The Spider-Man

2 Capítulo 1: Indefeso


Indústrias Oscorp, Long Island, Nova York.

Na tela de um monitor é exibida uma aranha um pouco grande, preta e com dois zeros laranjas pintados em suas costas, logo em baixo do monitor é mostrado o seu codinome: Experimento OZ 56; Espécie: Aracnídeo N°00

— Você aprecia mitologia grega, Justin? — Pergunta um homem ruivo meio calvo, usando um terno e acariciando a aranha que mostra no monitor.

— Não muito, senhor — Responde um jovem loiro que também estava de terno.

— Já ouviu falar do mito de Aracne?

— Creio que não, Sr. Osborn.

— A lenda conta que Atena… Já ouviu falar de Atena? Bem, a deusa soube de uma mulher na terra… Uma reles mortal, como você e eu… Que podia tecer melhor do que ela.

— Tecer?

— Atena não gostou de saber disso e veio à terra destruir as criações da jovem.

— Bem típico de mulher.

— Quando a mortal se deu conta da situação… Que havia ofendido os deuses e que suas obras tinham sido destruídas… Ela se enforcou. Atena teve pena da moça e umedeceu sua fronte com um líquido mágico, dizendo: “Você não morrerá, Aracne. Em vez disso, há de se transformar e tecer sua teia para sempre.” Em seguida, a jovem encolheu e tornou-se escura. Primeiro seu nariz e ouvidos caíram e depois seus dedos viraram patas. O que restou se tornou seu corpo. A partir do qual ela passou a tecer a própria teia.

— Sr. Osborn? — Surge uma voz feminina atrás dos cavalheiros — Sr. Osborn, seu advogado no celular. Disse que é importante. — Ela entrega o celular para ele.

— Importante para quem? — Ele responde pegando o celular e jogando a aranha que segurava para o outro cavaleiro no laboratório — Eu já não falei para não me incomodar no laboratório. E avise o idiota que não tem negociação. O quê? Nem pensar… Não Agora que me incomodou, você vai ouvir… Sabe o que “OZ” significa? Oz é uma maravilhosa… Minha invenção mais importante. Tente entender o que esta nova descoberta representa para economia do país! Sim… Sim.

O jovem de terno começa a suar frio com a aranha em sua mão, por reflexo ele a joga novamente no recipiente que ela estava e sai correndo para acompanhar Norman que estava saindo do laboratório, ainda conversando pelo telefone.

— Os testes estão correndo SIM! Já foram feitas todas as avaliações. O que? Em vários espécimes… Mamíferos, insetos… As aranhas especiais, foram fascinantes… E, se nesta fase eu pudesse testar em seres humanos, já teria começado… É justo por você. Claro. Experimentos com humanos são o próximo estágio e nós… Ora, então diga pra ele que a empresa e a descoberta são minhas e, se o idiota não gostar… Isso mesmo. Indústrias Oscorp é o nome desta firma, não… Exato. Ótimo. É bom ele saber quem manda. Assim não vamos ter problemas.

Enquanto os cavaleiros saem da sala, um pequeno imprevisto acontece, o jovem Justin esquece de fechar o recipiente da aranha e ela acaba escapando…

Praça de alimentação do Shopping Westwood, Queens…

Enquanto várias pessoas se divertem conversando sobre diversos assuntos ou comendo, um jovem garoto de cabelo castanho usando um óculos, se senta sozinho em uma mesa tentando estudar, seu nome é Peter Parker.

— Carbonato de sódio… Mas que estranho. Será que… Taí um composto que… Ahh!

Dois pedaços de batata frita passam raspando perto de sua cabeça, o jovem vira o seu rosto na direção de onde elas veio, lá ele encontra duas pessoas brincando de lutinha, dois garotos de sua escola que ele conhecia muito bem… Um deles era Flash Tompson, um garoto loiro e musculoso, o outro era Kenneth McFarlane, conhecido como Kong, um garoto careca e corpo lento.

Quando Peter vai voltar a sua visão para o seu livro de química, uma garota loira sentada na mesa perto da dos garotos brigando, entra em seu campo de visão. Elizabeth Allan, uma das garotas mais populares do seu colégio. Enquanto ele a observa conversando com outra amiga, mais batatas fritas são arremessadas e acertam em cheio o seu rosto.

