Notas iniciais
Fogo* Hey Guys! Estou muito feliz porque chegou o momento mais esperado da fanfic! Estão prontos? De verdade eu espero que gostem de ler tanto quanto eu de ter feito, deixem suas opiniões sobre nosso casal! Música: Love Is Love - Tini Stoessel. Boa Leitura ♥

This love is love.

No need to run, we got nothing to hide.

This love is love.

It might be cold, but i’m burning inside.

This love is love.

We might be young, we might be blind.

But we got fire to light the night.

Fire to light the night.

Geral.

Já estava anoitecendo quando Angie estava no quarto de Violetta deixando a sobrinha – que tinha feito questão de deixá-la impecável hoje – terminar de arrumá-la para seu grande encontro essa noite, ambas estavam ansiosas demais. Violetta finalizava os cachos de Angie com muito capricho, enquanto a mais velha se sentia um pouco irritada por sentir o cheiro do seu próprio cabelo queimando e por estar sentada numa cadeira a horas.

— Acabei Angie! — Vilu exclamou risonha fazendo Angie suspirar aliviada.

A loira se levantou com um sorriso agradecido, e logo procurou um espelho. Assim que o achou, fitou admirada com seu reflexo no espelho e se deu conta que Vilu tinha feito um ótimo trabalho.

Angie vestia um vestido preto curto um pouco acima de seus joelhos, que tinha renda do seu pescoço até o início de seu busto que terminava num tomara que caia, era justo e cheio de detalhes com um cinto igualmente preto deixando as costas nuas. O cabelo estava preso pela metade em uma trança invertida frouxa, e com as pontas em cachos mal feitos dando um ar despojado, Angie tinha uma maquiagem leve e um salto nude combinando com a bolsinha de mão que também levaria.

— Obrigada minha linda, eu amei! — Angie disse puxando Vilu para um abraço emocionado.

— De nada tia, eu fiz de coração. Você está lindíssima, desse jeito meu pai não vai parar de babar! — Vilu insinuou sorrindo.

— Violetta! Eu ainda sou sua tia mocinha… — Respondeu a mais velha ruborizando com o comentário porém com um sorriso no canto de seu rosto se permitindo brincar para aliviar a tensão que lhe cercava, fazendo Violetta se divertir ainda mais.

— Eu sei, é a tia mais gata do mundo! – As duas riram se abraçando mais uma vez.

— Agora você precisa ir, não pode chegar atrasada num primeiro encontro.

Angie fez uma cara de assustada e respirou fundo criando coragem.

— Me deseje sorte. — Angie pediu sorrindo.

— Você não precisa disso. Mas por via das dúvidas, boa sorte tia! — Vilu respondeu carinhosamente.

Angie deu-lhe um rápido beijo na maçã do rosto e saiu um pouco apressada do hotel, segurando um pequeno papel que dizia onde ela tinha que esperar.

Angeles Saramego.

Assim que saí do hotel ainda segurando o pequeno papel em mãos, dei mais uma olhada para ver se havia entendido o local certo. Fui andando em direção ao píer que não era tão perto do hotel, e para uma pessoa com salto eu já tinha andado bastante, ao chegar no perto do píer vi que o local estava deserto, não tinha ninguém ali e nem um sinal de German. Comecei a ficar com um pouco de medo de estar ali “sozinha”, e decidi voltar para o hotel e ver o que tinha acontecido, será que era alguma brincadeira?

Quando eu ia sair, sinto uma mão no meu ombro. Um calafrio percorre todo meu corpo e eu já estava me preparando para golpear quem quer que fosse.

— Angie! — Ouço a voz de German me chamar e respiro fundo de alívio. Me viro para trás um pouco brava pelo susto que acabei de levar.

— German, que susto você me deu. Ainda bem que era você. — Murmurei já me sentindo patética por ter falado isso. Droga Angie!

— Me desculpe por ter te assustado, eu queria ter feito uma surpresa. Aliás, você está belíssima. — German falou baixo parecendo envergonhado e eu sorri de lado com o que ele falou.

— Vamos?!

— Para onde? — Indaguei curiosa, adorava surpresas.

— Achei que ia ser aqui, e não tem ninguém no píer!

