Notas iniciais
* Amor Na Luz Do Sol* Hey Guys. Eu sei que esse capítulo está pequeno, mas o próximo estará enorme! Obrigada a todos que estão acompanhando e comentando ♥ Estamos quase em reta final, e o último capítulo já está pronto. Boa Leitura ♥

Angeles Saramego.

Abri os olhos ao primeiro toque do despertador de meu telefone que havia esquecido de desativar, cocei os olhos incomodada com a claridade que invadia todo o cômodo me obrigando a levantar da cama quentinha. Com cautela olhei pra German ao meu lado que dormia profundamente, minha vontade era de beijá-lo, só que ele estava tão bonitinho dormindo que não me atrevi a acordá-lo agora, necessitava dormir pois tivemos uma noite muito agitada.

Sorri ao receber lembranças da nossa noite, German me fez sua mulher. Ri sozinha com o pensamento estranho de que agora não era mais uma virgem de vinte e dois anos, tirei o lençol de cima de mim revelando meu corpo nu, por algum motivo eu me sentia diferente. Talvez mais mulher, mais madura, não sei explicar bem. Levantei sentindo um leve incômodo entre as pernas, rumei ao banheiro e tomei uma ducha rápida afim de preparar algo pra German e eu comermos.

Saí do banho sem muitas alternativas do que vestir, pus minha calcinha que se encontrava em cima da escrivaninha em frente a cama e a blusa branca que German usou ontem a abotoando quase toda, fiz um coque alto em meu cabelo deixando alguns fios teimosos soltos, e só assim segui até a porta me retirando do quarto sorrateiramente.

Ao chegar na cozinha comecei a fuçar os armários encontrando torradas, ovos, bacon pra fritar e umas frutas. Não era como um maravilhoso café argentino mais ainda sim poderíamos nos alimentar, comecei a preparar tudo com um pequeno sorrisinho permeando meu rosto. Fitei o anel lindíssimo que adornava meu anelar ainda sem conseguir acreditar, noivos.

Eu estava noiva de German Castillo, aquele homem lindo de morrer que dormia serenamente naquela cama. O amor da minha vida, a ideia era perfeita e surreal.

Não tinha caído a fixa ainda, German e eu percorremos por tantos caminhos errados, brigamos, nos afastamos e falamos coisas que nos magoaram muito. Mas agora eu entendi que passamos por tudo aquilo pra estarmos hoje aqui, juntos nesse lugar mágico que sempre ia ter um lugarzinho no meu coração, nos amando com cada mínima parte de nós.

Eu sempre ia amá-lo, não importa o que aconteça ele seria sempre meu primeiro e único grande amor. Era uma felicidade tão genuína que mal poderia descrevê-la, me recordei de minha sobrinha e ri só de imaginar sua reação.

Ela ia ficar tão mais feliz que a gente, e com razão, demoramos tanto a assumir uma coisa tão óbvia.

Tudo parecia ainda um sonho, o pedido, German, nossa noite incrível, essas férias, e se fosse eu não queria acordar nunca para não voltar pra dura realidade de não ter German comigo. Meu peito apertava só de pensar em algo assim, me angustiando. Nunca poderia perdê-lo, não sabia se suportaria lidar com essa dor depois de tanto tempo sem ele.

German Castillo.

Acordei me sentindo incomodado com os fortes raios solares que invadiam severamente todo o quarto, espreguicei-me e olhei para o lado vendo que Angie não estava mais na cama e já me alarmei sentindo sua falta ali. Me levantei e rumei até o banheiro para tomar uma ducha, instantaneamente meu olhar foi para o anel de noivado e lembranças de ontem não saiam da minha mente me fazendo sorrir feito bobo apaixonado. Terminei o banho vestindo apenas uma calça de um velho moletom preto, e decidi ir atrás da Angie.

Desci as escadas e meu estômago roncou ao ser recebido com um cheiro maravilhoso vindo da cozinha, me aproximei um pouco mais e vi Angie com um coque em seus cabelos loiros e vestida com minha blusa, parecia um vestido de tão grande que ficou nela, fritando ovos com bacon, não pude evitar de sorrir ao imaginar que eu ia acordar todos os dias assim, por que eu havia demorado tanto para fazer algo que é tão certo? Queria me casar com ela o mais rápido possível, e quem sabe até pudéssemos ter filhos também; com certeza Angeles seria uma mãe incrível.

