos, um anjo chamado Ezequiel se apaixonou por uma mortal, de nome Isabel, para se casar com sua amada, Ezequiel caiu, caiu e se corrompeu, transformando -se em um anjo caído. Metade anjo, metade demônio, de seu amor com Isabel nasceu uma, criança, um DI IMORTALLES. Um Raúre. Um mortal comum a olhos inocentes,mas, que com o tempo desenvolveu habilidades incríveis. Por ser parte demônio só de estár perto de um criminoso, incinerava a sua alma. por ser parte anjo, tinha visões, ajudava pessoas e era puro.O nome deste bebê era Miguel.ele deu uma leve pausa Miguel cresceu escondido, sua mãe nunca lhe falará muito sobre seu pai Ezequiel,mas, dizia-lhe que ele fora o anjo da guarda que Deus havia lhe mandado e que após uma escolha difícil teve que partir deixando-os pra trás. Ele é a mãe.

Miguel cresceu atormentado tinha visões esquisitas, escutava coisas sobre uma guerra e que o Inferno iria ganhar, quando contava a alguns dos seus amigos, eles o chamavam de louco ou simplesmente o olhavam e riam, mas, Miguel não podia censura-los.Quando cresceu um pouco mais, se casou, dando origem a sua linhagem, teve uma filha com uma mortal .De seu amor nasceu uma menina.Metade neflins( anjo) e metade daiemos ( demônio).Uma nova Raúre. — ele pausou novamente– Essa criança, tão poderosa, de origens antigas terá de escolher ao termino dos seus 17 ciclos entre Fogo e Gelo, na batalha final, expulsando Lúcifer de vez e vencendo em nome do seu senhor. — ele olhou pra mim — Sinto informar que essa criança é você filha. Seu avô era Ezequiel um dos setes guardiões dos portais do céu. Ele previa o futuro e um dia previu conhecer sua avó Isabel, os dois se apaixonaram e me tiveram fugindo e lutando sempre para esconder-me da justiça de ambos os lados. Não queria ter de dizer,mas, sua hora chegou. Você e seus aliados — ele olhou de relance para Aqua– terão de ser fortes. Pois muitas vidas serão "sacrificadas."

Meu pai fez aspas com o indicador e o dedo do meio.

_ Mais pai — ele olhava fixamente pra adaga — Se tudo o que o senhor diz for real...Eu? Eu corro perigo? Porque Lú... — ele me lançou um olhar fulminante — Me daria um presente?

_ Não sei,mas, já que o recebeu terá de usar. Vamos precisamos encontrar todos os seus amigos antes que algo ou alguém os encontrem.

_ Não! Isso é loucura! Eu devo estar delirando — olhei pra Aqua mais ela não estava mais ali — Aqua? Pri? Carol? — me levantei atordoada. Foi tudo tão rápido, que se eu não tivesse reflexos estaria com uma surpresa desagradável agora.

Apenas um ZUUIM e uma flecha prateada estava clavada aonde eu estava a pouco mais de cinco segundos atrás. Próxima a lareira. Eu ainda devia estar de boca aberta, aquela flecha quase me fez um piercing da maneira mais dolorosa.

_ Sinto informar,mas, é verdade — Aqua entrou vestindo uma armadura prateada e com o arco e a aljava em mãos. — Senhor, minhas ordens são claras. Conter ou Destruir.

_ Abaixe a arco para à minha emissária. — disse firmemente meu pai.

_ Mas...Senhor... — Ela esteva com uma flecha apontada em minha direção.

_ Abaixe. Esse. Arco. Agora. — sua voz era sutil e elevada.

_ Como desejar senhor. — Aqua agachou-se ao seu lado em posição defensiva. Eu necessariamente estava enlouquecendo, como eu poderia atacar o meu próprio pai? Tive vontade de gritar. Mas isso só provaria o que já era real. Eu sou mesmo a neta de um anjo caído. Tudo indicava isso. Okay. Na verdade eu estava confusa.

