Notas iniciais
*Se Você Me Amasse. Hello Guys! Estão ansiosos para o reencontro de Leon e Violetta? Está mais próximo que imaginam. Espero que vocês gostem do capítulo, não se esqueçam de comentar e favoritar. Sério, isso ajuda muito! Música: If You Loved Me - Gracey. Boa Leitura.

Alguns dias depois...

Angeles Saramego.

Já haviam se passado alguns dias desde que cheguei no Qatar para rever minha sobrinha, estávamos cada vez mais próximas como se nunca houvesse tido uma distância entre a gente, já de meu cunhado não posso dizer o mesmo. Vinhamos nos evitando sempre que possível, mas toda vez que eu o via, sentia meu coração palpitar ainda mais forte e isso só me levava a ter mais certeza que eu estava me apaixonando novamente por German.

Mas de modo algum, eu poderia deixar esses sentimentos aflorarem ao ponto de alguém perceber, não poderia me permitir sentir isso novamente afinal muitas coisas além de Esmeralda nos separam.

Apesar de tentar manter distância entre mim e German, eu ainda tinha que ir na mansão visitar Violetta, que hoje cedo pedira insistentemente que eu fosse almoçar com ela. Me levantei da cama preguiçosamente, e decidi pôr uma blusa de manga creme que tinha escrito L’amour em vermelho e uma calça jeans escura de cós alto, para calçar optei por uma Ankle Boot Preta toda fechada, deixei meu cabelo solto nos cachos e fiz uma maquiagem simples usando apenas gloss rosinha e um rímel, peguei minha bolsa azul marinho e não demorei a sair do hotel chamando o primeiro táxi que passou.

O trajeto até a mansão Castillo foi calmo, assim que chegamos, paguei o motorista e desci do carro indo até o portão principal.

— Tia! — Violetta veio me atender animada como sempre.

— Oi minha linda. – A cumprimentei com um abraço e um beijo em sua testa, logo Vilu me puxou para dentro, rumo a sala. Onde nos sentamos e começamos a conversar animadamente.

— Angie, me espera aqui que eu vou buscar algo pra te mostrar. Já eu volto! — Vilu disse apressadamente, eu a observei confusa porém sorri ao perceber que Violetta andava mais radiante.

Decidi então por ajudar Olga a arrumar a mesa, comecei arrumando alguns talheres até sentir minha nuca ficar um pouco quente, olhei para os lados e não vi ninguém. Mas assim que me virei, dei de cara com German fazendo com que eu derrubasse alguns guardanapos, e ele desviasse o olhar.

— German?! — O chamei e ele finalmente pôs seus olhos castanhos em mim.

— Angie? Te machuquei? — Me indagou preocupado me fazendo sorrir de canto negando com a cabeça.

— Você estava me espionando? — O lancei outra pergunta, mas sem tirar o sorriso do rosto. E ouvi ele rir fingindo uma cara de confuso.

Antes que pudéssemos responder, ouvimos uma cantoria vindo do andar de cima. Mal acreditei ao ouvir a voz de Violetta cantando “Ser Mejor”, olhei preocupada para German e percebi seu olhar chateação com a filha.

— Eu vou lá, quantas vezes eu já não avisei que não quero que ela cante! — German falou numa irritação preocupante, eu arregalei meus olhos.

Precisava intervir pois eles poderiam acabar dizendo coisas que se arrependessem depois; então ao ver que ele iria sair segurei seu braço levemente e o puxei.

— German, não faça isso! — Comecei a pedir-lhe calmamente. – Eu sei que você não a quer cantando, mas ela só está liberando o que sente, te peço que por favor, não tire isso dela. Vilu está apenas se expressando, deixe para conversar quando você estiver mais calmo, sim? — Murmurei com um sorriso de lado, e pude sentir seu braço que estava tenso, relaxar entre meus dedos.

Ele suspirou e balançou a cabeça concordando.

— Você tem razão, é incrível como você sempre tem razão! Eu quase ia estragar tudo com Violetta, agora que nós estamos bem… Obrigado por está aqui Angie, você é uma grande amiga. — German disse mais calmo, com um sorriso e eu não pude deixar de o acompanhar nesse sorriso tão lindo.

Ele me puxou para um abraço delicado, que logo foi retribuído por mim, mas não demoramos a nos separar.

