The Story Never Ends.
14 Don't Leave Me.
Notas iniciais
Angeles Saramego.
Eram por volta das quatro da tarde quando decidimos por fim, sair para aproveitar a praia. Assim que chegamos eu me sentei na areia e fiquei observando devotamente os três brincando e rindo animadamente, não consegui evitar de sorrir com aquela cena um tanto engraçada, meus olhos instantaneamente focaram em German e me sentir corar forte devido às lembranças quentes do que havia ocorrido no quarto entre nós hoje de manhã.
Não entendo por que me deixei agir daquela maneira tão imprudente justo com ele, meu corpo pareceu ter criado vida própria ao ter se deixado levar pelo desejo que naquele momento o consumou. Porém confesso que só de lembrar de como me beijou, sua mão percorrendo meu corpo e brincando com meu seio, eu fico excitada. Teríamos levado aquilo adiante se não fosse meu telefone? Acho que sim, pois do jeito que as coisas estavam.
Mas eu queria que ele me fizesse sua. Sorri com o pensamento, ser a mulher de German Castillo. Ser dele e completamente dele.
— Tia, vem brincar! — Vilu gritou animada segurando uma bola de vôlei, me tirando de meus devaneios.
Sorri, balancei a cabeça concordando e me levantando para me juntar na brincadeira.
Fui até eles, e não pude deixar de perceber o olhar de German recair sobre mim me deixando ainda mais ruborizada.
— Vai ser assim. Meninas contra meninos, a equipe que perder terá que fazer qualquer coisa para os componentes da equipe que ganhar! – Violetta falou com um sorrisinho perverso no rosto, e eu sabia que ela queria aprontar.
Começamos a jogar e de início os meninos estavam ganhando para nosso azar, mas não demorou muito para nós os vencermos com placar de 3 à 2. Eu e Vilu nos abraçamos rindo aproveitando para comemorar com dancinhas, enquanto German e Leon estavam com carrancas emburradas arrancando mais gargalhadas de nós. German se aproximou de mim com um sorriso malicioso e antes que eu pudesse protestar, ele me pegou no colo e saiu correndo comigo em direção ao mar.
— ME SOLTA GERMAN!! — Gritei desesperada estapeando seus braços, arrancando mais risos de German, Vilu e Leon – os dois adolescentes apenas riam da situação, conversando entre si.
Ele ameaçou me jogar e eu arregalei meus olhos fincando minhas unhas no seu braço, deve ter doído mas ele pareceu nem ligar.
— Você não seria capaz... – O desafiei.
— Claro que não… – German disse divertido.
Ele realmente não iria me jogar, mas uma onda muito forte veio em nossa direção, e nós dois tomamos um belo caldo da água. O olhei brava e ele riu segurando firme na minha cintura para a correnteza da água não me levar.
— Você é um idiota. – Murmurei sem tirar meus olhos dele.
— É óbvio que eu não ia perder essa oportunidade. – Me respondeu rindo.
Eu sorri fraco revirando meus olhos.
— Criança.
— Besta. – Revidou.
— Idiota. – Falei sem tirar o sorriso do meu rosto.
A cada “xingamento” dito, nos aproximávamos um pouco mais.
— Boba. – German disse encurtando a distância entre nós e roçando nossos lábios carinhosamente, encerrei a distância o beijando enfim.
Era um beijo calmo que mesclava todos os nossos sentimentos, não tínhamos malícia e nem pressa alguma para acabar, nossas bocas se moviam numa sincronia perfeita e casta aproveitando para explorar cada centímetro que podiam. A falta de ar se fez presente e nos afastamos com pequenos selinhos, German beijou o topo da minha testa dando um sorriso de lado matador, me deixando com pernas bambas – e dei graças à Deus por ele está me segurando, pois eu jurei que cairia ali mesmo. Apesar disso, continuamos com os olhares conectados a beira de enxergar o que se passava conosco.
