Notas iniciais
*Paraíso Hello Guys! Gente esse foi o capítulo mais difícil e demorado de escrever por vários motivos como bloqueio de criatividade, não sabia como acertar as cenas, queria tentar escrever igual a minha antiga fanfic porém não sabia como escrever - mas ainda sim tem algumas cenas. Música: Ouvir Dizer - Melim. Boa Leitura!

Geral.

Era em torno das dez da manhã quando German, Violetta e Leon chegaram no imenso aeroporto internacional de Doha, apesar de ser cedo já tinha um intenso fluxo de pessoas apressadas para irem ao seu devido destino, os dois jovens mal conseguiam conter a animação de chegar logo nas maravilhosas ilhas paradisíacas que Seychelles abrigava. Andaram até o saguão lotado e resolveram sentar-se por um tempo enquanto esperavam Angeles que por ironia do destino ou não, havia avisado a sobrinha que estava presa no trânsito, deixando-a em alerta. Tudo poderia acontecer até entrarem no avião, não queria e não poderia deixar que nada desse errado hoje.

Cada um estava preso em seus próprios pensamentos cheios de expectativas, German não conseguia deixar de imaginar o que lhe aguardava nesse período que estivessem por lá, e um sorriso bobo permeou seu rosto só de imaginar as inúmeras possibilidades.

— Pai, posso ir com Leon comprar algo pra comer? Estou com fome…

Violetta resmungou baixo olhando para os lados, a procura de qualquer quiosque de comidas. German os entreolhou desconfortável, porém concordou. Se questionava se realmente era necessário o namorado de sua filha ali com eles, numa viagem de família. Vilu levantou-se assim como Leon, e após darem as mãos, saíram do local com pequenos sorrisos apaixonados em seus rostos. Óbvio que tudo isso fazia parte do plano milimetricamente arquitetado de Vilu, caso quisessem convencer o pai e principalmente Angie que não era nada boba, de que realmente tinham algo.

— Filha, não precisa ir segurando a mão do Leon! Você sabe andar só… — German murmurou indignado ao ver a cena de aproximação e o futuro genro, caso ele permitisse.

Massageou as têmporas com cara de poucos amigos, revirando os olhos ao tentar numa tentativa quase falha de conter seu evidente ciúme. O que poderia fazer, se para ele Violetta sempre seria um bebê não importa a idade? Seu pensamento titubeava para desistir dessa bendita invenção da filha, entretanto essa ideia sumiu rapidamente quando seus olhos castanhos fixaram-se na bela figura a uma distância considerável andando em sua direção com um sorriso torto.

Sorriu apreciando-a, bebendo ávido toda a imagem de Angeles a sua frente, esquecendo-se completamente do motivo mais recente de sua indignação, enquanto fazia uma pequena nota mental de agradecer a filha por não ter convidado Esmeralda. Pôde sentir claramente o modo como seu coração acelerou a cada passo que ela aproximava-se. A reconhecia mesmo se estivesse dentre uma multidão.

Com Angeles não era diferente, cada célula de seu corpo relaxado gritava por German em berrantes, sentia-se feliz com sua presença, e saber que teriam quase duas semanas juntos para esclarecer tudo acalmava seu coração. Era o que precisava nesse momento, precisava disso mais do que respirar. Caminhou até ele levando sua mala roxa com tudo que precisaria, atraindo constantemente alguns olhares cobiçosos para si, agora German tinha total certeza que Violetta não era o único motivo de seus ciúmes, queria gritar que Angeles era sua para todos que a fitavam com outros olhos. Entretanto ficou quieto ao ver que não era assim que as coisas fluiriam.

— Achei que não fosse vir.

A provocou com um charmoso sorriso de lado, que não passou despercebido por ela que riu desconcertada.

German ficou encantado ao vê-la sorrir gostosamente, o som de sua risada era contagiante, o alegrava. E o pensamento ficava ainda melhor, ao lembrar que ele tinha feito isso. Angie aproximou-se dele, o cumprimentando com um rápido beijo em sua bochecha esquerda, aproveitou para sentir por breves segundos o perfume inebriante que ele usava.

— Fiquei presa no trânsito.

Respondeu com um sorriso tímido, suas bochechas alvas ganharam rubor ao ver que ele a analisava quase que minuciosamente.

Travou, derretendo-se por dentro sob seu olhar extremamente quente e insinuador, mordeu lábio inferior, paralisada com o efeito que ele causava em todo seu corpo. Por algum motivo desconhecido para ela, não conseguiu desviar seu olhar, por mais que quisesse muito nesse momento, era como se estivesse presa a ele. Ficaram presos em sua própria conexão, quando o corpo de Angeles resolveu se manifestar desviando o olhar para qualquer canto do aeroporto que não fosse ele, e agradeceu mentalmente por isso.

