Notas iniciais
Sem dedicatória em especial. Mais um aviso: Se gosta de Digor, ficará extasiado. Se não shippa. Prometo que gostará... Aguardo suas sinceras e humildes opiniões. encontro nas notas finais? Não me deixem esperando... e desculpas a todos pela demora, problemas técnicos...

~Danielle~

_ Como você não é você? – Ouvi alguém perguntar, minha cabeça latejava. Parecia prestes a explodir. Droga de ceifadoras.

_ Oi? O que eu perdi? – Perguntei sentando na escada e esfregando as têmporas, todos me olhavam, estou começando a odiar isso de verdade. – Alguém me dá uma aspirina? – pedi.

Bia correu pra cozinha, pegou o copo e o comprimido. Bebi rapidamente, deixando o gosto amargo na boca.

_ Obrigada e... Alec? Jura? Junior? O que tu está fazendo aqui? – perguntei assustada.

_ Hey Dani! – Alec levantou a mão em minha direção, a outra estava enroscada na cintura de Julliana.

_ Errou. Na verdade é Hey Jude! – sorri fraca – O que eu perdi? – Olhei acusadora pra mão na cintura de Juh, Alec corou e retirou-a.

_ Hãm... As ceifadoras invadiram e... – ele começou.

Fiz sinal para que ele parasse. Levantei e encarei as duas ruivas, não. Não pode ser. O que... Como...

_ O que essa vadia ta fazendo aqui? – exclamei – O que essa vaca tingida... – a raiva fervilhava dentro de mim, enquanto Bia, Juh, Aqua, Nick, Alec, meu irmão e Igor relatavam o que tinha acontecido. Aparentemente, todos estavam bem, um pouco sujos pela luta, Juh tinha ataduras na testa, por causa de um golpe de Marya, mas, estava claramente sadia. Nick estava com vários cortes, mas, parecia não se importar. Igor tinha cortes, mas, não eram de todo ruim, Bia se cicatrizava. Caio e Aqua ambos estavam sujos de cinzas e fumaça. Mais no momento, o relato e as perguntas sobre o porque da invasão eram os mais importantes.

_ Mas, porque você virou estrelinhas? – Caio fez um gesto com a mão.

_ Eu não virei estrelinhas! – exclamei ofendida.

_ Purpurina então. – Ele deu de ombros.

_ Gritter. – corrigi – E eu não sei. Não me... lembro? Eu disse algo? – perguntei com medo.

_ Algo sobre “ Pode demais” “ Pacto” – Igor fazia aspas com os dedos.

_ Hm. – Bia murmurou preocupada.

_ Ah! Depois falamos disso, agora – dei de ombros e me virei, encarando Julliana – Bem – vinda ao lado “Eca” da família, amiga! – Fiz aspas com os dedos.

_ Eu não sou eca! – ela protestou.

_ É. É sim! – Caio, Bia e eu respondemos em coro.

_ Por que eu ainda falo com vocês mesmo? – a garota indagou.

_ Porque tu me ama, totosa. – Pulei no pescoço da garota.

_ Eca. – Julliana resmungou.

Naquele momento Aqua bocejou, todos sorriram.

_ Ai que sono.

_ Que tal irmos dormir, Aquazita? – Nick perguntou.

_ Sem clima pra brincadeirinhas, hoje – a garota respondeu cansada.

_ Ui – sorri pervertida – Sem brincadeirinhas? Tadinho do neném, Aquazita.

Pisquei e Nick fez sua melhor cara de cachorrinho que caiu da mudança. Aqua corou.

_ Tchau. – ela sorriu e saiu correndo, levando Nicholas consigo.

Todos riram embriagados.

_ Se me permitem... Eu e o Alec vamos conversar. – Juh falou se afastando.

_ Conversar... Sei... – Caio murmurou.

_ Cala a boca. – Juh grunhiu.

Todos riram. É. O sono te deixa demente mesmo. Alec piscou pra mim. Aquela piscada do tipo: “ Obrigada deusa, louca, diva.”. Não pude deixar de sorrir.

_ Prazer em revelo Junior. – falei, contendo o riso.

Juh o puxou e ele saiu sorrindo bobo.

_ Isso é tão romântico – zombei.

Caio sorriu e abraçou os ombros de Beatriz. Fingi limpar uma lagrima. Catriz era tão... fofo?

