The Stripper

5 Capítulo 4 – Confissões


Notas iniciais
Oi gente. Capitulo novo.
Explicações, e desculpas pela demora, lá na nota final.
(Quem não quiser ler tudo, leia pelo menos o penúltimo paragrafo).
Boa leitura!

Confissões


P.O.V. Bella


- E então, quem irá começar? – disse minha mãe se sentando no pé da minha cama. Allie estava sentada em um pufe rosa muito gay que eu comprei quando estava no colégio justamente pra ela e suas visitas na minha casa e Rose estava sentada na cadeira da minha penteadeira, bem afastada de nós.

Ela tinha uma expressão super séria no rosto; quem a conhecia como eu, sabia que agora ela finalmente tinha visto que não adiantava lamentar, gritar ou se desesperar. A merda já estava feita, e agora ela teria que corrigir. Mas isso valia pra ela, porque diferentemente dela, eu estava deitada a minha cama com a cabeça enfiada nos travesseiros torcendo pra morrer asfixiada. Qualquer coisa menos contar pra minha mãe que eu transei com um stripper, ou pior, pedir pro meu pai meu quarto de volta depois de ter feito tanta questão de sair de casa. Antes morrer sem ar, do que de vergonha. – Eu acho que vai ter que ser você mesmo, Alice. – Disse minha mãe. Eu não quis nem virar pra olhar.

- Bom, acho que nada mais justo, já que tecnicamente foi minha culpa. Certo, eu vou explicar o que eu fiz, e só vou me responsabilizar por isso. – Ela respirou fundo. – Eu fiz uma despedida de solteira pra Rose, mas com a permissão dela. – Mesmo sem olhar eu pude ver o olhar da Rose incinerando Alice. – No entanto… Eu chamei alguns strippers… Sem a permissão dela. – Ouvi um “hum” satisfeito da Rose.

O quarto ficou silencioso por alguns minutos. Minha mãe provavelmente já tinha percebido que eu tinha ido nessa festa, claro. Minha mãe sempre fora liberal nesse aspecto, ao ponto de não só saber que eu não era mais virgem, como ter ajudado muito pra minha primeira vez acontecer. E não só pra mim, mas a todas que estavam nessa sala. E não só a primeira vez, mas o dia dos namorados, aniversário de namoro, aniversários, baile de formatura e ano novo e qualquer outra festinha que ela achasse propício comemorar com sexo, ou que meu ex pedisse sua ajuda. O resto era por minha própria conta e risco.

Mas essas situações eram diferentes. Quando ela conversava de sexo comigo, ela sempre deixou bem claro que era preciso confiança na pessoa com quem eu fosse transar, e que apesar disso, sempre eu deveria usar proteção. E eu me esqueço das duas coisas na mesma noite. Aplausos.

- Mary Alice Brandon – Uau, minha mãe sabia que a Alice odiava ser chamada assim, pra ela ignorar isso, iria ser rolar uma briga maneira agora. – Eu realmente não acredito que você teve a coragem de fazer uma festa, e não me convidar. – Ênfase no convidar. – Como você pôde? – Minha mãe era mesmo inacreditável. Eu jurava que Alice finalmente teria problemas com a minha mãe, e que finalmente esse ano as duas não iriam para Paris na semana de moda (um castigo que minha mãe prometera para Alice quando ela quase ficou retida no colégio, e fez tanto efeito, que se perpetua até os dias de hoje), mas não, minha mãe ficou brava apenas por não ter ido. E eu ainda tinha medo de Renée.

- Ai tia… Me desculpa – Eu até imaginava Alice pulando do pufe e vindo abraçar a minha mãe com aquele jeito de fada, toda fofa de ser. Quando Allie queria ser perdoada, ela conseguia, era apenas fazer uma carinha com um biquinho nos lábios e os olhinhos abertos. Acredite, nem o rosto do gato de botas tinha o poder de Alice. – Eu não convidei você, por causa dos strippers. Eu não tinha noção das proporções que a festa iria tomar, mas já sabia que Rose iria odiar os strippers. Por isso, só convidei mulheres solteiras na festa… Digo solteiras, no civil, se você me entende… – E então ela e minha mãe começaram a dar risadinhas. Graças a Deus Rose interferiu.

- Nem vem Alice. E a minha tia que estava lá? Porque diabos você chamou a tia Esme? Fazia um século que eu não a via, e você a faz aparecer justo numa festa cheia de strippers?