O pensamento de casamento e filhos que antes me pareciam uma ideia tão distante, encheram-me de alegria só de pensar que Angie estaria comigo em todos os momentos. A amava demais para não desejar um futuro com ela.

Balancei a cabeça espantando tais pensamentos, e me aproximei mais ainda, ela parecia está tão pensativa que nem notou minha aproximação, então envolvi um de meus braços em torno de sua fina cintura num abraço onde de início ela pareceu se assustar mas logo relaxou o corpo no meu braço, aproveitei para depositar uma mordida seguida de um beijo em seu pescoço cheiroso. Por Deus, eu era viciado em seu cheiro doce de morango.

— Bom dia minha rainha!

Sussurrei em seu ouvido, percebendo ela fechar os olhos ainda mexendo no lanche.

— Me parece que alguém acordou animada. — Desdenhei com um sorriso que não saia de meu rosto por nada.

Ela riu. O som de sua risada contagiante era a melhor coisa, ainda mais de manhã cedinho.

— Bom dia amor. — Me cumprimentou saudosamente, percebi suas bochechas ruborizadas.

— Sim, estou um pouquinho sim.

Riu ao admitir. Era linda de todas as formas.

— Fico feliz que esteja assim. Ainda mais depois da noite que tivemos.

Rapidamente eu a virei para mim e ela corou tentando reprimir um sorriso, acariciei seu rosto e lhe beijei, e foi com certeza um beijo diferente de todos os outros. Encostamos nossas testas ofegantes, enquanto eu lhe dava vários selinhos estalados já me sentindo animado para fazê-la minha novamente.

Minha mão correu pelos botões da blusa que ela usava brincando com eles e sem realmente tirá-los, pude sentir a respiração de Angie ainda mais pesada contra meu rosto, a puxei pra mim colando nossos corpos e a ouvindo arfar pelo contato inesperado.

Afaguei seu rosto angelical sem poder deixar de olhá-la por um segundo, minha noiva, o pensamento continuava sendo surreal. Quando eu ia beijá-la o telefone toca insistentemente nos tirando daquele transe, nos separamos contra nossa vontade.

— Não quero atender. – Resmunguei chateado por ter sido interrompido na melhor hora e Angie se afastou voltando sua atenção para nosso café.

— É melhor atender, pode ser a Vilu precisando da gente. – Angie afirmou preocupada, assenti e peguei meu telefone que estava jogado no sofá.

— Oi filha, bom dia. – Atendi, colocando no viva voz pra Angie escutar também.

— Pai, o que houve? Deu tudo certo? Por que vocês ainda não chegaram e cadê minha tia? — Vilu bombardeou as perguntas.

Angie veio para o meu lado se segurando para não rir do desespero da sobrinha.

— Calma Vilu, tá tudo bem! Não chegamos ainda porque agora que a gente vai tomar café e…

— Oi princesa! — Angie a cumprimentou animada me interrompendo. Violetta riu alto do outro lado se animando também. Mulheres.

— Nós estamos bem!

— Muito bem por sinal. — Violetta brincou com um sorrisinho e nos rimos juntos.

— Bom eu só liguei para avisar que caso a gente não esteja no hotel quando vocês voltarem, é porque fomos visitar o arquipélago daqui. Tchau para o casalzinho. — Vilu cantarolou e antes que eu falasse para tentar contestar qualquer coisa, ela desligou.

Essa juventude…

Guardei o telefone e olhei para Angie com um pequeno sorriso singelo, ela me olhou de volta e sorriu junto fazendo meu coração se encher de felicidade, era uma sensação tão maravilhosa que eu mal acreditava que isso estava realmente acontecendo. Acho que ia cair a ficha em alguns dias.

— Temos uma casa inteira só pra nós e uma praia linda em frente, o que acha de voltarmos só a tardinha meu amor? — Sugeri sem tirar os olhos da minha noiva, que concordou em resposta.