_ Que tal irmos dormir? – Caio perguntou e então olhou pra bagunça – Ou podemos...

_ Okay. – Bia bocejou – Prefiro dormir – ela olhou pra mim – Dani e Igor limpam.

_ Você que pensa. – Olhei para a cabeça decepada de Nathálya – Porra, só eu podia matar essa daí.

Caio gargalhou, se levantou e estendeu a mão para que minha melhor amiga pegasse. Bia segurou e ele a puxou pra cima.

_ Agora se derem licença, eu e a minha namorada vamos dormir.

Olhei para Bia que cobria a boca com as mãos, os olhos âmbar brilhando, pisquei, e ela arfou, corando. Igor e Caio gargalharam. Meu irmão se inclinou e depositou um beijo no topo da cabeça da garota.

_ Vamos? – Ele perguntou.

_ Cuidado pra não se perderem no caminho – comentei.

Bia se abaixou e lançou uma almofada numa trajetória perfeita.

_ Ai! – me fingi de ferida, balançando as pernas igual uma barata.

_ Não exagera, e cuidado pra você não se perder na limpeza – ela deu destaque as palavras.

_ Quem disse que eu vou limpar? – amarrei as ruivas e sai correndo. – Quem chegar por último é um mal- comido! – corri em disparada escada acima. Os outros saíram correndo pela escada estreita, eu havia chegado primeiro,mas, logo fui atropelada por Caio e em seguida, Beatriz e Igor, que caiu necessariamente em cima de mim.

_ Empate... – falei sem ar.

Bia me ajudou a levantar, e seguiu até a porta do quarto do meu irmão, que sorria cafajeste, cobri os olhos, fingindo choque.

_ Quero sete sobrinhos ouviu? – ri da careta deles.

_ Cala a boca, Dani! – E a porta foi fechada. Me virei, Igor me encarava sem expressão.

_ Bem... Boa noite. – Comecei a ir em direção ao meu dormitório,mas, ele me deteve. Segurando firme o meu pulso.

_ Não ganho nada? – Perguntou.

_ Ah! Claro. É mesmo. Feche os olhos – Pedi.

Rocei meus lábios no canto da boca dele e depositei um beijo na bochecha.

_ Hey! Não vale! – Ele disse e eu sai correndo, sendo seguida de perto. Cheguei na porta do meu quarto, ele me segurou pela cintura.

_ Vale sim! – Coloquei a mão em sua nuca, deslizando suave os dedos, o garoto começava a arrepiar. – Agora, boa noite – Fechei a porta.

_ Veremos até quando você resiste à mim. – ele murmurou.

_ Até quando der. – Gargalhei maléfica- Convencido.

_ Ook. Então até daqui a pouco.

_ Sonha. – retruquei.

_ Não preciso, querida.

Ouvi seus passos ecoando no corredor, abri a porta e olhei ao redor na escuridão, até quando senti algo. Um selinho sendo robado.

_ Idiota! – gritei.

_ O idiota só seu, todo seu. – o beijoqueiro saiu correndo, fechei a porta novamente, sorrindo boba. Como Juh diria: Eca. Me esparramei na cama, tentando dormir,mas, imagens rondavam minha mente, Eu e Igor na clareira, eu e Igor no quartinho, eu e Igor lutando, ele me beijando, ele me consolando e a mais nova: Ele me roubando um selinho.

Olhei o relógio na cabeceira: 7 e 39 da manhã, fechei os olhos e me concentrei no sono. Ele veio. Sonhei. Em meu sonho, um bebe chorava em meus braços, no meio da neve, uma clareira de grama amarela. Eu estava cercada.Havia ceifadores, carcereiros e demônios de todos os tipos ao meu redor. Meu instinto foi querer proteger a criança em meus braços. Saquei um machado e ataquei, o bebê agora em minhas costas. Decapitando braços, mãos, pernas... e várias outras coisas, quando tudo terminou, olhei o bebê pela primeira vez.

Prendi a respiração. Ele era lindo.