Quem nos visse, com certeza pensaria que estávamos apaixonados demais ao ponto de trocar juras de amor no mar, mas a realidade era bem mais dura que isso. Eu não conseguia segurar meus ímpetos quando estava perto de German, e ainda tinha que segurar minha boca para ela não falar o que meu coração sentia de verdade. Era óbvio que eu queria muito mais com ele do que apenas esses dias, eu queria ser dele por toda minha vida, mas algo nos impedia; Sempre tinha algo ou alguém. Se isso fosse um sonho eu não queria acordar, para deixar esse momento tão único nas minhas lembranças.
— EI CASAL! VENHAM LANCHAR. — Vilu gritou divertida e eu corei forte, eu desviei meu olhar do de German, saindo daquele mundinho que estávamos. Andei em silêncio para onde Vilu e Leon estavam, ambos sentados já comendo batata frita com cheddar e bacon.
Me sentei de frente para Vilu que sorriu insinuante ao me ver e eu a repreendi com o olhar, não demorou muito para German chegar e se sentar ao meu lado. Os três conversavam aleatoriamente sobre qualquer coisa que eu não prestei muita atenção, estava completamente alheia na conversa.
— Alguém de vocês, pode me passar o guardanapo? — Vilu pediu.
Na hora que estiquei minhas mãos para pegar, German também o fez fazendo com que nossas mãos se encostassem e ele me olhasse quase que intensamente, tirei minha mão dali num ato rápido sentindo German me encarar confuso.
— Aqui Vilu. — Leon disse entregando o guardanapo para minha sobrinha, que o agradeceu com um beijinho na bochecha.
Fora esse acontecimento um tanto constrangedor, o lanche transcorreu calmamente. Mas já estava escurecendo e ficando um pouco frio, fazendo com que eu espirrasse.
— Acho melhor você entrar, tia. — Vilu falou preocupada, e eu sorri de lado concordando.
— Vilu tem razão Angie, você pode pegar um resfriado se ficar vestida desse jeito no frio. — German disse gentil, e eu sorri envergonhada.
Me levantei, dando um “boa noite” amistoso para Vilu e Leon.
— Vou procurar algum remédio para você tomar. – German disse, depositando um beijo na minha testa. Concordei, e saí em direção ao meu quarto.
Entrei no quarto, e fui até o banheiro na intenção de tomar um banho quentinho. Após meu banho, coloquei uma calça de moletom cinza e uma camiseta branca escrita “Queen”, penteei meu cabelo o deixando solto e fui até a varanda observar um pouco o mar. Logo comecei a me sentir sonolenta, mas continuei ali observando as ondas se chocarem junto com a brisa da maresia.
— Angie, eu trouxe um comprimido para gripe. — A voz calma de German ecoou pelo ambiente, me trazendo uma forte sensação de paz. Fechei meus olhos, sentindo um sorrisinho invadir meu rosto. – Tá tudo bem? — Indagou se aproximando e eu o fitei.
Antes que minha mente pudesse me parar, corri até German e o abracei forte. German retribuiu o abraço envolvendo minha cintura, peguei uma de suas mãos e entrelacei nossos dedos.
— Nunca me abandone. — Pedi o olhando séria. German sorriu, levando minha mão até sua boca e depositando um beijinho na palma dela.
— Eu nunca vou te abandonar, Angeles. — Murmurou sem tirar os olhos de mim, e eu senti um calafrio percorrer todo meu corpo ao ouvi-lo chamar meu nome de batismo.
Retribui seu sorriso, bocejando logo depois. German num ato rápido, me pegou pela cintura levando-me até a nossa cama, ele me deitou e se deitou do meu lado me abraçando com seu braço forte enquanto sua mão fazia cafuné nas minhas madeixas. Não demorei a pegar no sono, sentindo meu coração explodir de felicidade ao me sentir segura e cheia de paz ao lado de German.