Continuei um pouco confusa.

— Nós vamos dar um passeio de barco, e tem um senhor nos esperando no final do píer. — Respondeu e eu sentia meu coração querer pular do meu peito.

— Você confia em mim? — Perguntou dando aquele sorriso de lado matador e estendendo a mão para mim.

— Sim, eu confio em você! — Respondi sentindo todo meu corpo entrar em êxtase de animação.

Segurei firme na mão de German e deixei que ele me conduzisse enquanto andávamos pelo píer.

Antes de entrarmos no barco, o Sr. Hunter nos entregou coletes salva vidas. Entramos e German me levou até a parte livre do barco onde tínhamos uma vista privilegiada do céu e do mar, e o mais incrível de tudo é que somos os únicos no barco. Assim que o barco começou a se movimentar, eu senti o vento bater em meus cabelos e comecei a rir, adorando aquela nova sensação de liberdade intensa.

Vi German me olhar com um sorriso e sorri também, ele veio até mim ficando ao meu lado e aproveitando para observar tudo junto comigo. Nunca me senti tão preenchida em toda a minha vida, por um momento eu percebi que ela estava completa.

— Está gostando? — German perguntou me olhando e eu sorri assentindo.

— Bastante! Obrigada por isso, está sendo muito gentil da sua parte. — Respondi com a voz um pouco entrecortada pelo vento, German beijou minha testa e eu sorri ainda mais.

Num gesto rápido, ele me abraçou por trás repousando o queixo no meu ombro e fomos o resto do trajeto assim; ora observando o mar, ora nos olhando com pequenos sorrisos bobos.

Quando Sr. Hunter anunciou para a gente que já poderíamos descer, German desceu do barco e logo pegou na minha mão me ajudando a descer também, entregamos os coletes e agradecemos pela agradável viajem. Fomos andando pelo píer em silêncio até chegarmos na areia, onde eu fiz questão de tirar o salto e ir os segurando.

— Aqui é bem estrelado não acha? — German perguntou quebrando o silêncio entre a gente.

— É sim, muito bonito por sinal. Eu daria tudo para passar a noite observando-as. — Falei sentindo um leve rubor nas minhas bochechas, enquanto German me observava com um sorriso de lado.

Continuamos andando, até German me conduzir até a orla da praia onde eu arregalei os olhos quando eu vi aquilo. Era um jantar a luz de velas, com pétalas de rosas vermelhas – que eram as minhas preferidas – rodeando envolta das cadeiras onde ficaríamos, meu coração palpitou e eu não sabia o que dizer; era como se eu tivesse desaprendido a respirar.

— Angie? — German me chamou preocupado.

— O que? — Sussurrei ainda surpreendida, por tudo aquilo.

— Tá tudo bem? — Me indagou e eu suspirei me virando para olhá-lo. Eu nunca imaginei que isso fosse acontecer.

— Você está me assustando, já sei… Você não gostou. — Afirmou parecendo triste, e eu sorri de lado.

— É claro que gostei, isso é perfeito, romântico e é o sonho de toda mulher, eu só não esperava! Isso é realmente pra gente?

Indaguei toda boba, parecia que a ficha não tinha caído. German concordou com a cabeça sorrindo junto e eu respirei fundo novamente afim de controlar as emoções afloradas pelo meu corpo.

— Não sei nem o que dizer, isso é lindo… É muito mais do que eu poderia sonhar.

— Não diga nada, apenas venha jantar comigo. — Pediu carinhosamente e eu assenti tentando segurar algumas lágrimas que queriam vir à tona.

German pegou na minha cintura delicadamente, e depositou um beijinho casto na ponta do meu nariz.

German puxou a cadeira para que eu sentasse, e se sentou à minha frente em seguida.

O jantar ocorreu normalmente, conversávamos sobre coisas aleatórias e ríamos muitos das nossas bobagens e de certas lembranças. Até eu terminar de beber meu vinho e sentir algo gélido que não era vinho, imediatamente afastei a taça da minha boca e junto com o final do vinho pude ver algo brilhante, parecia um objeto.

— O que foi Angie? — Ele me perguntou preocupado.

O olhei confusa.