— Esse vale cincão! — Diz Flash

— Nem! No máximo, quatro. — Responde Kong

Peter baixa a cabeça e começa a tirar a sujeira que ficou em seu livro, antes que consiga terminar, um taco é jogado em sua mesa e acerta o seu refrigerante, o taco se quebra e boa parte de seu recheio cai em Peter.

— Na mosca, King Kong! — Grita Flash

— GOOOOL! — Exclama Kong

— Vocês são tão idiotas! — Diz Liz

Enquanto Peter está tirando a comida que caiu em sua roupa, alguém surge por trás e toca o seu ombro.

— Oi, Peter…

Ele olha para trás e vê um senhor com quase 60 anos, cabelo quase completamente grisalho e meio longo, e usava óculos — Tio Ben? O que você está fazendo aqui? Achei que só tinha vindo me deixar.

— Eu precisava de calças e fui comprar — Tio Ben olha de relance para os garotos que jogaram comida em seu sobrinho e logo senta em uma cadeira .

Colégio Midtown, Distrito de Queens.

Peter Parker andava livremente pelos corredores do colégio quando algo o acerta nas costas e o derruba no chão.

— Esse chute, na certa, vale dez pontos — Diz flash

— Dez? — Pergunta kong colocando uma de suas mãos em seu ombro — No máximo, seis.

Peter se ajoelha e olha com raiva para os dois idiotas.

— Oh-oh! Parece que o Parker tá nervosinho — Fala Flash

Antes que mais coisas aconteçam, um senhor aparece por trás dos jovens — Algum problema, senhores? Que bagunça é essa? Thompson, McFarlane! Vocês não têm educação física agora?

— Sim, senhor — Respondem os garotos e começaram a andar.

O diretor se aproxima de Parker e arruma seu colarinho — Parker, não deixe esses sujeitos abusarem de você assim, me procure se acontecer de novo…

Peter acena com a cabeça, vê ele saindo e começa a pensar: “Como se você fosse resolver alguma coisa.”

— Chutado novamente Peter? Esse Thompson é um cretino mesmo.

Peter se vira e vê alguém abaixado recolhendo os seus livros, era um garoto magrelo e ruivo — Oi, Harry. Obrigado

— De nada Pete, toma aqui seus livros.

— Valeu.

— Eu passo na sua casa às oito. Aí a gente resolve aquela lição de biologia, ainda está de pé, né?

— Sim, mas desta vez vamos terminar.

— Claro, quantas vezes eu fui na sua casa e não terminamos os deveres? Não precisa responder — Os dois riem um pouco — Eu levo o rango.

— Beleza, nos vemos mais tarde.

— Até.

Ginásio da escola.

Vários garotos estão arremessando bolas de basquete.

— Vai flash! Mostra como se faz — Grita o professor.

Flash pega uma distância do aro e depois corre em sua direção, então ele pula e consegue enterrar.

— É isso aí! Assim que se faz!

Pouco tempo depois o Kong arremessa a bola.

— E o Kong encesta também. King Kong! — O treinador se vira e avista um garoto — Você agora, Parker!

Peter se posiciona na frente da cesta enquanto segura a bola

— Parker! Bola na cesta!

Peter olha para o treinador e depois arremessa, a bola foi fraca e ainda curvou para a direita.

O treinador levanta os braços e começa a gritar — Uma menina! Juro por Deus! — Ele se vira e começa a andar — Se fosse pra apostar grana, eu diria que uma mulher é que arremessou!

Os garotos que estavam na quadra começam a rir do treinador irritado, logo em seguida Flash se aproxima de Peter — Experimente minissaia na próxima. Quem sabe, você pega emprestado daquele seu tio de rabo de cavalo.

Peter fica bravo, mas o sinal toca e todos começam a se retirar.

Saída da escola.

Tem várias pessoas reunidas na porta da escola conversando, um deles diz — E aí gente… Tá faltando um cara pra festa! Que tal o Peter alí?

Imediatamente o Flash responde — Você está de brincadeira! O negócio do cdf alí é números!

