The Sound Of 2 Hearts: Segunda Temporada
53 Hold Up
Notas iniciais
— Bom dia, meu amor. – Entrei no quarto dela, com um sorriso de orelha a orelha. Ela estava melhor naquela manhã, era visível. Dali alguns dias, quando ela ficasse melhor, iria receber alta do hospital e seria levada para um lugar onde fosse se recuperar da melhor forma. – Dormiu bem?
— Bom dia. – Ela sorriu um sorriso pequeno, por estar sonolenta. – Dormi sim e você?
— Como uma pedra. – Comentei e ela riu. Como era bom ouvir aquilo de novo.
— Já tomou café?
— Já. – Sentei na cama ao seu lado e dei um beijo em sua testa. – E você? Já se alimentou? – Olhei para o lado, onde uma bandeja com um café da manhã quase intocado estava.
— É... Me trouxeram alguma coisa aí... Mas eu estou realmente com vontade de engolir um bom hambúrguer, cheio de queijo e bacon. – Falou ela, com um enorme sorriso e a voz carregada de desejo.
— Acho que é demais para você, shawty. – Toquei a ponta de seu nariz. – Por enquanto, fique com as frutas. – Peguei uma maçã e dei a ela.
— Ok, papai. – Revirou os olhos e mordeu a maçã.
— Agora sim. – Sorri. Tirei uma foto dela enquanto comia a maçã. Ela ficava linda de qualquer jeito, como ela conseguia? Postei no Instagram.
— O que está fazendo? – Perguntou, inclinando-se para ver meu celular. Virei a tela para baixo. – Justin?
— Nada. – Respondi, olhando para a maçã na mão dela.
— Quero ver esse nada. – Estendeu a mão. – Posso?
— Não. Você vai brigar. – Fiz um biquinho.
— O que você fez? – Ela se exaltou e fez uma careta. – Ai. – Colocou a mão na cabeça.
— Tontura? – Perguntei e ela assentiu. – A médica disse que seria normal.
— Vou ficar bem quando você me der essa droga. – Falou. Suspirei e entreguei o celular a ela, que rapidamente olhou do que se tratava. – Eu devia jogar isso aqui na sua cabeça. – Ela quase ria. Quase. E me lançou um olhar meio homicida. – Apaga isso.
— Não! – Respondi, pegando o celular da mão dela. – É a foto mais fofa que eu já tirei. – Justifiquei.
— Fofa vai ficar a sua cara quando eu meter a mão nela. Vai ficar toda inchada. – Ameaçou. Ignorei a ameaça e joguei o celular na almofada da poltrona.
— Também te amo. – Sorri, provocando. Ela bufou e sussurrou um “desisto” divertido.
— Como foram as coisas enquanto eu estive... Fora? – Quis saber, medindo as palavras.
— Hm... Não vale a pena falar disso agora. Você está acordada e isso é o que vale. – Contornei.
— Não muda de assunto, Jus.
— Não foi bom. Ok? Você fez falta e me assustou. Eu morreria se algo acontecesse com você. – Falei rapidamente. Ela sorriu fraco e estendeu a mão para tocar meu rosto, contornando cada traço com as pontas dos dedos.
— Obrigada por existir. – Disse apenas, tocando minha boca. Depositei um leve beijinho em seu polegar.
— Você é a razão de tal. – Admiti, sorrindo por baixo de seus dedos.
— Eu te amo tanto. – Aproximou-se e me deu um selinho. – Mas tanto. – Outro selinho. Senti minhas terminações nervosas emitindo choques pelo meu corpo. Havia passado dias sem aquela boca e desde que ela acordou, não tentei aquele tipo de contato.
— Eu ainda consigo te amar mais. – Jurei e senti seus lábios nos meus de novo, só que dessa vez, ficaram unidos por mais tempo. Por impulso, pedi passagem e ela cedeu, envolvendo minha nuca com seus braços enquanto eu fazia o mesmo com sua cintura. Fui para mais perto dela, grudando nossos corpos na medida do possível. Mordi seu lábio inferior antes de partir o beijo e acomodá-la em meus braços. Apoiei meu queixo no topo de sua cabeça.