E só pensei em uma palavra sábia a dizer...

_ Hein?

_ Bia... — continuo meu pai como se nada tivesse acontecido — Conte-me o que aconteceu nos últimos dias, não me esconda nada.

E assim eu contei tudo pro meu pai, bem..."Tudo" é um pouco exagerado né? Contei somente o mais importante, falei sobre eu e Caio brigarmos e etc, menos na parte da minha toalha cair quando ele veio me levar pra escola no primeiro dia de aula. Sabe? Eu não gosto de mentir e... Ah que se foda... Mentir é crucial...Atire a primeira pedra quem nunca mentiu na vida... ( Se você for um adulto, deleta isso falou?)... Chãm...

Continuando ele ouvia com atenção cada detalhe... quando falei sobre a Sra. Meriwillson, ele pareceu por poucos segundos ficar apavorado,mas, logo recuperou sua espressão dura.

_ Maldito seja! — bradou aos céus — 17 ciclos... Havia me esquecido...Então é real... não, NÃO, NÃO!...

_ Senhor? — murmurou Aqua.

_ Esconda a Bia, num lugar longe, leve quem for que quiser ajuda-la, mate quem for que quiser detê-la.

_ Pai ? — perguntei a aflição já crescendo em meu peito.

_ Não se preocupe filha. Explicarei tudo a sua mãe. E-e... — gaguejou ele — Quando a hora chegar eu estarei por perto para guia-la.

_ Não! — murmurei.

_ Carol... 31, 27, 49, 77. A clareira do Sangue rejeitado.Agora subam e arrumem suas malas e saiam daqui. Rápido!

Aqua me puxou escada acima meu rosto molhado por quentes lágrimas. Eu não queria ir embora,mas... O desespero de meu pai... Joguei roupas aleatórias dentro de uma sacola, um all star e de uma à duas barrinhas de cereais. Olhei pra minha estante peguei meu Ladrão de Raios e enfiei também na sacola.

Enfiei a adaga novamente dentro da bota. Quando descemos meu pai estava na porta.

_ Tome. — ele me ergueu um colar com um pequeno pingente de cristal azul ( Como os olhos da Dani) pendendo. — Será útil em sua escolha. Nós veremos em breve minha Bia, em lados iguais ou opostos sobre carcaças.

_ Pai! — corri até ele e o abracei chorando.

Odiava chorar, nunca demonstrava tal fraqueza

_ Te amo — sussurrei.

_ Igualmente. Agora vá. Não temos tempo a perder.

E assim, minha jornada começa.

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_ Aonde estamos indo? — perguntei.

_ A um abrigo. Precisamos de ajuda. — respondeu Aqua.

_ Onde? — Mais dessa vez ela não respondeu, seus olhos esverdeados estavam vermelhos e inchados. Ela dirigia infligindo todos os sinais de transito. Depois do que me pareceram horas eu comecei a dormir. Infelizmente. Isso significava sonhar e meus sonhos bem... Não são nada legais. Eu estava na Ponte Golden Gate, ao meu lado um jovem que reconheci como Gabriel, estava armado, de seu rosto sangue respingava. Ele olhava fixamente algo do outro lado da ponte.

_ E então? Mande seu favorito enfrentar o nosso general. Neflins! — uma voz áspera e fria como uma lâmina raspando em pedra vociferava em alto e bom tom — Sintam-se honrados pragas aladas. Meras moscas! Serão destruídos pelo senhor do mal!

Aquela voz... Ela não podia estar viva... Mas estava...

_ Não temos medo, a Raúre, Beatriz Ang escolheu o nosso lado! Rendam-se Daiemos! — Gabriel rugia em resposta.

_ HAHA. — Uma voz ainda mais gélida que a anterior falou. — a mortal? Na temos medo dela. O céu virará o Inferno.