Liz que estava no meio do grupo também responde — Francamente! Entre dançar com o Parker e um cabo de vassoura, prefiro o segundo!

Peter apenas continua andando.

Residência dos Parker, Forest Hills, Queens.

— T.A.S — Diz uma senhora de cabelo grisalho e com quase 55 anos.

— O que May? — Diz Ben.

— Transtorno de ansiedade social.

— O que?

— Transtorno… De ansiedade… Social.

— Quer deixar o menino em paz?

— Acho que vale a pena pesquisar.

— Então me deixe em paz.

— Você não se preocupa com nosso Peter?

— Nem um pouco. Ele é inteligente e bem-dotado.

— Mas tão quieto.

— Ele pensa.

— Eu não gosto disso. Ele era um menininho tão feliz.

— E agora é um rapaz contemplativo.

— Igualzinho ao pai.

Ben solta um sorriso — Tem razão.

— Peter? — Peter está lendo e acaba não escutando a tia May o chamar — Peter? Peter? Peter?!

Ele finalmente escuta e se vira para encará-la com um sorriso — Que foi?

— O que nós dissemos sobre ler a mesa?

— Hum… Dissemos que gostamos?

Tia May levanta e sai andando — Sabe de uma coisa? Vou checar o tal transtorno de ansiedade social na internet.

— Mas que boa ideia, May — Fala Ben — Assim ela fica ocupada por horas — diz ele meio baixo para Peter.

— Eu ouvi isso.

Ben e Peter se entreolham e começam a rir. Algum tempo se passa e Harry chega a casa de Peter, e os dois descem para o porão e fazem a lição. Logo depois, Harry sai andando pelo porão.

— Nossa, Você tem tanta tralha que não acaba mais, sempre quando eu venho aqui me surpreendo… Nem meu pai tem tanto apetrecho de laboratório. A maioria você herdou dos seus, né?

— Sim, depois do acidente de avião… — Peter olha para baixo.

— Foi mal. Eu não queria…

— Relaxa Harry, eu sei.

— Conseguiu resolver a equação? — Harry olha para um quadro negro grande cheio de formulas.

— Ainda não, mas estou perto, fiz uns testes de densidade recentemente… — Ele fica olhando para o quadro por um tempo.

Harry continua olhando pelo laboratório e acha um frasco com um líquido meio branco — Isso não é o que eu estou pensando, é? Ou será que é algo para explodir a escola?

Peter se vira e se aproxima de Harry — Claro que não, na verdade, meu pai trabalhava em algumas patentes… Esta era de um interessante adesivo molecular, é disso a equação que eu estou tentando decifrar, mas alguns componentes são muito mais complexos…

Harry pega o seu celular e vê o horário — Já está na hora de eu ir Pete, a gente se vê amanhã na escola.

— Tchau Harry.

Uma hora depois, Mansão Osborn.

Harry entra na casa e escuta a voz de seu pai e começa a ir nessa direção.

— … Pois eu vou lhe falar do mercado de consumo americano, Joe. As companhias de tabaco… Preste atenção… Às companhias de tabaco já adicionaram formas mais viciantes da nicotina no cigarro muito antes de alguém perceber. E, quando o governo dos Estado Unidos finalmente se deu conta… Já era tarde demais. O mundo todo estava dependente da nicotina. Por isso, não venha me dizer que adicionar substâncias aos nossos produtos é contra a lei. Se eu achar que… E daí? Negue. Negue e negue!

— Senhor? — Diz Justin

— Pai…? — Pergunta Harry que acabou de entrar na sala — Pai… Hã… Lembra que a minha turma de ciência vai visitar o laboratório amanhã? É que eu esperava que o senhor…

— Justin?! — Fala o senhor Osborn — Quer tirar esse moleque daqui?!

Justin começa a acompanhar Harry para fora da sala — Harry, é melhor você sair, você sabe como ele é quando está trabalhando.

— Como se eu não tivesse mais o que fazer do que planejar esse… Joe! Ouça bem… Comece a manipular uns índices. Altere algumas taxas. Veja no que dá.

Harry fecha a porta e escuta o seu pai gritando “Bom garoto.”

No dia seguinte, residência dos Parkers.