— Não sei, tem algo na minha taça.

Expliquei meio embaraçada.

German estendeu a mão e eu lhe entreguei a taça, ele tapou uma parte da abertura e derramou o líquido deixando apenas o que eu havia quase engolido. German me entregou novamente com um sorriso e eu peguei a taça de vinho arregalando meus olhos ao ver aquilo, era uma pequena aliança dourada cravejada com pequenos diamantes.

Alternei meus olhares entre ele e a taça, me sentindo um pouco tonta ao imaginar que German estaria me propondo em alguma coisa.

— Angie.

German chamou-me. Levantei os olhos o fitando fixamente.

— Oi…

Ele suspirou.

— Eu achei que pudesse te esquecer, que pudesse levar uma vida sem você, que pudesse esquecer tudo o que vivemos. Mas descobri que não posso, não posso mais negar que te amo. Negar que quero que você fique comigo, negar que era você o tempo todo, sempre foi… — Ele sorriu por breves segundos, pude sentir meu coração palpitar dentro do peito ao ouvi-lo se declarando para mim.

— Talvez você esteja me achando um completo idiota, eu sei que errei muito com você e assumo todos os erros, mas quero que tenhamos uma oportunidade real de recomeçar, de poder passar uma borracha em tudo que houve, todos nossos desencontros que nos trouxeram até aqui, hoje.

— Quero acordar do seu lado todos os dias, poder te beijar sem nenhuma culpa, te abraçar em público, te amar. Quero que seja minha, você é a primeira pessoa em que eu penso quando acordo e… É algo tão involuntário, um sentimento tão bom. — Continuou, eu ri baixinho com os olhos brilhando.

— Só que pra esse sentimento ficar completo, eu preciso de você. Comigo. Cada segundo existente.

Mordi eu lábio inferior o analisando emocionada, German disse que me amava?

Ele se ajoelhou na minha frente, levantando o pequeno anel belíssimo.

— Angeles, aceita ser minha pelo resto das nossas vidas?

Arregalei os olhos, com um misto de sensações que não cabiam em mim. Minhas mãos tremiam, o sangue corria vorazmente por mim consumindo-me aos poucos, senti as famosas borboletas brincarem no meu estômago e minha mente ainda processava o que acabara de ocorrer. Eu estava sonhando ou German acabou de me pedir em casamento?

Se isso fosse um sonho, confesso que não queria acordar nunca mais.

— Angie?

Me chamou livrando-me de meus pensamentos, balancei a cabeça o fitando com um sorriso que nem cabia no meu rosto.

— Sim. — Respondi baixo com algumas lágrimas teimosas de felicidade descendo pelo rosto.

— Sim German, eu quero ser sua pra sempre.

Confirmei com a voz embargada, German sorriu grande colocando o anel no meu anelar. Mordi o lábio inferior me jogando em seus braços e o beijando como se não houvesse amanhã.

Sorri alternando os olhares entre ele e a aliança dourada que parecia ser do tamanho certo para meu dedo, era perfeita. Ele era perfeito. Confesso que por muitas vezes imaginei esse momento acontecendo e a sensação que eu sentiria, como era ser pedida em casamento.

Mas estando aqui, nos braços do homem que eu amo, a sensação era mil vezes melhor, mais enlouquecedora do que imaginei.

— Eu te amo Angeles, e vou te fazer a mulher mais feliz do mundo. Prometo. — Ele disse sem tirar o sorriso do rosto.

— Também te amo German, e você já me faz a mulher mais feliz de todo o mundo. — Brinquei e nós rimos.

Coloquei uma das minhas mãos em seu rosto o acariciando, aproveitei e uni nossos lábios num beijo calmo pois não tínhamos pressa nenhuma. Nos separamos ofegante e ele se deitou a areia e eu me deitei ao lado dele sentindo-o me abraçar.

— Por favor se isso for um sonho, não me acorde. Não quero que isso acabe nunca...

Sussurrei contra seus lábios. Era um dos dias mais felizes da minha vida.

— Não tem porque acabar meu amor. — German afirmou me olhando e entrelaçando nossas mãos.

Nos beijamos novamente, sentindo a brisa do mar. Essa noite não poderia ter terminado melhor.

