The Submissive
15 Promete?
Notas iniciais
~ Beatriz ~
Todos foram dormir, ou se aprontar pra festa, Aqua e Nick ainda não haviam reaparecido. Eu já estava ficando preocupada, quando Caio me puxou, dizendo que precisávamos nós aprontar, e definitivamente se aproximava da hora da festinha.
_ Você vai tomar banho? — ele perguntou inocentemente, me fazendo quase fraquejar, nos últimos dias, estava sendo difícil, me manter fria em relação ao beijos que haviam ocorrido entre nós dois, nos estacionamento, na luta, quando Lúcifer apareceu, quando Dani...
_ Vou tomar um banho. — falei.
_ Posso ir junto? — ele sorriu.
_ Olha, junto não, mas, acho que vou ter de usar o chuveiro do seu quarto, já que o banheiro das meninas pifou, e eu não quero subir lá no sotão... — estremeci.
_ Como desejar. — Caio me tomou em seu braços, me deixando na porta do meu quarto, após subir as escadas. — Te vejo mais tarde? — ele perguntou.
_ Podia me ver agora — sorri. Então entrando rapidamente peguei um shorts e uma calcinha ,indo em direção ao banheiro dele e fechando a porta na cara de Caio. Demorou um pouco, mas, por fim sai, vestindo uma camiseta social branca que roubei do closet dele, e meu shorts jeans. Ele havia ficado quieto o tempo todo me encarando, eu devia estar vermelha.
_ No que está pensando? — perguntei por fim.
_ A luta. – Ele encarava minhas pernas. — Elas são muito bonitas.
_ O que? – Perguntei.
_ Ah... Quero dizer...- ele sorriu de um jeito cafajeste, parecendo nem um pouco preocupado em disfarçar pra onde acabará de olhar. — A luta. A luta foi bem interessante. Não que suas pernas também não sejam interessantes. — Ele colocou a mão em cima de meu joelho, e eu permiti.
Meu coração batia forte. A minha atração por aquele cara era incrivelmente alta para simplesmente ignora-la.
_ Você não teve medo? — ele perguntou, ainda acariciando o meu joelho nu.
_ Um pouco, em pensar em circunstâncias reais — confessei. — Mas eu também estava um pouco nervosa.
_ E agora? — ele subiu a mão pela minha coxa apertando-a. Percebi que ele tinha uma pegada forte — Você está nervosa?
Tentei me conter, juro que tentei. Mas quando você já está mergulhada em pecado não há mais tanto o que se fazer.
_ Agora? — cheguei o rosto mais perto do dele, umedecendo os lábios de forma em que os meus seios ficassem a mostra pelo decote de sua camiseta social. — Nem um pouco.
Ele subiu a mão pela minha coxa e as pousou na minha cintura me puxando com força para perto. Nossas respirações ficaram mais fortes, eu senti o coração dele pulsando junto de meu, e os braços de Caio me traziam cada vez mais para perto de seu corpo. Ele passou as mãos pelas minhas costas e eu senti um arrepio. Passei as minhas pelos músculos do braço dele e as coloquei em seu pescoço, o arranhando, trazendo-o mais pra perto, pra enfim, beija-lo.
A voracidade em que nós nos movíamos, ficava maior, mas esse era sem dúvida, um dos melhores beijos que eu já tinha dado. Os corpos irradiavam um calor intenso e as pegadas se tornaram quase brutas. Eu gostei. Passei a mão por baixo da camisa de Caio, arranhando-a de cima abaixo, ele me jogou deitada na grande cama e a tirou. Seus músculos tinham uma perfeição incomparável, e seu corpo era mais bonito do que quando estava vestido. Ele me agarrou novamente pela cintura, e beijou meu pescoço.
Coloquei a cabeça para trás, gemendo, fechando os olhos. Ele desceu até os botões da camisa e os desprendeu. E não queria mais nada naquele momento. Só aqueles braços, aquele calor, aquele cheiro. Caio me deixava louca... Parecíamos feitos um para o outro, com movimentos premeditados, e extremantes prazerosos. Ele passou as mãos por debaixo da camiseta, levantando-a, suspirei. Com um movimento rápido ele tirou-a de meu corpo, e então parou, encarando-me.
_ Algum problema? – perguntei, insegura enquanto ele passava os olhos em meu corpo. Ele sorriu.
_ Só deixe-me admirar a perfeição que agora está na minha cama.
_ Não seja tolo... — murmurei, entrelaçando as pernas em seu quadril. Ele me puxou pra mais perto, e com a boca perto de meu ouvido cochichou:
_ Preciso falar que, estou completamente apaixonado por você?
Nesse momento, foi como se todas as forças do meu corpo tivessem se revigorado, como se tudo o que acontecesse de ruim estivesse ido embora, como se a vida, finalmente, valesse a pena. Mas eu apenas cochichei de volta:
_ Eu percebi isso há muito tempo...
_ Não vou nem começar a falar dos dias em que você me secou com os olhos. – ele acariciou meu cabelo.
_ Ei — empurrei-o — Isso não é verdade.
