Notas iniciais
" Sem Você " Oi gente Acabei de terminar esse cap, e tem muito Leonetta ( acho que até mais do que Germangie ) achei que eles mereciam um cap para esclarecer tudo o que sentiam, e pra vcs entenderem como eles se sentem! Meu mais sincero obrigada a quem ainda está lendo ♥ Vamos para a leitura seus lindos :)

Doha — Qatar.

Violetta Castillo.

Eram por volta de duas da tarde quando eu ainda esperava Angie aqui em casa, estava deitada na cama lendo um livro de romance quando meu telefone bipa avisando que daqui há pouco teria um concerto musical num teatro aqui perto, me animei e logo saí do quarto indo atrás de meu pai para pedir sua permissão. Desci as escadas e o encontrei conversando com Ramallo, ambos sentados no sofá um tanto sérios.

— Olá meu amor! — Meu pai disse me fitando sorrindo e eu sorri junto.

— Oi pai, nossa como você está bonito! Adorei a sua blusa. – Elogiei com desdém sem tirar o sorriso do rosto.

— O que você quer, filha? — Papai indagou me observando, e eu suspirei tentando sorrir. Eu tinha esperado por isso há uma semana, e com certeza um concerto de música clássica seria o mais próximo que eu chegaria da música nesse momento. – Vilu? — Tirou-me do transe.

— Ah, é que vai ter um concerto musical num teatro aqui perto e eu queria perguntar se eu poderia ir ver. — Pedi com um pouco de vergonha e ouvi meu pai respirar profundamente.

— Vilu, eu acho melhor não. Não é bom você ir sozinha… — Meu pai disse me olhando, e foi minha vez de respirar fundo.

— Mas pai, eu não preciso ir sozinha! Você pode me levar. – Falei sorrindo novamente e meu pai sorriu.

— Não meu amor, eu estou um pouco ocupado agora. – Ele comunicou normalmente e eu desviei meu olhar um pouco chateada.

— Vilu, se não for incômodo, eu poderia levá-la. – Ramallo que antes só observava, resolveu se pronunciar. Sorri novamente e olhei para meu pai suplicante, e ele bufou.

— Tá bem, você pode ir sim. – Assim que meu pai murmurou que eu poderia ir, não consegui evitar um gritinho de animação e pulei em cima dele, lhe dando um abraço apertado.

— Obrigada, você é o melhor pai do mundo. Te amo, te amo, te amo… — Falei sentindo minha voz animada, e meu pai riu.

— Também te amo meu amor. – Nos separamos.

— Obrigada Ramallo! — O agradeci com um sorriso, afinal Ramallo sempre que podia, intercedia por mim.

— De nada, Violetta. — Retribuiu com um sorriso.

Saí da sala e subi as escadas num lampejo, indo em direção ao meu quarto para me arrumar, assim que cheguei eu fechei a porta e me despi ficando apenas com minha lingerie. Decidi pôr uma blusa fina azul bebê de manga, uma saia curta rosa claro, um cinto fino dourado e salto branco, arrumei meu cabelo deixando-o solto e pus alguns acessórios, fazendo uma maquiagem leve. Não demorei muito a ficar pronta e peguei minha bolsa de mão descendo em seguida, encontrando Ramallo à minha espera.

— Vamos? – Perguntei sorrindo e ele sorriu concordando.

— Vamos! — Respondeu Ramallo.

— Cuidado em Vilu. – Meu pai pediu vindo até mim e depositando um beijo em minha testa.

— Pode deixar pai, obrigada. — Murmurei sem deixar de sorrir, e saindo em seguida juntamente de Ramallo.

(…)

O concerto tinha acabado há alguns minutos, como tinha bastante gente, tivemos que aguardar as pessoas saírem pacientemente. Quando já estávamos na saída do teatro Abdul Azis Nasser Theatre, ouvi meu telefone bipar e me surpreendi ao ver uma mensagem de Francesca, com curiosidade eu abri rapidamente a mensagem que dizia.

Olá Vilu! Sei que faz um tempinho que não conversamos mas, eu preciso te contar uma coisa importante. Ontem, Leon admitiu para a gente que ainda tem sentimentos por você, e que se possível iria até o Qatar para te visitar! Mas, ele tem medo de que você não o queira de volta e nem o ame mais.

Enfim, conversem e se acertem! Estamos todos com muitas saudades amiga – eu especialmente.

Beijos.

Fran.’’

Li e reli aquela simples mensagem várias vezes para acreditar que aquilo acontecia realmente, mal podia acreditar que Leon ainda gostava de mim, meu coração parecia que iria explodir em êxtase à qualquer instante. Eu também o amava, sentia coisas por ele que certamente, eu nunca conseguiria sentir por mais ninguém, mas o que eu deveria fazer? Mandaria mensagem para ele ou esperaria ele vir falar comigo? Meu coração palpitava mais forte, apenas de pensar na possibilidade de que poderíamos voltar, um sorriso involuntário logo tomou conta de todo meu rosto sem que eu nem ao menos percebesse.

