The Submissive
22 Interessante
Notas iniciais
~Danielle ~
Acordei.
Dedos me acariciavam e apertavam as pernas, suspirei, extasiada, aquilo não foi um sonho, um sonho realmente bom, aquilo tinha sido real, melhor que nos meus mais secretos sonhos. Me apoei sobre os cotovelos e olhei para o rosto de Igor.
_ Bom dia, preguiçosa – ele disse.
_ Não sei o que esta falando – dei de ombros e ele me tentou me beijar.
_ Sai, eca- levantei de um pulo, o lençol fino deslizando sob minha pele – Você ta com bafo. – abanei em frente ao nariz.
_ Olha quem fala. – ele me puxou pra cama de novo e se colocou em cima.
Girei e inverti as posições.
_ Mais num round? – falei – Claro.
_ Que tal começarmos por um banho, agora? – ele me olhou sugestivo e começou a rir – Você já está desse jeito mesmo.
_ Idiota – o empurrei bruscamente no chão – Quer que eu te mande embora?
_ Eu nunca, nunca. Nunca mais vou sair do seu lado, herdeira – eu sussurrou, agora em pé. – Você é minha.
Deixei que um quase sorriso se esboça-se em meus lábios, ele revirou os olhos dramático e me puxou pra si.
Nos beijamos novamente, dessa vez no chão, flashes começaram a girar, as horas que passei com ele até aquele instante, até acordar e ver que eu era dele e ele era meu. Nossos preciosos minutos, nosso jogo, seus beijos, nossos abraços, seus dedos deslizando sobre minhas costas, chegando a nuca, os meus o puxando pela nuca até mim, seus olhos me encarando, nossos sorrisos, nossas risada, quando ele me penetrou...
No começo eu senti dor, uma dor profunda, o hímen se rompendo. Fechei os olhos, Igor era quase tão protetor quanto Caio ou talvez pior que meu irmão irritante, que agora devia estar ocupado com a minha cunhadinha. Sorri em meio ao beijo, pensando em tudo o que todos já passamos até chegarmos aqui, no Waka Waka, Igor interrompeu o beijo quando o ar se tronou realmente necessário. Mas, porque precisávamos de ar mesmo? O agarrei sem pensar e nos beijamos novamente, mais intenso, mais necessário,ele se levantando devagar comigo agarrada a ele.
_ Acho que a cama por enquanto ta bom – grunhi mordendo os lábios do garoto, que estavam inchados.
Ele me jogou com delicadeza, fios de cabelo caíram em meu rosto, Igor os retirou delicadamente com as mãos, não havia notado que o seu cheiro estava em meu corpo, o amadeirado de sua pele, o calor dos seus toques em minha pele fria, aquelas horas foram tão intensas, mas, quando ele me beijava eu não conseguia lembrar de mais nada, só daquele instante...De mim, dele.
Recomeçamos de onde, tudo havia parado, ele se mexia livremente, explorando cada espaço. Numa caçada, se deve conhecer a presa, antes de si mesmo, ser um caçador e saber qual presa e a perfeita para fisgar, e o garoto era um bom caçador. Ri com meus próprios pensamentos.
_ Porque ta rindo? – ele arqueou as sobrancelhas.
_ Pensamento aleatório – gargalhei mais, ignorando o garoto.
_ Você parece uma foca engasgada – ele começou a rir e eu parei, sem entender o motivo.
_ Como?
_ Sua risada...Foca... – ele tentava explicar,mas, não conseguia.
Demorei dois segundos pra entender completamente.
_ Não ria de mim! – Gritei e fiz um movimento ousado, ele grunhiu, quando o movimento fez ele invadir por completo.
_ Cuidado? Quer me deixar mais excitado do que eu já estou?
Arranhei sua nuca, enquanto ele trançava um caminho de beijos e chupões pelo meu pescoço, me fazendo estremecer a cada pequena e demorada mordida.
_ Veremos se isso ainda é possível – sorri maldosa, enquanto meu sussurro o fazia revirar os olhos.
Ele me levantou e girou a sua frente, caminhamos trombando nos móveis espalhados pelo quarto, ele me beijava enquanto andávamos imitando dois bêbados. Igor me soltou, os olhos vermelhos e inchados. Os lábios numa linha reta.
_ Puta que pariu! – O garoto gritou.
_ O que houve? – perguntei assustada – Eu...
_ Cale a boca – ele me cortou, o olhei pasma – Ai, quina maldita.
Ele chutou a pequena cômoda branca com um violento Claack. Seus dedos ficaram roxos e inchados.
_ Sabia que não é assim que se faz? – coloquei a mão na cintura imitando-o – Deixa que eu te mostro.
Me aproximei por trás e respirei igual nos pornô que meu pai havia mostrado ao Caio quando ele tinha 7 anos, o garoto arrepiou e me jogou na parede, sorrindo malicioso, enquanto agachava e me provocava com os dedos. Estremeci sentindo a vinda do segundo orgasmo, me agarrei a ele, enquanto meu corpo tremia com convulções, e eu expelia o líquido. Igor me levou até o banheiro e o trancou, enquanto me colocava na banheira e recomeçava a nossa dança, ele se agachou e sumiu nas águas, não sabia como ele podia ter feito isso, pois a banheira era pequena. Senti algo me cutucar, e logo o garoto resurgiu. Com o sorriso presunçoso que eu aprenderá aos poucos a amar.
_ Minha vez. – Mergulhei e comecei a provoca-lo, a atiçar o garoto sem piedade. Mais algo me fez parar, pulei da banheira, puxando Igor.
_ O que houve? – ele começou a perguntar mais foi cortado por uma voz estridente aos gritos.
_ Mas o que é que tá acontecendo aqui?!