— Cadê minha sobrinha? — Indagou confusa ao notar a ausência de sua sobrinha,

German revirou os olhos com birra, sua cara emburrada denunciava que não estava nada satisfeito com a demora da filha, tentou custosamente conter suas expressões irritadas para que Angie não lhe desse nenhuma bronca tão cedo, porém, isso não tinha passado despercebido por ela que ria internamente da criancice de seu ex cunhado.

— Saiu junto com Leon, para comer. – Afirmou entredentes.

Angeles não conseguiu conter uma risada abafada ao ver como estava afetado com o fato de Violetta crescer e precisar de espaço. Já era uma belíssima mulher.

— Tia! — Sua voz doce exclamou com animação.

Angeles virou-se com um sorriso igualmente feliz, abraçando longamente a sobrinha.

— Vilu!

Afagou seu cabelo sedoso, com veneração.

Tinha certeza de que iam aproveitar juntas o bastante para compensar o longo tempo que passaram separadas durante esse ano.

— Olá profe… Angie. — Leon corrigiu-se a tempo sob o olhar brincalhão da loira.

Angeles o abraçou rapidamente, cumprimentando-o educadamente. Antes que pudessem iniciar qualquer diálogo, uma voz feminina ecoou pelo aeroporto anunciando o embarque.

“Primeira chamada aos passageiros com destino a Seychelles, por favor se dirigir ao portão de embarque 13”

— Bom, precisamos ir. — Vilu pronunciou-se.

Leon concordou depositando um beijo terno em sua têmpora, a ajudando com sua mala, fato que não passou despercebido pelos adultos e principalmente por ela que sentia seu coração acelerar. Como ainda poderia ser tão boba quando se tratava dele? Balançou a cabeça espantando qualquer questionamento, pensaria nisso depois que resolvesse a situação de seu pai com Angie. Os dois adolescentes andaram na frente dirigindo-se ao portão de embarque, juntos, até demais para o desespero de German que ainda ficava sem saber como lidar com aquilo.

Angie e German iam lado a lado, um pouco atrás dos adolescentes, desconfortáveis com o silêncio que havia pairado entre eles, queriam dizer tantas coisas. Precisavam conversar, não existiam dúvidas, só não sabiam como começar ou sequer se deveriam começar. Após passarem pela fiscalização e despacharem as malas, logo puderam entrar no avião junto com outros passageiros em classe executiva, que diga-se de passagem era extremamente luxuosa.

Quando entraram, viram que quase todas as poltronas estavam ocupadas, e só restaram cinco, sendo duas frente a frente e as outras com uma distância considerável entre si, Violetta foi rápida ao escolher uma poltrona para ela e Leon, enquanto Angeles e German sentaram-se juntos, atrás dos adolescentes sem terem muitas opções. Arrumaram-se em seus devidos lugares, ao fitar Angie, percebeu que brincava com seus dedos parecendo nervosa, queria tanto abraçá-la para que não sentisse medo de altura, suspirou sem muitas opções, e segurou em sua pequena mão macia entrelaçando seus dedos. Ela o mirou segurando um sorriso que queria brincar em seu rosto, apaixonada por aquele gesto tão pequeno porém com um significado enorme para si, e logo desviou seu olhar procurando relaxar.

(…)

Seychelles.

German abriu os olhos ao ouvir a voz da comissária de bordo ecoar por todo o ambiente, pedindo gentilmente para que todos apertassem o cinto pois pousariam, sentiu um peso sob seu ombro esquerdo e um sorriso singelo apareceu em seu rosto ao ver Angie dormindo serena com a cabeça apoiada em seu ombro, seu corpo parecia um pouco torto o fazendo querer arrumá-lo para que não sentisse dor mais tarde, entretanto não queria acordá-la pois parecia tão bem com a cabeça repousada em seu ombro.

— Angie… Angie… — A chamou quase num sussurro, balançando seu braço delicadamente. – Já vamos pousar.

Continuou. Angeles abriu os olhos vagarosamente revelando suas orbes verdes expressivas que tanto gostava de admirar, sorriu breve sem mostrar os dentes, e sentiu suas bochechas ruborizarem ao notar onde estava apoiada com a cabeça, podendo sentir a respiração dele bater contra seu rosto. Sobressaltou ajeitando-se na poltrona, envergonhada, desviando seu olhar para seus pés com as bochechas alvas pegando fogo.

— Desculpa. — Pediu baixo, com timidez.

Sua mente a repreendia severamente por demonstrações de sentimentos mesmo que inconsciente, e porque não poderia deixar-se levar por todas as deliciosas sensações que German a causava, só pelo fato de Esmeralda, não estar entre eles. Ele era comprometido! O que tinha na cabeça de se envolver com um homem que tinha namorada? Além do que, sua deusa interior fazia questão de recordá-la do abismo de coisas que os separavam, eram tão proibidos que só iam se magoar se tentassem qualquer coisa, tinha que acatar sua friendzone, sem desrespeitá-la.

Ao ouvir que estavam apenas a cinco minutos de pousar, a adrenalina correu livre por toda sua corrente sanguínea causando-a um certo frio na barriga, por sua mente fértil, até demais, sempre fantasiar inúmeras tragédias que na maioria das vezes envolvia o avião caindo, detestava ser assim. Repreendia-se a cada segundo por esses pensamentos desastrosos e torcia para que chegassem bem em solo africano.