(…)

Depois de ficarmos um tempinho na areia conversando e observando o céu intensamente cheio de estrelas, eu me sentir tremer de frio e German sugeriu que entrássemos na casa que ele havia alugado. Nos levantamos e ele me mostrou onde ficaríamos, era um duplex em tons pastéis muito bonita que mais se parecia um chalé aconchegante com vista para o mar, ajudei a guardar tudo que tínhamos usado no jantar e depois de que terminamos, fomos até a cozinha beber água.

— Espero que você esteja gostando da sua estadia aqui em Praslin.

German brincou segurando seu sorriso e eu ri abafado.

— Aqui é simplesmente maravilhoso, mas deve ter demorado muito pra conseguir alugar uma dessa. Eu li que elas nunca estão sem reservas. — Afirmei e ele me observou animado.

— Até que não, eu tive uma grande ajuda. — Desdenhou.

— Vilu e Leon! — Exclamei rindo e ele concordou.

Como minha sobrinha que passou o final da tarde até à noite comigo havia conseguido esconder tudo isso? Ainda vamos conversar sobre isso, queria saber cada detalhe.

— Obrigada por essa noite, está sendo incrível. — Murmurei sem conseguir tirar o sorriso do rosto.

Meu coração se aquecia me mostrando que fazíamos o certo, ele sorriu apaixonado tão arrebatado quão eu, estar com ele para mim era como tocar o céu com as próprias mãos.

— Você merece mais. Muito mais. — Me deu um selinho demorado.

Minha mão inquieta acarinhava seu rosto.

— E ainda não acabou.

Seus olhos intensos pareciam que iam me perfurar, meu ventre queimou quando finalmente entendi o que ele quis dizer, cada mínima célula gritava por ele. O queria mais do que poderia aguentar.

— Não? — Sussurrei serena.

Minha expressão não demonstrava, mas por dentro eu estava cheia de nervoso. Ele negou com um sorriso de lado capaz de incendiar até o inferno, minhas pernas amoleceram ali.

Suas mão envolveram minha cintura puxando-me mais pra si e deixando nossos corpos completamente fundidos, arfei ao senti-lo dessa maneira tão intima, German depositou uma mordida em meu queixo e roçou seus lábios até minha boca a mordiscando lenta como se saboreasse uma sobremesa. Minha mão acarinhou seu rosto sentindo cada centímetro dele, parecia que não acreditava ainda que ele estava ali comigo prestes a me fazer sua.

— Me beija, por favor.

Supliquei contra seus lábios.

German atendeu meu pedido beijando-me cheio de volúpia, era profundo em tudo o que fazia, nossos lábios moviam-se em sincronia como se dançassem, sua língua massageava a minha deliciosamente me tornando uma massa de sensações estonteantes enquanto eu gemia baixo na sua boca. Desci minhas mãos para seus braços o acariciando e fincando minhas unhas ali, nos separamos antes do beijo terminar totalmente arfantes. Ele levou uma mão até meu pescoço o acariciando firme e o colocando para o lado deixando minha pele exposta para fazer o que quisesse, fechei os olhos dopada pelo prazer ao sentir a carícia de seus dedos habilidosos e logo depois seus lábios quentes na extensão de meu pescoço que rápido se arrepiou.

German separou-se de mim sob meus protestos baixos, e analisou todas minhas expressões com um sorriso perverso de lado. Ali eu era toda dele, não existiam dúvidas, questões, medos, nada que nos impedisse de fazer o que há tanto tempo desejávamos. Ele voltou seus lábios para mim me beijando novamente, esse era diferente, era sôfrego e tomava tudo o que podia de mim devorando cada mínimo espaço, suas mãos desceram para meu quadril e como num ato proposital peguei impulso subindo em seu colo, envolvi as pernas envolta do seu quadril enquanto ele sustentava minhas coxas apoiando todo meu peso. Paramos de nos beijar por um instante, German subiu as escadas comigo me fazendo rir ao vê-lo tão ansioso para nosso momento, mas eu confesso que também estava, fomos até a suíte principal e ele fechou a porta com o pé me pressionando contra a mesma.