De repente o lado oposto se iluminou e eu vi meus amigos e Caio...Todos estendidos sobre o calçamento. Seus membros arrancados, seus sangues já começavam a secar. Eu corri ao lado de um vulto que se mexia. Caio lutava às cegas com uma espada de dois gumes negra e prateada. Seus olhos estavam opacos, ele caiu e um vulto pairou entre ele e mim. O som da lâmina perfurando um coração molhado preencheu o ar.

Olhei para o corpo do Bigodinho, lágrimas escorriam de seus olhos que se encontravam roxos e mais fechados que abertos. Ele abriu a boca em uma declaração muda. Apenas mexendo os lábios ressecados, rachados e sangrentos.

_ Eu. Te. Amo. — murmurou praticamente inaudível. O vulto o chutou na Bahia logo abaixo.

_ NÃÃÃÃO!! — gritei.

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Acordei.

_ Bia, Bia! Calma! Ta tudo bem! Foi só um pesadelo!

Estava um pouco tonta, olhei ao redor só tive tempo de pensar: " Onde estamos?". E então a escuridão. Acordei novamente com o nascer do sol, estava numa cabana de...aquilo era palha?...não, madeira, em algumas das reservas ou florestas de São Francisco, a cozinha ficava no andar de cima, pois, era da onde vinha o cheiro de ovos e bacon com torradas frescas, vozes também ecoavam lá. Há da Carol e de mais alguém...Talvez um garoto... Fiquei quieta para ouvir o que eles conversavam.

_ Mas eu preciso da sua ajuda! — Carol parecia ter discutido.

_ Eu não posso ajuda-las, já deixei que passassem a noite aqui — respondeu a voz de um garoto, se você a ouvisse diria que era apenas mais um skatista vagando rumo a uma emoção.

_ Mas...

_ Eu não posso abriga-las aqui, se Lúcifer descobrir... — ele deixou a ameaça em claro.

_ Ele não poderá fazer nada, você abandonou a vassalagem para servir aos Neflins. Você é um de nós, Lúcifer não poderá fazer-te nada.

_ Comigo não... Mas com ela... Com a Nat...

Bem nesse momento eu não aguentei e espirrei. Aqua olhou pra baixo e pudi ver que estava com seu boné dos Yankees.

_ Hora das apresentações. — Ela sorriu e voltou-se para o garoto.

Aqua desceu uma escada na lateral da cama. Que eu percebi que na verdade era uma espécie de sofá. Eu estava abaixo de uma especie de varanda, que na verdade era a cozinha. A Sala era como um quarto para o anfitrião desconhecido. Havia um corredor que levava aos quartos e uma janela que levava aos fundos da cabana com uma horta que ia de encontro com a clareira da floresta. A clareira devia ter ao menos uns cem hectares de largura, perfeita para treinar ou até para batalhar, estavo começando a pensar em mil e uma coisas. Quando Aqua finalmente apareceu em minha frente.

_ Oi Bia. Esclareceremos tudo mais tarde. Por equanto...

Ela acenou para que o anfitrião se posta-se junto a ela. O Rapaz era esguio e atlético mesmo sendo magro, tinha a pele um pouco acobreada,mas, podia-se se passar por branco, seus olhos eram verdes acinzentados duros e frios como esmeraldas, seus cabelos negros caiam por sobre o ombro. Ele emanava uma aura um tanto maligna quanto poderosa. Vestia jeans e camiseta de manga curta preta com uma caveira branca desenhada. Ele sorria um tanto desdenhosamente. Aparentava ter a idade de um universitário e ser perigosamente intrigador e sensual.

"Okay...Eu acabei de conhecer ele... E estou igual uma idiota de boca aberta. E...Iecaaaa!! Preciso de um babador." — pensei.

O skatista sorriu. Estendendo a mão.

_ Muito prazer em conhece-la. Eu sou Nicholas McGraw.

Notas finais
Quem será esse Nick? Um aliado? ou um traídor?