Para seu alívio e o de Violetta que sempre ficava igualmente nervosa, não demorou tanto para que já desembarcassem no aeroporto internacional de Seychelles com suas devidas bagagens. Pegaram um táxi, onde Vilu deu o endereço do hotel em que hospedariam-se durante a estadia no paraíso, durante o trajeto, puderam conhecer o motorista Theo, um senhor simpático que os explicou animadamente muitas coisas sobre Mahé, a ilha em que ficariam.

Kempinski Resort.

Theo deixou os quatro em frente ao hotel, que mais parecia uma luxuosa mansão praiana do que um hotel, ficava a meia hora da cidade principal e de outras ilhas que chamavam-se arquipélagos, Violetta e Angie ainda deslumbradas com tantas belezas, aproveitaram para tirar algumas fotos na entrada com a promessa de que iam se divertir bastante, com suas respectivas malas foram até a recepção do hotel onde uma moça devidamente vestida os levou para fazer o check-in.

— Boa tarde, eu fiz uma reserva de dois quartos aqui. — Vilu anunciou em inglês, educadamente.

A moça, quase que plastificada, sorriu gentilmente checando seu MacBook prata.

— Estão no nome de quem?

— German Castillo.

Respondeu rápida, devolvendo o sorriso.

— Sim, estão reservados duas suítes. Uma diamond com cama de casal para o Sr. e a Sra. Castillo, e outra normal, com camas separadas para seus filhos. — Explicou pacientemente, mexendo numa gaveta. – Aqui estão as chaves, esperamos que gostem da estadia e obrigada por escolher nosso resort!

Angeles se desesperou ao ver apenas duas chaves, e mais ainda, ao saber que um quarto era com cama de casal para ela e para German. Não era possível que sua sobrinha tivesse feito isso de propósito.

— Deve haver algum engano! Nós não somos casados. — Expôs com as bochechas quentes de tamanha vergonha.

— O quarto com cama de casal não pode ser substituído por um com duas camas?

Indagou com evidente nervosismo, era notável o desespero estampado em seu rosto. German respirava desconfortável com toda a situação, ainda processando as informações que acabara de ouvir. Sr e Sra. Castillo? Céus, como aquilo soava bem. Dormir no mesmo quarto, nem tanto, embora que gostaria muito de ter essa experiência com ela.

— Então vocês não são casados? — A recepcionista questionou com uma ponta de interesse.

Angeles e German se entreolharam, negando incertos.

— Desculpem-nos senhorita, infelizmente deve ter sido um erro no preenchimento da ficha, os quartos são reservados com antecedência e não podem ser mudados. Entretanto, não teríamos disponibilidade de outro quarto com camas separadas. Lamento.

Afirmou analisando German com um sorriso cheio de segundas intenções, o que não passou desapercebido por Angeles, a mesma suspirou indignada com a cara de pau da recepcionista e a recente situação de ter ficado no mesmo quarto que German. Não saberia dizer no momento qual a irritara mais. Após terminarem de fazer o check-in, a recepcionista pediu para que um auxiliar os levasse até seus respectivos quartos, que eram no mesmo corredor, porém com uma distância de três quartos a frente.

Um silêncio pairou entre os quatro, Angie implorava com seu olhar que sua sobrinha dormisse consigo, não estava pronta para dormir com German. Mesmo que fosse somente dormir.

— Está tudo bem por você? Se não quiser, posso reservar outro hotel para mim… — Disse a analisando precisamente.

Pela primeira vez, seus olhares se encontraram realmente fixando-se, travavam uma guerra entre si. Óbvio que Angie não ia deixar que dormisse em outro canto só por pura birra sua, apenas tinha ficado surpresa e um pouco desconfortável ao notar que ele seria o primeiro homem com quem dormiria em vinte e dois anos. Tantos pensamentos passavam pela sua mente nesse momento, balançou a cabeça tangendo qualquer distração, e assentiu séria.

— Não precisa ir pra outro lugar, podemos dividir o quarto. — Disse com um semblante mais leve.

German suspirou aliviado.

— Tudo bem. Estarei de olho nos dois! — Anunciou estreitando os olhos castanhos para o casal de adolescentes, que assentiram prontamente indo para seu quarto entre murmúrios animados.

Angeles abriu a porta, entrou colocando sua mala no canto da parede e ficou admirada com tamanha beleza do quarto. Era enorme, arejado, com móveis todos projetados e uma varanda de vidro com vista paradisíaca não só para o mar como para boa parte da ilha, inundando os olhos de quem passasse por ali com suas maravilhas naturais. Apesar de ter prestado atenção em cada detalhe do quarto, sua cabeça chamava atenção para outro detalhe muito mais importante agora, German. Seu olhar nervoso recaiu para a cama, lembrando-a que dormiria com ele, claro que não daquele jeito, mas só de estar ao lado dele e com roupas de dormir numa cama, era motivo suficiente para se sentir irritada. E se ele percebesse o quanto era tonta? O quanto não sabia de nada? O pensamento era tão desconcertante que chegava a revirar seu estômago, o que pensaria dela? Que insinuava alguma coisa? Por Deus, que ideia triste! Repreendeu-se, alegando para si mesma seus próprios limites, não se permitiria levar por nada, embora só sentir seu cheiro fosse uma tremenda tentação.

