Notas iniciais
Essas garotas...XIIIIIIIIII.... Confusão vem ai né?

~ Beatriz ~

O garoto ainda estendia sua mão, percebi que não parava de encara-lo e aquilo era meio constrangedor.

_ Prazer. — apertei sua mão — Sou Beatriz Ang.

_ Aqua falou de você. Então finalmente temos nossa Raúre ou ela está te superestimando?

_ Aqua? — perguntei — Pensei que...

_ E como Nicholas me chama, prima. -ela respondeu — Aliáis todos me chamam assim, mas, enfim...

_ Ahn, Ah! Okay... — Falei rapidamente.

Nick se sentou próximo de mim, agarrou minha mão oque claramente devia ter-me feito corar. E sussurou no meu ouvido:

_ Com queijo ou sem queijo?

_ Hein? — perguntei.

_ O seu omelete com bacon — ele falou como se fosse obvio — Com queijo ou sem?

_ É...é... sem?

_Boa escolha. — disse sorrindo. — Já volto.

_ Tudo bem Nick — respondeu Aqua.

Quando ouvimos seus passos ecoando lá encima eu tomei coragem e comecei a conversar com minha prima:

_ Ele e algum... — comecei

_ Oque? Não, não, Não! — ela me cortou.

_ Ahããããããããããããããããããããããããããããããããm. Sei. — falei com sarcasmo.

_ BEATRIZ ANG !!! Não começe com os seus " Ahããããããããããããããns".

_Nossa, não falei nada — fiz um biquinho pra ela — Mas, só uma palavra: " Ahãããããm".

Ela pulou em cima de mim e me deu uma gravata, me sufocando.

_ Continua falando. Que eu te mato aqui e agora, priminha.

_ Ahããããããããããm. Finjo que acredito. — disse sufocado.

_ Eu avisei! — ela gritou, começando a apertar mais forte.

_ Aqua? O que você ta fazendo? — perguntou Nick com uma bandeja de omeletes e torradas.

_ Nada — ele me soltou e em seguida começou a corar — Estávamos apenas brincando.

_ Da próxima vez prima. Que tal brincarmos de Pera, Uva, Maçã ou Salada Mista? Você e o Nick, sabem? — pisquei pra eles — Bom...Aonde fica o banheiro?

_ 5ª porta a esquerda — Nick apontou para a escada.

E assim começa a minha nova vida.

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_ Você está brincando né? Diz que sim, nega — murmurava Julliana.

_ Não. Eu estou falando sério. Sou neta de um anjo caído. Filha de um tipo de imortal — eu repetirá tanto aquela frase nas noites anteriores, que já nem achava mais que era loucura.

_ Então... Seu avô Israel... — começou Caio

_ Ezequiel — corrigi.

_Ezequiel... — continuou- Ele se apaixonou por uma mortal e caiu...Se corrompeu, teve seu pai...E seu pai v-você — ele gaguejava — E agora céus e infernos estão pouco a pouco se destruindo e precisamos lutar numa batalha ou então...

_ Oque? — murmurava Danielle que não parava de olhar de soslaio pra Nick. Aqua estava ao meu lado emburrada. Naturalmente percebendo isso.

_ Então. Todos morreremos. E eu serei a primeira.

De repente minha visão ficou turva. Vi pontos pretos a minha frente. Escuridão. Tentei falar mais a voz que saiu não é minha.

– Eles estão se reunindo.– dizia a voz que parecia gelo raspando em pedra Logo mais irão chegar.

Não me perturbe com assuntos banais. Nosso exército é o mais poderoso e nem o filho de Deus ou um mero projetil a imortal- hibrido. Ira me deter.– Uma voz ainda mais maligna dizia — Eu sou o senhor das trevas. Se eles tem a miníma esperança de ganhar. Deixarei claro o que é poder.

– Meu senhor– começou a outra — Se permite -me falar. Beatriz não é uma mera mortal, ela é a mais poderosa força que todo os exércitos já sentiram. E ao da-la a adaga...

– Terminei uma divida a muito esquecida meu caro, afinal... — ele se interrompeu– Espere! Sinto a presença dela! Saia de onde estiver escondida.

De repente as trevas que escondiam as vozes se dissiparam e deixaram a mostra um homem magro e esguio de cabelos castanhos compridos e olhos vermelhos...Como se todos os corações de Dia dos Namorados tivessem sido espremidos, parecia que se ele pisca-se aqueles corações líquidos escorreriam corroendo sua pele como ácido. Usava um terno de seda italiana na cor preta. Sua boca de alongava em um sorriso de escarnio, deixando dentes irregulares e estremamente afiados. Olhar para dentro de seus olhos era como ter a visão privilegiada do Inferno com seu fogo queimando ossos, enquanto esqueletos devoravam suas cinzas. Mais seus olhos tão malignos refletiam algo... Compaixão? Era capaz de um demônio , isso ele só podia ser um demônio... Será que eles podiam sentir compaixão?

– Ora, Ora. Oque temos aqui? Alacmeeron... Essa seria minha grande "inimiga" ?

Senti o servo se encolher.

Senhor? Sim, senhor.