- Olha, ela foi um triste acaso do destino. Eu pedi pro Jazz procurar em alguma agenda velha sua, pra ver algumas amigas de infância. A culpa na verdade é sua, que coloca uma tia apenas como “Esme”. Ah, e o tonto do seu irmão também, eu não fazia ideia que aquela era sua tia. E sem contar que eu avisei que era uma despedida de solteiro, ela veio porque quis.

- Alice, eu quero muito quebrar a sua cara, eu posso?

- Calminha as duas… — Minha mãe interferiu de novo. – Alice, você está errada dessa vez. Quer dizer, eu ainda não sei o que há de tão ruim em homens sarados dançando pra gente, mas de qualquer forma, não se faz uma festa com esse nível de surpresas. Em compensação, acho que seja o que for, vocês duas deveriam perdoar a Allie. Essa baixinha fez a festa de dezesseis, dezoito e vinte um de vocês, está organizando o seu casamento Rose, e as minhas bodas de prata. Fora outras festas incríveis que ela já organizou. Por tudo isso, dá pra perdoar essa coisinha? – Provavelmente minha mãe estava falando com Rose, já que eu continuava mergulhada nos meus travesseiros. Eu não estava brava com Allie, nem nunca estive. Só queria alguém pra culpar minha estupides.

- Não se preocupe Alice, não estou brava com você. – Disse com a voz abafada devido o travesseiro.

- Ai, obrigada Belinha. – Ela disse pulando em cima de mim.

- Tudo bem. Eu também e perdoo Allie. Não foi sua culpa. – Rose disse com a voz culpada.

- Ah! Obrigada Rosinha! E eu juro jurado que seu casamento vai ser o mais lindo de todos. – Ela disse. Talvez porque eu não estava olhando o rosto dela, eu percebi uma entonação estranha na voz de Allie. Não parecia entusiasmada o suficiente…

- Não. – Rose negou imediatamente. – Acho que não vai haver casamento. – Nesse momento até eu levantei a cabeça e olhei pra Rose.

- Como assim? – Minha mãe disse com uma cara chocada.

- Acho que eu vou precisar de outro desses. – Disse Rose apontando uma vasilha de sorvete de chocolate. Eu, desisti de ficar com a cabeça enfiada nos travesseiros e me sentei na cama, depois de pegar um pote de Nutella (pra comer de colher mesmo). Allie voltou para o pufe, com uma barra de chocolate, ela parecia estar refletindo em alguma coisa. Mamãe pegou uma colher e um pote de sorvete, puxou Rose para o chão, onde as duas estavam sentadas no tapete e apoiadas na minha cama.

- Certo, agora me conta. – Disse a mamãe olhando pra ela.

- É que… Ontem, na festa, eu jurava que iria acabar em bebidas inofensivas. Eu não achava que iria acontecer mais nada. Só iria ter mulheres dançando na pista, até todas irem embora e eu cair de bêbada no chão da minha casa. Só que ai veio à surpresa de Allie e ai… — Minha mãe abriu a boca, quando finalmente entendeu.

- Não acredito… — Ela falou, sem um tom de nada, apenas jogando as palavras.

- Eu… Eu… Eu… transei com um stripper. – Rose disse depois de gaguejar. Minha mãe abriu ainda mais a boca. Depois de uns segundos, repetiu.

- Eu não acredito.

- Eu… não sabia tia Renée.

- Eu não acredito.

- Eu… estava muito bêbada pra pensar em meus atos.

- Eu. Não. Acredito.

- BELLA TAMBÉM TRANSOU COM UM STRIPPER. – Disse a louca, ainda gritando. Que legal. Minha mãe olhou imediatamente para mim, nessa hora.

- Hei! Era pra você contar a sua historia. – Eu disse puxando um travesseiro pra minha cara. Agora eu iria me asfixiar na marra.

Silencio pairou no ar. Acho que nunca esse quarto, com essas pessoas em momento como esse, ficou tanto tempo em silencio. E de repente minha mãe quebrou o silencio.

- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA – ela arfou, e continuou. – HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. – Eu tive que tirar o travesseiro da cara, e logo, a louca da Alice se juntou a ela.

- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. – A cena era ótima. Minha mãe e Allie riam como retardadas, e eu e Rose olhávamos espantadas para as duas.

- Er… Porque vocês estão rindo mesmo? – Rose perguntou meio brava, pois as duas não paravam de rir.

- Ai, ai… Todo esse suspense, só pra me contar isso? Meninas. – Minha mãe dizia enquanto se levantava do chão.