— Acho uma ótima ideia. — Respondeu sorrindo e depositando um selinho na minha boca.

Essas iriam ser as melhores férias das nossas vidas, sem sombras de dúvidas. Finalmente estava tudo como tem que ser, era uma felicidade que não cabia em mim de estar com a mulher que eu amo.

(...)

Mirei Angie pelo reflexo do espelho, meus olhos analisavam com adoração todo seu corpo exposto para mim, ela levantou os olhos verdes curiosos e ao notar que eu a olhava ruborizou tentando esconder um sorriso, queria ela toda para mim. Angeles tinha um corpo lindo, parecia ter sido pintado cada mínimo detalhe a mão, uma beleza estonteante, sem me conter andei em passos lentos até ela, que se arrepiou ao sentir o calor de nossos corpos juntos. Beijei seu ombro devoto, eram sentimentos esmagadores que mal cabiam em mim.

— Que tal um banho?

Questionei baixo em seu ouvido. Angie fechou os olhos processando meu pedido, toda arrepiada. Fitei suas mãos, seus dedos brincavam com nervoso. Ela mordeu o lábio levemente me excitando mais, se é que era possível.

— Seria perfeito.

Sua voz doce me respondeu num sussurro. Angie riu abafado, formando um som quase inaudível, eu literalmente amava sua risada. Não tinha nada nela que eu não amasse. E o melhor de tudo isso era que ela era minha, depois de tanto tempo perdido, era finalmente minha. Me afastei um pouco dando espaço para que saísse me dando a visão completa de seu corpo perfeito sob a luz do dia, Angie seguiu até a enorme banheira com formato retangular toda revestida pela mesma cor do piso amadeirado, e de porcelana por dentro, já cheia de espuma.

Angie fitou a banheira receosa e virou a cabeça pra trás me fitando, assenti firme lhe transmitindo segurança, tudo era muito novo para ela, pôs uma perna dentro da banheira e logo a outra sentando-se calmamente deixando que a espuma a cobrisse até um pouco acima de seus seios. Fiquei a contemplando ali dentro, era uma deusa nórdica, se alguém tivesse me dito isso há anos atrás eu teria rido muito até minha barriga doer, ficar com minha cunhada era fora de cogitação, uma afronta a tudo que imaginei e principalmente a educação de Violetta.

Só que a vida fez questão de me mostrar diferente, me mostrar que não tinha nada errado quando o amor é verdadeiro, e hoje eu sou grato por ter Angie na minha vida. Estou sendo uma pessoa melhor por ela.

— Você não vem?

Sua voz tirou-me dos devaneios, Angie tinha um sorriso de lado brincando em seu rosto. Confirmei com a cabeça, queria aproveitar ao máximo com ela. Corri as mãos pela barra do moletom que eu usava e o puxei pra baixo o retirando sob o olhar cobiçoso de minha noiva, sorri ao ver como ela me olhava, seu olhar transbordava cheio de desejo e veneração por mim. Joguei o moletom em cima da pia ficando completamente nu, a vi lamber os lábios discretamente quando caminhei em direção da banheira.

Entrei sentindo a água gelada entrar em contato com minha pele quente, sentei-me de frente para Angie emaranhando nossos pés por debaixo d’água.

Ficamos nos observando com pequenos sorrisos, era inacreditável como me sentia confortável ao seu lado sem fazer nada, por que eu demorei tanto pra me decidir? Minha mente insistia em me questionar, estávamos felizes, era isso que importava.

— Parece um sonho. — Murmurou sem quebrar o contato visual.

Pude ver seus olhos verdes se tornarem mais intensos, céus, como eu queria saber o que pensava.

— Mas não é, você vai ser minha esposa daqui há alguns meses.

Comentei entrelaçando nossas mãos. Angie com a mão livre brincou com a espuma que nos cobria pensativa.

— É que a ficha não caiu ainda sabe? Tenho medo de quando acordar nada disso, está aqui com você nesse lugar incrível, seja real.

Angie disse com sinceridade, queria muito poder fazer algo que tirasse suas inseguranças, e a culpa foi minha por tê-la deixado assim. Suspirei, não poderia nem cogitar na hipótese de perdê-la.