Ficamos nos olhando por um breve instante, eu sorri tímida. German se aproximou um pouco mais de mim deixando nossos corpos completamente colados, arregalei meus olhos e senti ele acariciar meu braço num toque delicado e deliberadamente proibido – por estarmos justamente ali, em sua casa. Fechei meus olhos e pude sentir sua respiração contra meu rosto, já se fundindo com a minha, quando German realmente iria concluir aquilo, ouvimos um pigarreio insistente e nos separamos em um lampejo demasiadamente envergonhados.

— O que houve Ramallo? — German perguntou sério, eu pude perceber o misto de irritação e vergonha em sua voz.

— Me desculpe interrompê-los, mas tive que o fazer. Pois imaginem se é Esmeralda e não eu que acaba os pegando dessa maneira! — Ramallo falou com um sorriso amarelo e eu concordei.

— Sim, bom me desculpe German isso não irá mais acontecer. – Falei tentando sorrir e ele respirou fundo, antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, resolvi me pronunciar novamente.

—Com licença gente. – Murmurei indo até o quarto de Violetta para que ela viesse almoçar.

O almoço transcorreu calmamente, apenas alguns olhares severos de Esmeralda me incomodavam um pouco, mas fora isso tudo foi normal. Até Violetta resolver se manifestar…

— Com licença, eu quero fazer um brinde. – Vilu anunciou com um sorriso de lado e vi German se acomodar melhor na cadeira felpuda.

— Um brinde à que exatamente, meu amor? — German indagou também sorrindo para a filha.

— Um brinde a família, a minha família que está toda reunida novamente! Angie, você e eu! — Violetta anunciou sorrindo enquanto levantava sua taça de suco, eu e German nos entreolhamos sorrindo carinhosamente e logo desviamos o olhar ao ver Esmeralda se retorcer de incômodo na em seu assento.

German Castillo.

Depois de alguns dias tentando evitar Angeles de todas as maneiras possíveis, eu cedi e hoje quase a beijei. Não sei o que acontecia comigo quando eu chegava perto demais dela, mas eram coisas que eu não sentia desde o ano passado. Eu já tinha consciência dos meus sentimentos por minha cunhada, mas como deixar esses sentimentos fluírem sabendo que eu sou o causador de sua dor? Eu a amava, e não queria mais está longe dela, mas nós sabíamos que várias coisas nos separavam e Esmeralda não era meu único motivo para me manter longe da Angie.

— German? — Ouvir Ramallo me chamar, respirei fundo saindo de meus pensamentos absortos.

— O que houve dessa vez? — Perguntei o observando com minha mão no queixo um tanto curioso por sua resposta.

— Eu estou falando que temos que fazer a transição até amanhã para os franceses e você está no planeta Angie. – Ramallo disse com ironia e eu revirei os olhos.

— Você tem razão! Não consigo parar de pensar nela. — O respondi como se fosse óbvio e pude ver ele abrir um sorriso de felicidade, abrindo os braços um tanto eufórico.

O que era verdade, Angie mexia comigo de um jeito que eu não conseguia explicar. Seu jeito doce, seu sorriso caloroso, seu olhar calmo porém intenso, seus cabelos loiros cacheados da cor de ouro, sua pele macia, seu corpo muito bem desenhado em cada detalhe, sua voz tão perfeita como o resto dela. Tudo nela me fazia querê-la ainda mais para a amar e cuidar para sempre, mas sempre nos magoamos e eu sabia que dessa vez não podia ser diferente. Não podia fazer ela sofrer mais, depois de tudo o que eu a fiz passar nos últimos meses! Definitivamente eu não merecia aquele anjo, eu não merecia a Angie.

— Finalmente meu amigo, finalmente você admitiu que está pensando na senhorita Angeles sem rodeio algum! — Ramallo exclamou alto em um tom orgulhoso e eu coloquei minha mão na sua boca, com medo de que Angie ouvisse isso.

— Fala baixo Ramallo! E sim, eu estou pensando nela. Angie tem algo que me faz a querer, algo especial que as outras não tem. Ramallo, eu acho que os meus sentimentos pela Angie nunca morreram como eu havia pensado, eles só dormiram por um breve tempo mas agora estão mais vivos que nunca! — Murmurei baixo porém sem tirar o sorriso de canto do rosto e vi Ramallo sorrir junto comigo.

Eu sabia que querer Angie justo agora, seria um erro. Pois eu a magoei como nunca antes, e qual a possibilidade dela sentir o mesmo?