- Espera ai! – Disse Rose puxando ela para o chão de novo. – Então você acha que tudo bem eu ter traído meu noivo a duas semanas do nosso casamento?

- Não. Esse lance de traição nunca é legal pra nenhum lado. Mas Rose, eu ainda acho que você é muito nova pra casar.

- Tia, eu já tenho vinte e quatro anos, terminei minha faculdade, estou no ultimo semestre da minha pós, tenho emprego fixo mesmo trabalhando com artes, Royce também, temos casa própria, mais de um carro cada, e seremos tão ricos e com os mesmos mimos de solteiros quando casados. Minha vida será perfeita, porque não viver isso?

- Rose, vinte e quatro é muito nova. – Mamãe disse.

- Tia, se eu me lembro VOCÊ casou com vinte. E você sabe que eu quero ter filhos, e o quanto que eu fico desesperada de não acontecer, e o relógio biológico de uma mulher pode parar a qualquer momento. Então não é melhor eu aceitar a perfeição da vida Royce tem a me oferecer?

- Sim Rose, eu casei com vinte, mas por incrível que pareça, eu já tinha vivido o suficiente para saber que Charlie era certo. Nós éramos tão apaixonados que não ligávamos para absolutamente nada disso que você falou. Com luta, sorte (não vou mentir) e tempo – tudo no seu devido tempo – nosso casamento deu certo, e eu fui feliz. Mas querida, eu não sou cega, e você não é burra. Então, nós duas sabemos que você e o Royce têm no máximo respeito um pelo outro. Mas respeito não é suficiente. Eu sei que hoje, o importante para você é ter uma família, mais eu te conheço bem o suficiente pra saber que lá na frente o seu único desejo será ver sua família dando certo. Pense bem querida, será que você não está sendo precipitada? – Rose apenas suspirou. Ela ficou pensativa, mas não disse mais nada. – E agora você Isabella. Quer dizer que a minha filhinha ajuizada anda transando com strippers… — Disse minha mãe, no começo séria e depois não aguentando e rindo de novo.

- Ai. Não, não, não, não. Eu realmente só quero esquecer isso. – Falei pulando da cama e andando pelo quarto enquanto tampava o ouvido.

- Não sei por que, você é livre e desimpedida. Qual o problema de sexo casual? – Perguntou Alice.

- O problema Alice, é que não foi pensado. Eu simplesmente fui pro quarto com um cara, só porque ele tinha um tanquinho malhado. E se o cara fosse um estuprador?

- Ele não ia achar graça nenhuma, do jeito que você foi fácil… — Rose disse.

- É palhaça, continua brincando com estupro, você não passou por um.

- Nem você. Filha, se o que te incomoda é o que os outros pensam – e eu sei que é – não se preocupe. Você já é grandinha, e já é dona do próprio nariz. E pelo que eu me lembre, eu não te criei pra ficar com medo do que os outros vão pensar de você. E Bella, eu sei o quanto você pode ser controladora, mas não dá pra seguir a vida como se fosse um roteiro de filme. Hora ou outra, as coisas vão ficar além do seu alcance, e quando isso acontecer – de novo – não se estresse tanto, apenas aproveite. Agora, você vai ter uma historia pra contar pra meus netos.

- É eu vou contar pra eles como eu peguei AIDS. – Eu disse enquanto eu sentava na cama, e depois deitava de forma dramática.

- Como assim Bella? – Disse Alice arregalando os olhos e vindo pra cama do meu lado.

- Filha, ele tinha alguma doença? Você usou camisinha não é?

- Não mãe, não lembrava nem onde estava, você acha que eu ia mesmo lembrar do preservativo?

- Isabella Marie Swan, como você pôde ser tão irresponsável? – Renée disse mudando totalmente o tom de voz. Ora até agora era uma historia familiar (super), agora eu era irresponsável. Vai entender…

- Não sei mãe. Eu sei que eu estou errada e estava me martirizando o dia inteiro. Mas não se preocupe, eu já tive o castigo merecido.

- O que aconteceu? Ele tinha alguma doença, mesmo?

- Não sei mãe. Tenho que ir ao medico. Iria amanhã, mas…

- Não, sem mais. Você vai amanhã. E eu vou junto, porque parece que você não teve educação sexual o suficiente na adolescência, então vai precisar ouvir a mamãe falando mais um pouco com você. – Dizia ela debochada. – Você vai dormir aqui hoje. Vocês querem ficar também meninas?