— Vem cá. — A chamei.

Angie veio até mim se encaixando entre minhas pernas e deitando suas costas em meu peito, passei minha mão pela sua cintura fina a prendendo contra mim. Ela repousou a cabeça no meu ombro com a respiração pesada.

— Isso não vai acontecer, relaxa. — Sussurrei no seu ouvido a tranquilizando.

Beijei sua bochecha demoradamente.

Tínhamos uma vista magnífica de toda a praia e algumas montanhas que ficavam ao redor nos oferecendo um cenário paradísico de alguma produção hollywoodiana pela vidraça da varanda.

— Eu te amo.

Sussurrou apaixonada. Sabia o que ela sentia, me sentia exatamente igual. Passei a mão por todo seu dorso a afagando.

— Também te amo, muito.

Respondi fervendo por dentro, ela levantou a cabeça para me olhar com um sorriso lindo. Aproximei meu rosto do seu depositando vários selinhos estalados em seus lábios deliciosos, levei a mão que estava próxima de seu seio até o seu pescoço o segurando firme e expondo a pele alva pra mim fazer o que bem entendesse, mordi seu lábio ouvindo suspiros de puro prazer vindo dela.

Angie se remexeu inquieta contra minha ereção que pressionava suas costas. Parei de beijá-la a analisando com um sorriso, vendo seu olhar de protesto me encarar.

— Isso não se faz!

Resmungou com um bico lindo. Ri de sua birra.

Desci minha mão até seu seio fazendo um carinho em seu mamilo pequeno e eriçado com a palma da mão a provocando, aproveitando para o puxar firme e deixá-lo esticado. Queria mostrá-la um mundo de coisas que ela parecia não conhecer, isso e muito mais.

— O que você quer? — Perguntei apoiando meu queixo no topo de sua cabeça.

Angie ponderou por alguns segundos, medindo suas palavras.

— Meu amor, para que isso funcione eu preciso saber o que você deseja.

Expliquei ainda a afagando, sabia que se deleitava num mínimo prazer que eu a proporcionava enquanto brincava com seu mamilo rosado e rijo.

— Quero você. Por favor, me faça sua. — Murmurou me olhando.

Num movimento rápido peguei Angie pelas coxas a colocando sentada sobre minhas pernas, ela abraçou meu pescoço unindo nossos corpos e roçou a pontinha dos nossos narizes acarinhando terna. Esfreguei meu lábio contra o seu sem realmente beijá-la a instigando, levantei a cintura dela depositando beijos estalados contra seu pescoço pálido e a invadindo por inteiro provocando em ambos um alívio simultâneo ao nos sentirmos.

Era possível ver a satisfação em seu rosto dominado pela lascívia que nos consumia como um furacão enquanto Angie movimentava seu quadril num ritmo lento, eu amava essa mulher. Tanto que não era capaz nem de descrever meus sentimentos nesse momento.

Por mim poderíamos passar o dia aqui dentro desconectados do resto do mundo. A única coisa que me importava era estar com ela.

Violetta Castillo.

O dia estava maravilhoso para ir dar um passeio pelas ilhas paradisíacas de Mahé, eu olhava pela janela contemplando aquela vista divina enquanto terminava de pôr meu biquíni azul.

— Aonde vamos?

A voz de Leon me tirou de meu devaneio e eu sorri grande, me virando para fitá-lo melhor. Eu nunca me cansaria de o olhar, nunquinha mesmo.

— Que tal irmos visitar o arquipélago de Seychelles? Dizem que lá é muito bonito… — Desdenhei e ele sorriu de canto me fitando.

— Eu topo o que você quiser!

Disse segurando na minha cintura e eu ri abafado, ao sentir seus lábios esmagando os meus num beijo nada inocente. Que meu pai nem sonhasse que eu e Leon já tínhamos tido sexo.

Minha felicidade não podia está mais do que completa, tinha o amor da minha vida ao meu lado e finalmente papai e Angie haviam se acertado e com toda certeza estavam juntos. Nos olhamos apaixonadamente e eu lhe dei um selinho demorado, me afastei antes que não resistisse a tentação de ficar no quarto com meu namorado pelo resto do dia e peguei a bolsa de praia com coisas para mim e Leon que poderíamos precisar.