_ Cacetada! — o olhei assustada.
_ Mas quem...
_Fique ai. – Me enrolei nas toalhas e sai lentamente da banheira.
_ Mas...
_ Fique – cochichei.
_ Dani... – Ele pediu.
_ Fique.
_ Ok. Princesa. – ele bufou.
_Princesa? Princesa? – levantei seu queixo e lhe dei um rápido beijo. – Gostei. Agora fique aqui e nem um pio. – sussurrei com um dedo em seus lábios.
Ele me olhou e mordeu os lábios.
_ Pio.
_ Idiota. – ele me abraçou e eu sai.
"Ai meu Deus!" – pensei enquanto abria a porta do banheiro dos meninos e entrava na bagunça que o quarto se encontrava. Lá estava ele. Caio. Meu irmão.
_ Onde está ele? Onde está esse índio pedófilo, está? – ele berrava
_ De quem você está falando? – corri até a cama, segurando a toalha em meu corpo.
_ Não venha bancar a mentirosa pra mim! – ele tremia de ira – Ele te machucou, ele te ameaçou, foi isso, não foi?
_ Ele não fez nada! Ele não está aqui! – eu estava aos berros.
_ Então me diga... Que marcas são essas no seu pescoço? – Caio estava a minha frente e retirou os cabelos colados de meu pescoço. – São chupões não são?
_ Puta merda, Caio, você não é o papai! – Gritei.
_ Então, isso é um sim? – ele perguntou – Ai se eu pego esse...esse...Maníaco retirador de honra de garotas puras.
_ Dai-me paciência... – Mostrei a língua – Não acha que está...
Hesitei.
_ Está o que? – Caio incentivou.
_ Sendo infantil? – apontei
_ Eu? Infantil? – ele estava me lançando seu melhor olhar na escala do mal, mas, eu não ligava, meu irmão estava estragando o melhor momento da minha vida. Sustentei seu olhar.
_ Sim, você. – hesitei – Não sou igual a Elisabeth que precisa de cuidados, porque é uma vadia e saiu dando pra geral.
_ Cuidado com o que fala da nossa irmã! – ele gritou.
_ Sua. – agora quem tremia de raiva era eu, lágrimas percorriam o meu rosto – Sua irmã. Sua. Elisabeth nunca foi minha irmã, ela não tem o mesmo sangue que eu, e ela me odeia, ela conseguiu ter tudo de você. TUDO!.Tudo o que você não notou que eu é que precisava. Caio, eu sou sua irmã, gêmea, ainda por cima. Tenho 18 anos. DEZOITO! Já sou legalmente adulta, Igor tem 23. E se eu quis me entregar pra ele, é porque eu o amo. Igual a Bia fez ao escolher ter sua primeira vez com você. Você não é, e nunca será o meu pai...
Sua mão me atingiu num tapa forte. Cai no chão, Caio me olhou assustada.
_ Dani – sua voz estava ferida. — Irmã...
_ Dói ouvir a verdade não é? – esfreguei meu rosto – Dói saber, que a sua princesinha, que a sua irmãzinha que tanto o orgulha não é tão digna como pensava, não é mesmo?
Ele ergueu a mão de novo.
_ Vai, me bate, me bate, vai logo! Mas, sabe? Eu o amo, eu amo o Igor e eu te amo, mas, meu irmão. Não posso viver a sua sombra sempre. Eu tenho os meus desejos, os meus sonhos...
_ Sonhos realmente bobos. – ele murmurou, a mão caindo. – Ser bailarina, você teria coragem de me deixar, ou deixar à...à esse mane? — Caio agora estava a minha frente.
_ Irmão. Eu nunca o deixaria, sempre estaria aqui. Afinal somos a dupla Vieira – sorri e ele retribuiu, e me deu um abraço – Amigos?
_ Sempre.
_ E eu que te protejo, lembra-se quando quase se casou com a vadia da Mi...
_ Cale a boca, pirralha.
_ Sou sua gêmea. Idiota. — O abracei de novo, o que era meio estranho, a julgar que eu estava de toalha.
_ Hey! – chamou Igor na porta do banheiro – Já é seguro entrar?
Gargalhei e corri para os seus braços, ele me pegou e girou e nos beijamos novamente, quase esqueci de meu irmão indulgente no meio do pequeno quarto do porão.
_ ér... Bem... – Caio falou com a voz um pouco enojada – Parece que minha irmã te escolheu como meu cunhado.
Igor reprimia um sorriso.
_ É o que parece. – respondeu o garoto.
_ É. Sempre soube que ela tinha mal gosto. – Caio deu de ombros.
_ Haha — digo irônica.
_ Mais olha aqui, se deixar uma marca que for na minha maninha... – Caio deixou a ameaça no ar.
_ Vai ser um pouco difícil, sabe? Afinal... Quem nunca dá uma chupa...
_ Okay – Caio tapou os ouvidos – Não quero ouvir os detalhes.
E saiu pela porta à fora.
_ Caio. – mostrei a língua a Igor.
Ele me rodopiou, e me deu um beijo rápido e caloroso.
_ Caio. – ele murmurou.
Suspirei e nos beijamos novamente, indo em direção ao banheiro.
_ Está com fome? – Igor perguntou
_Sim.
_ Qual delas? – ele sorriu safado.
_ Primeiro, vamos matar esta. – Agarrei-lhe em baixo da água.
_Hum... Essa fome vai ser meio difícil de matar.
_ Interessante.Vamos ver. -Sorri
Me deitei em seu peito quente, e ele me abraçou, inspirando o cheiro do meu cabelo. Depois com as pontas do dedo ergueu meu queixo, me fazendo encara-lo.
_ Te amo – Igor sussurrou baixo.
_ É. Eu sei.
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