— Muito bonito aqui, não acha? — A voz grave de German preencheu seus ouvidos, quase arquejou.

Arrepiada, saiu de seus devaneios, amaldiçoando-se por parecer sempre tão vulnerável a tudo que ele a causava. Precisava agir normalmente.

— É sim.

Virou-se para ele com um sorriso torto, brincando com seus dedos. German sorriu a observando, sabia o quanto havia ficado intimidado com a situação, tudo que queria era que ela ficasse bem.

— Angie, eu sei o quanto está incomodada de ficarmos no mesmo quarto. Mas não precisa fazer isso, posso dormir em qualquer outro lugar. — Afirmou.

Ela fechou os olhos com o coração acelerado por seu cavalheirismo que o deixava ainda mais apaixonada, tudo nele a apaixonava, talvez fosse a situação, talvez se arrependesse depois de sua decisão. Mas quando teriam outra oportunidade assim?

— Não precisa ir. — Umedeceu os lábios rosados com gloss, que estavam entreabertos sugando ar. – Quero que fique comigo, por favor.

Pediu quase como se suplicasse.

— Tudo bem… — Sussurrou comedido.

Ficaram se encarando por uns segundos, tudo que German desejava nesse instante era beijá-la como se não houvesse amanhã, e por coincidência do destino, Angeles desejou a mesma coisa. Como gostaria de sentir os lábios dele contra os seus novamente.

— Se me der licença, vou tomar um banho.

Quebrou o contato incerta de fazê-lo. Poderia passar o dia o olhando, tentando adivinhar o que passa em sua cabeça. German assentiu vendo-a seguir para o banheiro tranquilamente, bufou contrariado, tentava desesperadamente achar alguma forma de não perder o controle quando estivesse com ela, por ela ser proibida. Estabeleceu um limite de até onde iria, Angeles era uma dama que merecia respeito em qualquer ocasião.

Se questionou pela milésima vez o porquê de seu coração ter escolhido ela, justo a irmã de sua falecida mulher. Como o destino poderia brincar com os dois assim tão cruelmente? Irritadiço, com seus próprios pensamentos, decidiu passear um pouco pelo saguão afim de espairecer. Quem sabe pudesse parar de imaginar tolices.

(…)

Na pousada principal German vai andando vagarosamente pela borda da piscina, quando encontra Violetta sentada em uma das poltronas de bambu grosso com o olhar distraído para as piscinas, se aproximou de onde estava e sentou-se junto a filha.

— O que faz aqui sozinha?

Indagou tranquilo. Violetta o olha parecendo sobressaltada, mas logo relaxou ao ver o pai.

— Espero Leon, ele está se vestindo pra gente ir dar uma volta por aqui. Então resolvi sair para deixá-lo mais à vontade. — Respondeu despreocupada.

— E a Angie?

— Está tomando um banho e acho que depois vai descansar. — Murmurou tentando conter um sorriso ao falar dela.

Os dois ficaram em silêncio, apenas aproveitando para desfrutarem da companhia, tinham perdido tanto tempo separados. Por fim, as coisas voltavam automaticamente para seu devido lugar.

— Sabe pai, eu percebo como fica quando fala da minha tia. Qualquer coisa que tenha haver com ela, por mais que mínima, fazem seus olhos brilharem. — Quebrou o silêncio, com um sorriso. – Você está apaixonado por ela, é possível ver isso de longe. E ela também sente o mesmo!

Violetta afirmou o analisando, pelas expressões de seu pai sabia que não tinha errado. Sentia que aquele era o momento de os dois se darem uma chance, e para que lugar melhor do aqui?

— Vocês apenas precisam se perdoar pelo passado e esquecê-lo, precisam dar uma chance para esse amor tão lindo. Você tem que fazer a escolha certa dessa vez, quero muito que os dois sejam felizes e melhor ainda seria se fossem juntos. — Continuou convicta.

German a fitava surpreso, como Violetta percebeu tudo isso? Soltou o ar que nem sabia que prendia, agora que Vilu sabia de seus sentimentos, não existia mais nenhum motivo aparente para que continuasse negando ou fingindo o que se passava entre eles. Era mais que uma química ou uma simples atração passageira, era amor.

— Está tão na cara assim? — Perguntou num suspiro exasperado. Violetta acenou positivamente para seu pai. – É complicado Vilu, qualquer coisa entre a gente é muito complicado. Tenho medo de machucar sua tia…

— Não é complicado pai, vocês que complicam. Se vocês realmente se amam, por que não ficarem juntos? — Cruzou os braços em sua indagação retórica.

