Notas iniciais
Desculpem a demora, sem inspiração, coisas pessoais, gayzisse, pensei em desistir e tals, mas, vamos lá. Bombaaaaaaa!!! Notas finais, sim? Não me matem

~ Beatriz ~

Amanheceu.

Me virei para o lado, Caio não estava lá, segurei os lençóis e sai da cama, indo em direção ao banheiro, minha pele formigava onde a água morna tocava.

Quando terminei o banho, procurei uma boxer do bigodinho, ou melhor, do meu namorado, sorri e remexi na gaveta de cuecas dele à procura de algo que pudesse me servi. Sorri ao encontrar uma boxer azul-marinho. A vesti. E em seguida coloquei uma blusa polo branca do garoto que cobria até a metade da minha coxa, vesti meu short surrado da noite/dia anterior e amarrei o cabelo.

Sai do quarto rapidamente, fechando a porta atrás de mim.

_ Ai. – ouvi Dani reclamar, — Se trombarmos com essa frequência sempre, uma de nós saíra machucada,gata.

_ Sorry, querida. – sorri ao encara-la, estendendo a mão. – Noite boa?

_ Nem imagina. – ela agarrou a mão e se levantou. Vestia uma um moletom verde que ia até metade da sua coxa e uma boxer cinza, o cabelo estava solto e desarrumado em ondas irregulares, os olhos estavam inchados e brilhantes, como se não tivesse dormido a noite, o que eu podia apostar que era verdade. Em seu pescoço se encontrava as mesmas marcas que estavam espalhadas sobre a minha pele, mas, elas não pareciam tão graves quanto as minhas.Ela percebeu que eu encarava-as e corando subiu mais a carapuça para encobrir.

_ Imagino... – sussurrei – Como imagino...

_ Sem detalhes sobre sua transa com o meu irmão – ela tapou os ouvidos, rindo histérica – Vamos, que eu estou faminta.

Andamos pelo corredor, enquanto duas garotas saiam de respectivos quartos. Ambas igualmente vestidas como nós.

_Oi – sussurrou Aqua, seus olhos verdes com um brilho intenso, os cabelos loiros com as mechas azuis desbotadas presos numa trança fina, com fios soltos, bagunçados. Vestia uma camisa branca quase cinza e uma Box preta.

_ Oi – sussurramos de volta.

_ Noite boa? – Juh perguntou.

_ Você que o diga né ? – Dani indagou, as duas se abraçaram e riram como crianças que ganharam ovos de páscoa.

Todas sorrimos e descemos a escada, uma de cada vez, silenciosamente na ponta dos pés descalços, mas, tivemos de nos segurarmos para não cair quanto Caroline parou bruscamente nos degraus a nossa frente.

_Eu...Não... – ela começou.

_ Acredito. – Dani completou olhando por cima do ombro da minha prima.

_ O que está acontecendo, gente? – Juh perguntou se apoiando em cima de mim.

_ Juh, eu acho que você...

Ambas despencamos uma em cima da outra. Minhas costas doíam pedindo por socorro, Dani havia caído sobre o nariz, que sangrou, mas, por sorte parecia intacto, e Juh estava sobre mim de modo que não se machucou.

_ ... não devia se apoiar tanto assim – completei sem ar.

Levantei os olhos para a minha esquerda, não acreditei no que vi.

_ Passe os ovos – Pediu o garoto, Igor jogou os ovos para Alec. Alec os pegou e quebrou enquanto Nick jogava alguns temperos dentro da mistura, Caio estava atrás do fogo, com um avental que levava escrito “Beije o chef” em letras vermelho- berrante.

Havia suco, frutas, queijo, bolo e pães sobre o balcão de mármore recém- restaurado, as ruivas odiosas estavam acordadas amordaçadas e amarradas a um cadeira ao lado da Tv, Maya me fuzilou com os olhos enquanto Clivia me encarava com os dela cheios de falsas lágrimas.

Contornei-as e andei com as garotas até o balcão, me sentei, apoiando meu rosto sobre os cotovelos, enquanto observava Caio em sua imitação de chef profissional.

_ Olá garotas. – eles disseram levantando os olhos e nos encarando.