Leon Vargas.
Eu e Violetta caminhamos em silêncio até nosso quarto, entramos e eu suspirei já sabendo que teria que fazer o que ela quisesse. Após entrarmos, eu fechei a porta aproveitando para observá-la um tanto pensativa.
— Então, o que você quer que eu faça? — Perguntei com um pouco de receio. Vilu pareceu ter despertado do transe, pois me olhou com um sorriso lindo.
— Nada. — Disse dando ombros e eu a encarei um pouco confuso.
— Nada mesmo? Tem certeza? — Perguntei e ela murmurou um “uhum” desdenhoso.
— Ok, então vou tomar um banho. — Falei dando ombros, já me dirigindo ao banheiro.
— Eu também te amo.
Ouvi Violetta dizer calma, e me virei abruptamente um pouco assustado com sua afirmação. Vilu estava um pouco ofegante e parecia se recriminar ao ter dito aquilo, ela suspirou e eu continuei a observando.
— O que você disse? — Eu queria ter certeza de que ouvi certo, e que não era simplesmente uma pegadinha.
Vilu fechou os olhos, mas logo os abriu e me fitou se aproximando.
— Disse que também te amo. — Vilu sorriu, pegando na minha mão e entrelaçando nossos dedos. – Não quero e nem posso ficar longe de você, por que se eu faço isso, eu sinto que estou perdendo uma parte minha também. Pode passar mil anos, mas é você quem meu coração sempre vai amar. — Violetta continuou com seu sorriso, e eu a olhei cheio de amor. Mal acreditava que aquilo estava realmente acontecendo, puxei o ar e sorri.
— Eu te amo, Violetta. — Murmurei encurtando a distância entre a gente, deixando nossos lábios a centímetros de distância.
— Eu também te amo. — Sussurrou, colocando uma de suas mãos no meu rosto e fazendo um leve carinho na minha bochecha.
Vilu encerrou a distância entre nós, juntando seus lábios nos meus em um beijo calmo e cheio de amor. Nossos lábios moviam-se sincronizadamente, quase como se tivessem ensaiado para isso, minha mão desceu até a cintura dela a envolvendo mais para mim. Paramos por um segundo, e pude a observar um pouco ofegante mas com um sorriso iluminado.
Voltamos a nos beijar, dessa vez com muito mais urgência, pedi passagem para a língua e ela cedeu deixando minha língua explorar cada canto de sua boca. A apertei contra meu corpo podendo ouvir um gemido abafado de Violetta entre o beijo, ela bagunçava meu cabelo o emoldurando ao seu gosto, num ímpeto peguei Vilu no colo e a levei até a cama, deitando-a sem desgrudar meus lábios dos seus. Me deitei com cautela em cima dela, enquanto nos separávamos contra nossa vontade, desci meus beijos para seu pescoço branco aproveitando para dar algumas lambidas ali, fazendo Vilu fechar os olhos um pouco arfante. Sorri descendo meus lábios para beijar onde o biquíni não cobria.
— Leon. – Vilu gemeu meu nome baixinho e eu sorri.
A olhei pedindo permissão, para ir mais além e ela logo assentiu. Com cuidado, coloquei minha mão debaixo do biquíni apertando seu seio, e deixei que meus dedos brincassem com seu mamilo já rígido, enquanto Vilu mordia os lábios arfante tentando se controlar.
Tirei minha mão dali, e com sua ajuda logo a parte de cima do biquíni estava em algum canto do quarto junto da minha bermuda que ela tinha sido rápida em tirar, me deixando apenas com a sunga boxer preta já expondo meu volume. Voltei a traçar um caminho de beijos de seu pescoço até sua barriga, sentindo ela se arrepiar e ficar tensa quando cheguei perto de sua intimidade.
— Me diga quando quiser que eu pare. — Sussurrei a olhando com amor e ela sorriu fraco.
