The Strenght Of Love
21 Proposta Surpreendente
Notas iniciais
Voltei para a luz. Meu corpo estava quente e senti minha testa e pescoço úmidos. Fiz um pouco de força para abrir os olhos. Com eles ainda semicerrados, senti alguém tocando em meu braço. Pisquei algumas vezes até abri-los completamente. Eu estava deitada com os pés em cima do braço do sofá e com uma coberta sobre mim. Panos úmidos estavam sobre minha testa e pescoço.
– Clara? Como está se sentindo? — perguntou Yo sentada ao meu lado.
– Minha cabeça está doendo. — pressionei minhas mãos sobre ela.
Yollanda me deu um comprimido, deveria ser para dor de cabeça. Depois tomei um pouco de água no copo que ela havia trazido.
– Você ficou sem comer de novo? — perguntou Yo com uma expressão decepcionada.
– Eu não sei, acho que sim... — disse me sentando com as mãos na cabeça.
– O que você comeu ontem na casa do Bill? — perguntou ela.
– Nada. Quer dizer, eu ia comer se ele não tivesse estragado os lanches... Aí você me ligou e então nós viemos pra cá e... Quando todos foram embora eu devo ter desmaiado.
– Clara, você sabe que não pode mais ficar sem comer e você devia ter avisado isso para ele! Sua pressão deve ter caído de novo. Você não quer voltar ao hospital certo? Sabe que horas são? — perguntou ela retirando os panos sobre mim fazendo cara de brava.
– Não...
– Agora são uma da tarde! Ou seja, você ficou quase um dia desmaiada aqui, desde ontem. Eu liguei hoje para cá mais você não atendia, e então eu vim correndo. Tem noção do perigo? — perguntou Yo arregalando os olhos.
– Você tem razão. — disse triste.
– Você vai me prometer que nunca mais vai ficar tanto tempo sem comer...? — ela tirou a coberta de cima de mim.
– Eu prometo.
Come pain
Come hurt
See the halo, ha-ha-halo
Meu celular atrapalhou nossa conversa desviando minha atenção para a música, de tanto ouvir o toque eu já sabia Hurricanes and Suns de cor. Fui seguindo o som e achei minha bolsa sobre a mesa atrás do sofá e atendi.
– Oi.
– Amiga!
– Hannah? É você mesma? — perguntei surpresa.
– Sim! Como você está? Eu estou morta de saudades, a Yollanda me disse que você resolveu ficar! — disse ela empolgada.
– Eu na verdade não estou tão bem. Mas sim, eu resolvi ficar pelo Bill, e por tudo. Eu preciso fazer o que eu acho que devo para a minha vida agora. — disse balançando a cabeça.
– Você está certa. Mas porque não está bem? — perguntou Hannah em um Tom triste.
– Eu desmaiei de novo, e por muito tempo. Minha sorte foi Yollanda ter vindo aqui.
– Clara, você precisa tomar mais cuidado e se alimentar direito.
– Eu sei, eu sei... Mas ontem foi um dia tão cheio de coisas boas! — disse sorrindo.
– E o que você acha de sairmos para almoçar em um restaurante japonês e então você me conta tudo e matamos a saudades, hein? — disse Hannah com sua voz de Barbie.
– Eu acho ótimo! Só que agora eu estou morando em um apartamento que meu pai me deu, vou te passar o endereço...
Dei meu novo endereço e número do apartamento para Hannah e ela disse que chegaria daqui 20 minutos para me buscar. É nessas horas que eu gostaria de ter um carro, mas com o único dinheiro que eu havia recebido da LA Model, talvez só daria para pagar metade de um. Mesmo assim, fiquei feliz com o convite e em saber que iria vê-la de novo.
Guardei meu celular na bolsa e fui me sentar ao lado de Yollanda.
– Quem era? — perguntou ela.
– Era a Hannah! Ela me convidou para almoçar. — disse alegre.