Eu conheci anjos, e havia morrido depois de lutar e ser ferida por Auréa. A guarda- costas. Eu vi a morte, mas, naquele momento nada se igualava a beleza do menino, aquela pele branca, que corava de frio, seus olhos absurdamente azuis e a boca vermelha quase preta. Afaguei os cachos negros e, arfei quando seu dedinhos se enroscaram nos meus, sua boca se abriu em uma frase: “ Me ajuda”

E então algo aconteceu, a criança começou a sangrar, retirei o pano que o encobria e descobri ali que uma lança atravessava seu peito, passada diretamente por entre o meu coração. Nossos corpos, ambos, pingando e manchando a neve, algo em mim começou a doer. Não o local de onde a lança se projetava, mais abaixo... No meu... Me encolhi e gritei enquanto arrancava a lança, com meu coração e o bebe presos a ela. Pontos dançaram a minha frente, os olhos calorosos do bebê me encararam num último sussurro: “ Mamãe.” Desabei por sobre o pequeno cadáver.

Acordei lambuzada de suor frio, parecia que aqueles olhos. Aquele olhar...

Com a certeza de que não iria dormir mais depois daquilo, decidi tomar um banho. Me vesti depressa, com os mesmos shorts jeans, e blusa xadrez, dando preferência a uma regata preta e uma rasteira vermelha.

Desci as escadas, fui a cozinha e peguei um lanche básico: maçã, barra de cereais e cerveja preta, as ruivas ainda estavam desacordadas, mas, silvavam como cobras, ignorei, dando de ombros e me dirigi a sala de jogos. Naquele momento nada como uma sinuca.

(...)

_ Droga! – reclamei após a quarta jogada errada, joguei o taco na parede e ele se quebrou ao meio.

_ Sabia que não é assim que se faz? – a voz disse de algum lugar atrás de mim.

_ Ai que susto!- suspirei – Quem...quem está ai? – perguntei.

_ Não reconhece mais a minha voz? – o garoto falou numa falsamente magoada voz. Se aproximando da luz, pude ver a silhueta. Um sorriso desafiador enquanto erguia uma embalagem prateada de algo na mão. Chocolate, talvez? Não sabia.

_ Igor. – falei – Ta louco? Quer me matar é?

_ Hm. Talvez. – Ele sorriu – Na verdade vim cobrar meu jogo. – O encarei confusa – Sabe não consigo dormir... – Ele se aproximou.

_ Veio aqui só pra perder? – Provoquei.

_ Olha. – Falou pensativo — Se você jogar sempre desse jeito. Creio eu que irei, digamos, ganhar?

_ Veremos – joguei um taco e ele o agarrou em pleno ar.

_Ook. Damas começam. – Ele fingiu uma mesura.

_ Gostei professor – ele me encarou confusa – Girafales –sorri ao ver sua careta.

_ Pare de me amar um segundo, gata – Ele imitou minha voz numa duplicata ruim.

Virei e o encarei, ele estava quase à gargalhar.

_ Hey! Você está rindo de mim! – Acusei.

_ Estou nada. – ele quase se contorcia

_ Está sim! E aprenda: 1) Minha voz não é esganiçada. 2) Você nunca, em toda a sua vida, conseguirá imitar meu jeito – deusa – louca- diva de ser. – dei de ombros.

_ Desculpa ai, Morgana – ele ergueu a mão e a embalagem a frente do corpo.

_ Okay ! Vamos começar. – Falei

_Certo. Espera. – Ele colocou 3 tabletes colados de chocolate na boca.

_ Eu quero! – fiz biquinho.

_ Pena. Ta acabando, só tem mais três e esses são meus.

Encaçapei a bola e encarei Igor, ele também me encarava, me agachei e peguei impulso, me lançando por cima dele.

_ Quem ta no poder, agora? – perguntei e ergui triunfante o papel prateado — É meu!

_ Hey! – Igor começou a correr atrás de mim, em volta da mesa.

_ Nanananana – imitei uma criança fazendo birra – Você não me pega.

_ Pego sim. – Ele pulou sobre a mesa e caiu encima de mim – Agora por ser má. Merece um castigo.

_ O que? – perguntei com voz rouca.

_ Isso. – Igor começou a me fazer cócegas.

_ Para. Para. Para! – Meus olhos já lagrimejavam, eu tentava acertar um chute.

_ Não. – Ele aumentou a intensidade das cócegas.

_ Por... Por favor – pedi sem ar.

_ Okay. – ele parou – Tempo pra respirar.

_ Obrigada – Falei chorosa – Minha vez.