_ Olá irmão – Dani disse sorrindo para o avental de “Beije o chef ” – Poderia me fazer a gentileza de passar o Menu?

_ Claro, senhorita. – Igor se aproximou e deu um guardanapo a ela – Quer o de sempre ou o especial da casa?

_ O que eu queria era vo... – Dani começou mais foi interrompida.

_ Bem, primeiramente –Alec a interrompeu — Acho que isso é meu – Alec apontou para a camisa social preta e a cueca Box azul-petróleo que Julliana usava, saindo de trás do balcão e abraçando a morena logo em seguida.

_ Não mais. – Ela sorriu e eles se beijaram.

_ Aquazinha. – chamou Nick indo na direção da Carol – Acho que isso também é meu. – ele a puxou e a beijou.

_ Não mais – minha prima repetiu se aninhando ao peito de Nicholas.

_ Bia. – Caio me chamou e eu o encarei sorrindo.

_Sim?

_Acho que isso é meu – Ele jogou a espátula na pia, e caminhou dando a volta no balcão, indo até mim.

_ Não mais. – Lhe dei um beijo, nossas línguas dançando entre si.

_ Morgana. – Ouvi Igor chamar.

_Sim? – Dani o encarou com um sorriso bobo ,os olhos azuis brilhando intensos... ela...estava..A Dani?... Ela...? Tava...? Ai meu deus!

_ Acho que isso é...

Ela pulou sobre o balcão, caindo em cima dele e o beijando.

_ Não mais. – Ela sussurrou.

_Okay, chega gente, se separem antes que um devore a cabeça do outro – Juh bateu palmas tentando chamar a atenção do resto de nós.

_ Estraga prazeres. – Dani cochichou e o resto de nós riu.

_ Vamos comer? – Alec perguntou – Há ainda muitas coisas a serem esclarecidas.

Nós sentamos na grande mesa, meninas de um lado, meninos de outro, Dani sentou de frente ao irmão o que me incomodou um pouco.

_ Hey! – reclamei.

_ Bia, não está no hora de encarnar Romeu e Julieta e isso é muito...comovente e tal, mas... – Ela disse sarcástica – Sente a bunda ai e escute.

Me sentei ao lado de Alec, eu ainda era muito hesitante ao novo hóspede, depois do que presenciei ele fazer com as ruivas. Nick sentou ao lado de Juh, Aqua ao lado da morena e Igor no final, ficando entre Nick e Caio.

_Bom, primeiramente, todos sabemos que o Patrio... – Alec começou.

Dani e Juh o encararam furiosas e o garoto se interrompeu no meio de uma fala e Dani sussurrou baixo demais para que qualquer um dos outros ouvisse.

_ Cala a boca, cabeção.

_ Não, eles precisam saber, minha amada general. – A voz angelical preencheu a sala.

Dani se levantou estática, tropeçando na cadeira e quase caindo.

_ Je-Jeriel? – ela gaguejou.

_ Olá meu amor. – O anjo apareceu em um clarão, cercado por outros seis jovens de igual beleza.

_ O que vocês... – Dani andava um passo pra trás cada vez que o anjo se aproximava. Todos encaravam-na, sua cor se fora, e ela tinha no rosto a mensagem de que podia vomitar ali mesmo.

_ Não está feliz em me ver? – os jovens se aproximaram mais. Jeriel a frente deles.

Dani o encarava sem se mexer.

_ Isso é um não? É, depois de desacatar minhas ordens e se relacionar com esse “jovem” – o anjo disse aquilo com se quisesse falar outra coisa, não apropriada.

_ Esse jovem tem ouvidos tá? – Igor se levantou.

_ Ninguém está falando com você garoto, calado. – ele disse isso e Igor voou 15 metros atravessando a parede, deixando apenas um enorme buraco atrás.

_ O que foi que... – Dani saiu correndo até onde o garoto estava. Passando por Jeriel.

_ Não. – ele falou calmamente e ondas de energia voaram contra a irmã de Caio.

_ Não. – ela começou a gritar e tremer. Seu corpo exalando fumaça

– Pare. – gritei e chutei o anjo com força sobre o balcão de mármore.

