The Sound Of 2 Hearts: Segunda Temporada

52 I Think I Love You Better Now


Notas iniciais
OOIOIOIOI, não demorei tanto, viram? Boom, não tenho nada pra falar aqui... mesmo. Ficarei sem provas por uma semana, todas comemoram. Mas não garanto a postagem semana que vem, ainda tem coisa chamada trabalho. Mas vou tentar, juro. Boa leitura :3

Saí do quarto dela pela primeira vez naquele dia. Já fazia mais de dois dias que ela estava ali, e eu posso dizer que acampei no hospital.

As pessoas já não pareciam se incomodar em ver o Justin Bieber transitando numa boa pelos corredores do hospital. No começo foi bem estranho, mas a julgar que eu mal saía do quarto dela, ninguém chegou a ficar traumatizado ou coisa do tipo.

Só saí dali porque minha coluna reclamava e meu estômago implorava por algum tipo de alimento, apesar de eu saber que não seria capaz de engolir nem uma ervilha. Os pais de Miranda não passavam muito tempo aqui, também não os culpo, parece que eu sou o único que gosta de se torturar, ficando com ela 24 horas por dia. Ou, como eu gosto de chamar: é amor.

A verdade era que eu queria ser o primeiro a ver seus olhos abertos novamente, queria ser o primeiro a vê-la sorrir, poder dizer tudo o que está entalado na minha garganta desde que tudo se complicou.

- Boa tarde, Justin. – Vi Charlie vindo pelo corredor, com algumas flores e uma bolsa aparentemente cheia. – Como ela está?

- Bem, melhor que ontem e menos que amanhã. – Sorri, confiante como sempre... Ou tentava transparecer.

- Com certeza. Com sua companhia, não me admire que ela se recupere rapidamente. – Ela me lançou um sorriso terno. Senti-me bem por um segundo.

- Obrigado. – Sorri também, meio tímido. – O que tem aí?

- Ah... Só algumas coisas dela. Acho que vão dar outro toque no quarto. – Sorriu mais ainda, com um suspiro. – Você vai voltar? – Apontou para a porta do quarto.

- Ah, vou sim. Eu só preciso comer alguma coisa...

- Justin, eu fico muito feliz com tudo isso que está fazendo por nossa menina, mas não acha que está passando um pouco dos limites? Você não pode morar aqui até ela ficar bem de vez. – Sua voz era carregada de uma gentileza, era quase palpável.

- Não acho que é menos que meu dever ficar com ela...

- Sei que não. – Riu fraco. – Mas sua mãe está preocupada, tem dois dias que você não dorme por lá.

- Ela sabe que estou aqui. – Expliquei.

- Mas aqui não faz bem a você, querido. – Argumentou, com um ar de que a conversa acabava ali. Dei um sorriso triste e decidido. Ela assentiu e entrou no quarto da filha. Suspirei e dei o primeiro passo para ir à praça de alimentação.

- Bieber. – A voz grossa e marcante de Anderson me chamou, fazendo com que eu me virasse automaticamente.

- Sim? – Tentei não gaguejar.

- Posso falar com você? – Perguntou, meio sem jeito. Ele tentava disfarçar, mas era perceptível.

- Ér... Pode. – Aproximei-me dele.

O homem sentou no chão, encostado à parede. Pisquei duas vezes, não acreditando que um homem como ele se prestava a sentar-se no chão. Ele me olhou, esperando que eu sentasse também.

- Sabe... – Começou, quando eu me sentei ao seu lado. Algumas pessoas que passavam nos olhavam, curiosas. – Não têm sido tempos fáceis.

Não respondi.

- E eu estive observando o quanto você está se esforçando para melhorá-los. – Sorriu para mim. Eu estava atônito, ele estava falando sobre... Ele estava filosofando comigo?

- C-como assim? – Gaguejei.

- Eu e Charlie não pudemos estar aqui todos os dias... E eu me julgava o melhor pai do mundo...

- Você...