- Eu não posso tia. Eu preciso pensar no que fazer em relação à bagunça que eu criei. – Disse Rose.

- Eu vou ficar. PRE-CI-SO falar com você tia. – Dizia Alice estranha de novo. Será que existia alguma coisa que ainda não houvéssemos falado hoje?

- Er… Sobre o convite mãe…

- Não foi um convite Isabella. – Minha mãe me cortou e disse autoritária. – Nós vamos amanha, nem que eu tenha que fazer igual eu fiz na sua primeira consulta ginecológica. – Ao lembrar esse incidente, Rose e Allie riram. As minhas amigas adoravam a humilhante historia de quando aos meus quinze anos eu não consegui mais fugir, todo o meu estoque de desculpas esfarrapadas acabou, e eu fui obrigada a ir ao ginecologista com minha mãe. Eu tinha visto um filme quando eu era criança que mostrava um ginecologista que torturava as mulheres e colecionava o clitóris de todas as suas pacientes (sim, ele arrancava quando as mulheres iam se consultar). Depois disso eu tinha medo, e mesmo adolescente eu acreditava que podia acontecer, então eu fugia de qualquer consulta medica, ginecológica então…

Quando minha mãe decidiu que iria me levar, ela teve que me amarrar. Tipo, literalmente amarrar. Eu cheguei ao medico chorando, amarrada e carregada por um enfermeiro que minha mãe chamou. No final das contas era uma médica (do sexo feminino), que apenas fez algumas perguntas e me passou um anticoncepcional. Fim.

Claro, depois disso, minha mãe me zoava eternamente por causa do meu drama exagerado. Ela contou para as meninas e agora todo mundo que sabia a historia também zoava. Meu primeiro namorado chegou a se vestir de ginecologista açougueiro num Halloween, segundo ele, em minha homenagem.

E minha mãe ainda tinha coragem de dizer que eu não tinha vivido…

- Não mãe. – Voltei ao meu foco. – Não estou com medo de ir ao medico. É que… Você lembra quando eu pedi pra sair de casa, eu disse que eu já era adulta, e estava na hora de ter minhas próprias coisas, pois já tinha responsabilidade o suficiente para isso?

- Na verdade, me lembro de você dizendo: “Eu não aguento mais isso! Eu não sou bebê. Eu vou morar sozinha, e se vocês quiserem me apoiar e me ajudar nisso seria ótimo. Caso o contrário, eu vou me virar. Mas eu não aguento mais viver aqui nessa casa. Eu vou sair, e sinceramente, espero nunca mais voltar.” – Minha mãe falou igualzinho. Toma trouxona, isso que dá menosprezar a mansão que você nasceu só pra ter um pouco de uma liberdade que você não precisava.

- Er… Serio que eu falei desse jeito?

- Argh. – Grunhiu Alice. – Tia, o que a Bella quer é ficar aqui alguns dias. O apartamento dela inundou, e você sabe que Bella odeia dormir na casa que não é dela… A menos que seja pra transar com um stripper, ai ela abre uma exceção. AUHSUHAAUH. – Ah, que legal. Mais uma historia da minha vida que virou piada. Viva! (Ironia, da mais forte).

- Você podia ter falado logo filha. Pode ficar quanto tempo quiser. Mas eu devo avisar, o seu pai não gosta muito de strippers. UHASUAHSAUHUSHAUHSUAH.

- HÁ-HÁ-HÁ. Já acabou a sessão piadas com a vida sexual da Bella? Obrigada. – Eu disse sarcástica. – Agora falando sério, mãe, tem certeza que tudo bem? A previsão da obra é de duas semanas; você acha que papai não vai se importar?

- Não querida ele vai adorar te ter em casa de novo. E eu também. – Ela disse me abraçando.

- Bom, acho que eu vou embora. Obrigada por me ouvir tia. – Disse Rose se levantando e indo se despedir da minha mãe. – E você por partilhar da minha desgraça Bells. – Ela veio se despedir de mim. – E Alice. Eu ainda estou puta com você. Mas obrigada por me dar motivos para refletir. – Ela foi dar um abraço em Allie.

- Eu te levo até a porta Rose. – Eu disse. Nós duas fomos caminhando pelo corredor e descendo as escadas com os braços dados e passos combinados, um costume bobo de quando éramos adolescentes. No fim da escada, eu finalmente falei. – No que você reflete tanto Gata?

