The Story (of Us)
5 Capítulo 5
Notas iniciais
:D
Após cerca de dois minutos de gritos, os fãs (incluindo eu) já não conseguiam esperar mais…
- 30 Seconds To Mars! 30 Seconds To Mars! 30 Seconds To Mars! – Era o que se ouvia e gritava no estádio.
O nervosismo já me tinha acelerado o sistema, parecia que ia cair para o lado.
Foi então que se ouviu “This Is War”, uma voz vinda do palco escuro cantava as três palavrinhas. O público voltou a vibrar e a acompanhar a voz. Eu sabia não ser uma voz qualquer, era o Jared!
Em segundos, a bateria e a guitarra auxiliavam a voz, com uma melodia extraordinariamente extraordinária. As luzes acenderam, o fumo saiu e directamente no escuro, um homem vestido de branco apareceu!
A música começou, e o homem, sorridente, começou a cantar :
The Good and the Evil
This is War…”
O meu coração quase que saltou do peito, tamanha era a emoção. Eu realmente estava ali, a ouvir os 30 Seconds To Mars… Era um sonho tornado realizado.
Jared cantava divinamente, perfeitamente acompanhado pela bateria do Shannon e a guitarra do Tomo. Uma sintonia e melodia fantástica.
Acabada a música “This is War”, Jared falou:
- Its a pleasure to comeback and performe in this beautiful country. Next one, I want to see your arms in the air, and listen your screams! Come on!
A próxima música foi o Closer to the Edge. Não me cansei de saltar, gritar e tentar acompanhar a música. À minha volta as pessoas faziam o mesmo. Menos o Afonso. Que parecia entediado de morte. Não lhe liguei mais durante o concerto, cheguei a perdê-lo de vista. Afinal eu só tinha olhos para o Jared…
Seguiu-se “Search and Destroy”, “Night of the Hunter”… O concerto estava a ser inacreditável! Chegada à última música, Jared anunciou:
- Was a Great night, people. I speak for us three that this day won´t be forget by 30 Seconds To Mars.
O público gritava palavras e sons de alegria. Jared ria para nós.
- So, the last one, you all know very well… Hurricane… — Disse ele sedutoramente. Na minha cabeça só vinhas as imagens do perfeito corpo dele…
Após a última canção, eles os três vieram até à frente e agradeceram. As luzes desligaram-se, eles saíram e o concerto deu-se por acabado. Foi triste, ver o fim da melhor noite da minha vida.
As pessoas começaram a dispersar-se. Eu pensei que Afonso estivesse perto de mim, mas não estava.
Comecei a caminhar, mas fiquei para trás. A noite, nada estrelada, estava escura, e perto da zona do palco ainda mais. Andei, tentando concentrar-me no que ia fazer. O pânico começava a tomar cota de mim, principalmente pelo facto de não ter rede.
Foi então que senti alguém tocar-me por trás.
- Pronta para a continuação da noite?–Alguém dissera atrás de mim. O meu corpo retesou-se.Virei-me e vi-o.
- Que susto! És tão parvo, Afonso! – Gritei eu, aliviada por ser ele.
- Vamos lá embora, queres água? – Estranhei a súbita mudança de assunto. Mas vindo do Afonso, podia esperar de tudo. Aceitei a água dele, bebendo um gole. Tinha um sabor esquisito.
- Muito bem, são… — Olhei para o relógio. — Onze e meia da noite. O meu comboio passa à meia-noite. Achas que podes levar-me à estação?
- Acho que primeiro quero a paga por isto tudo. Só me quero divertir contigo, Angie.
O meu rosto chocou, assim como o meu corpo. Ele estava a falar de sexo, comigo. Já devia saber eu ele ia levar as coisas para o lado físico, já não era a primeira vez que o fazia comigo. Na primeira vez fui miseravelmente enganada, desta não ia fazer a mesma coisa.
- Não penses assim Afonso! Não vou fazer nada contigo. Levas-me à estação ou não?
- Ou vais a bem ou vais a mal! – Vociferou ele. O seu ar assustava. – Armas-te em difícil, mas eu sei que tu também queres! Gostaste da primeira vez, não foi Angelina?!
- Cala-te! Eu vou-me embora. – Virei costas, e comecei a andar num passo rápido. Mas voltava ao mesmo problema: para onde iria?