_ Insolente – ele se levantou parando com a mão estendida à minha frente.

_ Se tocar nela. – Nick e os outros estavam do meu lado agora – Eu irei dar um jeito de matar um imortal.

_ Paz. Irmãos. – um dos jovens se aproximou.

_ Gabriel? – não consegui esconder minha felicidade ao reconhecer o vulto – Gabriel!

Corri, ignorando Jeriel e os outros e abracei o vulto luminoso, ele era mais quente que pessoas normais, mas, não era desconfortável. Seus cabelos loiros e cheios caindo em cachos perfeitos até a nuca, seus olhos azuis — céu estavam frios, suas maçãs do rosto mais proeminentes e seus lábios formaram uma linha fina quando o abracei.

_ Olá minha pequena. – ele cochichou no meu ouvido de modo que os outros podiam ouvir. – Nunca pensei que poderia sentir saudades de um mortal...

Ele me virou e me beijou, o encarei assustada,mas, suas mãos me prendiam firmemente a cintura de um modo delicado e eu não conseguia sair, minha boca espantosamente pedia mais da língua dele. Mordi seus lábios, e fechei os olhos enquanto ele me puxava mais para si. Eu tinha plena certeza de que Caio estava vendo isso, até quando fomos interrompidos por um soco. Caio desferiu o golpe na pele clara e macia do neflim fazendo-o cair. O encarei,Caio estava com os olhos vermelhos e me encarava com raiva.

_ Eu não acredito no que acabei de ver. Beatriz, eu pensava que você era diferente, Dani sempre me disse que você era diferente, ela me fez ser seu amigo! Ela que falou que e mostrou que eu gostava de você! Ela que disse pra eu tentar novamente, porque isso não aconteceria de novo, você é igual... Mais você é igual a todas, igual a Mirella! – ele gritou, sua voz me atingia como uma estaca no coração. Me senti como um vampiro, podendo virar cinzas a qualquer hora.

_ Caio, espera, não foi minha culpa. Gabriel... Gabriel...Ele...Ele me enfeitiçou... – tentei toca-lo mais ele se desviou de mim.

_ Não quero ouvir Bia, não agora. Não depois do que acabei de ver. – Ela me empurrou fracamente e saiu.

Fiquei lá parada, estática.

_ Dani! – Aqua gritou e correu até a garota que ainda estava tremendo com ondas elétricas.

_ Não. – Os olhos azuis reviraram nas orbitas. A garota caiu, Aqua apoiou o ouvido no coração dela, seus olhos desesperados.

_ Não, não de novo, bruxinha. – Ela levantou as mãos e deu um tipo de soco no coração de Danielle, Juh e Alec correram pra lá e se aproximaram. Juh colocou as mãos sob o peito da garota e começou a recitar um tipo de feitiço, eu ainda estava parada

Podia ouvir os anjos e suas asas invisíveis pulsando como corações acelerados, Igor ainda desmaiado, Caio perto da irmã me ignorando, as risadas silenciosas das ceifadoras, claramente deliciadas com aquela cena. Jeriel sendo contido pelos outros anjos... Lentamente avancei e parei ao lado da minha amiga. Caio me olhou furioso.

_ Não toque nela.

_ Caio, eu não consigo fazer o poder de Jeriel sair. – Juh falou. E ele me ignorou para olha-la.

_ Tente Alec, Nick, Aqua. Mas não a Beatriz, ela não deve tocar na minha irmã.

_ Bigodinho... – Aqua falou o que levantou uma pequena centelha de raiva em mim. — Caio, seja legal, deixe a Bia tentar.

_ Caio. – eu chamei e ele me encarou – Me desculpe mais eu não vou perder minha melhor amiga de novo, não vou perder a sua irmã de novo – Empurrei a mão do garoto, quebrando-lhe um o mindinho, e coloquei a minha mão sobre o peito da garota, me concentrando, aura azul nós envolveu, logo Dani abiu os olhos.