— Você está arrepiado. – Ela comentou e senti minhas bochechas arderem. Graças a Deus ela não podia ver meu rosto naquele momento.
— É... – Pigarreei, fazendo-a rir de leve. – Enfim, o que quer fazer agora?
— O que tem para fazer? – Perguntou, sentando ereta na cama.
— Hum... A gente pode dar uma volta pelo hospital. – Sugeri. Na verdade, quem havia sugerido foi a enfermeira, mas deixa quieto.
— Não quero sair daqui... Não nesse estado. – Ela olhou para si mesma, vestida com seu habitual pijama. Foi uma coisa que a médica recomendou: fazê-la se sentir quase em casa.
— Não estou vendo problema nenhum, Miranda. – Mordi o lábio inferior, notando que alguns botões da sua blusa de flanela estavam abertos. Ela me deu um tapa no braço.
— Não vou sair assim. – Repetiu.
— Então anda pelo quarto. Você deve estar farta dessa cama...
— Nisso você tem razão. – Ela fez uma carinha pensativa. – Me ajuda.
Levantei e fiz tudo como a moça havia me explicado, para o caso da Miranda aceitar a proposta. Não havia fios em seus braços, não mais. Ajudei-a a levantar da maca e segurei sua cintura.
— Não vou deixar você cair. – Prometi, quando ela agarrou a minha blusa. Miranda assentiu, olhando o chão com uma cara estranha.
— É estranho, como se eu tivesse desaprendido. – Riu fraco.
— Você consegue.
O quarto não era grande, mas também não era pequeno. Demos algumas voltas, rindo de uma ou outra coisa idiota que eu deixava escapar.
— Cansei. – Ela disse antes de se jogar no sofá.
— Já? – Perguntei, indignado. – Tá mole demais, você.
— Uhum. – Ela me ignorou. Sentei no sofá e a puxei para meu colo.
— Já disse que você é linda? – Perguntei, olhando em seus olhos. Eu já havia dito aquilo, claro, mas nunca me cansaria de dizer.
— Algumas vezes. – Suas bochechas ficaram rubras. Ela ainda corava.
— Então, você é. – Sorri.
Puxei seu lábio inferior com os dentes e dei início a um beijo mais intenso que o outro. Ela se arrumou no meu colo, colocando uma perna de cada lado da minha cintura. Desci para seu pescoço, depositando algumas mordidas por ali. Sua mão se fechou em meu cabelo e me puxou de volta para sua boca, sorri com isso. Segurei sua cintura por debaixo da blusa, apertando-a ainda mais contra mim e ouvi-a soltar um leve gemido. Com essa deixa, levei minhas mãos até os botões de sua blusa.
— Jus... – Ela espalmou uma mão no meu peito e com a outra segurou as minhas, que desabotoavam sua blusa. Beijei seu pescoço para recuperar o ar. – Justin! – Me afastou. Levantei a cabeça e olhei para ela, que me reprovava com o olhar.
— Desculpe. – Joguei minha cabeça para trás, tentando recuperar o fôlego. Voltei a olhar para ela, que fechava cada um dos botões que eu havia aberto. Desviei o olhar.
— Você se empolga fácil demais. – Zombou ela, antes de me dar um selinho e deslizar para meu lado no sofá. Revirei os olhos para o comentário dela.
— Se você soubesse como você é... Ah, você entenderia. – Suspirei. Pelo canto do olho pude ver que ela havia corado violentamente.
Meu celular vibrou em meu bolso. Era uma mensagem de Norah: “Você já conversou com ela? As passagens já foram compradas. Fale com ela! x”. Meu cérebro parou de funcionar.
— Justin? Jus? Justin! – Miranda estalava dois dedos na minha frente. Olhei para ela, assustado. – Você está bem? Aconteceu alguma coisa?
— Ahn... Eu... Meu amor... – Tentei dizer algo coerente, mas nada saiu.
— O que foi?
— A gente precisa conversar sobre uma coisa muito importante. – Avisei, meio receoso de começar.
— Diz. – Ela me encorajou.
