The Story Never Ends.

18 I Just Wanna Be Yours.


Notas iniciais
*Eu Só Quero Ser Sua. Hello Guys! Primeiramente eu quero agradecer por todos os comentários dos últimos 2 caps, são quase quarenta reviews em apenas 17 caps!! Quero agradecer também a maravilhosa Angeles Castillo que fez uma linda recomendação, muito obrigada. Boa Leitura!

Geral.

German acordou um pouco assustado ao ouvir um choro baixo quase que compulsivo, olhou para o lado percebendo que Angeles estava chorando enquanto dormia, foi para o lado dela a abraçando forte com uma das mãos na tentativa de acalentá-la e com a outra ele a sacudia levemente pelo ombro para que ela acordasse logo do que quer que estivesse sonhando.

— Angie… Angie. Acorda meu amor! — Pediu sereno ainda balançando-a. Não podia negar que ver Angeles assim, tão vulnerável e tão frágil, lhe cortava o coração em milhões de pedaços.

Angie abriu os olhos verdes tão assustada quanto seu noivo, passou a mão pelo seu rosto e sentiu que estava molhado devido as lágrimas. Ofegou tentando se conter ao ver que nada do que sonhou era real, tudo não tinha passado de um terrível pesadelo.

— Calma, já passou.

German afagou seus cabelos sedosos como se ela fosse uma criança pequena. Angie assentiu sem esboçar nenhuma reação, pensativa com tudo aquilo.

Não poderia se manter num relacionamento com ele, por mais que o amasse mais do que a si mesma, se sentisse que estava traindo sua irmã. Ou que tivesse invejado aquilo, não era bem assim. Angeles não esperava se apaixonar perdidamente pelo moreno de intensos olhos castanhos quando chegou na mansão, só que com o passar dos dias o curso das coisas foram mudando e quando viu já estava envolvida em sentimentos. Não escolheu que tudo seguisse dessa maneira.

— Você teve outro pesadelo?

Indagou a tirando do desvaneio, um tanto preocupado. Ela finalmente o olhou parecendo ainda perdida em pensamentos.

E se ajeitavam na cama. Angie concordou com a cabeça, aturdida.

— Sim, desde ontem a noite tenho sonhado com Maria e não são coisas muito boas. — Angeles murmurou olhando séria para German.

— Você acha que estamos fazendo o certo?

German por um minuto sentiu seu coração quebrar ao ver Angie tão abalada daquele jeito, ele a amava e ela o amava, o que tinha de errado em duas pessoas que se amam quererem celebrar esse amor em forma de uma união simbólica?

— Não pense assim meu anjo, ela com certeza ia querer que fossemos felizes.

O moreno acarinhou o rosto de Angeles.

— Não pense mais isso tá bem? — Pediu beijando o queixo da loira que concordou fechando os olhos por alguns instantes já mais calma.

Ficaram se olhando por alguns instantes, aproveitando pra trocar selinhos sôfregos e estalados. Angeles precisava esquecer esses pesadelos pelo menos por um instante que fosse. O clima começou a esquentar e ambos começaram a sentir necessidade de mais contato entre si, de serem um do outro. German se inclinou de modo que seu tronco ficasse em cima do pequeno corpo de Angie, ele começou uma trilha de mordidas do pescoço cheiroso dela até o ombro a fazendo segurar um gemido alto e cheio de lascívia.

German sem controlar o ímpeto se sentou na cama e puxou Angeles para o seu colo deixando que ela sentisse seu aparente volume a fazendo gemer baixo numa onda de desejo, ele beijou todo seu pescoço enquanto sua mão baixava as alças da blusinha preta que Angie usava deixando seus ombros e seios expostos. Seus corpos ansiavam por aquele contato, fazendo o sangue correr entre suas veias tão forte quanto o prazer que os consumia a cada toque febril.

— Sem. Pré Eliminares. Por favor. Eu quero ser sua agora.

Angie implorou com rubor em suas bochechas alvas, por está pedindo sexo daquele jeito. Gemeu baixo ansiando por um toque mais íntimo.

Ao sentir German chupando firme seu pescoço ficou arrebatada e inebriada com seu cheiro amadeirado, com certeza aquilo deixaria marca mas nenhum dos dois se importavam com isso agora. Só precisavam um do outro o mais rápido possível.

Ele retirou a blusinha dela a deixando sem nada na parte de cima com os seios médios expostos para German fazer o que bem entendesse, voltaram a se beijar com urgência deixando que suas línguas explorassem cada mínimo espaço que conseguissem enquanto seus corpos eram tomados pelo volúpia de estar nos braços um do outro.