— Não quero que você pare. Eu quero você. — Violetta murmurou um pouco ofegante, me puxando para um beijo cheio de amor.
(…)
Violetta Castillo.
“Pero hay cosas que si sé.
Ven aquí y te mostraré.
En tus ojos, puedo ver.
Lo puedes lograr, prueba imaginar.’’
Acordei sentindo os raios solares invadirem o quarto, abri meus olhos vagarosamente para que eles pudessem ir se acostumando com a claridade e me espreguicei. Meus olhos de imediato recaíram no meu corpo que estava totalmente nu, e corei ao me lembrar de cada detalhe do que aconteceu ontem a noite, eu não era mais moça e pela primeira vez eu tinha sido amada por alguém, eu tinha feito amor! Um sorriso involuntário percorreu meus lábios, quando me lembrei o quanto Leon havia sido carinhoso, gentil e paciente, me sentia uma boba apaixonada.
— Bom dia, bela adormecida! — Brinquei sorrindo ao ver Leon acordar e coçar os olhos sonolento.
— Bom dia amor – Disse com a voz meio arrastada de sono, porém com um sorriso.
Me aproximei sorrateiramente, e uni nossos lábios num beijo carinhoso. Percebi que Leon já estava começando a se animar, então me afastei sorrindo divertida.
— O que você acha de um banho? Só nós dois e muita espuma? — Indagou com um sorriso de lado e eu o acompanhei. Não vou negar que queria muito ter essa experiência.
— Claro que sim. Vamos? — O chamei, Leon levantou-se num lampejo me pegando no colo fazendo eu dar um gritinho surpresa, enquanto ele ria e me levava até o banheiro.
Depois de tomarmos “banho”, decidi pôr uma blusinha rosa de manga meia lua, uma saia cintura alta branca que ia até a metade das minhas coxas, um cinto dourado de laço e uma rasteirinha. Prendi meu cabelo num rabo de cavalo e fiz uma maquiagem leve dando destaque apenas nos meus lábios com um gloss rosa de morango, enquanto Leon terminava de se arrumar decidi mandar uma mensagem para meu pai avisando aonde estaríamos, já que hoje a noite meu pai ia fazer uma surpresa para a Angie. Eu estava tão animada com essa ideia que mal conseguia tirar um sorriso do meu rosto, mas eu sabia que em partes meu sorriso era por que eu e Leon reatamos da melhor forma possível.
“Pai, já estou indo para a ilha arrumar tudo junto com Leon. Por favor, não deixe a Angie pegar essa mensagem e não se atrase, pois vai pegar muito mal.”
Beijos para os pombinhos!!
Vilu C.
— Então para onde vamos? — Leon perguntou com um sorriso de lado me tirando de meus pensamentos.
— Vamos fazer um passeio até Praslin, uma ilha popular daqui.
Expliquei me levantando e pegando minha bolsa, que continha dinheiro para comprar alguma coisa se precisasse e roupas de banho para mim e meu namorado – céus, como era bom falar isso. Leon segurou minha mão entrelaçando nossos dedos e eu suspirei lhe dando um selinho, saímos do quarto logo, pois eu estava mega ansiosa para começar a arrumar tudo.
Saímos do hotel e tivemos que andar um bom pedaço até chegarmos no píer, que levaria alguns turistas para a ilha. Um simpático senhor nos cumprimentou com um sorriso e nos entregou coletes laranjas, aos poucos fomos andando pelo píer até chegar onde o barco estava atracado, com a ajuda de outro senhor que parecia ser um guarda, nós conseguimos subir no barco da Cat Cocos. Após todos terem subido e se acomodado, o capitão avisou que já estávamos prontos para zarpar e que a viajem duraria em torno de 15 minutos.
(…)
Já estávamos em terra firme na ilha de Praslin, e era tudo realmente maravilhoso. O céu parecia ter ganhado um tom de azul lindíssimo, assim como as águas do mar.