— Ér... Quando você estava... Bom, algumas coisas aconteceram e... Bom...
— Vai Justin! – Ela quase gritou.
— Você vai para a Inglaterra. – Soltei. – Quando você tiver alta. Vai continuar o tratamento por lá.
— O quê?! – Ela meio que gritou, meio que sussurrou.
— Lá... Eles têm condições melhores de cuidar de você, técnicas mais avançadas e vai ser algo como... Um spa... Eu não sei, quem tem os detalhes são seus pais. – Expliquei rapidamente, preocupado com reação.
— Mas... – Ela encarava o chão. – Tudo bem.
— Tudo bem? – Fiquei surpreso com sua reação.
— É. – Sorriu. – Não é exatamente o que eu quero, mas acho que eu não tenho muita escolha, não é?
— Acho que sim... – Sorri, vacilante. Eu não concordava muito com aquela ideia. Na verdade eu não concordei com muita coisa dita naquela “reunião” em que a médica disse isso. Eu basicamente havia me convencido de que era a melhor coisa para ela, por isso aceitei.
— Quanto tempo? – Quis saber.
— Não me lembro... Talvez... Seis meses. – Menti. A doutora havia dado mais de um ano para ela voltar para os Estados Unidos. Esse foi o ponto principal pela minha discordância. Era muito tempo! Se fosse um semestre, eu aceitaria. Mas um ano! No mínimo!
— Entendi. – Falou e deitou a cabeça em meu ombro. – Vai ser interessante.
Tentei imitar a positividade dela. Se for bom para ela, seria bom para mim. Apenas um ano, ou apenas alguns anos... Eu seria capaz de esperar sem enlouquecer.
Fiz algum carinho no cabelo dela enquanto pensava em como seria esse tempo sem ela. Passaria o natal, ano novo, dia dos namorados e mais um punhado de outras comemorações sem ela. Se fossem só as datas comemorativas, talvez nem fosse tão ruim... Mas seria cada dia, um atrás do outro, sem ela. Isso sim seria um problema. Um grande problema.
Mas pelo menos ela aceitou bem. Evitamos um episódio de sofrimento... Pelo menos da parte dela.
Miranda pegou o controle remoto e ligou a TV. Estava passando algum filme de ação, com um cara careca... Não pude distinguir entre Duro de Matar ou Carga Explosiva. Mas de fato, isso não fazia a mínima diferença para mim.
Por que nossa vida tinha que ser tão complicada?
Comecei a me questionar se alguém lá em cima realmente gostava de mim. Ou de Miranda. Ou de nós.
Spoiler
— Miranda. – Foi a única coisa que falei. Tentando ser firme.
E então eu tive medo. Medo de perder minha garota, medo de não estar lá quando ela precisar, medo de que o pior acontecesse e eu não estivesse com ela.
Mordi o lábio, segurando o choro. Eu ia perder meu ponto de paz.
Desde que as coisas começaram a piorar de verdade com ela, parece que minha vida virou de cabeça para baixo. Tudo dava errado, não importava o que eu fazia. Sempre dava errado. No estúdio, nas entrevistas, com o pessoal da equipe... E sempre que eu abria a porta daquele quarto e via aquele sorriso, todos meus problemas desapareciam, porque ela estava bem, e aquilo me fazia bem.
— Promete que não vai esquecer-se de mim, Jus? – Seus olhos estavam cheios de lágrimas novamente.
— Isso será impossível. Você e eu somos um só, como poderia me esquecer de uma metade minha? – Abri um sorriso vacilante, mas sincero.
Notas finais
Segundo, eu estava pensando no final e decidi fazer 2 finais alternativos. Tipo, vocês podem decidir. Eu posso ou fazer 1 final só e talvez vocês não gostem haha. Ou eu faço os 2 finais e de repente agrado todo mundo. Bom, vocês decidem. Reta final da fic, fofoletes minhas.
Quando minha mãe parar de coisa comigo, eu respondo os reviews, ok? Estou de castigo pela coisa mais AWAY do mundo, cara. Nem faz sentido, enfim. Beijinhos, amo vocês de paixão ♥
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