German deitou Angie e ficou por cima dela deixando que sua mão corresse acarinhando cada centímetro do seu belo corpo seminu, a olhando carinhosamente. A analisou sentindo-se o homem mais sortudo do mundo, por tê-la.

— Eu amo seus olhos.

German balbuciou sem deixar de observá-la por um minuto, a fazendo sorrir um pouco arfante.

— E eu amo você! — Angie afirmou acariciando as costas másculas de seu noivo.

Iniciaram outro beijo mais apaixonado, aproveitando cada segundo que podiam para se amar como se não existisse o amanhã.

(…)

— Um ótimo jeito de começar o dia. — Angeles brincou ainda recuperando sua respiração descompassada.

— Acho que vou querer começar o dia sempre assim!

Afirmou malicioso e Angie gargalhou se levantando revelando seu belo corpo nu, que German fez questão de não tirar os olhos.

Sentia-se enciumado com a possibilidade de alguém algum dia a olhar assim como ele a olhava hoje, mesmo sabendo que isso nunca aconteceriam. Estavam atados, ficariam juntos pelo resto da vida.

— Onde você vai?

Questionou já sentindo falta de a ter tão próxima.

— Vou tomar banho pra ir ficar com minha sobrinha.

Deu ombros como se fosse óbvio, pegando uma toalha preta fosca já rumando para o banheiro.

— Eu vou com você! — German exclamou já se levantando para ir junto com Angie.

Ela enrolou a toalha no corpo rápida, e negou com a cabeça.

— Eu preciso de um banho sozinha amor, e você sabe que se for comigo não vamos tomar banho. Aliás, acho que banho é a última coisa que vamos fazer. — Angie divertiu-se da cara de descontente de seu noivo, revirou os olhos e saiu para o banheiro a fim de tomar um delicioso banho quente e relaxante.

— Mulheres…

German resmungou inconformado vestindo sua calça de moletom, pegando uma toalha e saindo do quarto para tomar banho no banheiro de hóspedes.

Angie saiu do banho depois de uns dez minutos, ainda enrolada na toalha não encontrando German pelo quarto, foi até sua mala pegando uma lingerie branca e um vestido jeans de alças justo até sua cintura ficando mais soltinho até a metade de suas coxas, calçou uma rasteira, fez uma maquiagem leve e passou um perfume que tinha ganhado de Vilu no ano passado em seu aniversário.

Deu mais uma olhada no espelho para ver se estava tudo certo com seu look, quando ia sair German abre a porta a olhando com um sorriso malicioso em seu rosto.

— Por que eu ainda me surpreendo de você ser sempre tão linda?

German se perguntou arrancando um risinho dela com o elogio. Ele se aproximou um tanto molhado de Angie e lhe deu um selinho demorado.

— Vou passar o dia na empresa, se precisar de algo é só me ligar. — Avisou já vestindo uma calça jeans escura e uma blusa social preta.

— Pode deixar. Eu vou ir acordar a Vilu, até mais amor. — Deram um último selinho e Angeles saiu do quarto indo até o quarto de sua sobrinha.

Abriu a porta devagar vendo que ela ainda dormia tranquila, entrou e fechou a porta se aproximando para acordá-la.

— Vilu, acorde! — Pediu a balançando delicadamente. — Vilu, é sério já está tarde.

Violetta abriu os olhos lentamente, bocejou coçando os olhos e sorriu fraco ao ver a tia. Colocou o edredom sob sua cabeça se escondendo pronta para voltar a dormir.

— Violetta, você não vai passar o dia todo dormindo! — Angie fingiu está irritada.

— Só mais cinco minutinhos, por favor.

Pediu manhosa com a cabeça enterrada no travesseiro, Angie riu negando com a cabeça.

— Nem pensar, você vai se levantar pra gente ir passear. O dia está lindo hoje! — Angie informou tirando o lençol de cima da sobrinha, que a olhou indignada.

— Tá bom mamãe, mas isso não se faz!

Resmungou se levantando contra sua vontade e Angie riu alto.

Vilu foi até seu banheiro fez uma higiene matinal e vestiu uma blusa rosa de manga colocando um short branco de cintura alta e um cinto dourado. Fez um coque em seu cabelo deixando apenas sua franja, calçou botas rosa baby cano curto, saiu do banheiro encontrando as janelas de vidro abertas e Angie sentada na cama mexendo no celular.

— Estou pronta! — Exclamou animada fazendo a mais velha se levantar da cama assustada.

— Está linda querida, vamos descer?

Indagou a fitando, Violetta assentiu.

