The Spider-Man
1 The Spider-Man - Prólogo
Clarim Diário, um dos jornais mais importantes de Nova York, e com a liderança do seu atual editor-chefe, John Jonah Jameson, é um dos mais respeitáveis e honestos do mundo.
Em uma sala no topo do edifício do clarim, uma reunião sobre o próximo jornal está sendo feita, nela há 7 pessoas, e na ponta de mesa tem um homem de cabelo castanho e meio grisalho, com um bigode fino e fumava um charuto enquanto segura uma foto, nela aparece um homem mascarado usando uma espécie de collant vermelho e azul, dando um soco em um garoto loiro de jaqueta preta e derrubando uma mulher.
— Eu amo isso. Isso é… Isso é ótimo! Quem tirou a foto? — Perguntou o senhor que segurava a fotografia.
— Um dos nossos. A garota chamada Karen. — Responde um homem ao seu lado, ele era negro e tinha um cabelo castanho.
— Bom pra ela…
— Aconteceu dela estar ali.
— … Quero vê-la no meu escritório no fim do dia. — O senhor que olhava para a fotografia, vira a sua atenção para as pessoas sentadas na mesa — Ok, crianças, quais as novidades? Alguém me conte uma…Ben?
— Ok… — Diz um homem de cabelo longo e de óculos, em seguida ele pega seu bloco de anotações — … Bem, de acordo com a polícia, Tara Keegan, uma mulher afro-americana de 34 anos, caminhava para fora da loja esportiva Rodgers na esquina da Rua Madison N° 10. Ela é seguida de perto por um vendedor da loja… Chamado Warren Hepburn. Parece que Warren viu que a senhora Keegan havia colocado um par de sapatos de criança em sua bolsa e saiu da loja. O senhor Hepburn aproximou-se da relutante senhora e pediu para ver o que havia em sua bolsa. A senhora Keegan tentou apenas continuar a andar sem parar… Então o senhor Hepburn viu que o único jeito era pegar seu braço e empurrá-la em direção a parede da loja. Ele disse que sabia que ela havia roubado o sapato e iria chamar a polícia se ela não devolvesse. A mulher começou a gritar:
— Não me toque! Me solte! Estou grávida! Estou grávida!
— Enquanto a mulher grita, o senhor Hepburn também começa a gritar para que alguém chame a polícia. Logicamente ninguém chamou. Todos ficaram parados, olhando. Quando saiu de uma loja um cara enorme, seu nome era Clarence Wilson. Clarence pegou Hepburn pela cabeça como uma bola de beisebol e disse:
— Você não pode pegá-la, você não tem distintivo.
— Me solte! Eu estou tentando…
— Você continua sem distintivo!
— Você não pode me prender! — Grita a senhora
— Me devolva os sapatos!
— Eu não peguei nada!
— Peça desculpas — Diz Clarence ainda tentando arrancar Warren da mulher.
— Quem é você? Parceiro dela?
— Não, só não vou deixar você machucar a dama!
— Solta!
— Peça desculpas ou quebro a sua cara!
— Socorro! Socorro!
— Tem sorte de eu não lhe bater — Diz a mulher
— Ajuda!
— Tira as mãos dele! — Surge uma voz atrás de Clarence
— É aqui que as coisas ficam interessantes — Diz Ben
Clarence olha para trás para saber quem falou com ele e vê um jovem loiro de jaqueta preta, mas o ignora e volta a sua atenção para Warren — Você vai ficar machucado!
— Solta!
— Não quero brigar com você, mas… Eu não vou deixar você bater nesse homem! — Diz o jovem.
O senhor Hepburn grita novamente para Clarence o soltar, mas logo em seguida o loirinho chuta a cabeça de Clarence o forçando a soltar Warren.
— Hum… Alguém está procurando uma briga — Diz Clarence esfregando o local onde havia levado o chute.
Antes de mais nada, o punho direito do jovem começa a irradiar uma luz alaranjada, todos que estavam em volta se espantam.
— Não me faça… — Diz o jovem.
— Venha mutante! — Grita Clarence.
Mas antes dos dois começarem a lutar, um mascarado usando um traje vermelho e azul aparece do céu e acerta um soco no rosto do jovem o jogando contra a parede, e é possível ouvir um flash de camêra vindo da multidão que olhava a cena, logo em seguida, ele o prende nela com alguma coisa que parece que saiu do seu corpo, e depois começa a lutar com Clarence.
— Ha. Alguém falou com esse cara da mão brilhante? — Pergunta o senhor na ponta da mesa.