– Mas a senhorita não sai daqui sem comer pelo menos uma fruta! Eu fiz o favor de ir ao mercado para você e fiz as compras de tudo que você precisa para sua nova casa. Já está tudo guardado. — disse ela docemente.
– Yo, você é um anjo na minha vida. Mas com que dinheiro? — perguntei duvidosamente.
– Seu pai me deu.
– Ah sim.
– Clara, querida, eu preciso ir agora. O trabalho me espera, infelizmente. Você está bem mesmo? Eu fico mais um pouco se quiser, já estou totalmente atrasada mesmo. — disse ela soltando um suspiro pesado.
– Não! Eu odeio atrapalhar a vida das pessoas. Eu estou bem, eu só quero te agradecer, obrigada por tudo Yo. — disse abrançando-a.
– Bom, qualquer coisa me ligue porfavor! Tchau, até qualquer dia!
Como sempre a apressada da minha prima saiu correndo pela porta em suas roupas belamente sociais.
Fiz o que ela me pediu e comi uma fruta. Na verdade, mais que uma, eu estava mesmo com fome. Depois, fui tomar um banho rápido. Me enrolei na toalha e voltei para a sala pegando minhas duas malas e levando-as para o quarto. Eu as abri e resolvi vestir uma coisa mais rock. Coloquei uma saia mullet preta junto a um cinto, blusa branca por dentro e ankle boot. Fiz minha maquiagem e voltei para a sala.
Hannah estava atrasada havia 10 minutos. Aquele silêncio estava me agoniando quando resolvi ligar a tv, mas a merda do celular me atrapalhou, de novo.
– Oi.
– Clara Miller? — perguntou uma voz feminina desconhecida.
– Sim, quem é?
– Olá, aqui é Megan Keydance, editora de moda da revista Vanity Fair. Gostamos muito das suas fotos na H&M, e sabendo do sua importância no mercado, gostaríamos de fazer uma sessão de fotos para a próxima edição com você daqui a uma semana, e quem sabe, fechar um contrato. Qual seria a sua resposta? — perguntou Megan sendo direta.
– Vanity Fair? Bem eu... Eu adoraria! — disse prendendo um grito em minha garganta.
– Ótimo! Nós enviaremos um e-mail para você com todos as informações, como o local e horário. Nos vemos semana que vem?
– Claro! — disse entusiasmada.
– Então até mais, Clara Miller.
Megan desligou a ligação mas eu permaneci parada olhando para apenas um ponto com um sorriso do tamanho do mundo em meu rosto. Eu não estava acreditando que Megan Keydance havia acabado de ligar em meu celular com uma proposta para nada mais, e nada menos, do que Vanity Fair. E justo na hora certa, na hora que eu mais preciso de um emprego.
Ouvi a campainha tocar e isso me acordou dos meus pensamentos. Paguei minhas coisas e fui em direção a porta ainda sorrindo.
– Oi Clara! — disse Hannah alegremente vindo me abraçar.
– Hannah! — abracei ela.
– Você está magnificamente linda! E que sorriso é esse? Eu acho que nunca te vi assim, tão feliz. — disse ela se desvencilhando de mim e rindo.
– Você não vai acreditar no que eu acabei de aceitar! — disse apertando sua mão.
– O que? — perguntou ela ainda mais curiosa.
– Vamos, eu te conto no carro.
Fomos até a calçada na frente do prédio onde estava estacionado o seu lindo New Beetle vermelho e começamos a viagem até o nosso destino.
No caminho contei para ela sobre a proposta da Vanity Fair e ela simplesmente pirou. Disse também sobre a minha fuga no aeroporto de Los Angeles e o Bill. Ficamos o tempo todo rindo e trocando novidades até que após meia hora no maldito trânsito de LA, chegamos.
Ao sair do carro me deparo com o mesmo restaurante japonês em que o Bill havia me levado, fiquei emocionada só de ver e as lembranças começaram a voltar em minha mente como se fosse um filme.