- Deixe-me continuar. – Pediu. – Tão bom que decidia quem era bom ou não para minha menina, e eu definitivamente não achava que você era suficiente. Definitivamente, Bieber, eu não gosto de você. – Falou. Nossa, jura? Nunca havia reparado, mas eu realmente esperava ouvir outra coisa... – Mas minha filha sim, e fico imensamente feliz em ver que o sentimento é recíproco.

Continuei calado, não conseguia assimilar tudo o que estava ouvindo.

- Você ama minha filha?

- Amo, muito. – Respondi, prontamente.

- Eu sabia. – Riu consigo mesmo.

- Como?

- Olhos, Bieber, os olhos. – Parecia óbvio quando ele dizia. – Está tudo no modo como você olha para ela.

- E como eu olho para ela? – Indaguei, lançando alguns olhares para a porta branca de número 345B.

- Do mesmo modo como eu olho para Charlie. – Parou de encarar o nada e olhou para mim. Era estranho. Aquilo tudo era estranho, mas fazia sentido. – Acho que... Devo dizer que fico feliz por minha filha ter encontrado alguém que a ame tanto assim. Não gosto de você, não se iluda. Mas ela gosta, e eu acho que devo respeitar isso.

Ele estava se reconciliando comigo. Foi o que, depois de alguns séculos de raciocínio, consegui concluir.

- Obrigado. – Foi a única coisa que consegui dizer.

Anderson assentiu e encarou o chão entre seus pés. Olhei para minhas mãos, que seguravam meu casaco. Procurei rapidamente o motivo por estar com ele em mãos e lembrei que iria à área de alimentação antes dessa conversa.

- Vocês estão bem? – A voz doce de Charlie se direcionou a nós. Olhamos para ela.

- Muito. – Anderson respondeu, sorrindo. – Só estava conversando com o Bieber. – Levantou-se.

- Sem se matar? – Ela riu fraco. Anderson assentiu, ainda sorrindo, e abraçou-a pela cintura, depositando-lhe um beijo na cabeça. Senti uma pontada de inveja; queria poder nesse instante fazer o mesmo com Miranda e imaginar, sem medo de ilusão, um futuro assim com ela.

- É... – Levantei também. – Só conversando. – Sorri.

- Olá, senhores Stephen. – A doutora de Miranda apareceu, com um belo sorriso nos lábios. Gostava daquilo: boas notícias por vir. – Justin.

- Olá. – Respondemos todos em uníssono.

- Precisamos conversar. – Ela ficou séria.

Engoli em seco, o que mais poderia dar errado? Não, não queria nem pensar nisso.



- Já está indo? – Minha mãe perguntou, gritando da sala. Desci o último degrau com alguma pressa e entrei no cômodo.

- Já... Não quero mesmo ficar um minuto longe daquele lugar. – Falei, ocultando alguns porquês.

- Meu amor... – Ela começou, mas não deixei que terminasse. Dei-lhe um beijo na bochecha e saí correndo de casa. – Mais tarde eu passo lá!

Entrei no carro e senti preguiça de dirigir. Comecei a me questionar porque havia sido convencido por Charlie a voltar para casa, tomar um bom banho e comer alguma coisa. Tudo bem que eu, realmente, precisava de tudo isso, mas não ia mudar em nada o fato daquela conversa sinistra com a médica ter me afetado tanto. Com aquele dia – eu havia dormido em casa naquela noite – já contavam três dias que Miranda estava em seu coma induzido.

Estacionei o carro na vaga que já era praticamente minha e entrei no hospital, sem cerimônia alguma. Havia menos paparazzi agora do que quando tudo explodiu. Todos me deram bom dia, como de costume e eu respondi, também como de costume.

- Está pronto? – Norah de repente entrou na minha frente. Ela tinha um sorriso no rosto e parecia que ia quicar de animação se alguém tentasse sentá-la em algum lugar.

- Para quê? – Perguntei, meio melancólico.

- Justin! Coloque um sorriso no rosto agora, eu ordeno! – Ela quase gritou. Com os dedos indicadores, tentou formar um sorriso em mim, puxando os cantos da minha boca para cima.

- Norah, que tipo de droga te deram hoje? – Continuei com meu tom sem emoção.