— German, pode contar comigo para te ajudar a conquistar Angie. – Ramallo falou sorrindo e eu sorri junto.

Eu precisava tentar, afinal eu nunca ia saber se não tentasse. E estava mais que claro para mim, que eu queria Angie e isso não era um simples desejo passageiro, era mais que paixão… era amor.

Eu amava a Angeles Saramego.

Violetta Castillo.

Logo após o almoço, fui junto com Angie para meu quarto pra conversarmos e assistirmos filmes, onde a tarde não demorou a passar e logo já era noite. Eu e Angie conversávamos sobre assuntos aleatórios, até que minha tia me olhou séria e respirou fundo.

— Vilu, precisamos conversar. – Angie disse ainda séria e eu a olhei confusa.

— O que eu fiz agora, tia? — Perguntei a olhando também séria.

— Hoje antes do almoço, você estava cantando muito alto. Não estou dizendo que é errado você cantar, mas seu pai não gosta e parece que ele já lhe advertiu antes. German vinha falar com você, estava um pouco irritado e eu tive de impedir que ele viesse aqui. — Angie afirmou e eu suspirei cansada.

Cansada de não poder fazer o que eu amo pelos medos do meu pai, pela covardia dele. Mais uma vez.

— Angie me desculpa, mas eu não vou parar de cantar só porque meu pai não gosta! Você não percebe que ele faz isso para me prejudicar? — A indaguei e percebi ela baixar o olhar.

— Vilu, não fale assim de seu pai por favor, seu pai não faz nada para lhe prejudicar. Tudo que ele faz é para seu bem, ele é um homem bom, generoso, amoroso e é tão, tão…

Angie afirmava sorrindo e vi seus olhos verdes brilharem intensamente ao falar das qualidades de meu pai. Será que ela não percebia que estava apaixonada por ele?

— Tão, tão, tão como os sininhos que brilham quando você fala de meu pai. – Falei sorrindo e Angie corou sorrindo também.

— Claro que não Vilu, você está vendo coisas onde não tem. – Angie tentou mudar o assunto, desviando o olhar para meu urso de pelúcia e eu ri ainda mais.

— Está apaixonada pelo papai Angie, não siga negando por favor! — A olhei séria, pude ver ela respirar fundo. Aquele era um assunto delicado para Angie. – Bom, eu vou dormir. Já está muito tarde! — Resmunguei fingindo um bocejo falso.

Precisava que Angie saísse para que eu bolasse algo que juntasse os dois, mas o que eu faria?

— Eu sei que você diz que vai dormir, quando na verdade espera a gente sair para ficar escrevendo no seu diário... – Angie informou rindo e eu sorri. Como era possível me conhecer tanto?

— Mas estou falando sério, vou dormir porque tenho que acordar cedo amanhã… — Tentei a convencer, logo ela se levantou da cama sem tirar o sorriso de seu rosto.

— Tudo bem, eu já vou indo porque está tarde. Boa noite meu anjinho. – Angie disse beijando minha testa. Eu sorri com aquele carinho.

Em algum momento eu sentia que Angie era minha mãe, será que ela sentia esse amor de " mãe e filha" por mim também? Eu a olho e sinto que sou agradecida por a vida ter me colocado em seu caminho, mas seria melhor se meu pai a escolhesse.

Queria que Angie fosse minha mãe.

— Boa noite, tia linda. – Eu disse retribuindo seu carinho.

Angie me deu mais uma olhada e logo saiu do quarto. Assim que minha tia saiu, eu peguei meu diário de capa roxa que estava na cabeceira da cama e logo o abri acarinhando algumas folhas escritas, sentindo certa nostalgia ao rever minhas memórias.

Querido Diário

Acho que meu pai sente algo pela Angie, e ela também sente algo por ele. Eles sempre ficam e agem diferente quando estão perto, e tem uma conexão incrível.

Preciso de um plano rápido para que finalmente eles percebam que se amam e fiquem juntos, mas o que eu devo fazer?”

Terminei de escrever, fechei o diário guardando-o em seguida. Ouvi a porta se abrir bruscamente e me levantei da cama assustada ao ver que era Esmeralda com uma expressão nada boa que estava ali, voltei a me sentar na cama e ela fechou a porta se aproximando de mim lentamente, abrindo um sorriso falso.

— Eu sei o que você está fazendo sua pirralha insolente! — Ela disse com a voz cheia de raiva.