Comecei a fazer cócegas nele, me sentando em sua barriga.

_ Agora me dá o chocolate! – Exigi.

_ Não. – ele tossiu sem ar.

_ Ok. Então aguenta ai. – falei e fui recomeçar.

_ Errou. – Ele segurou minhas mãos – Agora, minha vez.

Giramos e ele ficou por cima do meu corpo, recomeçando aquela terrível tortura, me prendendo com seu corpo, eu estava ficando vermelha e...suplicava.

_Pede água – Ele exigiu.

_ Água. – murmurei.

_ E diga que me quer...

_ Ta bom! Me solta e eu... eu...- hesitei.

_ Você? -

_Te quero nu — murmurei baixo.

_ O que?

_ Eu te quero. Porra! – gritei.

_ Pronto, acabou. – ele se vangloriou – Quem é o melhor?

_ Me poupe. — desamarrotei minhas roupas.

_ E ai, quanto ta o jogo?

_ Três a zero – dei de ombros – Acho que ainda sou a melhor.

_ Bom, então, vamos ver – ele pegou o taco e foi até a mesa. Acertando todas as bolas.

_ Três à um – anunciei infeliz – Minha vez.

_ Deixa eu te mostrar o jeito certo – Ele se aproximou por trás e segurou meu braço, sua perna me dando uma leve encochada. Senti os pelos dos meus braços se arrepiarem.

_ Cuidado – Ameacei entre dentes.

_ Ou o que? – ele sussurrou desafiador em meu ouvido.

Virei e o encarei, as sobrancelhas arqueadas, da boca pendendo o último pedaço de chocolate.

_ Quer saber? Foda-se — Fiquei nas pontas dos pés e o beijei, Igor me puxou para si até nossos corpos se colarem, deslizei meus dedos por suas costas chegando à nuca, agarrando os cabelos, enquanto o puxava mais pra mim. Ele suspirou e nos colamos mais ainda, as pegadas ficando mais brutas, quase violentas, pulei e enrosquei as pernas ao redor de seu abdômen, enquanto o garoto cambaleava comigo agarrada à ele. Ainda nos beijávamos, as línguas brincando em perfeita sincronia. O beijo cada vez mais urgente. Enfim ele agarrou a mesa e me colocou em cima, separando o beijo, eu o olhei atordoada, como se tivesse acabado de ingerir ácido...

_ Calma. Não fica assim eu...eu...e-eu... — Ele me encarava e não conseguia evitar sorrir, eu sorria de volta — Dani...eu...

_ Cala a boca e me beija, idiota — o puxei e começamos de onde havíamos parado...

O clima estava esquentando, eu havia retirado a camiseta de meia manga do garoto e ele havia jogado a minha xadrez longe e me ajudava a desabotoar o shorts, enquanto eu revirava os olhos. Começamos à nós beijar novamente, mais feroz que antes, trocando mordidas e suspiros, estremecendo um abaixo do outro. Me levantei e estalei os dedos. Logo estávamos no quarto secreto, no sótão, as roupas jogadas. Igor me encarou novamente com as sobrancelhas arqueadas, mordi o lábio inferior e caminhei fazendo uma dança sensual até ele, o joguei na cama improvisada e mordi o lóbulo de sua orelha.

_ Faça ser interessante. – sussurrei pra ele.

_ Com você, tudo é interessante – Ele retirou o que restava de minhas roupas com a ponta dos dedos e arrancou a lingerie de renda com os dentes.

_ Idiota – murmurei, puxando-o pra mim.

_ Marrenta. – ele revidou, enquanto mordia meu lábio. Arrepiei.

_ Meu? – suspirei.

_ Minha.

E o jogo começa.

Notas finais
Gostaram? Amaram? Adoraram? Merece seus comentários perfeitos? Até que enfim esse casal se aceitou em um lugar, pq...bem... E sobre Catriz, porque não oficializar de vez? Muitas reviravoltas vão acontecer. Afinal. Aqui nada acaba com " Felizes pra sempre". Bjos de luz, estrelinhas kk Olha, cês que sabem, se quiserem que continue DIGOR, eu continuo no 21, se não quiserem... Passemos para o misterio de Alec. E não gente. Ele não é Deus, ou talvez seja... Momento imitando Televisão ~Fiquem de olho~ VOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI (*O*)/