The Submissive
16 Pijamas e Pantufas
Notas iniciais
~ Beatriz ~
Acordei com o som de alguém tossindo. Me deparo com Julliana à minha frente. Vestindo sneaks pretos, shorts Jeans e regata também preta comprida dos Rolling Stones, que cobria seu shorts. Seu cabelo estava molhado, ela parecia bem melhor, mas, ainda estava um pouco pálida.
_ Atrapalho? — perguntou com um copo de vodka e coca cola em mãos. Levantei rapidamente, notando a posição em que estava e acordando Caio, que ainda dormia.
_ Oque? Oque? Onde? Como? — murmurou ele sonolento.
_ Calma ai, Dom Juan — Dani apareceu sentada no balcão com a boca lambuzada de sorvete de chocolate com calda quente. — Não era nossa intenção atrapalhar nada — ela falou.
_ Fale por você — Julliana sorriu. Dani fez sinal de joinha com a mão.
_ Chãããm. Oi Juh, oi Mana. — Caio disse.
_ Que hora são? — perguntei. Enquanto prendia meu cabelo em um coque banana. Caio caminhou até o Notebook de Nick que tava na mesinha. Abriu e verificou a hora.
_ 18:39 — Ele falou. Então isso significava que estávamos à duas horas dormindo no sofá, após...
_ Nick e Aqua? — perguntei me virando pras meninas.
_ Ta nevando. — Dani disse — Eles ainda não voltaram — ela revirou os olhos como se aquilo fosse obvio.
_ Igor?
_ O índio tá dormindo... — Julliana disse sorrindo.
_ Índio? — perguntei.
_ É... ele me lembra aqueles índios do museu. Só faltava dançar Macho Man — ela sorriu, e Dani gargalhou.
_ Boa! Nick podia ser o cowboy- ri — E você Caio, o policial.
Ele revirou os olhos.
_ É. Eu gosto de policiais. — disse por fim.
Todos riram.
_ Okay... Então são 18:40 e a festa começa daqui a duas horas. — Julliana disse. — O que isso significa meninas?
_ Pera. — Dani falou virando-se pra vasilha de sorvete com calda quente. Depois do que eu chutei como uns dois ou três minutos, ela virou de novo, nós encarando. O rosto coberto de sorvete de chocolate com calda quente — Podemos ir.
_ HEY! — Gritei — Eu queria sorvete!
_ Perdeu gata. — ela sorriu inocentemente.
_ Argh. Porque eu sou sua amiga mesmo? — perguntei.
_ Porque tu me ama, e ponto. — Dani disse, e Caio e Julliana começaram a rir novamente.
_ Convencida. — Resmunguei.
_ Modesta. — Caio disse.
_ Até tu Brutos? — Perguntei, fingindo indignação. — Pois quer saber... Sim, eu te amo. Mas nem tanto quanto o Ig...
_ Bia! — ela gritou vermelha.
_ Igor. — completei.
_ Ah... sua... — ela correu pra cima de mim, mexendo os dedos. NÃO!
_ Hey! Espera! — uma voz gritou da escada. Igor estava com blusa de meia manga com um decote " v" branca e bermuda verde — folha. Os cabelos agora compridos estavam desalinhado. — Estamos sendo invadidos.
_ Como? — Dani perguntou à voz falha.
_ Olhem. — Caio apontou. Uma forma estava próxima a janela em formato de hexágono no corredor da escada, que dava pra área da piscina. — Alguém está querendo invadir.
_ Ah! Ladrão! — gritei e começamos a bater na bunda do ladrão com tacos de basebol.
_ Estão tentando sair...Não,pera. — Dani falou.
_ Está mais como tentando... entrar? — Igor afirmou, mas, sua informação saiu mais como uma pergunta.
_ Dá pra parar de bater na minha BUNDA! — O ladrão gritou. Mas não era um ladrão, era...
_ Nick? — perguntei.
_ Bia! Faz assim eu empurro e vocês puxam. Okay? — uma voz ecoou lá fora.
_ Aqua? — Julliana perguntou, com cara de " Error 404 Not Fund".
_ Depois eu explico Jubs. — Dani girou o corpo pra frente, a cara ainda tava suja de chocolate, mas, ela parecia esquecer. — Aqua contamos até três?
_Puxa logo esse caralho de vez! — Aqua gritou.
Começamos à puxar e empurrar. Com muito esforço. Nick desentalou da janela. E Aqua pulou com facilidade pra dentro. Ambos vestiam suas roupas de banho ainda. Com apenas uma ou duas peças por cima. Havia flocos de neve no cabelo de Aqua.
_ O que houve? — Igor preguntou.