Era óbvio que eu estava com medo mas precisava entrar no jogo dela, afinal não era a primeira vez que isso acontecia.

— Eu estou sentada. – Murmurei como se fosse óbvio e a vi revirar os olhos castanhos.

— Vou te dar um último recado, se você continuar tentando incentivar seu pai e a loira sem sal da sua tia a ficarem juntos, você vai me pagar muito caro! – Esmeralda me ameaçou e eu senti meu corpo tremer perto dela. — Só quero ver seu pai feliz, boa noite meu amor!

Esmeralda comunicou com ironia e nojo, enquanto um sorriso cínico dominava seu rosto.

Aquilo não poderia ser pior.

Assim que ela saiu do meu quarto, senti lágrimas quentes dominarem meu rosto impiedosamente. Ela tinha acabado de me intimidar, e eu não sabia mais o que fazer. Deveria contar para meu pai? Ou fingiria que isso nunca aconteceu? Estava com tanto ódio que acabei jogando meu porta-retratos contra a parede lilás, o vendo despedaçar-se na minha frente.

— Violetta, o que houve? — Ramallo veio até mim preocupado.

— É que papai e Angie se amam, mas não percebem! Eles precisam ficar juntos, porque eu não suporto a Esmeralda! — Exclamei me encolhendo na cama ainda chorando e ele sentou-se ao meu lado.

— Você tem razão, são dois cabeças duras e eu também não consegui engolir Esmeralda! Você já tem algo em mente? — Indagou me fitando por cima dos óculos e eu neguei com a cabeça.

— Ainda nada! — Murmurei chorosa e Ramallo sorriu me abraçando.

— Vilu, pode contar comigo para qualquer plano! Nós vamos juntar os dois! — Ramallo disse ainda sorrindo e estendendo o seu dedo mindinho, não consegui evitar de sorrir.

— Nós vamos juntar os dois! Operação Germangie em andamento. — Anunciei sorrindo já animada, juntando meu mindinho ao seu.

Balançamos os mindinhos juntos como finalização de uma promessa e rimos, Ramallo deu um beijo na minha testa e saiu do quarto alegando que eu precisava dormir. Aos poucos um plano muito bom começou a se formar em minha mente, o único defeito é que eu precisaria da ajuda de uma pessoa que eu não falava faz um tempo. Será que isso ia dar certo? Não sei, mas espero que sim!

Eu estava arriscando tudo apenas pela possibilidade de ver meu pai e Angie juntos, esperava que isso não fosse apenas uma mera possibilidade e sim uma realidade. Não queria outro família, queria eles — German e Angie — como minha família.

Me levantei rapidamente, peguei meu telefone discando seu número que eu ainda sabia de cor.

Alô?

Senti arrepios inexplicáveis ao ouvir sua voz novamente depois de tanto tempo, mas eu sabia que ele era o único que eu poderia confiar inteiramente mesmo depois de meses.

Alô Leon? Preciso que você venha para o Qatar urgente…

Geral.

Depois de Angeles ter saído do quarto de sua sobrinha, desceu as escadas calmamente ainda pensando no que Violetta havia lhe dito há pouco. Como uma adolescente poderia saber tanto? Angeles sabia que não poderia dar o braço a torcer, não agora. Acabou saindo de seus pensamentos submersos ao sentir seu corpo esbarrando em outro, mas esse era pequeno e com certeza não era German, levantou o olhar e viu Esmeralda a encarar irritada.

— Me desculpe, eu não te vi! — Angie tentou se desculpar um tanto confusa.

— Você nunca vê! — Esmeralda disse impaciente, sentindo um ódio imenso de ter Angeles vagando pela casa ainda esse horário.

Era óbvio que se sentia ameaçada, ainda mais quando percebera os olhares entre seu namorado e a tia de Violetta – que era tão chata quanto a mesma.

— O que ainda faz aqui? — A mulher morena indagou Angeles rudemente, sem querer deixá-la passar.

— Não que seja da sua conta, mas eu estava apenas dando boa noite para Violetta antes de ir para o hotel. – Angie disse firme sustentando o olhar de Esmeralda.

A qualquer momento ali, haveria um incêndio com todo o clima tenso que as rodeava.

— Claro que é da minha conta por que eu sou a NAMORADA de German e você não é nada! – Revidou revirando os olhos enquanto dava ênfase no que havia dito.