– Hannah, esse restaurante foi o que o Bill me levou em nosso primeiro encontro. — disse com as duas mãos no rosto.
– Sério? Eu sempre venho aqui, a comida é uma delícia! — disse ela enquanto entrávamos.
Fomos até o host e Hannah já tinha reservado a mesa. Nos sentamos, mas dessa vez não foi a mesa ao lado das cerejeiras em que eu havia ficado da outra vez. O garçom veio e fizemos nosso pedido.
Enquanto conversávamos olhei para o fundo do restaurante e havia dois homens que me pareciam familiares sentados em uma mesa. Aquele cara com trancinhas não é... o Tom?
Continuei olhando tentando ver seu rosto até ele perceber que eu estava vendo-o. Ele cutucou sorrindo o outro homem com um boné azul que estava sentado de costas para mim. Ele se virou e tomei um susto quando vi que era o Bill.
Ele veio andando com um sorriso meio murcho até mim e Tom continuou sentado com seu sorriso perverso. Bill estava com uma regata azul mostrando seus belos músculos e uma calça jeans preta. Acho que minhas bochechas começaram a ficar vermelhas enquanto Hannah olhava Bill vindo em nossa direção.
– Que conhecidência. — disse ele ao meu lado.
– É verdade. — disse deixando um sorriso surgir em meus lábios automaticamente.
– Porque você não atendeu minhas ligações? Eu te liguei umas mil vezes. Se você quisesse sair só com a sua amiga, era só ter me avisado. — disse ele virando de costas para Hannah.
– Bill, não é isso! Hoje eu recebi tantas ligações que eu nem vi as chamadas perdidas. Me desculpa, se eu tivesse visto com certeza estaríamos eu, você, o Tom e a Hannah todos juntos. Seu ciumento. — disse mostrando a língua para ele.
– Entendi... Vem sentar com a gente, vocês pegam mais cadeiras. — disse ele agora de frente para nós duas.
– Vamos, e desculpa pela malcriação do Bill, Hannah. — disse me levantando e olhando pelo canto dos olhos para ele.
– Olá Hannah! Desculpa, ela não liga pro namorado dela. Aliás, você está maravilhosa hoje, Clara. — disse ele provocante e envolvendo minha cintura.
Hannah ficou em uma situação inconveniente, mas riu das nossas palhaçadas. Pegamos mais duas cadeiras e nos encaixamos na mesa dos Kaulitz. Tom nos cumprimentou e eu aprensentei a Hannah para ele. Chamei os mesmo garçom que havia nos atendido e o avisei que tínhamos vindo para outra mesa.
Eu fiquei ao lado do Bill, e Hannah ao lado do Tom. Era engraçado o jeito que ela ficava perto dele. Ela estava meio sem graça e mais calada que o normal e ele parecia dar em cima dela.
Finalmente Tom foi o primeiro a puxar conversa com Hannah e eu e Bill só ficávamos olhando para eles e tirando sarro.
– Fala pra Hannah tomar cuidado com o Tom viu. — disse Bill baixinho e rindo.
– Mas eles até que formam um belo casal. — ri também.
– É mesmo... O que aconteceu hoje? — perguntou o curioso.
– Bill, você não vai acreditar... A editora da revista Vanity Fair me ligou hoje e me fez uma proposta para uma sessão de fotos daqui a uma semana! — disse com um enorme sorriso.
– E você aceitou?
– É claro! Eu preciso muito de um emprego agora.
– Eu estou muito feliz por você. — disse ele olhando docemente para mim.
– Obrigada amor. E o Tom? Vocês estão bem? — disse ficando séria.
– É claro que sim Clara, o Bill não aguenta ficar longe de mim. — disse o Tom entrando de ganço na conversa.
– Cala a boca Tom. — retrucou Bill.
– E Clara, me desculpa por ter dito aquilo... Hm, você sabe. — disse ele entortando a boca e balançando a cabeça.
– Tudo bem. — eu sorri.