Antes de saírem do quarto, Angie colocou seu celular na mesinha deixando seu cabelo cair para o lado e mostrar uma marca irregular roxa em seu pescoço, Violetta arregalou os olhos abrindo e fechando a boca várias vezes para tentar falar algo.

— Que foi? — Angeles indagou confusa e Vilu riu baixo.

— Isso no seu pescoço é um chupão? — Violetta riu ainda mais ao ver sua tia ruborizando igual pimentão.

— Você não dormiu aqui, dormiu?

Perguntou maliciosa arqueando sua sobrancelha insinuando algo, mesmo que já soubesse a resposta.

— Não. Vilu, eu… É uma longa história. — Atrapalhou-se com as palavras tentando se explicar e sentindo sua pele esquentar como inferno.

Queria um buraco para esconder sua cabeça nesse momento. Não poderia nem descrever o tamanho de sua vergonha, ao perceber que sua sobrinha não era nada boba.

— Tudo bem tia, eu te divido um pouco com meu pai.

Afirmou sorrindo e indo até seu roupeiro.

— Igual seu pai… — Angie murmurou pensando alto ao perceber que Vilu falou a mesma coisa que o pai.

Eles realmente eram muito parecidos.

— O que disse tia? — Vilu perguntou com a voz abafada por está com a cabeça enfiada no enorme roupeiro.

— Nada meu amor.

— Achei! Isso aqui é perfeito pra esconder esse chupão que não tá nada leve,. — Violetta voltou com um lenço longo e florido em mãos, igual ao que Angie usava quando ainda era governanta.

Ela colocou o lenço no pescoço e sorriu ao ver que tinha ficado bom.

— O que seria de mim sem você?

— Espero que nunca descubra. — Ambas riram. — Pronto, agora sim podemos ir. — Falou satisfeita puxando a tia para fora do quarto, ambas desceram, pegaram uma fruta e saíram.

Já que hoje optaram por passar o dia num passeio turístico por Doha, e desfrutar bastante dos principais pontos turísticos da capital do Qatar, ou seja, seria um dia cheio para as duas.

(…)

O sol já estava começando a se pôr quando Angeles e Violetta voltaram de seu passeio, entraram em casa rindo e terminando de comer suas pipocas carameladas. Assim que atravessaram a porta da sala ouviram uma voz irritantemente conhecida; era a voz de Esmeralda que provavelmente estava de volta atrás de German, Angie revirou os olhos decidindo ir até o quarto de German para tirar suas malas do quarto dele, afinal tudo que Angie não queria era arrumar confusão com a “namorada” de seu noivo.

Angie explicou o que ia fazer para sua sobrinha que concordou, e subiu às pressas antes que Esmeralda à visse. Após concluir o que queria, se jogou na cama do quarto de hóspedes fechando os olhos por alguns instantes desejando que sua mente lhe desse alguns minutos de paz, quanto ao assunto da Esmeralda. Ouviu alguns passos e sorriu fraco ao pensar que fosse sua sobrinha, ou até mesmo seu noivo a visitando.

— Me desculpa eu... — Começou a falar e abriu os olhos vagarosamente sentindo seu sorriso de dissolver ao ver Esmeralda em pé na porta do quarto com uma cara debochada.

Angeles se levantou rapidamente um pouco alarmada.

— O que você quer?

— Quero que você baixe esse tom quando for falar comigo, porque eu sou a namorada do German e acho que eu não preciso te lembrar do que eu sou capaz de fazer com mulheres interesseiras como você não é? — Assegurou se aproximando da loira que deu um passo para trás.

Angeles respirou fundo tentando manter a calma, mesmo que tivesse uma ponta de medo daquela mulher.

— Não, não precisa..

Replicou num murmúrio. Deixando Esmeralda ainda mais irritada.

— Você é uma sonsa mesmo, quer saber? Eu tô cansada de olhar para essa sua cara de mosca morta sempre rondando por aqui como se não quisesse nada, quando sei muito bem que você fica cercando meu namorado, como se ele fosse te querer. — Esmeralda a olhou com desdém e riu do próprio pensamento.

Angeles quase a olhou cínica, porém se conteve pra não atiçar o fogo.

— Quero que você saia desta casa agora e não experimente me desafiar entendeu? — Mandou aumentando o tom, Angie assentiu quieta.

Esmeralda se virou e antes de sair derrubou a bolsa de Angie deixando alguns pertences importantes se espalharem pelo chão e saiu rindo.

Angeles queria chorar, gritar, contar a verdade porém se segurou. Não sabia se aguentaria toda essa situação deplorável por muito tempo. Colocou as mãos no rosto cansada de tudo aquilo.