— Acho melhor avisar ao meu pai, caso eles cheguem não fiquem tão preocupados.

Murmurei dando ombros já procurando meu telefone.

Após uma breve ligação ao meu pai que me deixou muito feliz ao saber que tinha dado tudo certo entre os dois, eu avisei que iríamos sair e desliguei sem dar tempo de resposta, afinal não queria atrapalhar os dois mais do que já havia feito.

Eu e Leon pegamos um barco para visitar o nome do arquipélago e eu me admirei como Mahé não era nem um pouco desprovida de beleza. Visitamos ilhas como Praslin, Anse Lazio e Marianne mas com certeza a minha preferida foi La Felicite (ilha da felicidade) onde as águas tinhas diversos tons de azuis e na ilha tem a fonte do amor, dizem que se você jogar uma moeda de mãos dadas com a pessoa que você gosta vocês irão se amar por toda eternidade, eu e Leon optamos por jogar várias apesar de saber que nosso amor seria para todo sempre.

Nos divertimos demais sempre trocando beijos e promessas para daqui há alguns anos, era reconfortante a ideia de pensar no futuro com ele. De saber que entre nós existiria um futuro.

Tiramos muitas fotos legais que com certeza iam ficar de recordação pra quem sabe nossos filhos pudessem ver daqui há uns anos, brincamos bastante de guerrinha e de jogar água um no outro porque no fundo nós ainda éramos verdadeiras crianças e o mais importante de tudo, nos amamos a cada segundo existente.

Ele me amava e eu o amava ainda mais, era um sentimento que nos dominava crescendo a cada segundo, nada e nem ninguém iria nos separar de nenhuma forma.

Essas foram as férias que eu pedi a Deus.

1 Semana Depois.

Aunque pase el tiempo, yo te espero. Sabes que este amor no es passajero.

Si no estas conmigo yo me muero. Por que te juro que te quiero.

Baby no te vayas, Amor no te vayas. Quedate conmigo aquí bailando en esta playa.

Mahé — Seychelles.

Geral.

Eram de tardinha quando Angeles, German, Violetta e Leon resolveram passear na praia, o sol já estava quase se pondo e o clima era muito agradável para um final de tarde. German sentado na areia fazendo carinho nas madeixas loiras de sua noiva e Angie estava entre suas pernas com a cabeça repousada em seu peito aproveitando para ouvir as batidas calorosas do coração dele batendo quase que no mesmo ritmo do seu, ambos estavam em silêncio observando aquela paisagem digna de um quadro, apenas sentindo o amor recíproco que tinham entre si.

— Não quero voltar para o Qatar. — Angie quebrou o silêncio inclinando sua cabeça para olhar seu noivo.

Ele suspirou também não querendo voltar, e mesmo Esmeralda sendo um dos motivos para isso, tinha outro muito maior. Tinha consciência do que aconteceria logo que chegassem, depois de alguns dias Angie voltaria a Buenos Aires. Não sabia como ia conviver sem ela em sua vida, sua mente trabalhava desesperadamente tentando achar uma solução confortável para os dois, embora também soubesse que depois do casamento que seria daqui há uns meses, iriam encerrar de uma vez por toda essa maldita distância.

— Não sei o que pode acontecer por lá, estamos tão bem aqui, só nós no nosso mundo.

German controlou ao máximo suas expressões para tranquilizá-la e acarinhou o queixo dela com seu polegar.

— Do que você tem medo Angie? — Perguntou carinhosamente segurando seu rosto delicado com a mão livre.

— Tenho medo de que algo ou alguém possa nos separar. — Respondeu franca. Não poderia mais mentir pra ele, para seu relacionamento ir pra frente tinha que manter sempre a transparência.

Só de pensar nessa possibilidade o coração dela se apertava como se tivessem o esmagando, o relacionamento estaria muito vulnerável. German riu abafado.

— Do que você tá rindo?

Angeles questionou franzindo o cenho confusa com a reação de German.

— Estou rindo de você! — German disse dando ombros e Angeles o olhou brava.

