The Sound Of 2 Hearts: Segunda Temporada
33 ...Ends With A Goodbye.
Notas iniciais
Bom, espero que gostem desse ~>
– Justin
– Você está bem? – Parei o carro na frente do hotel dela. – Mesmo?
– Estou... Quero dizer... Pode me deixar na porta do meu quarto? Tenho medo de acabar desmaiando ou coisa do tipo. – Ela fez uma careta. Assenti e estacionei na garagem do hotel. Não podia me dar ao luxo de sair na rua com Selena. Assim eu daria um belo nó na cabeça das pessoas.
Acompanhei-a até a porta de seu quarto, como prometido. Virei-me para voltar por onde havia chegado e ela me chamou.
– Sim?
– Não quer entrar? – Ela se pendurou na porta, me olhando com um sorrisinho malicioso nos lábios.
– Não...
– Eu sei que você quer, Justin. Há quanto tempo, hein? – Ela se aproximou, colocou um dedo na gola da minha blusa e desceu a mão, parando no meu umbigo. Respirei fundo.
– Acho melhor não, Selly.
– Ah, qual é, Justin! – Seu tom de voz mudou. Percebi que ela queria mais que eu, não ao contrário.
– Eu tenho que ir, Sel. – Acenei e saí dali o mais depressa possível.
Dirigi de volta para casa. Havia algo de muito errado com a Selena. Não era para ela estar se oferecendo assim, ela sabe que eu não gosto mais dela, não desse jeito! E por que ela mentiu? Se ela pediu para ir embora dizendo que estava mal e depois não estava mais?
Cheguei em casa, pensando em dar um susto na minha mãe. Fui até a sala, pisando leve no chão, um sorriso travesso nos lábios. Ela estava sentada no sofá, lendo suas revistas. Tapei seus olhos com as mãos. Ela gritou, alto.
– Mãe, mãe! Relaxa, sou eu! – Falei, sentando no encosto do sofá e caindo ao seu lado, de cabeça para baixo.
– Justin! Seu doido! – Ela me deu um tapinha no ombro, ainda controlando a respiração. – O que está fazendo aqui?
– Uma surpresa à Miranda. – Dei de ombros.
– Ela está bem?
– Eu acho que sim. – Sorri, ao lembrar o modo como ela reagiu ao ouvir o comandante do avião avisando que pousamos em Atlanta.
– Fico feliz, meu amor. – Ela sorriu e abriu sua revista, lendo-a.
– Não vai me abraçar? Me encher de beijos? Nada? – Fiz uma cara triste.
– Que bom que voltou, filhote. – Apertou minha bochecha e voltou a ler.
– É, sua mãe arranja namorado e esquece que o filho existe. – Lamentei-me.
– Que namorado o que! – Ela me deu um tapa. – Se bem que não é má ideia.
– Não senhora! Você é minha, só minha. – Envolvi minha mãe em meus braços, depositando um beijo em sua bochecha.
– Que bicho te mordeu, Justin? – Perguntou, me olhando torto.
– Não sei...
– Acho que eu sei qual é o nome disso. – Falou, sorrindo. – Amor.
– Amor o caramba! Justin Bieber não tem dona. – Levantei, indo para a escada.
– A sua dona tem nome, sobrenome e endereço. Eu posso anotar se você quiser. – Brincou ela. Apenas ri e fui para o meu quarto.
Deitei na cama, sorrindo. Vi meu violão no canto do quarto. Levantei e comecei a tocar. Tentei fazer uma melodia dedilhada para a música do Grammy, mas não consegui. A música seria remixada, não ficaria legal o som do violão. O que é uma pena, porque eu adoro esse som.
Tentei criar um ritmo novo, meio ao acaso. Algumas palavras saíram da minha boca enquanto eu tocava. Sorri para mim mesmo, larguei o violão e corri para pegar folha e caneta. Anotei as cifras e as primeiras palavras que eu havia dito.
Olhei fixo para as poucas palavras, gostando do que havia criado. Encostei-me à cabeceira da cama e mordi a tampa da caneta, pensando. Pensei em Miranda... Sei lá, o modo como seu sorriso era perfeito, seus olhos, seu corpo... Aquilo tudo mexia muito comigo. Era assustador e bom ao mesmo tempo. Como se perto dela, eu não fosse o Justin Bieber, um cara de 17 anos, maduro. Perto dela eu sou um completo menino, uma criança e ela é mil vezes melhor que eu.
Escrevi mais um pouco, até que consegui seis estrofes. Ah, cara, eu estava compondo uma música! Tipo, sozinho e... Do nada! Peguei o violão e tentei criar a melodia. Era um som calmo, queria mostrar como era significativa.
– Filho? – Minha mãe entrou no quarto, sorrindo. – O que está fazendo?