— Você não me engana, Peter! Eu sei que já acordou! Você vai se atrasar para a sua excursão — Diz Ben enquanto afaga a cabeça de seu sobrinho e retira o seu cobertor.

— Puxa, Tio Ben… O senhor é pior que mil despertadores juntos!

Depois de algum tempo Peter desce com o seu tio e se senta na mesa de jantar, logo em seguida sua tia chega.

— Adivinhe o que preparei, Peter?! Panquecas!

— Você mima demais este menino, May!

Depois de comer, o nosso jovem Peter Parker vai para as indústrias Oscorp. Lá ele encontra a sua turma que começa a ser guiada por uma das funcionárias.

— Bem vindos. Desde 1973, as Indústrias Oscorp dedicam-se a produzir materiais inovadores para manufaturados,construção civil, automóveis, processamento químico e inúmeras outras indústrias globais. Somos líderes mundiais. A Oscorp opera cerca de cento e dez importantes unidades de manufatura e sete instalações de pesquisa espalhadas pelo planeta…

Enquanto o guia continua explicando mais sobre a Oscorp para os alunos, Peter começa a tirar fotos das instalações com a sua câmera fotográfica, pouco tempo depois ele se depara com a carcaça de um robô.

Peter acaba ficando maravilhado com a cena e acaba não prestando atenção nos seus colegas que continuam com a excursão sem ele, logo em seguida ele começa a tirar algumas fotos, porém, uma aranha preta começa a descer do teto pendurada por um fio, pousa em sua mão direita e o pica.

Ele acaba tomando um susto com a pequena dor da picada e por impulso balança a sua mão jogando para longe a aranha. Parker observa a aranha no chão e pisa nela, logo depois ele começa a encarar a pequena picada em sua mão, quando de repente uma voz surge no corredor.

— Parker! Vamos lá.

Peter ainda sentindo a picada continua a caminhar em direção ao seu professor. A turma continuou no edifício por quase duas horas, em seguida todos foram liberados.

Peter acaba voltando para casa sozinho de metrô, com o vagão praticamente vazio, ele acaba se deitando no banco e pega sem querer no sono. O trem para em uma estação e entra uma turma de amigos em seu vagão, logo depois o metrô continua andando

— Ei! Duvido você equilibrar a sua cerveja na testa do dorminhoco, alí.

— Não vou fazer isso não, deixa o cara dormir.

— Te dou 10 dólares.

O amigo que estava sendo desafiado, fica meio em dúvida se deve ou não fazer, ele olha para o seu amigo e depois olha para a pessoa dormindo, em seguida ele volta a olhar para o seu amigo.

— Beleza, mas você tem que me pagar em.

— Tá, vai lá.

— Isso vai da merda — Diz outro colega que estava com eles.

O cara começa a se locomover até Peter, depois ele se agacha um pouco para igualar a sua altura, começa a colocar bem devagar a garrafa de cerveja em sua testa e retira a sua mão devagarinho para não derrubar a garrafa. Ele levanta os dois braços, espera uns dois segundos e começa a comemorar enquanto os seus amigos começam a rir.

— Fala dele, respeita o pai — Ele se vira para o seu amigo — Agora cadê o meu dinheiro.

— Hahaha, Tá aqui. Os 10 dólares mais bem gastos da minha vida.

Peter ainda estava dormindo, mas de repente, uma gota de água que estava na garrafa deslizou por ela, caiu em sua testa e acabou o acordando. Por reflexo ele dá um pulo e acaba parando no teto do vagão com as suas mão e pernas grudadas no teto, todos no vagão acabam tomando um susto e se afastam. Peter acaba olhando em volta e depois vira a sua visão para as suas mãos grudadas no teto, mas por algum motivo elas desgrudam e ele cai no chão.

— Que nojo, vou ficar com cheiro de cerveja — Diz uma das garotas do grupo.

Parker que ainda estava no chão, se levanta rapidamente e vai na direção dela — Me desculpa — Ele coloca a mão no ombro dela — Eu juro que foi sem querer, eu não vi… Eu não vi… — Peter tenta soltar a sua mão da roupa dela mas não consegue.

— Ei! Tira a mão dela!

