The Story of Evil

4 A Depressão(Len).


Notas iniciais
Gent,eu to muito animada pra postar essa fic,tipo MUITO! Comentem,pls T-T eu to me esforçando pra postar todo dia,mas vocês nem se dão ao trabalho de comentar ;-;

Alexiel Povs

Minha irmã foi levada por aquele bastardo*! E eu não pude fazer absolutamente nada para impedir! Assim que a carruagem sumiu do meu campo de visão, soltei-me dos braços de minha mãe e corri de volta para casa, chorando. Assim que a avistei, entrei e me tranquei em meu quarto, sem me dar ao trabalho de fechar a porta da sala.

Chorei, chorei, chorei, meus olhos estavam inchados e marejados, cansados de chorar, mas, mesmo assim, não paravam. Eu sentia como se minha alma fosse dividida em dois, só que mais dolorosamente.

–-

Passaram-se dias e semanas, mas eu não saía do meu quarto. Alimentava-me mal, tinha crises de insônia... Meu humor estava instável. Aquilo havia realmente acabado comigo. Várias vezes ao dia, eu me pegava com a ideia de me suicidar na cabeça. Será que valeria a pena? Isso acabaria com toda a minha dor, mas causaria aos outros... O que será que a Rinny faria? A memória daquele momento sempre voltava para me assombrar.

Corremos com lágrimas nos olhos para abraçá-lo. Havíamos esquecido aquele assunto. Porém, assim que o abraçamos, ele nos afastou com repulsa.

— Não toquem em mim! — Ordenou raivoso.

— M-mas. . .p-por quê? — Rinny perguntou.

— Não vim para demonstrações de afeto. Vim para levar você, Riliane! — Ele apontou para minha irmã, com um olhar firme.

— E-Eu?! Mas...

Eu me pus em frente à Rinny.

— Não interessa se você é nosso pai, ou não! Não vou deixar você levá-la! — Eu disse.

— Saia da frente, Alexiel, ou vou deserdá-lo! — Gritou.

— Não me importo! Você não vai levá-la!

Minha mãe só acompanhava tudo calada e cabisbaixa.

— Pois bem! — Ele pegou Rinny pelo braço e a levantou.

— ME SOLTA! ME SOLTA! — Gritou se debatendo, sem obter nenhum sucesso.

Ele colocou-a em seu ombro e saiu, levando-a. Ela batia em suas costas, gritava e chorava, mas nada adiantava.

— RINNY! NÃO! — Gritei.

— LENY! — Gritou de volta, com as mãos estendidas.

Eu ia avançar em nosso “pai”, mas a mamãe me segurou. Ele a colocou em uma carruagem, trancando a porta. Minha irmã me fitava pela janela, enquanto eu acompanhava a carruagem com os olhos, até nos perdermos de vista.

Fui retirado de meus pensamentos por batidas na porta. Era minha mãe, certamente.

— Alexiel, querido? Poderia abrir a porta, por favor? — Perguntou do outro lado da porta.

— O que quer?

— Conversar. — Respondeu.

Eu me levantei vagarosamente e caminhei até a porta. Eu não podia estar menos interessado em ouvir o que ela tinha a dizer. Abri a porta e ela me olhou de cima a baixo, como se estivesse me analisando.

— Céus! Olhe você! Está horrível! — Exclamou.

Eu revirei os olhos e dei espaço para ela entrar. Enquanto olhava horrorizada meu quarto — ele estava realmente sujo e desarrumado —, olhei-me no espelho. Ela estava certa. Meu cabelo estava todo desarrumado e sujo, minhas roupas viraram trapo, eu tinha olheiras enormes e meus olhos estavam com uma linha vermelha ao redor.

Eu estava perfeito para um filme de terror, atuando como um sobrevivente de um ataque zumbi. Na verdade, estava mais para o zumbi. Ri um pouco com esse pensamento. Só um pouco.

— Este quarto está horrível! — Disse, com um olhar de repreendimento.

— Não ligo... — Murmurei. Acho que ela não escutou. Ainda bem!

— Mas não é sobre isso que vim conversar.

Ué? Não? Ela pegou algumas coisas (tranqueiras) de cima da minha cama e colocou de lado, sentando e fazendo um sinal com a mão para que eu me sentasse também. Sentei e ela se virou para mim.

— Alexiel, isso não pode continuar!

Iiiiih... Senta, que lá vem bronca.

— Você passa horas no seu quarto!Vai acabar entrando em depressão!

Já entrei. Eu só escutava calado.

— Por isso, resolvi tomar providências.

Ah, é? Que providências seriam essas?

— Adotei outra filha! — Ela disse e sorriu.

Arregalei os olhos, desacreditado. Outra irmã?

— Você fez o quê? — Gritei.

— O que deveria ser feito. Lily venha cá, querida! — Chamou.

Apareceu, na porta do meu quarto, uma garota de longos cabelos loiros, um Headset na cabeça, uma franja parecida com a minha e olhos azuis. Usava uma roupa meio... Aberta. Essa garota me lembrava muito...Ela*...

— Alexiel, essa é Lily Avadonia. — Apresentou. Ela parecia bem tímida... Espera... Avadonia?!

— Avadonia?! — Indaguei. Como assim Avadonia? Ela não iria ser minha “irmã”? Deveria ser Lily Lucifen d’Autriche!

— Isso mesmo. A partir de agora, vamos mudar nossos nomes, filho. Você será Allen Avadonia e eu, Ann Avadonia.

Não... Não... Não! Eu não conseguiria aceitar isso! Mudar nossos nomes e sobrenomes significa esquecer a história de nossa família! Esquecer... Ela...

— Não... EU NÃO QUERO! — Gritei, correndo logo em seguida para fora do quarto.

— Allen! — Chamou minha mãe.

A essa altura, eu já estava saindo dali, indo em direção ao porto. Não importa o que aconteça! Eu nunca esquecerei... Ela...

Notas finais
Pronto,tchauuuu! Bastardo: Adjetivo dado a alguém que nasce em decorrência de uma gravidez provocada por uma relação sexual praticada por uma mulher casada legalmente, com um outro homem que não seja seu marido, sem o consentimento e conhecimento deste. Ela: Riliane/Rin