German riu pelo nariz, sem qualquer esperança.

— Tenho uma ideia que poderá ajudá-lo com Angie!

O mais velho a olhou impressionado, quando sua princesinha havia crescido tanto ao ponto de ajudar-lhe com assuntos do coração? Sentiu-se orgulhoso, de si mesmo e dela, embora tivesse seus erros como pai sabia que tinha feito um trabalho incrível.

— Você preencheu todos os espaços da sua vida comigo, e agora é a minha vez de retribuí-lo. Às vezes uma boa filha tem que sair de cena para o pai ser feliz.

Explicou como se lesse os pensamentos de seu pai.

— Então, você aceita minha ajuda?

German, embora pensativo, concordou emocionado.

— Te amo Vilu. — Beijou a testa dela.

Se separaram ao perceberem a presença de mais alguém com eles. Leon os observava com um quase que imperceptível sorriso, era bom saber que as coisas estavam melhorando de alguma maneira. Ela levantou-se ruborizando.

— Já vou indo. Tomem cuidado. — Advertiu se retirando sob os olhares dos dois adolescentes.

Ficaram quietos num silêncio ensurdecedor.

— E então...? — Violetta o quebrou incomodada.

Procurava qualquer canto que pudesse fitar e não ficasse envergonhada.

— Nós temos que conversar!

— Por favor, eu sei que temos. Mas eu não quero falar ago… — Violetta tentou explicar se virando para Leon, mas antes dela concluir a fala, Leon a puxou delicadamente pela cintura e a beijou.

Um beijo apaixonado e calmo, sem nenhum tipo de malícia. Leon tinha as mãos na fina cintura de Vilu e a mesma ao perceber o que estava acontecendo, retribuiu o beijo tentando demonstrar tudo o que sentia envolvendo as mãos no pescoço de Leon. As bocas se moviam em uma sincronia perfeita como se ambos tivessem ensaiado, e os corações estavam demasiadamente acelerados, a falta de ar ficou presente e logo terminaram o beijo com pequenos selinhos demorados.

Sorriu calma e apaixonada ao se separem, ela sabia que não existia lugar tão bom no mundo quanto nos braços de Leon.

— Eu te amo. — Disse repentinamente, Violetta o olhou surpresa porém não disse nada. — Sei que não precisamos conversar agora, mas saiba que eu vou te esperar o tempo que for necessário.

Leon disse seriamente com um sorriso de lado. Violetta tentou disfarçar o sorriso olhando para baixo enquanto sentia que seu coração poderia sair pela boca a qualquer segundo.

Angeles Saramego.

Revirei na cama quentinha, abrindo meus olhos vagarosamente, quase sobressaltei quando percebi que estava tudo escuro indicando que a noite já caía. Por quanto tempo dormi? Cocei os olhos preguiçosamente sentindo o vento agradável bater contra mim, sabia que teria de levantar e me arrumar já que optamos por sair para jantar essa noite em um restaurante perto daqui, mas ao invés disso fiquei encolhida na cama ouvindo as batidas do meu próprio coração enquanto tentava assimilar os últimos acontecimentos. Não pude pensar em muita coisa, pois a porta se abriu e pela nuance de luz que entrava pela varanda pude ver German, entrando sem fazer qualquer mínimo barulho para não me acordar. Quase tive ímpetos de rir.

Como não havia percebido que eu me encontrava acordada, aproveitei para observá-lo um pouco mais, meu coração acelerou desejando-o no meu mais íntimo. Em silêncio continuei o observando e mordi meu lábio inferior remoendo-me ao vê-lo retirar sua camisa, minha visão não durou tanto pois ele seguiu em direção ao banheiro.

Queria muito entender como a vida me fazia amar uma pessoa que nunca vou poder ter, que sempre ia pertencer a qualquer outra pessoa menos a mim, e que quando me recordasse, seria só como a tia da sua filha ou sua grande amiga. Minha respiração pesou com o pensamento que mais me parecia uma faca perfurando-me em todas as partes do meu corpo de tão cruel que soava, talvez fosse melhor seguir em frente. Notei que German vinha na minha direção já devidamente vestido, fechei os olhos rapidamente, esforçando-me em parecer que ainda dormia porém seu cheiro me inebriava. Malditos céus, por que tão perto?

— Angie… Angie, você tem que acordar. Temos que ir jantar! — German me dizia num tom carinhoso, sua mão quente tocou meu braço delicadamente fazendo meu corpo entrar em combustão com seu toque.

Cada célula minha o gritava que quase pensei que pudesse escutar. Devagar, fui abrindo os olhos imitando uma cara ainda sonolenta. Eu sou uma ótima atriz, ou pelo menos acreditava ser.

— Oi German, que horas são?

Indaguei com a voz pesada, sentei na cama espreguiçando-me. Ele pareceu acreditar, pois olhou seu relógio de pulso checando a hora.

— Seis ainda, mas você tem que ir se arrumar. A reserva é às oito. — Explicou-me com um leve sorriso de lado, o acompanhei sem conseguir evitar.