Percebeu Angie engolir em seco e pôde saborear a mágoa de sua inimiga, olhou para o lado e viu German saindo do escritório ainda distraído em seu tablet, resolveu se fingir de boa samaritana com Angeles

— Pode ficar aqui quanto tempo quiser, boa noite querida! — Esmeralda disse sorrindo cínica enquanto subia escada acima, deixando Angie confusa ainda parada na escada.

A moça olhou para o lado e percebeu o porque da encenação patética de Esmeralda, balançou a cabeça negativamente e riu baixo sem acreditar que a morena tinha feito aquele papelão apenas para passar em sua cara que era a namorada de German.

Angie terminou de descer as escadas, e tentou passar por German sem que ele a visse para que não houvesse mais mal entendidos, já estava quase alcançando a porta quando sentiu o olhar dele para si.

— Angie! — German a chamou quando percebeu que ela estava o evitando. Apenas não sabia o porque disso. Angie se virou rendida, e sorriu fraco enquanto via German caminhar em sua direção.

— Já está indo? — Perguntou fitando as orbes verdes cansadas de Angeles e a viu concordar.

— Ainda precisa de alguma coisa? Quer um chá de camomila? Ou um suco de laranja? — Angie lhe indagou sem conseguir deixar de olhar cada detalhe de German.

Ele sorriu vendo como era incrível a capacidade dela lhe conhecer, apenas com uma simples pergunta. Ele logo negou com a cabeça.

— Na verdade, eu gostaria de lhe agradecer! — Começou e percebeu o olhar confuso da pequena mulher à sua frente. — Por está me ajudando com Violetta, ela te adora e você a deixa mais calma, então muito obrigado! — German disse sorrindo de lado e Angie o acompanhou sorrindo também.

— Não precisa me agradecer, faço isso de coração. Você sabe que eu amo muito a Vilu!

Angie disse gesticulando sorrindo, respirando fundo. Nem se deu conta que German pegou suas mãos enquanto ela gesticulava as “escondendo’’ por entre as mãos grandes dele.

— Eu também queria te pedir desculpas por tudo, qualquer mal entendido incluindo eu ter te evitado… Me desculpe Angie, não gosto que fiquemos distantes! — German disse sincero, cada palavra era a mais pura verdade. Angie suspirou rendida. — Gostaria que você esquecesse isso, e que pudéssemos ser bons amigos! — O moreno pediu um pouco nervoso, e ouviu a risadinha de Angie.

— Nós já somos bons amigos German, eu também não quero que fiquemos distantes! — Angie disse com um pequeno sorriso bobo de lado, ainda sentindo German segurar suas mãos, ele sustentou seu olhar que agora havia um brilho diferente. — Pela Violetta! — Angie completou a frase, depois de alguns segundos de silêncio palpável entre os dois.

Era óbvio que não era somente por Violetta pois realmente não gostava de se distanciar de German por vontade própria, mas sabia quando se permitisse mostrar o que sentia e criar esperanças, iria acabar magoada. E tudo que menos precisava era de outra desilusão amorosa com a mesma pessoa.

— Sim, pela Violetta, é claro! — German repetiu baixo ainda a olhando. Aquilo já era um começo, ao menos.

Como Angeles conseguia ser tão perfeita e o encantar mais apenas com uma conversa?

— Bom German, já está tarde e eu realmente preciso ir. – Angie disse olhando seu relógio de pulso, vendo que realmente estava tarde.

— Quer que eu vá te deixar? — German indagou torcendo para que a resposta fosse sim, apenas para passar mais um tempo com Angie.

Mas Angeles tinha medo de está sendo um incômodo e ao lembrar rapidamente de sua conversa com Esmeralda, resolveu negar.

— Não precisa, obrigada pelo convite. Meu hotel é aqui perto. — Angeles falou e viu German concordou. — Boa noite, German! — Murmurou, se aproximando vagarosamente depositando um beijinho estalado em sua bochecha e saiu da mansão Castillo em seguida.

Claro que aquele pequeno simples contato, não havia passado despercebido aos olhos de German, e mesmo que Angie não tivesse mais ali, ainda sentia como se ela tivesse inteiramente.

German tinha um sorriso bobo em seu rosto e com sua mão acariciou levemente o lugar, onde Angie tinha acabado de deixar o beijinho. Que apesar de ter sido apenas alguns segundos e na bochecha, tinha sido o suficiente para deixar German nas nuvens.

Notas finais
Até o próximo. Fiquem com Deus ♥