Soltei-me dele e levantei da cama. Ele levantou uma sobrancelha. Era verdade, eu conhecia cada gesto de Caio. Esse inclusive pirava minha cabeça. Ele se levantou junto e andou um passo em direção a mim, e então me abraçou. Não, aquilo não era um abraço. Ele estava desabotoando meu sutiã, mas antes que pudesse tira-lo pela frente, ele me levou até a borda da cama, tirando suas próprias calças. Ele não deu muito tempo para encarar seu corpo nu, me agarrou depressa, cochichando palavras doces em meus ouvidos, que me traziam arrepios.
É, ele sabia como me agradar... Em seguida me jogou de volta na cama. Ajoelhando-se tirou minha calcinha, o que fez cosquinhas na minha barriga com sua mão fria. Sorri. Eu o ajudei a me despir e em seguida, ele pegou novamente em minha perna, subindo lentamente a mão... Aquilo era tão... Tão maravilhoso...
Passei as mãos com força pelas costas de Caio, arranhando-as. Senti-o arrepiar. Depois as desci, acariciando seu peitoral musculoso passando por seu pescoço, e agarrando seu cabelo por baixo da nuca. Ele me virou, e se colocou em cima de mim. Então começou.
O que eu senti? A principio, dor.
Ora, nada tão desagradável quanto dizem por aí. Mas depende do nervosismo, de pessoa pra pessoa, de parceiro pra parceiro. E Caio? Sua boca suave e suas carícias sinceramente não me deixavam nervosa. Eu só queria mais. Mais dele, mais do seu cheiro, mais do gosto e da sua boca. Movimentos certos, aranhões, beijos suaves, a eventualmente pegadas fortes. Aquilo foi perfeito? Não que perfeição me agrade, mas aquilo realmente me tirava de si. Mordiscadas, gritinhos, e suspiros foram coisas que não consegui me segurar. Pela física, dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar. Eu digo que estavam errados. Eu e Caio somos a prova disso. Éramos um só.
O quanto de tempo durou? Minutos, horas... Por mim? Deveria durar dias. Mas até nós nos cansamos... Então eu me vi, abraçada com Caio, cobertos por um lençol fino, admirando o teto. Meus pensamentos voavam de volta as horas anteriores. Eu fazia carinho em seu cabelo, com a ponta dos dedos, e ele beijava meu rosto, delicadamente, ainda com a mão em minhas costas.
_ Caio — comecei — Eu... não queria ser precipitada, nem nada, mas... — Encarei-o. Ele me olhava com atenção.
_ Mas... – ele indagou.
_ Eu...eu... te amo. — sussurrei.Ele me olhou assustado. Ah, claro. Você sempre tinha que estragar as coisas Beatriz, estava tudo tão bom, e você tinha que assusta-lo...Mas então ele sorriu docemente. Pegou minha mão e a beijou. Não pude deixar de sorrir também.
_ Eu também — Ele sussurrou.
E então me beijou novamente. Quando o beijo acabou, eu fiquei com os olhos fechados por um instante, e quando voltei a abri-los, Caio já estava de pé.
_ Você acha que os outros estão desconfiados. — adivinhei.
Ele assentiu com a cabeça.
_ Eu estava pensando nisso agora mesmo. Melhor descermos.
Mas antes de me levantar, admirei novamente Caio. Eu fiquei com AQUILO tudo? Não poderia ser verdade... Então me levantei, vesti-me com o short que eu tinha trazido com a intenção de coloca-lo depois do banho e nós fomos para o andar de baixo. Eu na frente e ele atrás, para que ninguém desconfia-se.
Segui em direção a cozinha, enquanto Caio ia em direção ao notebook de Nick. Sentava e colocava algumas músicas para ouvirmos, peguei dois copos com caipirinha e dei um pra ele, sentando ao seu lado, Caio logo me puxou pra seu colo ao som de "De todos os louco do mundo" de uma Cantora brasileira que eu gostava — Clarisse Falcão.
_ Bigodinho... — sussurrei , meu olhos se enchendo de lágrimas ao pensar nisso.
_ Hey! Não, não. Que foi? — ele perguntou enxugando as lágrimas.
_ Promete? — perguntei me aconchegando e encolhendo em seus braços.
_ Oque? Calma Bibs. Prometo tudo à você — ele sussurrou beijando meu cabelo.
_ Não... Não diga isso — sussurrei, lágrimas começavam a rolar descomunalmente de meus olhos.
_ Então diga o que deseja, meu anjo — ele beijou meu pescoço.
_ Prometa...Promete... Que nunca vai me deixar... — gaguejei.
_ Bia...
_ Que nunca vai me deixar? — respirei fundo — Ou me trocar por outra? — minha voz falhava.
_ Bia... — ele começou.
_ Promete? — insisti.
_ Prometo. — ele disse por fim.
Então ele me abraçou a começou a beijar o canto da minha boca, logo, passando pra minha boca em si. Grunhi quando ele mordeu meu lábio inferior, me fazendo soltar um pequeno grito.
Quando paramos o beijo notei duas luzes azuis que logo desapareceram na escada.
_Promete? — insisti mais uma vez.
_ Prometo. — ele me abraçou e ficamos assim por um longo e prazeroso tempo.
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