– HAHAHAHAHAHAHAHA – a voz do homem retumbava como se ele estivesse em uma caverna,mas, ainda estava muito escuro para ver — Bom então Srta. Ang ? O que fará para me deter?– a voz retumbou de novo como se estive-se rindo - Espero que esteja preparada. Gabriel a contou o que acontecerá se o seu lado neflin for o escolhido durante a sua batalha interna?

Não respondi,mas, por toda a caverna meus batimentos aceleraram num pulsado som irregular e molhado de medo. O demônio abriu a boca satisfeito com minha reação.

O seu seguidor se encolheu ao seu lado. Aguardando ordens. Os olhos de seu mestre brilharam mais intensos. Eu pude ver imagens, morte, sangue, meus amigos...Eu...Caio...Dani morrendo...

– HAHAHA... E assim termina... meus caros... -desafiou ele

Ergui minha adaga, presente daquele monstro...

_ Se tiver que terminar... Que terminem como um mapa rasgando...uma foto queimando... Com a dor de uma memoria inexistente.– gritei enquanto avançava em sua direção a caverna se iluminando fracamente a luz da minha pequena arma.

Depois...Novamente...Escuridão...

_Bia? Bia? Bia!! — A voz de Aqua era quase histérica — Rápido Nick, pega um copo de água.

_Tudo eu — a voz de Nick resmungou ao fundo,mas, logo se calou. Aqua devia ter mandado seu olhar 49.

_ Eu ajudo. — ofereceu Dani. Os passos dela e de Nick ecoando escada acima. Aqua chegou mais perto cochichando no meu ouvido entre a inconsciência...

_ Eu ainda mato essa garota.

Eu me sentia como um balão preso... Com a corda afrouxando cada vez mais... Me lavando cada vez mais a inconsciência. A qualquer hora eu podia morrer. Eu nem notaria. Estava tão distraída olhando adiante na penumbra que nem notei quando algo ou alguém se aproximou de mim.

_ Olá de novo minha cara. — disse Gabriel.

_ Gabriel, o que você vei... Oque está fazendo aqui? — perguntei

_ Se o seu inimigo deu-lhe uma arma. Por que um amigo não pode dar-te uma proteção? Ele ergueu um colar seu pingente era a imagem de uma lua minguante encobrindo um sol.

_ Mas...

_ Use-o com a sabedoria dos anjos.

_ Gabri...

_ Agora volte. — Ele sumiu.

Senti a corda se afrouxar e quebrar. Meu maior medo era de morrer. Mais ao invés de me perder em meio ao ar. Eu desci e desci e me choquei contra um corpo. Olhos cor de âmbar foram abertos.

_ Bia? — a voz de Caio ecoou no silêncio.

_Sim? — perguntei,mas, meus olhos sobressaíram-se rolando e derrapei novamente na inconsciência.

Senti alguém abrindo a minha boca e forçando-me a engolir algo.

_ Bia? — Aqua chamou — Pode me ouvir? Bia? Abra os olhos, sim?

Não consegui responder.

_Bia, Beatriz, tudo bem? — acho que era Danielle falando.

_ Pudim... — gemi

_O que? — Dani murmurou.

_ Azul...

Houve risos de todas as partes.

_ Agora sabemos que ela está O.k. — disse Julliana.

Abri meus olhos me dirigindo a voz de Juh. Eu não sabia por quanto tempo havia ficado inconsciente,mas, ela definitivamente havia trocado de roupa, trajava uma regata vermelha, calças em estilo militar, e botas de cano longo com couraça de couro preto. Seu cabelo estava molhado.

_ Bia? — Caio mexeu cautelosamente na minha mão esquerda.

Sentei-me com esforço, aceitando o copo de água que Nick e Dani me ofereceram. Todos estavam com roupas novas e limpas.

_ Por quanto?...

_ Você ficou desmaiada por quatro dias Bia. — disse Aqua.

Ela estava vestindo um top roxo, que mostrava sua barriga bem delineada de atleta, e uma calça jeans rasgada. Seu cabelo estava molhado e puxado pra trás para um coque.

_ Q-quatro d-dias? — gaguejei.

_ Sim. Todos ficamos preocupados com você,mas, Nick pediu para que não a tocassem — Igor comentou.

_ Nick fez uma poção de cura pra você. — explicou Caio — Ele disse para esperarmos o efeito acontecer.

_ Mas eu não pensei que fosse demorar tanto assim — disse o garoto. — Mais ao que parece me sai bem.

_ Cof Cof — Dani forçou uma tosse — Não se esqueça que teve ajuda.

O garoto sorriu e deu-lhe um beijo na bochecha, fazendo Danielle corar e o sorriso de Aqua endurecer.

_ Ahn... Bem... isso é verdade... Dani me ajudou — ele falou meio embriagado.

_ Mais...Deixaremos as explicações e acontecimentos pra depois — Aqua falou rispidamente, olhando pra cima como se disse-se "Porque eu? Senhor? " — Agora diga-me prima? O que você viu?Você teve uma visão, certo?

Todos se entreolharam e pude notar que já tinham a ideia de qual fora à minha visão...

_ Morte — respondi, minha voz ecoando no vazio ensurdecedor.

Notas finais
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