— Angie eu te prometo que não vai acontecer nada com a gente, nada e nem ninguém vai me impedir de ficar com você!

Ela sorriu de lado meio boba.

— Até por que a única mulher que eu amo, está aqui ao meu lado. Você não vai se livrar de mim tão rápido. — German continuou rindo.

Angie o acompanhou na risada fechando os olhos ao sentir-lo tocar na pontinha de seu nariz.

— Nem que eu pudesse faria isso. Eu te amo demais.

Angie afirmou rapidamente sem tirar o sorriso do rosto, German se aproximou mais e beijou os lábios doces que tanto amava. Ambos se separaram com selinhos rápidos e estalados.

— Eu sei disso. — German brincou ofegante com um sorriso de lado capaz de queimar até o inferno. Angie riu ainda mais, dando um leve tapa no ombro dele.

— Eu também te amo muito, minha linda.

O que não deixava de ser verdade, German amava tanto Angeles que nem pensava que isso fosse humanamente possível. Amava cada centímetro daquela mulher mais do que poderia querer, era algo tão infinitamente pleno que não daria par colocar em palavras seus sentimentos.

— Você é um bobão, com as cinco letras da palavra bobão. — Brincou rindo.

Ele a olhou saindo de seu desvaneio.

— Ah, eu sou bobo? — Fingiu estar triste.

E antes que Angeles pudesse prever, German começou a fazer cócegas no pequeno corpo bem-feito de Angie em cada centímetro que pudesse alcançar, a fazendo se contorcer de tanto rir.

— Admita que você não vive sem mim! — Pediu rindo ainda fazendo cócegas na noiva.

— E-eu. Não. Vi-i-vo. Sem. Vo-o-cê-ê. — Angeles tentou falar pausadamente com a voz entrecortada devido aos risos e a respiração ofegante.

German parou as cócegas e beijou sua bochecha a mordiscando em seguida.

— Me desculpa por duvidar, sei que nada vai nos separar.

Angeles murmurou ainda ofegante, porém mais segura, entrelaçando seus dedos nos dedos dele. German sorriu.

— Nada e nem ninguém.

Ressaltou sério, encerrando aquela conversa com um beijo. Um beijo calmo onde eles poderiam sentir cada célula se “acender” com o amor puro e real que os envolviam. O amor real que faria os dois enfrentarem qualquer tipo de obstáculo para ficarem juntos, como deveria ter sido desde o ano passado.

(…)

Violetta e Leon andavam calmamente pela orla da praia, conversavam assuntos aleatórios enquanto sentiam a água do mar lhes envolver levemente os pés causando uma sensação relaxante em seus corpos.

— Não acredito que hoje é realmente nosso último dia aqui.

Violetta murmurou dengosa com um biquinho e Leon sorriu ao ver o rostinho fofo que Vilu fazia.

— Eu sei, eu também não queria ficar longe de você minha linda. — Ambos pararam e Violetta respirou fundo tentando não deixar transparecer sua tristeza.

— Mas nenhuma distância vai nos separar, eu te prometo.

— Você jura de dedinho? — Vilu perguntou estendendo seu mindinho e Leon riu.

— Juro de dedinho!

Ele conectou seu mindinho ao dela e ambos riram com aquele ato infantil porém levado a sério por Violetta.

— Te amo princesa, obrigado por ter me dado o melhor presente de todos.

Disse segurando na finíssima cintura da namorada que o fitava apaixonadamente.

— Também te amo muitíssimo.

Vilu murmurou encerrando a pouca distância que os separava, iniciando um beijo apaixonado.

Leon apertava o corpo pequeno contra o seu, e Vilu tinha os braços envolta do pescoço dele com a ponta de seu pé levantado. Violetta sabia que isso era tão clichê quanto nos filmes de romance meloso aos quais assistia, mas não se importava com os rótulos pois era e sempre seria uma romântica nata.

O sol aos poucos foi se pondo, enquanto ambos os casais deixavam suas juras e promessas ali na praia. Selando o amor mais genuíno que tinham na ilha paradisíaca de Seychelles, rezando para o mar que os observava abençoasse aquele amor.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Vou liberar o próximo daqui há pouco, então fiquem atentos. Até já!