- No que sua mãe disse. E se eu estiver errada Bella? E se eu estiver sendo precipitada?

- Bom Rose, eu não sou a fã do seu noivo. Acho que isso já ficou bem obvio. Mas seria maldade eu te aconselhar a terminar com ele, a duas semanas do seu casamento. Acho que você deveria conversar com Royce. Você muito boa pra ele Rose, e talvez, tudo o que ele precise é de um chacoalho pra ver o quanto está perdendo por não te dar atenção o suficiente. E bom, seja qual for sua decisão, eu te apoio. – Eu disse pra ela dando um abraço de lado.

- Obrigada Bells. Por tudo. – A gente se despediu de novo, e quando ela ia sair eu perguntei se ela não queria meu carro. – Nós tínhamos vindo juntas. – Ela disse que prefira andar pra pensar, eu entendi, então apenas dei mais um sorriso, e assim que ela se virou eu fechei a porta.

Céus. Que bagunça.

Lembrei que Allie disse que queria conversar com minha mãe, então achei melhor não atrapalha-las. Depois com certeza, eu saberia pela boca de uma das duas – que me contariam sem querer.

Allie e mamãe eram tão parecidas que às vezes eu me perguntava se não houvera algum erro na maternidade, e Allie que era a verdadeira filha da minha mãe, mas que fora registrada em outra data pra não haver desconfiança.

Então decidi ir até a cozinha, pra pegar um pouco mais de doce. Eu devia estar um monstro de gorda, não era de se surpreender que até os strippers fugissem de mim.

Entrei na cozinha e vi Maria preparando a refeição. Nem tinha reparado, mas já eram cinco e meia da tarde. Logo, logo papai chegaria.

- O cheiro está maravilhoso, Maria. – Eu disse assim que cheguei à cozinha. Ela sorriu e me respondeu.

- Obrigada menina. Você não sabe o quanto faz falta nessa casa.

- Não por isso. Nas próximas duas semanas você terá que me suportar por aqui…

- Você vai voltar pra cá? – Disse ela surpresa.

- Claro que não. Apenas ficar por uns tempos. Problemas no meu apartamento…

- Nesse caso, vou caprichar na comida. Olha só pra você, está até pálida. Qual foi a ultima vez que você comeu comida de verdade?

- Eu fui a um restaurante na terça.

- Argh. Eu disse de verdade menina. Deixe-me pegar algumas coisas na dispensa. – Ela disse enquanto saia da cozinha. – Ah, Bella se baterem na porta abra, por favor? Johnson de vez em quando se esquece até como virar a maçaneta e empurrar a porta. Mas eu desisto de falar para aquele velho se aposentar… — Disse ela saindo de novo da cozinha.

- Pode deixar Maria. – Eu resolvi ignorar o doce e pegar apenas um copo d’agua. Logo depois que eu terminei começaram a bater na porta. Imaginei Johnson, então eu fui abrir. – Que firula é essa de não abrir mais a porta Johnson? – Foi quando eu fui olhar realmente para a pessoa e reconheci. Mas não era quem eu esperava. A menos que Johnson agora tivesse um cabelo ruivo lindo, um corpo malhado, olhos maravilhosos, e, é claro, tivesse transado comigo ontem. – AHHHHHHHHHHHHHHHH! – E eu me senti perdendo a consciência.


P.O.V Alice


Quando Rose e Bella saíram do quarto, eu decidi que era a hora de falar com a tia Renée. Como eu iria dormir lá hoje, ela provavelmente sabia que a bagunça não teria fim, por isso, quando elas saíram do quarto, tia Renée apenas ligou a TV.

Eu esperei alguns segundos – apenas para constatar que não havia mesmo nenhum programa bom – e puxei assunto.

- Tia, lembra que eu disse que eu precisava falar com você?

- Sim querida, sobre o que? – Ela disse se virando pra mim.

- Royce. Eu acho que eu sei de uma coisa que poderia fazer toda a diferença para Rose e seu casamento. Mas antes de contar para ela, eu preciso ter a mais absoluta certeza que estou certa. E devido às coisas que vi, eu só poderei confiar em você, e Bella. – Jessica era muito fofoqueira, e era a mais próxima a Lauren, por isso não dava para confiar nela, nesse caso.

- Mas o que foi que aconteceu?

- Bom, hoje eu fui ver Lauren de manha. Ela havia saído muito cedo da despedida ontem, então fui checa-la, pra ver se ela estava bem. Qual não foi a minha surpresa ao vê-la junto a Royce.