— Tia. — Violetta a chamou calma da porta, tinha escutado toda a discussão mas não se atreveria a piorar ainda mais as coisas.

Angie começou a recolher as coisas do chão, e levantou a cabeça lançando um sorriso de lado para sua sobrinha tentando disfarçar o quanto se sentia angustiada.

— Você sabe que não precisa ir, eu vou avisar pro papai. Tenho certeza que ele vai fazer algo e…

Antes que Violetta pudesse continuar, Angeles a interrompeu. Não queria causar mais problemas do que já estava causando.

— Vilu, melhor não… Eu não quero causar mais problemas para você e seu pai, acho melhor eu voltar pro hotel. — Angie terminou de arrumar as coisas e se sentou na cama.

Violetta sentou ao seu lado a abraçando.

— Tia você pode ficar se quiser, papai com certeza vai concordar.

Disse com um semblante preocupado.

Angie sorriu de lado se levantando e pegando suas coisas.

— Tem certeza que não quer ficar?

— Tenho sim minha linda, o hotel é aqui pertinho e eu passo amanhã pra te buscar. Até depois Vilu.

Angeles se despediu de Violetta com um beijo na testa, e saiu ágil pela porta da cozinha torcendo para não encontrar Esmeralda. Depois que viu a tia saindo, não conseguia nem descrever o que sentia em relação a Esmeralda. Queria ela fora sua vida e da vida de sua família.

Correu até seu quarto sorrateiramente trancando-se para não correr o risco de que a bruxa entrasse, e com o telefone em mãos ligou para seu pai torcendo pra não está muito ocupado. Suspirou de alívio quando o mesmo atendeu preocupado, sem delongas, o contou rapidamente a situação deixando German irritado com Esmeralda por ter expulsado Angie sem motivos e ainda por cima sem direito nenhum.

Ao desligar, respirou mais leve e jogou-se em sua cama certa de que dessa vez tudo se resolveria.

(…)

German chegou do trabalho extremamente estressado, jogou sua pasta no sofá e foi procurar por Angie imaginando que possivelmente deveria está com sua filha, bufou irritadiço ao ver que ela e tampouco seus pertences não estavam em nenhum canto da casa. Rumou com passos apressados para o quarto da filha, quem Esmeralda pensava que era?

— Você tem certeza disso Vilu? É uma acusação muito grave, filha. — Questionou franzindo o cenho ao escutar tudo o que Esmeralda tinha feito.

— Tenho sim pai. — Vilu se limitou a dizer. German revirou os olhos se levantando da cama. — Onde você vai?

— Vou atrás da sua tia.

Respondeu saindo do quarto rápido.

Violetta estava feliz apesar de tudo, pois seu pai finalmente terminaria com aquela mulher repugnante. Ainda mais agora que estava noivo de Angie, não poderia manter um relacionamento duplo.

German pegou seu telefone com intenção de mandar mensagem para Angie.

“Você tá no hotel?”

German sorriu de lado ao perceber que Angie não demorou a responder.

Estou sim. Por quê?”

“Tô indo te ver, já eu chego aí”

Ok”

German colocou seu telefone na mesa, e foi até a cozinha beber água. Pegou a chave do carro e quando ia sair deu de cara com Esmeralda, que lhe lançou o sorriso mais cínico que poderia dar.

— Oi meu amor, estava com muitas saudades. — Esmeralda abraçou seu namorado fortemente, ele suspirou cansado sem retribuir o abraço.

— Você tava de saída?

Questionou ao ver ele com as chaves do carro em mãos.

— Tenho que resolver um problema urgente na minha empresa, chego mais tarde apenas. — Murmurou sem olhá-la.

Ela assentiu lhe dando um selinho e o deixando passar.

Sorriu o fitando, certamente era o homem dos seus sonhos, e depois que tudo isso acabasse não pretendia perdê-lo tão fácil para Jade. Espantou tais pensamentos e entrou sentindo-se em casa, com uma ideia em mente decidiu ir até o quarto do namorado preparar uma surpresa para ele, quem sabe assim poderiam comemorar a sós o seu retorno para o Qatar.

Esmeralda DiPietro.

Quando eu ia subir ouvi um bipe de um telefone, para a minha surpresa não era meu telefone que tocava e sim o de German, meus olhos bateram em seu aparelho que vibrava aceso em cima da mesinha. Ele havia o esquecido, decidi ignorar o telefone pois seria falta de educação espionar o telefone dele, mordi meus lábios sentindo a curiosidade me invadir, peguei rapidamente o telefone com culpa na consciência e olhei para os lados vendo se não tinha alguém me observando.

