The Strenght Of Love
3 L.A Night Club
Notas iniciais
Acordei já era quase 11 horas. Mas acordei feliz, foi minha primeira noite na maravilhosa LA, mal podia esperar pra andar pela ruas e conhecer outros lugares e pessoas. Eu quero sentir minha liberdade.
Desci para tomar o meu café da manhã, se é que ainda tinha.
– Bom-dia dorminhoca, guardei alguns waffles para você. — disse Yo me mostrando a comida na mesa logo que entrei na cozinha.
– Muito obrigada. — disse sentando-me.
– Clara, o que acha de irmos sair um pouco para você conhecer Los Angeles?
– Essa foi a primeira coisa que eu pensei ao acordar, eu estou louca pra ir! — disse animada com a ideia enquanto comia.
– O único problema é que eu vou ter que ir trabalhar agora e só volto ás 18 horas, tudo bem? Não quero que você fique andando sozinha por aí sem conhecer nada antes.
– Magina, por mim tudo bem. Aonde eu iria sozinha aqui, eu não conheço nada. Eu vou te esperar.
– Então está tudo certo! Eu tenho que ir agora, o Ryan também está trabalhando, não se preocupe, a casa é sua. Qualquer coisa me ligue, você tem o meu telefone não é? Adeus! — disse minha prima apressada pegando sua bolsa que estava em cima da mesa e umas pastas coloridas.
– Tchau, tenha um ótimo dia. — disse olhando para trás acompanhando com os olhos seu caminho até a porta.
Terminei meus deliciosos waffles e lavei a louça, aliás eu não estava aqui pra viver na mordomia, eu precisava ajudar. Fui me sentar no sofá para assistir tv. Olhei para o telefone em cima da mesa central e me lembrei que não tinha ligado para os meu pais ainda. Droga! Será que eles estariam furiosos comigo? Bom, se sim ou não, é preciso ligar de qualquer jeito. Peguei o telefone e disquei o número.
– Mãe? — disse com a voz um pouco falhada.
– Clara! Estávamos esperando sua ligação desde ontem, ficamos preocupados! — disse minha mãe quase em um tom de grito.
– Eu sei, eu sei... É que eu cheguei muito cansada e achei melhor ligar pra vocês hoje, mas está tudo bem, não se preocupe!
– Tudo bem, mas não se esqueça de ligar e nos manter informados, principalmente sobre o teste... Mas e então, como estão as coisas? — disse minha mãe já calma.
– Não vou esquecer... Está tudo certo, a Yo foi trabalhar, quando ela chegar, vai me levar para conhecer LA! — disse sorrindo.
– Divirta-se filha, mas sempre, com cuidado!
– Eu sei mãe... — disse revirando os olhos. — Já estava farta dessas frases, acho que nem quando eu estiver velha, vou esquecer. Eu não sou mais uma criança.
– Então tá... Tchau minha filha, se cuida, estou morrendo de saudades de você. E não esqueça de estar sempre ligando!
– Também estou com saudades de vocês, e eu não vou esquecer! Beijos mãe.
Finalmente a serimônia acabou. Vai ser um saco se toda vez que eu ligar ela me dizer sempre a mesma coisa. Na verdade, eu sempre ouvi isso desde criança, mas eu cansei. Ela precisa saber que eu não sou mais a sua bebê ou seja lá o que ela acha de mim... Ás vezes me dá vontade de radicalizar as coisas só pra me sentir livre.
Resolvi limpar um pouco da casa, começando com o pó da sala. Fui até um pequeno quartinho onde Yo guardava os materiais de limpeza e peguei um espanador, de repente ouvi um barulho vindo da sala. Fiquei com medo, será que ela já tinha chegado? Não podia ser, ainda era 14 horas. Abri a porta do quarto e desci devagar as escadas. A sala estava fazia. Será que foi na cozinha? Fui até lá. Ao entrar me deparo cara a cara com uma mulher mais baixa que eu, branca e com cabelos ondulados e pretos.
– Ahh! — dei um suspiro alto de susto.
– Você é Clara?
– Sim, quem é você?! — disse com medo e em um inglês errado.
– Eu sou a empregada, desculpa ter assustado você. Meu nome é Mary. Yollanda me disse que você estaria aqui.
– Mas ela não me disse que tinha empregada. Eu não sabia, me desculpe pelo espanto!