— Eu estou tentando tirar a mão dela…

Antes que Peter consiga se soltar da blusa dela, o cara com que ele falava o empurra para trás, mas Peter acaba levando a blusa dela junto e a deixa apenas de sutiã. O pessoal que era do grupo dela começa a rir, mas o cara que o empurrou tenta impedir que os outros a vejam nesta situação.

— Tá tudo bem?

— MEU DEUS! — A mulher tenta se esconder em seus próprios braços

— Foi mal — responde Peter virando o rosto.

— Tá brincando comigo?

Peter acaba não dando bola para o que ele falou, pois acabou percebendo que sua outra mão grudou no poste que fica no meio do vagão.

— Pega ele parceiro! — Grita um cara de dentro do grupo de amigos

— Aí!!

O cara que empurrou Peter parte para dar um soco nele, mas antes que ele consiga, Peter sente que vai ser atacado e desvia, em seguida ele acerta em seu agressor um chute que o joga no outro lado do vagão — Moço! Desculpa! Tudo bem com você? — Quando Peter estava olhando para a pessoa que ele atirou para o outro lado do vagão, ele pressentiu um ataque vindo das suas costas, antes que a outra pessoa pudesse o atingir, ele desvia do ataque e deixa o seu pé fazendo com que ele caia batendo a cabeça no chão, mas acaba caindo junto — Desculpa — Outra pessoa o ataca quando ele está no chão, mas ele rapidamente acerta um chute em sua barriga o jogando para longe- Foi mal, desculpa mesmo.

Quando Peter olha para os lados, todos estão inconscientes no chão, e ao mesmo tempo ele consegue se desgrudar da barra. Depois de sair do metrô, ele sai correndo para a sua casa e entra em seu porão, lá ele começa a mexer no seu computador.

Ele pesquisa sobre aranhas, picadas de aranhas, o que são aranhas, o que picadas de aranhas podem causar, Norman Osborn, Indústrias Osborn e outras coisas. Depois ele colhe uma amostra do seu próprio sangue e observa seu microscópio…

— Ora, ora. Vejam só.

Peter continua olhando para as habilidades das aranhas… — Não pode ser… Será?! — Quando Peter olha para janela vê que já está de noite, então ele sai do porão e vai para a cozinha.

Lá ele encontra May e Ben sentados na mesa.

— Oi, Pete — Diz May

Peter responde com um oi simples e rápido, depois vai direto para a geladeira enquanto os dois ficam olhando para ele. Peter abre a geladeira e pega a primeira coisa que vê pela frente.

— Bolo de carne… — Ele abre a embalagem e o come frio mesmo.

— Ele bebeu? — Pergunta May a Ben

Ele apenas responde com um olhar de que não sabe — Eu acho que não.

— Isso daqui… — Peter que olhava para a geladeira se vira para os seus tios — Esse bolo de carne… É o melhor bolo de carne do mundo — Ele diz com um sorriso.

— Tem alguma coisa muito errada… — Fala May

Ben começa a concordar com a cabeça e se vira para ela — É… Ninguém gosta do seu bolo de carne…

May faz uma expressão incrédula e olha para Ben, antes dela falar alguma coisa, Peter sai da geladeira segurando muita comida. Ele começa a andar devagar para não derrubar nada e segue em direção ao seu quarto.

— Ele pegou o macarrão com queijo congelado — Afirma May

— Eu percebi…

May, que ainda estava meio em choque olhando Peter sair da cozinha, se vira para Ben — Porque não me disse que não gosta do meu bolo de carne?

— Hum…

— Podia ter me falado isso há 37 anos, quantos bolos de carne eu fiz para você? — May começa a sair da cozinha indignada.

— Hum… — Ben coloca a mão na cabeça e pensa que acabou falando demais.

Peter termina de comer e vai direto para a cama dormir, mas em algum momento, na madrugada, ele acorda assustado — AAAH!

Ele se senta na cama, passa a mão na cabeça e olha para o relógio ao lado marcando 4:12 AM. Ele se deita novamente e começa a encarar o teto, depois de passar algum tempo, ele resolve se levantar e vai até a parede… Lá ele gruda a sua mão direita, depois a esquerda, depois o seu pé esquerdo e direito, e depois ele começa a escalar e chega no teto.

— Uau. Maneiro!