Droga, aquilo era tão automático.

Me levantei rumando em direção ao closet que tinha na parede esquerda, fechei as portas analisando minha mala com indecisão, optei por um vestido longo branco com listras finas pretas e de alcinha que delineava meu quadril com um cinto da mesma cor do vestido. Coloquei rasteirinhas e arrumei meu cabelo deixando-o cacheado nas pontas com a franja caindo suavemente de lado, fiz uma maquiagem leve deixando minha boca rosada e dei destaques para meus olhos com lápis preto e um rímel para os cílios. Passei um perfume adocicado, e após pegar minha bolsinha de mão preta com detalhes discretos em prata, saí do closet encontrando German mexendo em seu celular distraidamente.

Pela luz do abajur no criado-mudo, pude ver o quanto estava bonito, o venerei com o coração palpitando.

— Está pronta? — Me perguntou ainda concentrado em seu telefone.

— Estou sim.

O respondi calma sem desviar meu olhar dele. German lançou-me um olhar rápido e voltou sua atenção para o telefone, entretanto não demorou até que me percebesse e voltasse seus olhos castanhos para mim. Analisava-me cheio adoração, seus olhos ávidos por algo que eu não saberia descrever passeavam por todo meu corpo coberto pelo vestido, ele respirou profundamente, parecia travar uma guerra consigo mesmo, uma batalha interminável. Resolveu levantar-se deixando o bendito celular na cama, veio até mim em passos lentos, cercando-me.

O silêncio pairava sob o quarto onde era possível ouvir apenas minha respiração começando a pesar devido ao misto de sensações que me envolviam, entreabri os lábios numa procura incansável por ar que agora parecia inexistente. Ele ainda me olhava, um rubor involuntário surgiu em minha bochecha.

— Está belíssima. — Elogiou com a voz grave, lambi os lábios.

Meu coração parecia ter vida própria optando por sair de mim a qualquer segundo.

— Obrigada. — Sorri timidamente. – Você também.

Minha voz saiu num sussurro, sustentei nossos olhares que pareciam dizer tantas coisas. Era incrível sua capacidade me falar tanto só com o olhar. German aproximou-se um pouco mais ficando há poucos centímetros de mim, fui envolvida pela aura que seu corpo emanava, dei um passo para trás encostando-me na parede fria, não tinha mais para onde ir. E talvez eu não quisesse sair, pagaria para ver até onde esse jogo iria.

German deu mais um passo prendendo-me entre ele e a parede, meu corpo soltava fogos de artifícios ao senti-lo com tanta proximidade, seu cheiro inebriado me desnorteava como algum entorpecente forte. Com seus olhos castanhos profundos quase me perfurando, era possível notar o denso desejo entre nós que se encontrava reprimido por todos esses meses, poderia até ser palpável toda aquela tensão, e por Deus, como eu gostaria que ele me fizesse sua agora de todas as maneiras imagináveis que existe. Sua mão quente segurou firme minha cintura, aproveitando para apertar demoradamente a ponta de seus dedos naquela região como se quisesse sentir que o que acontecia era mesmo real. Fechei os olhos brevemente me deleitando na deliciosa sensação que me proporcionava, arquejei ao sentir sua respiração quente contra meu pescoço arrepiado.

Seria pedir muito para que concluísse meus pensamentos logo? Seu rosto subiu devagar até encontrar o meu, sua barba espetava-me levemente ao roçar no meu rosto, porém eu gostava do que sentia, era muito bom. Mordi meu lábio inferior pedindo inconsciente para que me beijasse agora, encostei meu nariz ao seu numa carícia sôfrega, nossos lábios milimetricamente separados imploravam por esse contato mais do que respirar.

Sua mão até então livre, foi para a lateral de meu rosto afagando aquela região sensível. Não dava pra negar que German mexia até com minha última célula, tudo em mim o queria. Tentava ao máximo me manter controlada, mas estava sendo uma tarefa árdua… muito árdua resistir à ele, por sinal. Segurei em seus braços fortes por cima da blusa social preta que usava, evidenciando seus músculos, buscando não cair devido as pernas amolecidas ao seu toque.

— Quero. Você.

Resmungou contra mim pausadamente, encostando seu corpo másculo no meu. Meus olhos famintos por ele, bebiam animadamente toda sua imagem, gravando cada pedaço desse momento um tanto surpreendida por sua recente revelação dominada pelo desejo, isto é, nós dois estávamos. Segurei um gemido abafado que lutava para sair, apertei um pouco mais meus dentes contra o lábio inferior, habilidosamente seu polegar traçou um caminho até chegar na minha boca como se conhecesse cada mínimo poro meu.

