The Strenght Of Love
2 A Chegada
– Com licença. Acabamos de aterrissar. Bem-vinda a Los Angeles. — disse uma aeromoça me cutucando.
– Oh, me desculpe... Já estou indo. — disse coçando os olhos.
Parece que eu dormi até demais. Mas fiquei metade da viagem ouvindo música e olhando pela janela. Me espreguicei e levantei da poltrona. Finalmente cheguei em LA! Automaticamente abri um sorriso descendo as escadas do avião. Senti o vento forte batendo no meu rosto e desarrumando meu cabelo. Daqui em diante seria um nova vida, assim eu espero...
Entrei no Los Angeles International Airport para pegar minhas malas. Era lindo por dentro e por fora, e claro, bem maior do que o de Guarulhos. Fiquei esperando minhas malas aparecerem na esteira. Depois de 15 minutos esperando, consegui vê-las. Eram duas malas de carrinho pretas enormes e pesadas. Peguei a primeira, mas a segunda não estava conseguindo, até um gentil homem com um capuz preto me ajudar.
– Muito obrigada. — disse sorrindo para ele.
O tal homem não me disse o comum "de nada". Apenas pegou sua mala e passou pela porta de vidro que dividia a esteira com o resto do aeroporto. Era gentil mas um pouco sem educação. Mas isso não importava... Carreguei cada mala em cada uma das mãos e atravessei a porta de vidro. Agora o problema era: onde está Yollanda? Continuei andando e mexendo a cabeça de um lado para o outro tentando encontra-lá. Decidi parar um pouco ao lado de uma livraria, meus braços já estavam doendo de carregar aquelas malas pesadas. Peguei minha bolsa e dentro dela meu celular. Nada. Nenhuma ligação ou mensagem.
– Clara Miller? — disse alguém interrompendo-me.
– Yollanda! — disse surpresa e abrançando-a. — Pensei que não ia te achar!
– Mas agora eu já te achei, reconheceria esse cabelão lindo em qualquer lugar! E então, vamos? Quero que me conte tudo, como foi a viagem? Foi tudo bem? Ficou com medo?- disse minha prima afobada e sorrindo.
– Calma! Vamos, eu te conto no carro. — disse rindo.
Yollanda era mesmo tagarela, tinha me esquecido disso. Fazia muito tempo desde que não a via, talvez uns 7 anos. Já no carro, ela me apresentou o cara me ajudando a por as malas no portamalas.
– Clara, esse aqui é Ryan, meu marido.
– Olá! — disse enquanto ele me ajudava.
Após termos colocado minhas bagagens no carro, me sentei no banco de trás e começamos a andar. No caminho até a casa dela contei quão calma foi minha viagem e também como estava sendo minha vida no Brasil, ela quis até saber como é minha cachorrinha Babi. Yollanda é um máximo de engraçada, e eu estou muito agradecida por ela me deixar ficar em sua casa por um tempo... indefinido.
– Chegamos Clara! — disse ela saindo do carro.
As casas dos EUA são bem diferentes das do Brasil, assim como as ruas. Uma coisa interessante é que aqui, tudo é maior, esse é um diferencial. Yollanda abriu a porta me deixando entrar.
– Nossa, sua casa é linda Yo!
– Obrigada, não é lá uma mansão, mas é o suficiente para nós. — disse como sempre sorrindo. — Eu imagino que você deve estar cansada e com muita fome já são 10 horas da noite... Ryan está pegando suas malas e vai subi-lás para o quarto de hóspedes, enquanto isso vou fazer alguma coisa para você comer!
– Eu não quero incomodar, você também está cansada. Eu como amanhã. E muito obrigada por me deixar ficar aqui, mesmo. — disse com um sorriso de agradecimento.
– Nada disso mocinha, eu não me incomodo. E você precisa comer ou vai desaparecer de magreza. — disse rindo e me puxando para a cozinha.
Fiquei sentada na cadeira de uma pequena mesa. A de jantar era bem maior. Ela colocou uma lasanha congelada para assar no forno e veio se sentar comigo.
– E então, já sabe aonde vai fazer seu teste para modelo? — perguntou.
– Sim... A agência em que eu estava no Brasil mandou meu book para a L.A Model e eles aceitaram fazer um teste comigo! Quando eles me mandaram a carta de aceitação eu comecei a gritar, tem noção do quanto isso é difícil? Mas ainda não é uma admissão... — disse num tom tenso.
– Eu tenho certeza de que você vai conseguir! Você chegou até aqui porque você tem potencial para ser uma supermodelo. Eles vão te querer e eu vou ver você nas maiores passarelas dos Estados Unidos! — disse minha prima me mostrando confiança.
– Obrigada mesmo Yo, força e confiança é o que eu mais preciso agora, e se não fosse pela sua ajuda, talvez isso não seria possível.
– Magina, você merece. E quando é esse teste?
– É daqui há 4 dias!
– A lasanha está pronta! — disse Yo mudando de assunto depois de ouvir o barulho do forno.
Ela colocou a luva e pegou a lasanha. Depois a botou na mesa. Estava com uma cara ótima, e o cheiro, incrível. Comi dois pedaços, eu estava mesmo com fome. Mas não poderia exagerar, preciso manter o meu corpo.
– Hmmm, eu amei a lasanha. — disse bocejando.
– E parece que você está com sono... é melhor você descansar, amanhã será um novo dia. Suba as escadas da sala, o seu quarto está na direita do corredor.
– Obrigada, vou dormir então. Boa noite. — disse segurando meus olhos pesados de sono.
Atravessei a sala e subi as escadas. Não foi difícil achar meu quarto, era o segundo há direita. Tinha uma cama de solteiro encostada na parede com roupas de cama lilás, minha cor preferida. Um guarda roupa do outro lado da parede e um banheiro há frente. Um suíte linda. Abri uma das minhas malas, peguei meu pijama, minha necesseire e fui tomar banho. Quando terminei, escovei meu dentes e fui me deitar. A liberdade é uma maravilha, e eu quero aproveitar o máximo que puder.
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