Depois de um longo tempo nossas comidas chegaram, o restaurante sempre estava cheio.
Ao terminarmos de comer, ficamos batendo papo e pagamos a conta. Mas eu paguei a minha. Chega dos cavalheirismos do Bill.
Eu e Bill fomos para fora e nos sentamos naquele mesmo banco de madeira entre as cerejeiras, o dia estava acabando e o sol indo embora. Tom e Hannah foram para os fundos do jardim, eles pareciam ter muitos assuntos para conversar.
– Lembra daqui? — perguntou Bill olhando para o ambiente ao redor.
– É claro, como eu poderia esquecer de um dia tão especial? — disse sorrindo olhando nos olhos dele.
– Eu lembro exatamente como foi nosso primeiro beijo, mesmo parecendo que já faz muito tempo. E das suas bochechinhas vermelhas também. — ele riu.
– Ah não começa com isso...
É, minhas bochechas ficaram vermelhas de novo e ele riu da minha cara e eu só fiquei olhando séria para ele. Bill parou de rir e me beijou fazendo com que todo o mundo fosse para o brejo. Ouvimos um pigarrear atrás de nós, nos interrompendo.
– Desculpa mas... Bill, temos que ir ao estúdio agora. — disse ele e Hannah estava ao seu lado.
– Eu sei, não precisava estragar o clima. Clara, você quer ir? — perguntou ele olhando para mim.
– Eu? Claro que não Bill! Eu vou te atrapalhar seu doido.
– É sério. Você pode ir, e a Hannah também. Você só vai ficar ouvindo as novas músicas do Tokio Hotel, que ninguém mais sabe. — disse ele pegando minhas mãos.
– Não Bill...
– Porfavor pequena! — ele fez bico.
– Para de me chamar assim! — fingi estar brava.
– Só se você for. — ele propôs.
– Argh, ta bom! E para com esses bicos, odeio quando você me convence tão facilmente das coisas. — disse me levantando e arrumando a saia para ir.
(...)
Subimos as escadas de um edifício e eu pude ouvir sons vindos de uma sala quando chegamos ao corredor. Bill abriu a porta e Gustav estava tocando ferozmente em sua bateria, enquanto Georg fazia acordes e notas rapidamente me impressionando.
O estúdio era grande e espaçoso e também estava um pouco escuro, apenas com algumas luzes. De um lado estava os instrumentos e um lugar fechado com todos aqueles aparelhos cheios de botões que eu não fazia ideia de como mexer. E do outro, um sofá enorme marrom com um mesa ao centro e tv de plasma na frente.
– Wow! Aqui é incrível Bill. — disse maravilhada.
– É mesmo! — disse Hannah impressionada olhando para todos os lados.
Gustav e Georg perceberam nossa chegada e pararam de tocar. Vieram até nós nos cumprimentar.
– E aí minha cozinheira favorita? — disse Georg me abraçando.
– Cala boca Hagen, eu que fiz a maior parte do macarrão. — tinha que ser o Tom 2.
– Seu esnobe! Eu que te ensinei tá. — levantei as sobrancelhas fingindo superioridade.
– É isso aí chefe. — veio Gustav me cumprimentar.
Eu admito que estava com saudades dos G's, ambos eram muito legais e engraçados. Após algumas brincadeiras o Tokio Hotel foi trabalhar no novo álbum e eu e Hannah ficamos sentadas no sofá apenas olhando eles.
O Bill cantava tão bem. Nunca tinha visto ele cantar na minha frente. Era muito diferente do que nas músicas gravadas. Talvez a voz dele fosse uma das coisas que mais me fascinava. Eu fiquei tão emocionada que deixei uma lágrima cair dos meus olhos.
– O que foi Clara? — perguntou Hannah ao meu lado.
– Ele canta tão bem, é a voz mais linda do mundo. — disse limpando a lágrima.
– Sim, e o Tom toca tão bem. — disse ela olhando para ele com os olhos brilhando.
– Você gostou dele não é? — eu ri.
