The Strenght Of Love
22 Vanity Fair
Notas iniciais
UMA SEMANA DEPOIS
É hoje, finalmente. Essa semana havia demorado muito a passar, mas devia ser por causa da minha ansiedade. Ainda não tinha caído a ficha de que eu, Clara Miller, uma ex supermodelo que foi sabotada e pagou um mico internacional, vai estar na próxima edição da Vanity Fair. Bem, pelo que parece, eu ainda tenho um futuro brilhante.
Acordei ás onze da manhã, eu perdi o costume de levantar cedo há muito tempo. Eu sentia falta de acordar e ir para a escola ou viajar até o fim do mundo para uma sessão de fotos medíocre no Brasil, mas cada um desses passos foi necessário para eu estar aonde estou agora.
Olhei para o lado e Bill não estava. Havia apenas um bilhete em cima do travesseiro. Peguei o pedaço de papel e comecei a ler.
Tive que sair mais cedo para um photoshoot, desculpe por não ter te avisado. Boa sorte com a sessão de fotos, tenho certeza que você vai conseguir. Eu te ligo minha Pequena. Eu te amo. Küsses.
Bill e eu estávamos ficando sempre juntos. Hora ele dormia aqui, hora eu dormia em sua casa. Apenas algumas vezes ele virou a noite no estúdio e dormia o resto do dia. Até o Lucky vinha me visitar agora.
Eu comprei um notbook, pois não tinha um aqui para ver o e-mail com as informações da sessão de fotos e também todas as notícias. Em vários fan sites havia fotos de mim e do Bill e suas fãs furiosas me xingando. Confesso que fiquei um pouco assustada, por isso eu e Bill evitamos um pouco de sair juntos.
Quanto ás mensagens do anônimo, só vieram duas. E com as mesmas ameaças de sempre, agora parecia tudo apenas uma brincadeira de mal gosto. Bill ás vezes via por precaução.
No e-mail, eu teria que estar na Vanity Fair ás 14 horas em ponto no centro de LA (LA Downtown) e dessa vez eu não atrasaria.
Me levantei sorridente da cama e me espreguicei olhando para o sol brilhante que vinha da janela do quarto.
Ainda de camisola, fui até a cozinha para comer alguma coisa e resolvi fazer algumas panquecas. Eu estava comendo bem agora, de 3 em 3 horas e minhas tonturas haviam passado. Mas eu estava me sentindo estranha nesses últimos dias.
Enquanto uma panqueca estava na frigideira, fui pegar o mel e comecei a sentir meu estômago doer e também parecia estar girando. Ao sentir aquele cheiro doce, fiquei enjoada e senti a ânsia de vômito subindo pela minha garganta.
Um cheiro de queimado pairou no ar. Desliguei o fogo e sai correndo em direção ao banheiro. Abri rapidamente a tampa da privada e joguei tudo para fora até me sentir aliviada. Fiz uma careta quando senti aquele gosto azedo na minha boca.
Dei descarga e me sentei no chão nervosa. Comecei a pensar em muitas coisas ao mesmo tempo, e uma dessas coisas não deveria ser verdade. Mas eu estava comendo tão bem agora, porque eu estou passando mal desse jeito?
Me reergui e andei várias vezes de um lado para o outro. Droga, minha menstruação estava atrasada, mas isso ás vezes é normal... eu acho. Bem, talvez? Não dava para ficar pensando nisso agora.
Voltei para a cozinha, soquei tudo dentro do armário e fui me arrumar para a sessão. Durante o banho, eu ficava passando a mão em minha barriga e me odiando por esse simples gesto porque isso não podia ser verdade, não, não e não! Isso é apenas uma bobisse minha...
Ás 13:10 eu já estava pronta, então chamei um táxi, Yo estaria trabalhando e não poderia me levar. Eu só queria estar preparada psicologicamente também, mas meu psicológico nunca estava totalmente bem, sempre havia coisas atrapalhando.
(...)
Avistei a grande fachada da Vanity Fair em LA Downtown e não pudi escorder o meu sorriso para todas as pessoas quando adentrei naquele grande edifício.
Fui recebida pela própria Megan Keydance. Eu estava pirando, eu estava fora de controle. Ela estava bem ali na minha frente...
– Bem Vinda á Vanity Fair, Clara Miller. Chegou bem a tempo, acho que podemos começar, certo? — ela sorriu gentilmente.
Bem melhor que o Mike. Megan forever!
– Sim, mal posso esperar! — disse sorrindo com todos os dentes.
Ela me levou até a sala onde aconteceria a sessão de fotos e já haviam várias outras supermodelos se vestindo e fazendo a maquiagem. Os equipamentos e profissionais também já estavam todos prontos.
Fui vestida com um vestido longo bege bem clarinho e um pouco transparente. O peep toe era da mesma cor. A maquiagem nos olhos foi feita apenas com iluminador, mas o batom foi de um vermelho vibrante e no meu cabelo fizeram um coque bagunçado.
