Notas iniciais
Gent, todo dia vai ter um capítulo. Mesmo não tendo nenhum review, eu vou dar mais uma chance à fic.Obrigada The Queens Fox por favoritar.Pelo menos alguém está acompanhando. E obrigada também a quem não tem conta,mas mesmo assim acompanha.Fiquem com o capítulo.

Alexiel Povs

— Eu...não sei... — Gaguejei.

Rinny acabou adormecendo — mesmo tremendo —, mas eu não consegui dormir. Virei à noite inteira, vigiando o Demônio.

Quando amanheceu, as badaladas do sino puderam ser ouvidas três vezes, ao longe, e minha irmã ainda dormia. Ela parece um anjo... tenho pena de acordá-la. E nem precisei, pois a caixa foi aberta bruscamente. Era o Demônio. Ele nos achou. Rinny acordou automaticamente.

— Achei vocês.

— ... — Ficamos sem palavras. Estávamos apavorados.

— Não se preocupem. Não vou matá-los, nem nada do tipo. — Suspiramos aliviados.

Mas ele sussurrou alguma coisa que eu não entendi. Não me preocupei.

— Leny, eu estou com fome. — Disse-me Rinny.

— Sorte sua que eu trouxe nossos lanches. — Respondi.

— Ah, é. — Ela disse, passando a mão atrás da cabeça.

Eu também estava com fome. Entreguei nossos lanches e, a essa altura, já tínhamos saído da caixa.

Quando começamos a comer, o Demônio caminhou lentamente até nós, com um olhar ganancioso em seu rosto.

— Eu não tenho nada para comer. Poderiam dividir comigo? — Pediu o Demônio. Por algum motivo, ele estava com uma cara triste e uma aparência miserável, deixando-o mais assustador.

— Eu não vou dividir meu lanche com você. — Disse minha irmã.

Ele parecia faminto.

— Mesmo que eu engolisse o mundo todo, minha barriga ainda estaria com fome. — Disse ele. Era o Demônio da Gula, então.

Eu realmente sinto pena dele, então vou dividir meu lanche.

— Aqui, tome. — Dei metade de um sanduíche para ele.

— Obrigado, nobre príncipe. — Agradeceu.

Princípe?!

— Para retribuir sua generosidade, vou te contar um pequeno segredo sobre esse oceano. — Disse. Agora está ficando interessante.

Ele sussurrou o segredo no meu ouvido e, logo depois, sumiu.

— O que é? O que é? — Perguntou Rinny, entusiasmada.

— Não se preocupe, eu também te contarei depois o maravilhoso segredo desse oceano.

Ela sorriu.

— Hey, vamos brincar de alguma coisa antes de voltar para casa! — Sugeriu.

— É!...mas de quê? — Indaguei.

Ela pensou um pouco.

— De boneca? — Perguntou.

— Brincadeira de menininha.

— Então de...não sei! Tenta você.

— Vamos brincar de faz-de-conta! — Sugeri.

— Como assim?

— Vai ser o seguinte. — Sussurrei a brincadeira no ouvido dela e seus olhos brilharam.

— Não sabia que você era tão criativo. — Comentou.

Eu dei uma risadinha sem-graça.

— Vamos dividir o crepúsculo entre nós dois. — Falamos juntos.

— Eu serei o dia — Rinny falou.

— Eu serei a noite — Eu falei.

— Quando nós dermos as mãos, formaremos um lindo céu alaranjado. — Continuamos brincando disso até chegar o pôr do Sol.

— Ahn, que pena! Não vamos conseguir ver o pôr do Sol; teremos que voltar para casa logo. — Disse.

— Podemos brincar amanhã! — Disse Rinny.

— Se a mamãe deixar-nos sair de novo.

— Ah, é! — Ela riu. Sua risada era tão inocente.

— Então, vamos!

Voltamos de mãos dadas para casa. Assim que chegamos, ouvimos vozes. Duas pessoas estavam brigando dentro da nossa casa.

— Arth, as crianças sumiram! Eu não posso me preocupar com isso agora! — Disse uma voz parecida com a da mamãe.

— Mas, Annie, o Reino de Lucifenia precisa de uma princesa! Riliane seria perfeita! — Respondeu a outra voz, uma masculina.

— Eu sei, eu sei! Mas ela não está pronta ainda!

— Não importa! Eu vou levá-la! Quer você queira ou não.

Saímos correndo de volta para o porto sem ouvir o resto da conversa. Iriam levar minha irmã? Quem era esse tal Arth? Mamãe o conhece? Ele é do bem ou do mal? São tantas perguntas que sinto como se minha cabeça fosse explodir!

Corremos, corremos, até que chegamos no porto. Entramos dentro de uma cabine qualquer, com as paredes desgastadas e ameaçando cair a qualquer hora. Nós sentamos no chão, tremendo.

— Vão me levar à outro lugar? Eu não quero ir! Não quero! — Gritou minha irmã.

— Shhh! Está tudo bem, eu não vou deixar ninguém levar você. — Disse. Eu queria fazê-la acreditar no que eu falei, mas acho que nem eu acredito.

— Obrigada, Leny. — Falou, me abraçando. Eu retribuí o abraço e ficamos assim até adormecermos. Desta vez, não tive dificuldades para dormir. Estava cansado. Mas, mesmo dormindo, os pensamentos e o medo de algo pior estar vindo ainda me atormentavam.

Notas finais
E aí?Gostaram?Comentem.Quando o Demônio disse: "Não se preocupem. Não vou matá-los, nem nada do tipo." E sussurrou uma coisa,era isso: "Ainda não..." Tchau ^^