_ Eu fui mostrar a Aqua uma caverna... E nós perdemos, só isso. — Nick disse. Juh os entregou algumas bolsas de água quente, mas, eles pareciam não estar com frio. Mesmo assim a colocaram em suas testas. Aqua tinha a mão enlaçada ao do garoto.
_ E como vocês não congelaram? — Dani perguntou sorrindo. O rosto ainda sujo.
_ Érr... — Eles começaram. De repente Julliana parou encarando um relógio. Já eram 19:39.
_ Estamos atrasadas! — Ela gritou.
_ Ai meu ser, Não! — Dani pareceu notar. E antes que alguém pudesse impedir, ambas, eu e Aqua, fomos puxadas por duas lunáticas por festa em direção ao banheiro. Enquanto subíamos, ouvi Caio dizendo:
_ Espiada?
_ Espiada. — concordaram os outros.
_ Corre! — Gritei pras meninas.
Chegando no banheiro, trancamos a porta e fizemos revisão. Aqua tomaria banho primeiro na banheira pra esquentar... Dani usaria o box com o chuveiro, enquanto eu e Juh esperávamos. O barulho da água era reconfortante, fazendo névoa nos espelhos, enquanto eu e Juh escreviámos bobagens.
" Heart beats fast
Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow
One step closer
I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
Time stands still
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this
One step closer " — Dani começou a cantar.
_ Ui! Alguém ta apaixonada aqui? — Julliana perguntou.
_ Vai à merda. — Dani respondeu.
_ Calma gente. Não é culpa dela se o índio tem os seus encantos. — Aqua provocou rindo encolhida à banheira.
_ Se ele tem esses " encantos "... Porque tu não fica com ele Aqua? — Dani perguntou do box.
_ Porque ele é seu. — provoquei.
_ Ah, porque eu ainda sou amiga de vocês, mesmo?
_ Porque você me ama, gostosa. — Falei na melhor imitação da voz dela.
_ Hey! Olha o bullying. — Ela falou mas não estava brava. Saindo rindo enrolada em toalhas brancas. O rosto sem nenhuma gota de chocolate.
_ Nem falo nada sobre você acharem que eu e o Igor ainda vamos ser um casal. — Ela murmurou pegando perfumes, cremes e a escova e saindo. Aqua saiu atrás dela.
Entrando pela porta que dava acesso ao corredor. Fiquei olhando, quando virei pra Juh,ela já estava despida entrando na banheira. Revirei os olhos. É. Eu tinha de parar de ficar dando mole. Entrei no box embaçado e deixei as gotas de água caírem, passando o xampu e me lavando enquanto à água trazia junto com a sensação relaxante, as lembranças das horas que passei com Caio.
Nosso beijos, nossos abraços, nossas palavras, suas mãos em mim... Deslizei pela parede, sentando no chão e tocando meus seios... Não percebi o quanto havia ficado daquele jeito, até Julliana bater na porta.
_ Hey Bia! Tudo bem ai dentro? — Ela perguntou. — Tu tipo não desmaiou nua né?
_ Sim. To bem. — levantei com muito esforço e desliguei o chuveiro. Puxei a toalha e me enrolei saindo. Julliana já estava vestida com uma camisola de seda roda que contrastava perfeitamente com seu corpo moreno. Seus cabelos estavam perfeitamente enrolados, de modo que caíam em cascata pelos ombros. Dani e Carol entraram vestindo cada qual uma camisola sensual, Dani de vermelho, à calcinha aparecendo um pouco, a seda da camisola um pouco acima do joelho, Carol de camisola preta um pouco abaixo e com detalhes de renda nos lados e no busto. O cabelo castanho e ondulado de Dani estava solto. Aqua com os cabelos loiros com mexas azuis, em uma trança embutida.
_ Vocês... deviam ser presas — murmurei.
_ Porque? — Juh perguntou enquanto terminava de ajeitar seus cabelos.
_ Horas...Olham pra vocês...
_ Ai Bia! Cala a boca e toma à sua aqui. — Dani disse pegando um borrão azul e jogando bruscamente na minha cara. A camisola era linda, sensual e simples. Além de ser azul. Vesti. Penteei meus cabelos e os amarrei num coque simples, alguns fios caindo.
_ Perfeita! — Elas exclamaram.
_ Não sejam tolas... — falei.
_ Elas não são... — Caio entrou no banheiro seguido pelos outros rapazes. Ambos usavam shorts de caminhada. Os tanquinhos à mostra. Gotas de água respingavam pelo corpo de Caio. Com muito esforço desviei o olhar. Encarando seus rostos.
_ Todos prontos? — Nick perguntou.
_ Sim. — Aqua respondeu.
_ Então... — Igor começou.
_ Vamos. — Dani disse, o cortando. — Eu tenho uma coisa que acho que iremos usar.
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