Arregalei os olhos ao ver que era uma mensagem daquela mosquita – vulgo Angeles.

Já tá vindo? Eu tô preocupada, houve algum problema por aí?”

Meu corpo se alarmou de tamanha era a raiva que o consumia nesse momento, German mentiu para mim e ainda por cima ia se encontrar com aquela sonsa! Eu mal podia acreditar, respirei fundo várias vezes para me acalmar.

Decidi que não ia fazer nada agora, ia agir normalmente como se nada disso tivesse acontecido. Eles iam me pagar por tudo isso, eu ia fazê-los sofrer ao máximo!

Era para ser só um trabalho, mas acabei me envolvendo mais do que o esperado com German Castillo. Resolvi ligar para Matias e contar tudo o que estava havendo, o plano logo ia ser executado.

Angeles Saramego.

Tinha acabado de mandar mensagem para German, o sms tinha sido visualizado porém não havia sido respondido me deixando ainda mais preocupada do que eu já estava. Será que ele tinha desistido de vir? Mas ele com certeza avisaria se esse fosse o caso. Eu andava de um lado para o outro tentando espantar qualquer tipo de pensamento negativo que quisesse cercar minha mente.

Ouvi batidas na porta e fui atender rapidamente, abri a porta vendo German com um sorriso de lado me fitando. Sorri de volta.

— Até que enfim. O que veio fazer aqui, amor? — Questionei ficando séria.

— Vim ver minha noiva, não posso?

Retrucou com um sorriso.

— Pode é só que… Eu estava preocupada, você demorou e não respondeu meu sms. — Dei ombros.

German tateou seus bolsos parecendo procurar algo que deduzir ser seu celular, e bufou irritado.

— Esqueci ele em casa. Desculpe. — Pediu e eu assenti.

— Não vai me convidar para entrar Angie?

Minha bochecha corou. E eu dei passagem para que ele entrasse, fechei a porta e nos olhamos por alguns instantes. German se aproximou de mim rodeando seus braços envolta da minha cintura, nos beijamos calmamente por um tempo. Era como se precisássemos daquilo pra viver, não existia melhor sensação que está com ele, me fazia esquecer de tudo.

— Eu soube do que aconteceu entre você e Esmeralda.

German sussurrou me fitando, acariciando minha bochecha com seu polegar.

Fechei os olhos aproveitando seu carinho por alguns segundos. Era tudo que eu precisava naquele momento para me tranquilizar, Esmeralda tinha alguma coisa diferente que me fazia temê-la, então pensei que fosse fazer algo contra mim e acabei me assustando mais do que deveria.

— Eu nunca, jamais vou deixar ela encostar um dedo em você…

Murmurou baixinho ao notar meu silêncio.

— Uma hora isso vai ter que ser resolvido, não acha? — Afaguei seu rosto sem desviar meu olhar dos seus olhos.

Eu sempre ficava perdida naquele mar de chocolate.

— Só estou esperando o momento certo, não quero que ela faça nada contra você. — German beijou a pontinha do meu nariz.

— Quer me contar o que houve?

Suspirei, meu sangue fervia só de lembrar como ela me chamou. Eu nunca ficaria com ninguém por interesse, ainda mais sendo German. Eu o amava demais pra fazer qualquer coisa se eu ao menos sonhasse que ia o prejudicar.

— Não quero falar disso, está bem?

Pedi baixinho, ele concordou e nós nos abraçamos forte.

Encostei minha cabeça em seu peito ouvindo seu coração calmo quase que no mesmo ritmo do meu, eu sempre ia me sentir segura ali, não importava o que houvesse. Ele era e sempre seria meu porto seguro.

Levantei minha cabeça o olhando, German encostou nossos lábios me beijando novamente. Era um beijo um pouco mais rápido e intenso, nossas bocas se moviam em sincronia num encaixe perfeito, ele me pegou no colo deixando eu envolver minhas pernas no seu quadril.

German caminhou comigo até a enorme cama do meu quarto me deitando ali, nos separamos e ficamos nos olhando por um tempo. Deitei em seu braço aconchegando-me e espalmando minhas mãos em seu peito, sentindo-o me abraçar pela cintura. Não fizemos nada, apenas ficamos juntos em silêncio apreciando a presença um do outro.

Pero si es por amor todo será verdadero.
Si es por amor doy todo lo que soy.
Mi corazón es todo lo que yo tengo.

Gané y perdí. Nunca me rendí.
Porque soy así.

Notas finais
Hey! E então gostaram? Próximo é um bônus queridos ♥ Até o próximo capítulo.