Ele acariciou meu lábio com seu dedo quente me instigando mais, fechei os olhos novamente coberta por sensações abaixo do meu ventre que até então eram desconhecidas por mim. German finalizou a mínima distância que nos separava unindo nossos lábios calmamente, movimentei minha boca contra a sua aproveitando cada milésimo de segundo que teríamos, minha mão foi para sua nuca seguindo até o seu cabelo macio e emaranhando-me ao meu gosto. Não sei quem pediu passagem primeiro, entretanto logo senti nossas línguas numa junção fascinante onde dançávamos sensualmente.

Devido a falta de ar, tivemos que nos separar contra nossa vontade, por mim poderia passar o resto da noite beijando-o. Seu beijo era viciante, tudo nele era. Continuamos na mesma posição com as respirações agora um tanto ofegantes, mescladas, sorri o admirando. Era possível que soubesse o efeito que causava em mim pois acarinhou minha boca sutilmente com a sua, e em seguida, depositou-me selinhos estalados me deixando com vontade de beijá-lo novamente.

— Sabe que vamos nos atrasar, não é? — Perguntei com um sorriso divertido.

Ele riu contra mim.

— Eu não ligo.

Ri com sua birra, pra falar a verdade eu também não ligava. Obviamente minha sobrinha poderia esperar mais cinco minutos.

— Gente, eu vim avisar que estamos prontos e… — Violetta informou entrando no quarto.

Ficamos tão presos no nosso mundinho que sequer ouvimos a porta abrir, por reflexo nos afastamos apressadamente com expressões tão desconfortáveis quanto a própria situação. Ao mesmo tempo que minha consciência repreendia-me, ela insistia em questionar até onde teríamos ido caso ninguém tivesse entrado. Vilu nos entreolhava com suas grandes orbes castanhas curiosas e seu sorriso insinuador, deixando-me ainda mais envergonhada.

— Interrompi algo?

Ela ainda nos fitava sedenta por respostas, entretanto apesar de séria, seus lábios queriam se curvar num leve sorriso. Olhei sorrateiramente para ele que parecia não saber bem o que dizer, estávamos na mesma situação.

— Não, claro que não.

Respondi com um sorriso nervoso. German concordou, ela nos lançou seu olhar desconfiado.

— Tudo bem, vou esperar lá fora. Não demorem! — Anunciou já virando-se para sair.

Céus, eu precisava sair dali também. Não sabia o que poderia acontecer depois que ela saísse.

— Me espere Vilu, vou com você! — Afirmei sem pestanejar. German me encarou com uma ponta de surpresa, nem dei tempo para que dissesse nada e saí em direção a porta onde minha sobrinha já me esperava.

Fomos em silêncio até o saguão principal, confesso que não queria explicar nada para Violetta embora soubesse que se ela tivesse visto algo demais já teria mencionado, sentia uma mistura insuportável de constrangimento e incômodo crescendo a cada segundo dentro de mim, o pensamento dele ter uma namorada que o esperava de consciência limpa no Qatar me tornava horrível.

— Vamos?

Ouvi sua voz grave ao meu lado fazendo-me esquecer todos os pensamentos que me cercaram por um segundo, todos confirmaram com a cabeça e fomos em direção ao restaurante andando mesmo porque era pertinho. Durante o trajeto nós dois não trocamos nenhuma palavra, sobre o que falaríamos? Sobre a culpa que pairava sobre mim? Desisti de tentar puxar qualquer assunto ao ver minhas opções limitadas, não queria falar besteira. Ao chegarmos fiquei deslumbrada com a beleza do lugar, um sofisticado restaurante praiano com a belíssima vista para o mar onde era possível sentir a maresia contra nós.

Somente depois que German falou com o alto recepcionista muito bem aparentado e mostrar nossas reservas para esse horário, conseguimos entrar no local que fazia jus ao nome Paraíso, era encantador. Um garçom simpático nos levou até a mesa para quatro com uma vista para toda a praia, sentamos eu e German de frente para Violetta e Leon. Fizemos os pedidos, e apesar do restaurante está lotado, nossos pedidos não demoraram a chegar, comemos conversando sobre assuntos aleatórios enquanto desfrutávamos a música ambiente que tocava ao fundo.

Violetta viu que ao lado tinha um salão exclusivamente com uma pista de dança onde se encontravam alguns casais dançando, Leon entreolhou Vilu que estava fascinada e para onde ela olhava logo entendendo o que queria.

— Será que a senhorita pode me dar a honra de uma dança? — A questionou galanteador.

Vilu mordeu o lábio inferior segurando um sorriso, e concordou com um sorriso animado.

— Sim, é claro. — Respondeu levantando-se junto dele, era notório a paixão que a cercava quando estava com Leon.

Eram lindos juntos, seguiram até o salão de mãos dadas sob nossos olhares. Estávamos sozinhos agora, um alerta vermelho acendeu-se em minha mente ao ver como German me mirava, engoli em seco sem saber direito que atitude tomar.

— Acho que precisamos conversar, não é? — Me perguntou com a voz baixa.

Pude sentir meu ventre retorcer, que inferno! Brinquei com meu talher evitando de todas as maneiras o olhar, esse era um assunto que não precisávamos conversar agora.

— Eu acho que essa não é uma boa hora. Por favor.