Gemi febril ao sentir seu corpo contra o meu daquela maneira. Eu o queria, queria ser sua por essa noite e por todas as outras. O pensamento foi varrido pra longe quando seus lábios ávidos foram pra meu pescoço descendo pro colo dos meus seios ainda coberto pelo vestido, joguei o pescoço pra trás em êxtase sentindo um prazer descomunal me invadir.

— Você está certa que quer isso? — Sua voz tão carregada de desejo inundou meus ouvidos, me arrepiando.

Me dando conta de que realmente íamos fazer aquilo uma mistura de tensão e ansiedade me invadiram. Seria a minha primeira vez ao me entregar pra alguém dessa forma tão sublime, e eu confiei nele, meu noivo.

Assenti submissa, as terminações nervosas do meu corpo gritavam pedindo pra que ele me fizesse sua, me desceu de seu colo roçando nossos corpos de uma maneira sensual me deixando quase em colapso, German me virou ficando atrás de mim me permitindo sentir o calor que seu corpo emanava. Meu corpo todo se arrepiou quando colocou meu cabelo agora quase solto pro lado e beijou sutilmente minha nuca, seus dedos habilidosos foram ágeis ao colocar a mão no zíper o puxando pra baixo ao mesmo tempo que depositava mordiscadas na pele exposta das minhas costas. Suas mãos baixaram as mangas nos meus ombros fazendo assim o vestido cair deslizando como luva pelo meu corpo agora coberto só com a calcinha rendada, dei dois passos a frente ficando livre de qualquer roupa, ruborizei ao sentir suas mãos se fecharem em torno de minha cintura puxando-me para si num abraço.

German beijou lento meu ombro e em seguida me virou para si, seus olhos percorriam esfomeados cada parte do meu corpo me deixando ainda mais envergonhada, acariciei seu peitoral segurando na barra de seu paletó e o retirando. Voltamos a nos beijar ávidamente como se o mundo fosse desabar a qualquer momento, ele me pegou no colo como uma boneca de pano deixando-me em estado febril por desejá-lo tanto, German me deitou na cama vindo por cima de mim e olhando-me por alguns segundos.

— Você é perfeita, Angie. — Ele acariciou minha bochecha, seu toque me acendia como uma brasa. Queimando cada mínima parte.

Mordi meu lábio inferior dominada pela lascívia, e ajudei a abrir os botões de sua blusa. Era como um vulcão em ponto de ebulição.

Quando finalmente a retirou passei meus dedos por seu abdômen definido gostando do que sentia, entretanto eu precisava de mais, precisava dele. German deitou completamente por cima de mim arrancando gemidos de ambos ao sentir nossos corpos tão juntos daquela maneira tão quente, seu dorso esmagando meus seios numa carícia enlouquecedora levando-me ao estopim de nossa relação, ele foi ágil ao livrar-se da própria calça ficando com sua boxer branca, meu ventre retorceu em piruetas quando pude sentir nossas intimidades juntas em um contato frenético causado por ele que remexia apenas o quadril, corri minhas mãos por suas costas acariciando e arranhando excitada.

Ele desceu os beijos pelos meus seios demorando um pouco ali, em seguida fez uma "trilha" por minha barriga, quadril, e foi descendo até chegar na minha intimidade sem deixar de me olhar, era como se um rastro de fogo se acendesse por nossos corpos, formando pura poesia, seus dedos se enrolaram na borda da calcinha preta a puxando pra baixo e a jogando em algum canto que não me interessava nesse momento.

German se livrou da própria boxer e fixei meu olhar em sua masculinidade, presa ao ver no quanto era maravilhoso em todos os sentidos.

— Está pronta? — Sussurrou, pude ver suas expressões pela baixa luz.

Por Deus, como era sexy.

— Sim, quero que me faça sua.

Pedi num fio de voz, arfante. German se encaixou entre minhas pernas e deitou-se por cima de mim apoiando todo seu peso no meu corpo.

Gemi de antecipação quando ele movimentou seu quadril com força entrando em mim, tombei a cabeça no travesseiro abalada pela mistura de sensações sendo levada aos mais extremos de minhas emoções, como a dor e o prazer ao mesmo tempo.