_ O que houve? – Ela levantou e encarou todos, seus olhos pararam em Jeriel. – Você? Você quis me matar? V-O-CÊ? — ela respirava estável- Depois de tudo?Tudo que eu fiz! Eu desobedeci aos mais poderosos pra enfrentar Nathálya! Ela está morta! – ela gritava agora, — Eu ajudei você inúmeras vezes enquanto os meus amigos sofriam a minha morte. O garoto que eu am...Ai — Ela se contorceu, ficando pálida, os olhos brancos.

_ Danielle – os outros anjos se aproximaram.

_ Mana. – Caio tentou toca-la.

_Não. – ela sussurrou entrecortado, sangue começou a pingar de seu nariz e na lateral da boca vermelha – Não pode...puf...ser...cof...eu...não...cof.

Ela estava tossindo.

_ Sim. – Jeriel se aproximou. – Você está morrendo e dessa vez é pra valer. Não há voltas. Lembra-se do que eu disse?

_ Calado, eu não vou... Não vou morrer, não de novo. – Ela o encarou com os olhos violetas – Não vou voltar pro Éden e ser sua bonequinha de luxo, saia daqui Jeriel! – o sangue estava escorrendo mais rápido.

_ Me obrigue, general.

Dani cambaleou, tocando o bracelete, logo ela segurava um tipo monstruoso de espada, curva e 10 vezes maior que a espada de Caio. Em seguida correndo na direção do anjo, Jeriel sacou duas facas curvadas e igualmente enormes e se chocou contra a garota velozmente, Dani quase caiu, e contra-atacou, Jeriel e ela virando borrões.

A garota conseguiu chuta-lo, e desviar dos golpes seguidos que ele lhe aplicava, depois de muito sons e piscar de luzes, eu então vi, em suas mãos, uma asa branca de Jeriel. Dani estava cheia de arranhões mais segurou a asa firmemente.

_ Alec – ela chamou – Faça o que deve fazer.

_ Sua namorada ingrata – o anjo avançou colocando a faca no pescoço da garota. – Acho mesmo que...

Danielle começou a recitar um cantico hebraico, que eu reconheci algumas linhas.

_ Jeriel, anjo mestre, guardião do portal... Eu o submisso, eu, a submissa, tomo teu lugar como vossa mestra, engulo seus poderes e alma, destruo seu nome e enfrento Lúcifer como a primeira e a última general dos exércitos do céu ao lado de Patrio Primmus e Javé-rei, meu deus e senhor. Jeriel, eu te domino.

Por torturosos minutos, nada aconteceu.

_Então assim termina? A aprendiz mata o Mestre? Você é fraca, Danielle, nunca será capaz de vencer essa guerra... Nunca achará Patrio...

Ela quebrou o pescoço do anjo, e o mordeu, como um vampiro faria, Jeriel virou uma espécie de areia dourada e o anjo foi sugado numa nuvem de energia e poeira douradas, e Alec o engoliu, cuspindo em seguida uns pequeno vaso de barro, Dani o pegou mancando e o engoliu. Seus olhos tornaram-se brancos opacos e ela falou numa voz distorcida. Sua corpo começando a levitar.

_ Queimarei sua alma e corpo quando mais precisar de mim em batalha, nova Maria.

Danielle voltou ao normal, lentamente seus pés tocaram o chão, a respiração falhava, me aproximei e segurei-a, antes que ela pudesse cair.

_ Tudo bem?

_ Banimento, vou ficar legal,mas, esqueçam tudo o que Jeriel falou.

_ Como? Ele disse "Nova Maria" e “ queimar seu corpo e alma” – Alec estava a encarando choroso, ele e Nick se encararam, certamente sabiam o que estava acontecendo.

_ Ele estava iludindo vocês, eu estou bem, obrigada Bia... – ela tropeçou pra frente.

_ Não, você não tá bem. – Caio disse.

_ Foi só uma tontura, me deixem em paz! – ela se soltou de meus braços e correu até Igor.

_ Acorda, índio. Acorda – Ela deu uma bofetada na cara dele. – Não quero voltar a ser solteira e nem uma vela aqui.

Ela colocou o garoto em seus ombros e o arrastou mancando até a mesa.

_ Vamos comer, depois eu acordo ele. — ela suspirou exasperada.