– Eu compus uma música, mãe! – Sorri, orgulhoso de mim.
– Que bom, Jus. – Sorriu também. – Olha, eu vou sair por algumas horas. Não sabia que você viria, marquei alguns compromissos...
– Está tudo bem, pode ir. – Garanti.
– Certeza?
– Claro. – Falei e ela assentiu, fechando a porta. – Ah, mãe, vou chamar a Miranda aqui, ok?
– Pode chamar. Mas...
– Eu sei, mãe. Nada de... Aquilo. – Falei, sem graça. Ela sorriu e piscou para mim, fechando a porta logo em seguida.
Mandei uma mensagem para Miranda. Eu sabia que se eu dissesse que queria vê-la, muito provavelmente ela não viria. Por isso falei que a Dona Pattie estava querendo dar um abraço nela, saudades e coisas do tipo.
– Estou indo, meu amor. – Minha mãe voltou ao meu quarto, com uma roupa mais adequada para sair. Deu um beijo na minha testa e se foi.
Desci para a cozinha. Estava morrendo de fome. Preparei um sanduíche (sou um desastre na cozinha, ou seja, pão e pasta de amendoim) para mim e peguei uma coca na geladeira. Liguei a TV e fiquei vendo as notícias sobre um cara chamado Justin Bieber saindo por aí com uma garota. Eu adorava ficar me vendo na TV e ficar comentando. Era me ver em 3ª pessoa e ainda sentir como se não fosse eu. Um pouco confuso, mas deixe quieto.
A campainha tocou, me fazendo saltar do sofá e correr para a porta.
– Olá. – Puxei a garota para dentro de casa.
– Onde está a Patt? – Perguntou Miranda, olhando em volta.
– Ela saiu. – Falei, sorrindo.
– Você mentiu para mim! Feioso.
– Você não viria se fosse só para me ver. – Fiz um bico.
– Como adivinhou? – Ela ironizou, sentando-se no sofá. – Por que está vendo isso?
– É legal. – Sentei ao seu lado.
– Você tem um ego inflado, Justin. – Ela balançou a cabeça negativamente. – Meu Deus, minha perna fica enorme na TV!
– Eu gosto. – Dei de ombros, me esparramando no sofá.
– Você é muito ninfomaníaco.
– Ninfo-o-quê?
– Tarado.
– Obrigado por falar na minha língua! – Debochei.
– Desisto de jogar esses seus joguinhos, Justin! São terrivelmente impossíveis! – Miranda jogou seu controle na cama, revoltada.
– Você tem que se concentrar! Corrida não é tão difícil assim! – Protestei, olhando-a afundar o rosto no travesseiro da minha cama.
– É sim. – Sua voz saiu abafada por causa do travesseiro.
– Não, não é. Você que é menos desenvolvida para esse tipo de coisa. – Argumentei, subindo na cama.
– Cala a boca, Justin! – Ela mexeu os pés e acabou acertando meu rosto.
– Ai! – Caí no colchão.
– Caramba, desculpa, Justin! – Ela se ajoelhou ao meu lado. – Desculpa, desculpa, desculpa. Machucou? Ai, desculpe.
– Está doendo muito! – Menti. Quis me aproveitar daquilo. – Ai, Miranda!
– Ah, Justin, me desculpa! – Ela me abraçou, deitando em cima de mim.
– Não! Agora você vai pagar. – Girei, ficando por cima dela, com um sorrisinho travesso. Segurei suas mãos.
– Ah, Justin! Para, é serio! – Ela pediu, manhosa.
– Também estou falando sério. – Pisquei.
Beijei seu pescoço, sentindo o gosto de seu perfume inebriante. Ela sentia muita cócegas, começou a rir.
– Para, Justin! – Se debatia em baixo de mim.
– Não senhora. – Murmurei contra seu pescoço. Soltei uma de suas mãos e segurei sua cintura, apertando suavemente. Comecei a usar os dentes, dando leves mordidelas em seu pescoço, e ela se contorceu mais uma vez, procurando ar em meio às risadas.
– Justin! – Ela tentou se livrar de mim. Soltei sua outra mão e ela me empurrou. Daí ela rolou para longe de mim, só que ela já estava na beira da cama. Aí ela caiu. E eu ri descontroladamente.
– Machucou? – Perguntei, olhando-a de cima da cama.
– Não. Para de rir. – Nem ela conseguia parar. Ela virou o rosto, rindo muito ainda. E parou de rir de repente, olhando para baixo da minha cama.
– O que foi? Encontrou o bicho papão? – Provoquei.
– Não... – Colocou a mão embaixo da cama. Aí eu lembrei o que havia debaixo da cama. Merda. – O que é isso? – Tirou o sutiã branco de lá. Fechei os olhos, esperando acordar a qualquer momento. – Justin?