– Eu? Claro que não, isso é coisa da sua cabeça. Eu só disse que ele toca bem. — disse ela tentando disfarçar o nervosismo.
– Sei...
Continuamos vendo os meninos tocando e cada vez mais virando fãs. Ouvi um barulho de mensagem do meu celular e o tirei da bolsa. Fui até a varanda que tinha no estúdio e a abri.
"Que bom que você ficou, Clara. Sua vida está perfeita agora não é mesmo? Pois a minha não, não sem você ao meu lado. Mas logo sua vidinha com esse traste, vai acabar. É só um aviso."
Mas que merda é essa? Essas mensagens estão começando a me assustar cada vez mais. Eu presciso saber quem está por trás disso. Porque alguém iria ficar no anonimato e fazendo essas chantagens? Se ao menos essa pessoa respondesse minhas mensagens...
– Clara? — Hannah perguntou colocando sua mão em meu ombro.
– Aquelas mensagens de novo... Eu não aguento mais isso, sempre tem alguma coisa pra atrapalhar a minha vida. — disse olhando para a linda noite de LA.
– Ainda isso? Será que não é melhor você conversar com o Bill e resolver isso de uma vez por todas? — disse ela e passou seu braço esquerdo em meus ombros.
– Eu não sei, isso é muito confuso... Eu tenho medo, Hannah. Medo. Medo de nós brigarmos de novo e tudo der errado logo quando tudo está certo. — disse olhando para o céu e suspirando.
– Bem, se essa pessoa anônima da mensagem não está te fazendo nenhum mal, deve ser alguma brincadeira talvez... Só tome cuidado amiga.
– Obrigada Hannah. — disse sorrindo para ela.
Eu e Hannah entramos e continuamos a ver o Tokio Hotel compondo. Ficamos mais umas 2 ou 3 horas ali, até ficarmos moles de tanto sono.
– Hey? Está com sono? Acabamos por hoje. — disse Bill ao meu lado levantando minha cabeça que estava caindo ao lado com a de Hannah.
– Já? Que bom. — disse abrindo lentamente os olhos.
– Acabou? Eu vou embora agora pessoal. — disse Hannah se levantando enquanto Tom e os G's afundavam no sofá.
– Mas já? A noite é uma criança, Hannah. — disse Tom pervertidamente.
– Mas não é mesmo!
– Me passa seu telefone então? — disse Tom segurando a mão dela antes que ela fosse embora.
– Hm, tudo bem. — disse ela se fazendo de difícil.
Eu estava segurando muito a minha vontade de rir daquela situação. Todo mundo ali já sabia que ela estava caidinha por ele, só faltava um empurrãozinho.
– Vamos Clara? Você deve estar cansada. — disse Bill me abraçando.
– Vamos.
Me levantei e me despedi do todo mundo. Mas apenas eu, Bill e Hannah fomos embora. Me despedi dela e ele me levou para casa.
Ao chegarmos, saímos do carro e ficamos um pouco ali naquela noite estrelada contemplando o céu abraçados.
– Bill, vamos subir? — perguntei olhando para ele.
– Você quer que eu fique com você? — perguntou ele encostando sua face direita com a minha.
– Você pode? É que eu ando muito viciada em você. — dei uma risada.
- Claro que posso. Eu também só penso em você. — disse ele pegando minha mãe direita.
Saímos dali e subimos para o apartamento. Qando chegamos ele me levou até o quarto aos beijos. Me deitou delicadamente na cama e em seguida se deitou sobre mim.
– Bill, eu confesso que chorei no estúdio quando te vi cantar, você tem a voz mais linda do mundo na minha opinião.
– Obrigada amor. É muito bom ouvir isso. — ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.
– E o que você achou daqui? — perguntei fazendo carinho em sua nuca.
– É lindo, assim como você. Agora a gente só precisa estreiar a cama... — disse ele maliciosamente.
– Concordo. — sorri sabendo que era impossível de resistir a ele.
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