- Você não quer que ela te veja com um belo sorriso, menino? – Agora o sorriso saiu de seu rosto e deu lugar à indignação.

Senti meu coração falhar.

- Ela...? – Mal consegui terminar a frase e Norah assentiu, me puxando pela mão.

- Pronto? – Perguntou, alisando a gola da minha blusa pólo.

- Não... Sei. – Fiquei completamente sem jeito, mas a ansiedade crescia monstruosamente dentro de mim. Ela apenas sorriu e abriu a porta do quarto.

Meio que com um surto de adrenalina, adentrei o quarto com um sorriso quase maior que a Rússia. Olhei única e exclusivamente para Miranda.

- Oi. – Sussurrei enquanto meus olhos se perdiam nos olhos dela.

- Oi. – Sua voz estava incrivelmente rouca. Atravessei o quarto em dois passos e cheguei bem perto dela, depositando um beijo suave em sua testa.

- Não acredito que você acordou. – Falei, baixinho. Não conseguia parar de fitar seu rosto com um sorriso bobo nos lábios. Minha mão procurou a sua, em cima da cama, e segurei-a, como se aquilo realmente fizesse com que ela nunca mais fosse embora.

Ela não respondeu nada, parecia procurar as palavras.

- Não sabe como me assustou, meu amor. – Fiz um carinho em sua bochecha.

- Jus... – Sua voz falhou. Colei nossas testas, enquanto esperava ela terminar sua fala. – Eu sinto muito. Desculpe...

- Shh.

- Eu nunca quis ir embora... – Continuou mesmo assim.

- Eu sei, meu amor, eu sei. Mas agora você está aqui, comigo, estamos juntos. Isso é o que importa. – Sorri para ela, embalando-a em meus braços.

- Eu te amo... Tanto. – Sua voz rouquinha disse.

- Eu também. – Sentei na cama ao seu lado.

Ficamos por algum tempo lá. Pelo que pude conversar com ela antes de dormir, seus pais já a viram acordada, assim como Norah, óbvio. O silêncio caiu entre nós, mas não era desconfortável, era bom. Eu estava tão feliz que podia sair cantando por aí... E foi o que fiz. Comecei a cantarolar uma música que eu havia escutado muito no tempo que passei nesse hospital: Lego House.

Quando sua cabeça tombou em meu peito, percebi que ela havia adormecido.

Como que adivinhando o momento certo, Norah entrou no quarto, com um leve sorrisinho nos lábios.

- Quero falar com você. – Ela disse, segurando a porta.

Assenti e, cuidadosamente, recoloquei Miranda na cama, depositando um beijo em sua bochecha antes de sair de perto dela.

- O que foi? – Perguntei ao sairmos do quarto. Eu estava me sentindo mil vezes mais leve agora.

- Ainda não contamos para ela. – Norah foi direta.

- Por que não? – A sensação de peso voltou, havia me esquecido completamente daquele detalhe.

- Não achamos que ela fosse aceitar bem... Tão cedo. – Se explicou. Fitei-a, sério.

- E quando vão contar?

- Quando você quer contar? – Devolveu a pergunta. Abri a boca, incrédulo.

- Ah, eu tenho que contar isso? Por que eu?

- Porque se for um de nós ela vai achar que estamos querendo afastar vocês, Justin. Mas se você disser, talvez ela entenda.

- E se ela não entender?

- Aí paciência, né Justin? – Norah revirou os olhos.

- Isso é sério mesmo, Norah?

- Muito.

Olhei-a nos olhos.

- Vou esperar ela acordar. – Falei, aceitando aquela ideia idiota por fim.

Norah sorriu e me desejou um rápido boa sorte.

Obrigado. Humpf.


Notas finais
E aí? Haha, as coisas ficaram bem! Ela acordou, morecos, vamos festejar. Juro que o próximo capítulo não vai ser tão dramático assim........... ou será que vai? hm. Enfim, drama demais. Vish. Amo vocês, não me abandonem, por favor D:
Feliz Páscoa! Muito chocolate, muita felicidade, muito amor no core de vocês!
Xx ♥