Voltamos a nós sentar, eu agora à frente de Caio que ainda não me olhava nos olhos. Comemos tudo que os garotos tinham preparado e começamos a discutir com os anjos que ainda estavam no local: Zacariah ( protetor de Aqua) , Gabriel ( meu protetor), Rafael ( de Igor) , Rariel ( que disse ser o protetor de Caio), Moriel ( de Alec, que supostamente, como deserdado não possuía o sangue do Inferno como Nick) e Castiel, sendo que este último disse não precisar proteger nem a Nick, nem Juh, pois conforme a comissão angelical, Nick ainda tinha o sangue do Inferno e Juh era “indefinível”.

Ambos os 6 anjos se curvavam a presença da garota, e a cercavam como se corre-se perigo ao nosso lado. Eu encarava Alec esperando repostas, mas, ele desviava o olhar, num recado silencioso: Ainda não.

_ Então, nunca antes, os 7 dos portais se encontraram unidos — disse Zacariah ( que eu apelidei de Zack, porque Zacariah é um nome meio feio)

_ Aliais – continuou ele – Eu realmente odeio me encontrar com meus irmãos, porque nosso senhor sempre me preferiu, e eles tem ciúmes disso. – disse ele, encarando Rariel, que era sua copia, só que mais da cor de caramelo.

_ Sonha, eu sou o guardião do portal das almas. Sou o mais estimado – Retrucou Rariel.

_ E eu sou do portal do reencarne. – Zack respondeu. – Sou o melhor.

_ Nem tanto, eu sou o guardião do portal da morte – Disse Rafael, que me lembrava Nico Di Angelo, pelo cabelinho preto meio emo – Sou o mais poderoso, atraio mais demônios.

_ Calem-se. Basta! — Gabriel os interrompeu, os olhos brilhando dourados.

_ Vamos ao que nós trouxe aqui. – Castiel se pronunciou. – Nós os 7 dos portais sagrados do Éden, viemos para...

_ Chega de mistério, Cas. – Dani revirou os olhos, parecia a mais habituada á aquela conversa. – Você vieram por Patrio Primmus né?

_ Patrio, o que? – perguntou Caio.

Dani se encontrava na cabeceira da mesa, como uma general de verdade, seu olhos não eram mais azul, e sim lilases e parecia que ela não conseguia mais retorna-los à cor normal. O sangue tinha secado e ela parecia brilhar em dourado, a morte de Jeriel ainda estava na minha mente. Dani havia parecido uma vampira, até Lord Drácula se orgulharia. Ela encarava as mãos, batucando freneticamente na mesa, uma mensagem em código, me ocorreu. Aquilo era Código Morse!

A garota se interrompeu antes que consegui-se captar as mensagens.

_ Bem. – Ela ergueu os olhos da mão – Patrio Primmus é algo como o receptáculo de Deus ou do Diabo...

Ela pausou, esperando a pergunta que surgiu de Caio, é claro.

_ Como assim?

Ela sorriu para o irmão e continuou: — Receptáculo é como um hospedeiro, e o Patrio Primmus é um dos 7 que sobreviveu, cada receptáculo pode ser usado só uma vez, uma única vez a cada 1.300 anos, e esse em especial... o “Patrio Primmus” é o que deu a origem aos outros 6, ele foi construído quando Deus criou a primeira coisa na existência. Lembra-se qual?

_ No principio, Deus criou o céu e a terra. A terra, porém, estava informe e vazia, trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas... – Juh respondeu como se lembra-se algo ou estivesse num transe. Seus olhos estavam fixos no horizonte.

Dani assentiu.

_Exato. Patrio Primmus significa: O que dá a origem. Foi o primeiro e o último a ser criado, uma espécie de...cama, séria bom dizer para Deus, ele podia resguarda-se lá, adormecer... Seus poderes e espírito ficavam dentro de um corpo de barro, e ele dormia.

_ Mas é bom dizer – Moriel se manifestou – Que Patrio Primmus está perdido há anos, até mesmo nós anjos, duvidamos da existência de tal artefato.