— Olha, acho que podemos vir passar nossa lua de mel aqui. O que acha? — Leon disse me abraçando por trás e depositando um beijo no meu ombro me fazendo sorrir.
— Acho uma ótima ideia. Você está pensando em casamento? — Perguntei sem deixar o sorriso sair de meu rosto.
— Claro que sim, o mais rápido possível. Não posso deixar você escapar novamente! — Brincou e eu o olhei fingindo indignação, me virei pondo os braços envolta de seu pescoço.
— Eu nunca mais vou escapar! — Murmurei e nos beijamos calmamente. Terminamos o beijo com selinhos demorados e sorrisos grandes que quase não cabiam em nossos rostos. – Agora que tal nós irmos? — Perguntei e ele fez uma carinha de gato do Shrek, não aguentei e lhe dei outro selinho. – Prometo que depois nós vamos nos divertir muito! – Falei sorrindo maliciosa e ele riu alto, pegando na minha mão e me puxando para andarmos.
(…)
Eram quase três da tarde quando terminamos de arrumar tudo para o encontro de papai e Angie hoje a noite, eu estava tão exausta quanto Leon, mas queria que tudo saísse perfeito.
— No que pensa tanto minha linda? — Leon perguntou confuso, deixando um beijinho na minha bochecha e ficando em pé ao meu lado enquanto fitávamos o mar. Entrelacei nossas mãos e suspirei.
— Tenho medo de alguma coisa dar errado com a Angie e meu pai. — Falei sinceramente e ele me abraçou meio que de lado.
— Não se preocupe Vilu, tenho certeza que vai dar tudo certo entre eles. German e Angie se amam demais, só são meio cabeças duras. — Murmurou me fitando e eu sorri. Eu tinha muita sorte de tê-lo ao meu lado.
— Obrigada, por tudo.
O agradeci meio envergonhada e Leon riu abafado.
— Disponha. Estarei aqui para tudo que você precisar. — Falou sério – Então, apesar de ser quase três o que você acha de nos divertimos um pouco? Aqui é lindo e obviamente tem muito para conhecer, vamos? — Me indagou me estendendo sua mão, alternei meus olhares entre ele e sua mão sugestiva, e logo a peguei sorrindo.
Saímos igual duas crianças, correndo e rindo pela areia branquinha da praia. Leon logo me alcançou com um sorriso divertido, segurou na minha cintura me levantando e me rodopiando alto.
Eu o amava demais, nunca queria e nem podia me afastar dele, com esse pensamento nos beijamos apaixonadamente selando nosso amor ali naquela praia tão bela.
German Castillo.
Acordei um pouco cedo, me sentindo animado com a surpresa que eu ia fazer para Angie essa noite. Me ajeitei na cama e fiquei a observando dormir, parecia mais um anjo que dormia de bruços e tinha mexas de seu cabelo loiro espalhadas por seu rosto sereno, não sei quanto tempo fiquei feito um bobo admirando Angeles dormir, mas foi tempo suficiente até meu telefone fazer um “bip” alto me tirando dos meus devaneios. Era uma mensagem de Vilu, avisando que já tinha ido para a ilha que combinamos ainda ontem, mandei um “ok” e apaguei a mensagem guardando meu celular em seguida.
Assim que voltei meu olhar para observar meu anjo dormindo um pouco mais, percebi que ela estava acordando vagarosamente.
— Bom dia Srta. Dorminhoca. – Brinquei com um sorriso, enquanto tocava na pontinha de seu nariz afilado. – Está melhor?
— Bom dia German! Estou sim, obrigada por ter cuidado de mim ontem. — Angie disse parecendo envergonhada, pois logo suas bochechas ganharam um tom mais rosado.
— Não foi nada Angie, você sabe que pode contar comigo. — Murmurei e ela sorriu concordando. – O que você acha da gente lanchar e depois ir dar uma volta na piscina?