Afonso depressa me apanhou, e agarrou-me com força e brusquidão. – Não tens por onde escapar. E esta brincadeira já demorou muito tempo. — Quando dei por ele, já tinha as mãos nas minhas coxas e beijou-me.
Afastei-o. – Nunca! – E comecei a correr em direcção à escuridão. A visão começava a turvar-me. Também me sentia tonta. Até que embati em alguém, alguma coisa.
- Ohh! – Pus a mão no meu braço e esfreguei-o.
- Estás bem? – Perguntou alguém. Eu tinha os olhos cansados, e a escuridão tapava-me os detalhes da pessoa.
Senti-me tão mal naquela altura.
- Ah, estás aí! – Alguém apanhou a minha mão. Era Afonso.
- Não! – Consegui largar-me. – Deixa-me em paz, idiota! – Gritei. Mas Afonso continuava ali, e puxou-me pelo braço.
- Hein?! Não a ouves? Larga-a! – Disse a pessoa que me ajudara à pouco.
- Mete-te na tua vida. Vamos Angelina. – Afonso levou-me, mas eu tentava resistir, contorcendo-me.
- Pára com isso. Ela não quer. – Disse a pessoa. Eu estava a sentir-me demasiado tonta para perceber alguma coisa.
- Paro ou o quê? Vais bater-me, é? – Ele largara-me e agora estava a fazer-se de forte.
Mal fiquei solta balancei-me até à pessoa, pondo-me atrás dela.
- Se calhar vou! – Disse a pessoa, aliás, pela voz era um homem.
- Não devias ter-te metido comigo, e com a minha miuda, — Uma parte ainda “decente” da minha audição alertou-se pelas palavras de Afonso. Minha miúda, urrr
Fechei os olhos e quando os voltei a abrir Afonso estava a ir directo ao homem, direito a mim, com o punho levantado. Voltei a fechar os olhos, foi quando ouvi um grande – Auuu!
Abri-os e o homem tinha esmurrado Afonso no estômago. Ele estava agora dobrado sobre o seu corpo, gemendo de dor. Mas depressa se levantou e fez uma nova investida contra o homem. Quase que acertava na cara do homem, mas este desviou-se a tempo e empurrou-o para longe.
- Já estás convencido a ir embora ou não? – Resfolegou o homem, depois olhando para trás a verificar se estava bem. Eu estava demasiado perturbada para dizer alguma coisa.
Afonso rosnou de raiva e fez-me um olhar furioso. Deu meia volta e desapareceu no meio da confusão. Tremi levemente de medo, porque lentamente desliguei-me do meu corpo e desmaiei.
O fundo ficara preto de repente. A minha cabeça latejava dolorosamente. Senti uma presença humana perto de mim. Consegui abrir os olhos e vi uma linda rapariga, na casa dos vinte. Envergava uma camisa branca e o cabelo apanhado.
- Oh, já acordou. Sentes-te bem? – Perguntou-me. Eu assenti com um mais ou menos.
- Onde estou? O que aconteceu?
- Estavas no concerto, e começaste a sentir-te mal. No final de tudo acabaste por desmaiar. É uma longa história. – Ajudou-me imenso -.- / - Ele depois trouxe-te para aqui. Amanha já deves estar melhor, ficas cá esta noite só para assegurar-me disso. – Sorriu.
O HOMEM… O QUE ME PROTEGEU DO AFONSO…
- Quem é que me ajudou? Gostava de lhe agradecer.
Foi então que se ouviu um bater de porta.
- Deve ser ele. – Disse a rapariga, rindo pela ironia do destino. – Vou deixar-vos a sós, passo cá mais tarde para ver como estás.
Ela caminhou até à porta. Eu agarrei num copo de água que estava ali perto e comecei a beber, enquanto isso o homem entrou lentamente, para não me assustar.
- Então, sentes-te melhor?
Levantei os olhos e encontrei-me com os dele, azuis cristalinos. Quase que me afoguei na água. O nervosismo e um pouco de pânico passavam pelo meu corpo. – Jared Leto, estou a sonhar? – Balbuciei sonhadoramente. Boa Angelina, deves estar a fazer uma figura de imbecil...
- Pareces melhor. Sou o Jared, sim. Prazer em conhecer-te, …? – Disse ele, com um sorriso adorável.
- Angel…Angeli – Na Oliveira – Consegui dizer. Que idiota, Angelina
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