– Tudo bem, pelo visto você já lavou a louça para mim. Mas não precisa tirar o pó. Pode deixar. — disse Mary sorrindo docemente e pegando o espanador na minha mão.
Ela passou por mim e subiu para os quartos. Essa situação foi embaraçosa e engraçada ao mesmo tempo. Fui rindo me sentar no sofá, peguei uma revista das que estavam na mesinha e comecei a ler de barriga para baixo no sofá.
"Test for L.A Model this Friday, will..."
(...)
– Clara?
– Hmmm... Oi. — disse acordando abrindo o olhos lentamente para minha prima.
– Me desculpe ter te acordado, e também por ter chegado essa hora! — disse Yo tirando a revista de baixo do meu rosto.
Olhei para o relógio na sala, eram 21 horas da noite. Nossa, o que aconteceu enquanto eu dormi? Não era pra ela ter chegado aqui ás 18?
– O que aconteceu? — perguntei confusa.
– Bem, eu tive uma reunião relâmpago no serviço e tive que ficar mais tempo por lá, me desculpe mesmo! — disse Yo passando as mãos nos meus cabelos aparentemente bagunçados.
– Ah, tudo bem.
– Mas eu tenho um surpresa... mas é claro, se você estiver afim.
– O quê? — disse já sentada arrumando meu cabelo.
– Eu conheço um lugar que você pode ir hoje á noite, para se divertir, é o L.A Night Club. Coloquei seu nome por telefone na lista VIP, sabe eu tenho muitos contatos e consegui isso para você! — disse sorrindo — Yollanda era minha melhor prima com certeza. Sempre me animando, quase uma irmã pra mim, eu não recusaria.
– Sério? Você é o máximo Yo! Eu realmente amo festas, mas não precisava ter se incomodado com isso, a gente podia sair amanhã, no seu dia de folga.
– Nada disso! Olha, eu sei como são seus pais, eu nunca esqueci. Eu quero que você aproveite esse tempo aqui, você é jovem e precisa curtir a vida. Mas se você estiver com sono ou com preguiça, não tem problema nenhum! — disse ela rindo.
– Eu nunca perderia isso por sono, na verdade, preciso parar com isso! Eu vou querer ir. — disse feliz.
– Ótimo! Mas você não se importa de ir sozinha certo? O L.A Night Club abre ás 22. É melhor você ir se trocar, eu vou te levar no carro do Ryan.
– Hmm, não me importo não. Tudo bem, já estou indo. — disse escondendo a mentira das palavras no meu tom de voz.
A verdade era que eu me importava sim. Eu nem me lembro qual foi a última vez que eu fui em uma balada, e dessa vez eu iria sozinha. Eu era muito tímida pra isso. Mas eu não podia recusar, ela fez tudo isso por mim e eu preciso mesmo me divertir um pouco. É uma troca apenas... timidez pela diversão.
Desci para a sala procurando Yollanda. Ela estava sentada no sofá me esperando com as chaves já na mão. Eu estava com um vestido preto curto colado ao corpo, e um salto alto vermelho de Christian Louboutin. Para combinar, um batom vermelho que realçava meu rosto branco.
– Você está maravilhosa! — disse Yo com admiração no olhar.
– Obrigada, será que está muito exagerado? — disse escondendo a timidez.
– Mas é claro que não! Você vai ser a garota mais linda do Clube. Mas agora nós precisamos ir, ou você não entra! — disse ela pegando minha mão e me conduzindo ao carro.
Me sentei no banco da frente e coloquei o cinto. Durante o caminho fiquei olhando a paisagem pelo vidro. Los Angeles está linda essa noite, na verdade, deve estar bonita todo dia. Havia estrelas no céu azul sem fim, o tempo estava fresco e as ruas bem movimentadas. O carro parou em frente a alguma coisa colorida.
– Chegamos Clara. Você está com o celular?
– Sim.
– Então, quando quiser ir embora, me ligue! E é só dar o seu nome na porta.
–Tudo bem! — disse animada.
– Divirta-se!
Abri a porta e me deparei com um letreiro colorido e nele escrito "L.A Night Club". Havia poucas pessoas na fila da entrada e eu me dirigi até lá.
– Nome? — disse um segurança alto e fortão na frente de uma grande porta.
– Clara Miller.
– Entrada confirmada. Bem-vinda á L.A Night Club.
Fale com o autor