_ Ele não está mais perdido e ele se encontra em algum lugar, algum lugar sobre o domínio do Tio Lú – Alec disse.

_ Alecmeron Júnior... – Gabriel falou — Seu pai é um dos grandes maus não? Não sei como ainda está vivo na nossa frente, na frente de Bia, ou de Dani, filho de um pecado.

Alec recuou como se aquilo lhe doe-se, ele agachou e silvou como um cobra, os caninos crescendo.

_ Quietos. – Dani se levantou e encarou Gabriel, os dedos nas tempuras . – Eu sou a nova general, caro Tenente, agora posso te mandar se foder, mas, sou legal, então cale-se e sente.

Gabriel e ela se encaram com raiva. Como dois irmãos...

Não!

Não!

É isso...

_ Gabriel? Você já foi um mortal?

_Sim? – ele respondeu como pergunta.

_ Por isso você me é tão familiar, eu já te vi em sua forma natural em uma foto. – eu disse, sabia que todos me olhavam, até Dani, que parecia mais tá furiosa por eu estragar os planos de mistério dela, ou a interrompe-la. Não sei exatamente. – Você era Gabriel Ang. Irmão de Carol, meu primo que morreu quando eu nasci...

Carol me olhou em choque, o olhar se alternando entre eu e Gabriel, então finalmente o anjo fez algo, ele abriu as asas e as fechou nervosamente, e em seguida me olhou, supostamente irritado.

_ Bom, se iremos realmente colocar as cartas na mesa, acho bom saber que eu não sou somente parente, ou fui parente de Caroline Ang. – ele me olhava cruelmente, o que foi estranho vindo de um ser que estragou meu namoro de uma noite me beijando na frente de 6 seres mega-poderosos, meus amigos e é claro, porque não? Meu namorado.

_Como assim? – Aqua ainda o olhava em choque, reconhecendo as verdadeiras feições do anjo.

_ Também somos irmãos de... – ele começou, mas, Moriel se opôs.

_ Não agora. Não aqui. Esquece isso, não é importante.

Alec bufou e se levantou, irritado, os anjos o olhavam assustados, alguns com raiva.

_ Aqua, você e esse panaca do Gabriel, também são irmãos dos gêmeos Rodrigues e de Beatriz Ang. Todos filhos de Miguel em suas diferentes formas na vida anterior.

_ O que? – todos exclamaram juntos

_ Mais hein? – perguntei.

_Isso mesmo... — ele hesitou — Caroline Ang e Beatriz Ang são irmãos de Caio e Danielle Rodrigues. – Alec assentiu.

Dani me encarava assustada, seus olhos estavam violetas puros, como se alguém tivesse espremido uma flor de lótus. Caio tentava se fingir de indiferente,mas, estava claramente fracassando. Eu estava assustada. Carol estava atordoada e Gabriel sorria plenamente cínico, minha vontade foi de socar aquele ser.

_ Como assim? – tentei de novo.

_ Olha a hora. – ele sorria, as asas abrindo e fechando. – Acho que temos de ir, até mais ver maninhos.

Eu o encarei confusa, Gabriel não pareceu se importar.

_ Ah é! Resgatem Patrio Primmus na Torre Negra, Juh sabe o caminho. Não morram, mentira um irá morrer. Tchau – ele falava euforicamente e mandava beijos.

_ Mas...

_ Cumpram o combinado, sobrevivam ou morram. — Zacariah disse, se levantando.

_Zack ? – Aqua chamou.

_Adeus minha cara. – o anjo sumiu num clarão de luz azulada.

Rariel estava ao seu lado, sumindo calmamente. Um olhar de pena esboçado em seu irritantemente irritante rosto angelical.

_Rari ? – Caio o olhava suplicante.

_ Até mais parceiro – e ele sumiu.

_ Castiel? Rafael? Moriel? — Dani chamou. Nenhum respondeu.

Um a um, eles se foram, não restou nada a não ser, nós todos de pé, o choque daquela revelação, um Igor desmaiado e a bomba: Eu e Caio eramos irmãos.

Notas finais
Oi Oi Oi (8) Sinto que os Catrizes vão querer me matar Mais não me matem, vós peço