— Posso perguntar no que a senhorita pensa tanto? — Ramallo me indagou, fazendo com que eu saísse do transe em que eu me encontrava.

— Por que? — O respondi com outra pergunta, um pouco confusa.

— Ora Violetta, você está encarando o telefone há um tempão, e ainda com uma carinha de apaixonada e um sorriso que não sai de seu rosto. – Ramallo falou sorrindo, concentrado na direção.

— O que? Claro que não Ramallo! — Tentei disfarçar olhando para cidade através da janela do carro e ouvi sua risada, que fez com que eu corasse.

O percusso para casa não foi longo, então foi uma questão de cinco minutos para estarmos em casa. Assim que chegamos, eu saí do carro e esperei que Ramallo estacionasse para que pudéssemos entrar, conversávamos sobre assuntos aleatórios quando Ramallo abriu a porta mais próxima que dava para a cozinha, e ficou com uma cara de surpresa. Entrei na cozinha, e vi algo que me deixou completamente perplexa.

Meu pai estava segurando Angie pela cintura, e ambos estavam mais próximos do que deveriam. Um clima tenso estava instalado na cozinha, e eles pareciam que iriam se beijar a qualquer minuto, e nem sequer tinham percebido a nossa presença ainda.

— O que está acontecendo aqui? — Resolvi quebrar aquele silêncio, incomodador.

Papai e Angie enfim perceberam nossa presença no cômodo e se separam rapidamente assutados e constrangidos.

— Nada. – Meu pai respondeu, evitando olhar para minha tia. — Como foi lá? — Ele me perguntou certamente mudando o foco do assunto.

— Foi bem divertido, tocaram várias melodias que eu não conhecia. – Olhei um pouco para minha tia, que parecia está incomodada com algo. Assim que ela percebeu meu olhar, veio em minha direção com um sorrisinho amarelo e me abraçou de lado.

— Que bom que se divertiu! — Papai falou olhando para os lados e eu concordei, querendo rir de toda a situação.

— Angie, vamos para o meu quarto? — Perguntei torcendo para que a resposta fosse sim, já que precisava urgentemente conversar com ela.

— Vamos sim Vilu. – Minha tia disse com um sorriso e nos retiramos da cozinha.

Subimos as escadas em silêncio na direção do meu quarto e assim que chegamos, Angie se sentou suspirando e me sentei ao seu lado sorrindo.

— O que houve Vilu? — Angie perguntou maliciosa e eu ri, era incrível como somente de olhar para mim, já sabia o que se passava comigo.

— Aí Angie, você não vai acreditar no que aconteceu… — Comecei com um tanto ofegante e ela me olhou, incentivando-me a continuar — Hoje na saída do teatro, eu recebi uma mensagem da Francesca, que dizia que Leon ainda gostava de mim! — Falei eufórica e Angie gargalhou da minha reação.

— Mas, e aí? O que você vai fazer Vilu? — Angie indagou curiosa e eu coloquei minhas mãos no meu rosto o escondendo.

— Eu não sei tia, eu também gosto muito dele. Mas não sei se devo esperar uma ligação ou se eu ligo, porque eu também gosto muito dele, na verdade eu ainda o amo! — Falei confusa e Angie sorriu me puxando para seu colo, me abraçando.

— Eu sei minha linda, mas por que você não tenta ligar? Você pode se surpreender. – Angie disse acarinhando meus cabelos.

— Você tem razão, eu vou ligar sim para ele porque quem quer corre atrás né! — Falei decidida e nós rimos juntas. – Eu vi você e meu pai lá na cozinha! — Falei de repente e minha tia olhou-me assutada.

— Vilu, não era nada disso. É só que seu pai me assustou e eu o molhei sem querer. – Angie tentou explicar toda atrapalhada, eu não consegui evitar de rir, ela revirou os olhos e eu ri mais ainda.

Era óbvio que eu sabia que Angie ainda sentia coisas por meu pai, e hoje ficou claro que ele deveria sentir algo por ela também. E se eu sentisse que haveria alguma chance de os dois voltarem, qualquer oportunidade, eu o faria pois eu sei que meu pai não sente pela Esmeralda nem a metade do que ele sente por minha tia. Acho que eles iriam precisar de uma ajudinha do destino, ou minha na verdade.

Leon Vargas.

Buenos Aires

3 meses antes.

— Olá amor. – Lara veio em minha direção assim que eu saí da pista, me cumprimentando com um selinho casto.

— Oi. – Falei sorrindo e acariciando seu rosto. – O que você acha de sairmos daqui e dar uma volta pela cidade? — Perguntei e ela riu me fitando serenamente.

— Claro que sim, vou arrumar minhas coisas e já volto! – Respondeu animada e eu ri ao vê-la sair quase que correndo.

