Notas iniciais
- One More -

Espero que estejam a gostar.
Opiniões e criticas são bem-vindas
Os nervos e o entusiasmo eram demais. Aos meus olhos eu não conseguia acreditar que era Jared Leto, o meu ídolo e agora o meu salvador quem estava frente a mim.



- Fico feliz por estares a recuperar. Passaste um mau bocado. Desmaiaste nos meus braços e por isso trouxe-te até aqui. A Jenna, a nossa médica pessoal, tratou de ti.



- Ah, muito obrigado. Aos dois.



O meu corpo doía-me ao mexer, mas naquele momento não conseguia estar parada.



Numa tentativa idiota tentei levantar-me da cama. – Okay, eu já devia estar em Lisboa. – Resmunguei para mim mesma envergonhada. Tentei equilibrar-me e levantar-me da cama mas não consegui. Tombei para o lado mas Jared apanhou-me a tempo.



- Oww, tem calma. – Ele rodeou-me ao corpo dele. Os nossos corpos tocaram-se e os nossos olhos cruzaram-se. Eram lindos, azuis puros e brilhantes.



Podia sentir a respiração acelerada dele e o meu nervoso bater do coração. A atracção física não me era indiferente. Eu já adorava as fotos e os vídeos dele, e já o achava uma autêntica maravilha, mas agora… Ele era muito mais que simples posters, era real. E tudo mudava por isso, eu agora desejava ter mais, TÊ-LO… PÁRA DE SONHAR MUITO ALTO RAPARIGA, BURR ANGELINA ÉS TÃO IDIOTA.



Angelina OFF – Jared ON



Podia sentir o seu corpo frágil nos meus braços. Era diferente hoje, eu podia senti-la acordada e comigo. Era uma senção estranha…não estranha, mas diferente. O meu corpo reagiu ao seu cheiro, e aos seus olhos, verdes acastanhados e lindos.



MAS QUE RAIO JARED, NO QUE É QUE ESTÁS A PENSAR?!



Pousei-a cuidadosamente na cama e sentei-me perto do seu corpo. – No que estavas a pensar fazer?



Ela riu-se envergonhada. – Isto não me parece bem. Nem parece real. Estou muito, muito confusa.



- Ai é? Então o que não percebes?



- Primeiro que tudo como vim cá parar e porquê inconsciente. Segundo, estar aqui contigo sempre me passou em sonhos.



Não consegui esconder um risinho. Ela era uma fã minha, está visto. – Eu apanhei-te na confusão com um rapaz. Tu não me parecias nada bem. Balançavas e andavas desnorteada, com aquele rapaz atrás de ti. Parecias-me com medo. Eu ajudei-te, e também me irritei com o rapaz por isso deixa lá. Quando ele se foi embora desmaiaste nos meus braços e trouxe-te.



- Ahh, GOSH, agora estou mesmo envergonhada. – Ela pôs as mãos no rosto, escondendo-o de mim. Num impulso rápido toquei-lhe nas mãos e baixei-as. Ela ficou atónita a olhar para mim, e estava corada. Apressei a afastar as minhas mãos, e a levantar-me.



- Desculpa. Ainda deves estar cansada por causa da noite anterior e da droga… Eu vou indo… - Tentei dizer, mas ela interrompeu-me com um gritinho chocado



- DROGA?!

Jared ON

Ela levou as mãos à cara, tapando a boca. Estava chocada, dava para perceber. O nosso contacto visual desapareceu quando ela baixou a cabeça e balbuciou:

- Droga? Como é possível! Eu não sou o raio de uma toxicodependente!

Queria confortá-la mas não sabia como.

- Angelina… - Tentei pensar no que dizer. – Não te aconteceu nada. Está grata por isso.

- Mas como é que eu tenho droga no sangue?! É impossível! Eu não me drogo! – Disse ela em gritos altos. Lágrimas caiam vagarosamente pela sua cara. Custava-me vê-la assim. Não me impedi e fui até ela. Abracei-a.

Jared OFF – Angelina ON

E de repente ele abraçou-me. Um abraço forte e quente. Instantaneamente encostei a minha cabeça ao seu peito e tapei as minhas lágrimas na sua camisa branca. Ele passava agora as suas mãos pelas minhas costas e murmurava:

- Não fiques assim. Não chores.

As palavras dele só me faziam querer chorar ainda mais.

- Que droga? Como é que eu posso ter tido acesso a isto – Perguntei-lhe, acalmando o meu choro.

- Bem, a droga que tinhas no sangue é conhecida como a droga das violações. Alguém pode ter-ta posto na bebida ou ter-ta feito ingerir. Está descansada que agora está tudo bem.

- NÃO ESTÁ NADA BEM! – Gritei e afastei-me dele. Depois, com todas as forças que tinha corri até à porta do quarto e saí.

Sem saber para onde ir ou para onde me virar corri até ao final do corredor. Entrei no acesso às escadas e sentei-me nos degraus.

Tentei lembrar-me com podia isto ter acontecido. DROGA? Violação? Era um pesadelo… E quem? Que monstro quereria fazer-me uma coisa dessas?

Lembra-te Angelina, vá lá! Comecei a pensar nas bebidas… Não me lembro de beber nada sem ser… sem ser…

Era demasiado horrendo de pensar. A única coisa que tinha bebido tinha sido a água do Afonso.

- Como pôde ele? – Perguntei para o ar, magoada.

Mais uma vez Afonso traíra-me. Tentou aproveitar-se de mim, e admira-me que tenha chegado a termos tão drásticos. Aquele desejo louco estava a deixá-lo sem limites. Agora a ferida estava novamente aberta. Mais uma vez o mundo mostrara-me quanto medo eu tenho dos homens, das desilusões e dos seus actos. Primeiro o meu pai, que me abandonou ainda nova e depois este…este traste do Afonso, que me fez perder a minha maior e única intimidade. Eu, parva, lancei demasiada lenha para esta fogueira. Acho que nenhuma música poderá alguma vez ajudar-me a perdoar e a esquecer tudo isto.

- E agora? – Encolhi-me perto do corrimão. Baixei a cabeça e tapei-me com os braços. Comecei a murmurar: BEAUTIFUL LIE

It's a beautiful lie
It's a perfect denial
Such a beautiful lie to believe in
So beautiful, beautiful
It makes me
Notas finais
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