Movimentei meu quadril o incentivando nos movimentos, minhas unhas fincadas em seus braços musculosos afim de um alívio, nossos corpos e suados tão juntos eram a coisa mais incrível que existia nesse momento, German segurou uma das minhas mãos na cama entrelaçando nossos dedos enquanto se movimentava lento e fundo no meu interior apertado. Agora finalmente éramos um só.

Não conseguia formar nenhuma palavra com nexo, nenhum pensamento racional que fosse tamanho o prazer que sentia, ele ora mordia meu queixo ou ora me beijava tomando de mim tudo que podia. Não precisávamos descrever nada, nos amávamos demais para expressar sentimentos com palavras. A medida que o momento ia pedindo, suas investidas em meu interior aumentaram de velocidade se tornando mais fortes, era possível ouvir o barulho harmonioso de nossos corpos se chocando.

Não demorou pra que sentisse o prazer varrendo todo meu corpo em ondas, estremeci em baixo do seu corpo ao chegar no delicioso ápice.

German ondulou aumentando o ritmo no meu interior, e não demorou para que tivesse um orgasmo forte, enterrou a cabeça no meu pescoço diminuindo aos poucos, me beijou cheio de amor e eu retribui na mesma intensidade faminta por ele, nossas mãos se entrelaçaram novamente mostrando todo o amor que sentíamos.

Seu corpo exausto caiu em cima do meu, nossas respirações ofegantes como se tivéssemos acabado de correr uma maratona e nossas testas unidas cobertas por uma fina camada de suor assim como o resto de nós, acariciei seu rosto com devoção não desviando meu olhar por um segundo sequer.

— Eu te amo. — Sussurrou com um pequeno sorriso, contra meus lábios.

— Te amo mais, muito mais.

Respondi com um sorriso apaixonado.

Violetta Castillo.

— Vilu? — Ouvi a voz grave de Leon me chamar.

E me virei para olhá-lo.

— O que está fazendo na varanda sozinha?

— Eu não consegui dormir, estou preocupada com eles. Será que deu tudo certo? — Murmurei tristonha e Leon riu abafado, me abraçando por trás.

— Fica tranquila Vilu, eu tenho certeza que eles estão muito bem. — Disse ainda me abraçando.

— Amanhã você liga pra eles, mas agora precisamos ir dormir.

Informou sonolento, depositando um beijinho casto no meu ombro.

— Não quero dormir agora, pode ir tranquilo. — Tentei o convencer.

Leon suspirou, e deu um sorriso lindo.

— Acho que eu sei o que pode te relaxar.

Eu ri ao vê-lo arquear a sobrancelha num tom divertido.

— Será? — Me virei o observando.

— Com certeza sim. — Nós rimos, ele me deu um selinho e se afastou de mim.

Balancei minha cabeça espantando minhas preocupações e me concentrei no que Leon ia fazer, ele me virou para ele e com um sorriso começou.

— Pero hay cosas que si sé. Ven aquí y te mostraré, em tus ojos puedo ver…

Sorri ao vê-lo cantar nossa música.

— Lo puedes lograr, prueba imaginar… — Continuei junto com ele. Paramos de cantar, e me aproximei o beijando, um beijo curto e calmo.

— Te amo.

— Também te amo Vilu! — Leon disse sorrindo de lado. – O que você acha de assistirmos a um filme até você dormir? — Perguntou e eu assenti.

Fomos até o quarto e me deitei na cama enquanto Leon colocava um filme de comédia, assim que ele arrumou o filme, veio se deitar ao meu lado me abraçando. Parecia que finalmente tudo estava se encaixando em seu devido lugar, tudo está como deveria ter sido desde o início.

Não tinha se passado nem meia hora de filme quando eu não estava aguentando mais os meus olhos abertos, me virei de lado quase dormindo e Leon desligou a televisão, me abraçando de conchinha.

— Boa noite princesa. — Ouvi Leon sussurrar em meu ouvido, e beijar minha bochecha.

— Boa noite meu amor.

Foi a última coisa que eu disse, antes de cair num sono profundo.

Notas finais
Deixem suas opiniões gente ♥ Bom resto de noite meus amores :)