Já estávamos namorando há um tempo, eu a adorava demais, porém era difícil amá-la. Lara não era Violetta, e isso ficava óbvio a cada dia que se passava, mas eu não queria a magoar pois era uma ótima companheira. Assim que ela chegou, decidi que iríamos de pé mesmo, saímos caminhando lentamente de mãos dadas pelas ruas calmas de Buenos Aires em um silêncio confortante.

Paramos em frente ao Puerto Madero, e ela sorriu acariciando meu rosto, nos aproximamos e inciamos um beijo calmo onde eu tinha minhas mãos em seu rosto pálido, mas por algum motivo era Violetta quem eu estava beijando. Terminamos beijo com pequenos selinhos calmos, porém nossos lábios continuaram juntos.

— Te amo Leon. – Ouvi ela murmurar entre meus lábios.

— Também te amo Violetta... – Falei instantaneamente, senti Lara se separar de mim bruscamente.

— O que você disse? — Indagou e só então eu percebi a burrada que tinha feito.

— Nada, eu disse que te amo Lara. — Tentei consertar minha fala. Lara me olhava brava, com lágrimas nos olhos.

— Não, você não me ama Leon! — Ela disse com a voz doída, e lágrimas pesadas em seus olhos castanhos. — Se você me amasse, não teria me chamado de Violetta. — Murmurou e eu a fitei, sabendo que ela tinha razão no que disse.

— Lara, por favor… — Tentei me explicar e ela fechou os olhos negando com a cabeça.

— Acho melhor terminarmos. A partir de hoje você é livre para ir atrás de quem você ama. – Disse chorando e eu arregalei os olhos, sem acreditar que ela realmente terminou comigo. Lara me olhou por uma última vez e saiu apressadamente, com certeza eu a perdi para sempre.

(…)

— Posso perguntar o que era tão urgente que não deu para esperar pra amanhã? — Maxi me perguntou e eu revirei os olhos entrando em sua casa.

— Aconteceu algo muito estranho comigo hoje. – Respondi me sentando e ele sentou-se também me incentivando a continuar. – Hoje a Lara disse que me amava, e eu também ia dizer que a amava mas ao invés do nome dela, saiu o nome da Violetta. – Exclamei indgnado, bufando e colocando minhas mãos no rosto enquanto ouvia Maxi rir da minha situação.

— Você nunca parou para pensar, que você talvez não tenha esquecido a Violetta? Leon, ela é o amor da sua vida sem dúvidas! Não foi a toa que você chamou por ela, cara. — Maxi disse e eu concordei.

Ele tinha razão no que disse, talvez eu nunca tenha esquecido Violetta Castillo.

(…)

Dias atuais.

Já tinha se passado muito tempo, desde que eu e Lara terminamos, e por um lado eu tinha achado bom pois agora eu poderia ver meus sentimentos com clareza. Mas a cada vez que eu pensava nisso, eu tinha vontade de fazer minha mala e sair correndo para ver Violetta no Qatar, a cada segundo que se passava eu tinha mais certeza do que eu queria fazer por ela, queria está com ela e isso estava claro, mas o medo da rejeição me dominava por completo, fazendo eu mudar meus planos.

— Leon! — Francesca me chamou, fazendo eu despertar de meus pensamentos absortos.

— Que foi Fran? — Indaguei e ela sorriu dando ombros.

— Cara você está no mundo da lua, aconteceu algo? — Diego me perguntou e eu neguei com a cabeça, um pouco envergonhado.

— É claro que ele não está na lua, vocês não vêem que ele está aqui? — André tentou explicar todo confuso e nós rimos.

— Gente, é obvio que ele está pensando Violetta! — Maxi falou e eu revirei os olhos, tentando não lembrar desse assunto.

— Claro que não. – Tentei mudar de assunto e todos me olharam curiosos – Tá, é verdade! – Murmurei rendido e todos riram em uníssono.

— Mas o que está faltando para você dizer o que sente? — Camila perguntou e eu suspirei cansado.

— Sei lá, talvez eu esteja com medo. Violetta pode já ter me esquecido, não sentir o mesmo ou até está com outra pessoa! — Expliquei gesticulando e ouvi Francesca rir.

— Leon, você sabe que ela te ama né. Isso nunca mudou. – Fran tentou me animar e eu ri.

— Mas ela está no Qatar agora – Repliquei.

— E por que você não vai lá? — Broduey que até então estava quieto, se pronunciou.

— Tenho medo da rejeição. Violetta pode não me querer mais, e essa possibilidade me assusta. – Falei rapidamente, dei o último gole na minha vitamina e saí do Resto um pouco incomodado com o assunto ser minha triste situação amorosa.

Eu tinha um plano para conquistar Violetta Castillo.

Notas finais
LEITORES FANTASMAS APARECAM POR FAVOR!! Até a próxima ♥