— Bem, ele não retornou os telefonemas, mas um amigo meu da polícia me deixou ver seu depoimento. ( Por debaixo do pano, lógico.) — Responde uma mulher que se levanta da mesa e começa a olhar o seu bloco de notas — Ele se chama Danny Rand. No seu depoimento disse que não é mutante, e ele aprendeu suas habilidades focando sua energia espiritual em um punho de aço.
— Um artista marcial? — Pergunta Ben.
— Acho que sim. Diz que concentra seu chi? Chi. Alguém sabe o que isso significa? — Pergunta a mulher — Não? Ok. Bem, ele disse que treina há anos e foi inspirado pelo Homem-Aranha e outros que andam pela cidade, e estava em dúvida em se dedicar ou não ao que se chama de serviço comunitário". Mas ele só estava tentando parar o ladrão em frente à loja de sapatos antes que alguém ficasse ferido. Quando o Homem-Aranha bateu nele, o senhor Rand cooperou com a polícia, deu seu depoimento e foi solto. Eu queria perguntar pra ele se o incidente o fez desistir do “serviço comunitário", mas como você sabe, ele não atende os telefonemas. Porém, meu amigo policial disse que ele parecia muito desiludido. Eu não acreditei, mas… Bem, que seja.
— Ok, vamos rodar a máquina, 1° página — Diz o senhor fumando charuto.
— 1° página? — Pergunta Ben.
— “Homem-Aranha bate em pugilista idiota.”
— 1° página? — Pergunta Ben novamente.
— É obra de arte. É 1° página.
— Deixa disso.
— É ótimo: “ Homem-Aranha chuta pugilista idiota.”
— É um par de sapatos Jonah.
— É grandioso, é isso. Vejo vocês às 10 da manhã.
— Mas… Espere… Eu tenho outra série de depoimentos.
— Mais?
— “ Eu estava a cerca de sete quarteirões de onde tudo ocorreu.”
— Ben…
— “ Eu ouvi o grito da mulher, e o cara da loja pedindo ajuda. Mas agora, contudo, eu sei que há uma boa chance de que cada passo meu seja criticado, porque eu uso uma máscara, porém… ”
— Ben, eu estou muito ocupado para sentar aqui e…
— “… Eu aguento o tranco.”! — Ben continua a citar o depoimento sem se importar. — “Porque mesmo pensando que a nossa sociedade não perdoa os famosos… E que mesmo nossos amados líderes e celebridades são colocados contra a parede pelo que fazem… Eu quero usar esses poderes que eu tenho para ajudar pessoas, então mantendo minha identidade secreta… Para proteger meus entes queridos dos perigos de se envolverem comigo… Então só tento ajudar. E quando estou em um telhado ou escalando uma parede e ouço uma mulher gritando… Eu não me importo sobre o que os outros pensam, eu vou ajudar… Colocando o seu bem-estar na frente do meu. E para qualquer um com cérebro na cabeça, o cara da mão brilhante é o primeiro suspeito. O cara da mão brilhante podia estar fora da lei, mas eu não sabia que ele era o meu único aliado. Não estou nesse jogo de vigilante mascarado há tanto tempo assim… E não existe um caminho para você se tornar um vigilante treinado… Ou um livrinho que você pode consultar nas horas difíceis. Então, sim, eu cometi um erro. Bati no cara errado… Mas! Acabou que a dama era quem estava roubando… E ela não estava grávida. E tudo que eu fiz foi chutar a bunda dela tempo o suficiente para os policiais prenderem-na. Mas eu me senti mal de ter acertado aquele tal de Danny Rand… O cara da mão brilhante… Porque assim como eu, ele só queria fazer algo de bom… algo útil. Eu sei que se os papéis fossem trocados eu ficaria bravo comigo… Especialmente se o pequeno incidente fizer com que eu saia na 1° pagina do Clarim Diário. — Ben dá uma leve olhada para o J.J.J e depois continua a ler — Só porque alguém que trabalha no jornal estava na hora do acontecido… E… Aconteceu dele bater uma foto minha e ela ser a única foto boa na mesa do editor.”
John Jonah Jameson começa a olhar a foto e a coloca em cima da mesa — Ok. Ok. Está certo. Deixe-me pensar sobre isso. Todo mundo vá fazer algo útil.
— Bem, você tem força, amigo — Diz a mulher que estava na sala quando o pessoal começa a sair.
— Melhor mandar o resumo junto. — Diz Ben
— Naaa, o chefe gosta de um pouco de puxa saquismo. “ Só um pouco.”
Dentro da sala do editor sobram apenas duas pessoas.
— Bem… — Diz o braço direito de J.J.J
Jameson olha para a imagem e logo em seguida solta um sorriso — Rode ele. É obra de arte.
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