— Sim! — Angie deu um gritinho, parecendo mais animada.
Antes que eu falasse alguma coisa, ela se levantou rapidamente indo até o banheiro para se refrescar, me fazendo rir e balançar a cabeça.
Se hoje eu ia dar um passo à mais com Angie, eu precisava terminar com Esmeralda o quanto antes. Com certeza ela não ia gostar nada dessa história, mas dane-se! Eu já liguei demais para o que os outros vão pensar, eu quero mais é ser feliz com a mulher que eu amo. Não posso mais fugir disso.
(…)
Eu e Angie andávamos pela borda da piscina tomando sorvete para refrescar do imenso calor que fazia, e para meu desgosto tinha alguns homens que comiam Angie com os olhos. Péssima escolha ter vindo para cá hoje.
— Eu adoro sorvete de chocolate, como você sabia que era meu preferido? — Angie disse sorrindo fraco, me tirando dos meus devaneios e eu sorri a observando, parecia uma criança quando ganha o presente que quer.
— Você me disse uma vez, e eu nunca esqueci. — Falei e ela sorriu ainda mais parecendo encantada com minha afirmação. – Você está suja de sorvete.
— Onde? — Me perguntou confusa enquanto tentava se limpar.
— No canto da sua boca Angie! — Falei a observando, Angie tentou se limpar e eu ri abafado.
— Pronto? — Perguntou me olhando com uma carinha muito fofa, e eu neguei com a cabeça.
— Bem aqui Angie.
Me aproximei dela, ficando mais próximo do que eu queria, o suficiente para sentir seu cheiro delicioso de rosas. Passei meu polegar onde tinha resquício de sorvete, Angie fechou os olhos e eu a senti estremecer com meu toque, suspirei e coloquei minhas mãos em seu rosto o acarinhando levemente.
Angie ainda mantinha seus olhos fechados, então sem conseguir controlar meus instintos, puxei delicadamente o rosto dela para que pudesse enfim, beijá-la. Um beijo calmo e apaixonado, minhas mãos faziam um carinho em seu rosto e as mãos dela acariciavam minha nuca, eu a queria mais que tudo nessa vida. Infelizmente nos separamos pois o ar se fez necessário, Angie sorriu timidamente corando e eu sorri junto ainda acariciando seu rosto macio.
— Agora limpou e minha boca tá com gosto de chocolate. – Brinquei e ela riu alto dando um tapinha no braço.
— Você não muda mesmo. Bobo! — Angie brincou e eu revirei os olhos fingindo chateação.
— Então você me acha bobo não é, Srta. Saramego… — Falei desafiador e ela riu abafado.
— Acho sim, Sr. Castillo...
— Então acho melhor você correr! — Falei malicioso já mexendo meus dedos freneticamente.
Angie entendeu o recado e saiu correndo em direção à praia, rindo muito. Eu adorava vê-la assim, tão feliz e descontraída. Saí correndo atrás dela e como na areia era mais difícil de correr, eu consegui pegá-la mais rápido.
Segurei a cintura fina da Angie, enquanto ela respirava ofegante em meus braços.
— Não vou te deixar fugir de novo viu Angie! — Brinquei novamente e ela riu abafado, acalmando sua respiração.
— Nem que eu quisesse, poderia fugir. – Respondeu me surpreendendo. – O que foi? Há algo de errado? — Indagou um tanto confusa e eu neguei com a cabeça.
— Angie, saia comigo essa noite. Só nós dois. – Pedi a olhando carinhosamente, Angie me olhou surpresa parecendo ponderar um pouco, e por um instante senti o medo da rejeição me dominar.
— Sim, eu aceito sair com você! — Angie disse sorrindo terna.
Mal consegui acreditar que ela havia aceitado, num ímpeto eu beijei Angie como se o mundo fosse acabar e eu não pudesse mais aproveitar os seus doces lábios.
Só esperava que tudo desse certo, essa noite.
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