Eu estava pronta, fui até o sofá com estilo dos anos 50 onde tiraríamos as fotos e quando estava observando as modelos se posicionarem em seus devidos lugares, meus olhos vão de encontro com a de Brittany.
De novo não! Porque essa cobra tem que estar em todos os editoriais? Porque ele não está na LA Model? Só falta ela querer colar meus saltos novamente... Eu juro que dessa vez eu mato essa cascavel!
Brittany me olhou com um leve sorriso nos lábios de pêssego. E neles não havia ódio, desprezo ou rancor. Isso era extramente incomum vindo dela.
– Você está linda Clara. Porfavor, fique sentada no braço do sofá, e o resto é com você. — disse Megan me chamando a atenção.
Fiz o que ela me pediu e me posicionei de uma forma sexy diante da câmera. Brittany ficou em pé com as mãos na cintura no meio de todas as outras modelos sentadas no sofá. Pelo jeito ela deve ter conseguido o que tanto queria: ser a mais adorada.
O ensaio durou aproximadamente 3 horas. Tive que trocar de roupa e pentiado várias vezes e algumas fotos também eram individuais.
No fim, Megan me chamou até o computador para ver as fotos e quais iriam para a revista.
– Você foi excelente Clara! Eu estava certa de que você iria ser esplêndida, assim como suas fotos na LA Model. — disse ela sorrindo para mim.
– Obrigada! — disse feliz pelo resultado.
– Queremos fechar um contrato com você Clara, a mais nova modelo da Vanity Fair, o que acha?
– Mas é claro, com certeza! Obrigada pela oportunidade! — disse quase dando pulinhos de alegria.
Assinei uns papéis que Megan havia me dado. A partir de agora eu desfilaria e faria sessões para as marcas que a revista divulgasse. Agora eu sou a mais nova supermodelo da Vanity Fair! Meu pais não perdem por esperar.
Fui tirar as roupas, maquiagem e arrumar o cabelo para voltar para casa ansiosamente. Eu queria contar a grande novidade para o Bill.
Peguei minhas coisas para ir embora e peguei Brittany me fitando. Ela continuava com aquele sorrisinho ingênuo de "consegui o que queria" e os olhos inocentes, que de inocentes não tinham nada. Ela também pegou sua bolsa e saiu andando como a rainha da Inglaterra na minha frente. Fingi não dar muita atenção, e sai após alguns minutos.
Havia um ponto de táxi perto da Vanity Fair, então fui a pé mesmo. Em uma das ruas, passei ao lado de uma farmácia e ao olhar ela parecia me chamar. A dúvida e o medo me tomaram por completo e a agonia estava me fazendo ficar inquieta.
Eu me achei uma maluca, mas voltei meus passos até a farmácia. Entrei e fui até um farmacêutico.
– Olá, como posso te ajudar?
– Hmm... eu quero...
Vai Clara, você precisa dizer com todas as palavras!
– Porfavor, eu quero um... teste de gravidez. — disse quase gaguejando.
– Aqui está. — ele me entregou a caixinha.
Fui até o caixa pagar e fui correndo até o ponto pegar o táxi. Eu só podia estar ficando louca, agora eu acho que estou grávida? Não, isso não é possível, e esse teste fazer comprovar.
Quando cheguei ao apartamento fui direto ao banheiro, eu já estava apertada.
Fiz o teste e apareceu dois risquinhos vermelhos na tirinha. Ou seja, o resultado foi positivo. Eu estava grávida! Comecei a chorar na mesma hora, eu só não sabia se era de alegria ou tristeza.
Sai do banheiro e me joguei na cama chorando descontroladamente. Eu não podia estar grávida, não tão nova, não quando tudo voltou ao normal! O que meus pais vão pensar de mim agora? E o Bill? O que ele vai pensar disso, e se ele não aceitar? Nós tínhamos usado preservativo em todas as vezes... Pelo menos é o que eu acho.
Ouvi meu celular tocando na sala, enxuguei minhas lágrimas e tentei me acalmar. Eu só iria atender porque podia ser a Megan.
– Oi. — disse tentando fazer um tom de voz normal.
– Oi meu amor. Está tudo bem? Sua voz está estranha. — disse Bill.
– Está tudo bem sim. — forcei mais a voz sorrindo falsamente.
– Eu estou indo aí, ok? Estou com saudades.
– Não! Agora você não pode...
– Porque não?
– Porque não Bill!
Desliguei o celular e voltei a chorar aos soluços. Eu não aguentaria mais ouvir a voz dele, meu coração parecia estar a 100 batidas por segundo. Eu nem ao menos conseguia raciocinar, tudo estava confuso pois eu não sabia o que iria acontecer a partir de agora e quais seriam as consequências.
Me sentei no chão tentando parar de chorar e pensar em qualquer outra coisa que não fosse a palavra "gravidez" ou Bill Kaulitz. Senti meu celular vibrar nas minhas mãos e abri a mensagem.
" Acabou a brincadeira. Me encontre daqui há uma hora no Figtree´s Cafe. Se você não for, verá as consequências."
Consequências? Até quando as pessoas continuariam a interferir na minha vida assim tão facilmente?
Fale com o autor