Quase supliquei. Estava cansada. Cansada de todas as mesmas conversas, de sempre acabarmos na mesma situação, de eu sempre me magoar e ele acabar com outra pessoa. Nesse momento eu resolvi esquecer tudo, esquecer que existia a Esmeralda, que o que fazíamos era errado e os motivos para não fazê-lo. Só queria aproveitar tudo que essa viagem pudesse me proporcionar, o que German quisesse me proporcionar. Nesse momento eu estava entregue, ao que ele quisesse.

— Tudo bem, eu entendo… — Começou com um suspiro. – Quer dançar comigo?

Apontou para a pista de dança com um sorriso capaz de deixar minhas pernas bambas, sorri divertindo-me com sua energia.

— Quero.

Geral.

German conduziu Angeles até o salão com baixa iluminação que observou vagarosamente outros casais dançando ao som de Frank Sinatra, ele se aproximou dela envolvendo sua cintura num abraço a inebriando por seu cheiro delicioso. Naquele momento foi como se o tempo congelasse e só existisse os dois em todo o restaurante, sorriu envolvendo os braços envolta do pescoço de German por fim unindo seus corpos, com passos lentos começaram a mover-se pela pista sendo envolvidos pela linda melodia da música, ambos moviam-se com sincronia pelo pequeno espaço que fora-lhes deixado, Angie não desviava o olhar dos olhos castanhos de German sentindo-se guiada por ele. Não precisavam de muito para sentirem-se completos, no refrão German rodopiou-a longe a trazendo de volta para si apertando em sua cintura fina, Angeles ria em seus braços satisfeita.

Se queriam. Era fora de cogitação continuar negando o óbvio, ela por um instante se perdeu na imensidão do mar de chocolate que eram os olhos dele, seu coração palpitava como se fosse pular de seu peito a qualquer momento.

German fixou os olhos nela obrigando-a a parar de dançar, ficaram parados encarando-se um tanto ofegantes como se tentassem ler o que se passava em suas mentes, desceu lento o olhar para os vermelhos lábios entreabertos dela revezando-os para seus belíssimos olhos verdes. Tão convidativos, sabia o delicioso sabor que tinham… a tentação que eram. Sem delongas, uniu seus lábios aos dela docemente, apreciando-os. Queria passar o resto de sua vida fazendo isso se pudesse, se ela o permitisse.

Se separaram com selinhos estalados e suspiros, Angie ruborizou pelo que acabara de ocorrer sem esconder o sorriso em seu rosto. Fechou os olhos aproveitando o carinho que German fazia em sua bochecha e logo continuaram a dançar as seguintes músicas.

(…)

Angie olhou-se no espelho uma última vez analisando receosa sua roupa, uma camiseta e uma calça de moletom lilás, respirou fundo perguntando-se o que a intrigava tanto, seria a ideia de que em pouco tempo estaria dormindo na mesma cama com o homem que ama? Revirou os olhos afastando esses pensamentos, só iam dormir. Após uma última olhada no espelho resolveu por fim, sair do banheiro, para sua surpresa German encontrava-se deitado com uma feição pensativa.

Foi até a cama sentando-se ao seu lado, com uma ponta de preocupação pelo seu silêncio. German levantou os olhos admirando Angeles, sorriu minimamente, quase não poderia pensar em nada só de imaginar Violetta e Leon no mesmo quarto, como pai de uma menina não poderia deixar de ficar aflito ao imaginar o que os dois poderiam fazer sozinhos. Mas onde estava com a cabeça quando concordou com tudo isso? Talvez tivesse pensado apenas no lado bom que seria aproveitar a companhia de Angie, embora também tenha corrido o risco de ir para outro hotel só para ser cavalheiro caso ela quisesse assim.

— Você está tão pensativo… Houve algo?

Voltou a realidade ao ouvir sua voz doce.

— Nada que você precise se preocupar. — Respondeu calmo, Angie concordou com a cabeça conformada que de que ele não queria se abrir para ela.

Intrigada, procurou qualquer outro canto para fitar.

— Vem cá, me desculpa. Eu não queria soar grosso.

Chamou-a firme. Angie sem pestanejar, engatinhou até German deitando-se de frente para ele o observando séria, que afagou a lateral de seu rosto com a ponta do polegar. Novamente o coração dela acelerou, indagou-se se o dele estaria do mesmo jeito. Tentou controlar a tensão ao lembrar de como haviam se beijado mais cedo no quarto.

— Tudo bem. — Afirmou, segurando-se para não mordiscar os lábios.

German beijou a testa dela transmitindo-lhe uma paz inexplicável, Angeles encostou a cabeça ao seu peito ouvindo as batidas calmas de seu coração, era o melhor som que poderia ouvir. E nos braços de German, sentindo sua respiração pesada contra ela, teve a certeza que era o melhor lugar para estar… e que queria passar o resto de sua vida ali, com ele.

Notas finais
Eu tô pensando em fazer uma segunda temporada, que tal?. É isto, até o próximo.