- Como assim, junto a Royce?

- É tia, junto, junto. Tipo o que Rose fez com o stripper, Lauren fez com o Royce. Mas o que eu vi era pior: os dois pareciam bem sóbrios, e do jeito que eles falavam aquela não parecia ser a primeira, nem a ultima vez.

- Então você está dizendo que eles têm um caso Allie? Isso é muitíssimo sério, visto o quanto Lauren e Rose são amigas, e o tamanho do compromisso de Royce e Rose.

- Eu sei disso tia. E é por isso que eu preciso de sua ajuda. Eu quero que tudo dê certo pra Rose, mas não posso deixa-la se casar com o Royce se ele for esse tipo de homem. No entanto, não posso simplesmente falar o que eu vi para Rose. Vai que é um mal-entendido, e eu acabo com o casamento dela por nada. Por isso eu preciso da sua ajuda e da de Bella, temos que agir rápido, pois temos menos de duas semanas pra resolver isso. Ou você acha que é melhor não nos intrometermos?

- Não, nós precisamos ir atrás disso. Eu pelo menos iria querer saber se meu noivo me traísse com minha melhor amiga. Mas eu iria querer saber se tivesse provas concretas. Então vamos atrás disso, provas. Primeiramente…

– AHHHHHHHHHHHHHHHH! – O grito de Bella chegou até o quarto, cortando tia Renée.

- O que será que aconteceu? – Eu perguntei assustada para tia Renée.

- Não sei, mas é melhor ir lá ver.

Então nós saímos do quarto. Como eu sabia que Bella era um pouco exagerada, eu estava contando que o grito não era nada. Por isso, eu ia pelos corredores e escadas arquitetando o meu plano. Espero que o caso de Royce e Lauren sejam apenas um equívoco, caso o contrário amiga piriguete falsa, e noivo calhorda safado iriam aparecer.



Notas finais
Bom, juro que tenho explicação pelo meu sumiço.
Na ultima vez que eu postei um capitulo de uma fanfic (eu posto três, por isso se eu demorar nessa, significa que eu estava escrevendo e postando em outra), faltavam duas semanas para Amanhecer.
Eu estava tão ansiosa que mal conseguia parar quieta. Eu juro que eu tentei, mas não tinha inspiração pra nada que não estivesse ligado a amanhecer (tanto é que eu acabei por escrever o começo de duas fics e uma one, mas eu quero postar quando eu terminar pelo menos uma que eu estou escrevendo, o que não irá demorar muito).
Ai, dia 17/11/11 ás 23:55 (na verdade eu entrei na fila ás 16h, e a sala foi aberta ás 20h, mas o filme mesmo só começou mesmo ás 23:55) eu finalmente vi o filme mais foda do ano. (O QUE FOI AQUELE FILME MINHA GENTE??? Só fiquei desapontada pela falta de abdomens sarados. Mas a KStew seduzindo compensou ASAIJSIASJI). Continuando.
Ai minha inspiração voltou a ponto de eu escrever um monte.
Só que meu PC estava com problema na bateria, e eu perdi tudo (Meu word só salva automaticamente quando quer --').
Infelizmente, eu não consigo escrever um texto igual duas vezes. Não adianta, NUNCA sai igual de novo.
Então eu tive que escrever - apesar de estar sem inspiração.
Ai, foi a semana do meu aniversario (Dia 22/11), felizmente, muitas pessoas queridas lembraram de fim. Infelizmente, nem todas se dão bem, então eu tive que sair três dias da semana (o que foi bom, porque eu assisti Amanhecer mais duas vezes, e foi ruim porque eu não consegui terminar de escrever).
Depois da minha semana de aniversario, começaram minhas provas. Eu estudo em uma ETEC (faço médio e técnico, quem é de SP, sabe o drama), e para vocês terem uma ideia minhas aulas ainda não acabaram.
Enfim, estou postando na madrugada de Sab/Dom, porque já furei muito com vocês, então nada mais justo, do que dormir tarde.
Se tiver algum erro no capitulo, por favor relevem, eu vou dar uma revisada de novo depois que eu dormir um pouco.
E fica a minha promessa que a partir da semana que vem teremos capítulos novos de três em três dias (vou atualizar uma fanfic por dia).
Muito obrigada pra quem leu isso tudo, é muita consideração, e eu agradeço enormemente. UASHAUHSAU
Mereço comentários? Xingamentos?