Abri os olhos, agora ela estava de pé, segurando a peça com certo nojo. Sentei rapidamente, tomando aquilo de suas mãos e jogando em algum canto do quarto.
– Olha...
– Não, espera. É isso o que você está tentando fazer comigo?
– Hein?
– Desde a noite na piscina você está cheio de gracinhas, Justin. – Ela falou, séria.
– Não, claro que não! Miranda...
– Ah, não. Só mais uma das milhares garotas que querem falar com você, não é? Afinal, todas querem! – Ela lembrou o que eu disse na piscina.
– Não fala isso. – Pedi, levantando da cama.
– De quem é? É da Selena? – Perguntou, apontando para onde eu havia jogado.
– Não.
– De quem é?
– Victoria. – Falei, hesitante.
– O quê?! – Ela abriu um sorriso, meio que lutando contra a umidade em seus olhos. – Quando?
– Tem sete meses, Miranda. – Falei, recordando-me de algumas coisas daquela noite.
– Sete... Ah, depois que a gente terminou?
– Foi. Uma semana depois. – Ô seu merda, por que você está dando detalhe?!
– Uma semana depois? E aí você quer que eu acredite que você ficou mal? Ah, sim, claro, a idiota vai acreditar.
– Ei, não senhora. Eu estava mal sim, você não sabe o quanto.
– Estava tão mal que dormiu com a primeira garota... Aliás a garota que arruinou tudo. – Falou, amarga. – Muito bonito, você. – Ela calçou sua sapatilha e saiu do meu quarto.
– Miranda, qual é! Você não achou que eu fosse esperar você decidir voltar de sua fuga para fazer sexo pela primeira vez, achou? – Parei no topo da escada.
– Não, Justin eu não achei. Na verdade, se eu nunca mais te visse na vida já estaria de bom tamanho. O único problema dessa droga toda é o fato de você ter dormido com a Victoria. E depois vem dizer que ficou mal? Me erra! – Ela foi para a porta. Desci as escadas correndo, seguindo-a para fora de casa.
– Você não sabe de nada, Miranda!
– Eu não sei mesmo. E prefiro ficar sem saber. Vamos deixar isso aqui como está. Aí você pode voltar para a Victoria ou até mesmo para a Selena, acho que você deve estar morrendo de vontade de voltar para ela e continuar o que eu interrompi ontem. – Ela destravou o carro.
– O que você quer que eu diga, já que você não acredita em mim? – Segurei seu braço, impedindo que ela fosse para o carro.
– Você realmente gosta de mim ou só quer se divertir, Justin? E eu quero a verdade.
– Ah, você quer a verdade? Bom, eu vou te dizer a verdade! Quando nós terminamos, eu fiquei mal, muito mal. O tempo parecia passar devagar e tudo o que você me disse ficava me assombrando. E eu tentei, tentei de verdade melhorar. Mas aí eu comecei a procurar você nas outras pessoas, sabe qual foi o problema disso? Eu cheguei à conclusão de que não existe outra como você. E foi por isso que não deu certo com a Selena ou com a Victoria. Porque quando ela apareceu na porta, naquela noite, tudo o que eu quis foi tirar você da minha cabeça por um segundo que fosse. – Falei aquilo tudo rápido demais, nem sei se ela entendeu. – E quer saber de mais uma coisa? Eu te amo, Miranda, eu sou completamente louco por você. Mas parece que só você não acredita nisso!
Ela não respondeu nada. Seus olhos estavam marejados e ela se segurava para não chorar. Dei um passo à frente, mas ela recuou.
– Eu acabo de me abrir aqui e você não vai dizer nada? – Perguntei, quase chorando.
Chorar. Que garota nesse mundo me fez chorar alguma vez? Só ela, claro.
– Desculpe, Justin... Eu não... – Não chegou a terminar. Apenas deu meia volta e entrou no carro, sem olhar para mim.
Olhei o carro sumir de vista. Ótimo, eu a trouxe aqui para acabar com tudo que eu havia conquistado.
Voltei correndo para dentro de casa, meus olhos ardiam. Abri a minha mala, revirando tudo. Estava ali, tinha de estar. Peguei o pequeno objeto com as pontas dos dedos. Corri no closet, tirei uma caixa de veludo do fundo da gaveta de meias e a abri.
Não ia pensar duas vezes no que fazer para tê-la de volta para mim. Não ia.
Notas finais
Bom, eu espero que tenham gostado. Eu só vou postar o outro quando eu me sentir satisfeita com meus reviews u.u ~eu sendo chata, olha.
Beijões, minhas lindas, eu amo vocês apesar de estar sendo essa tia chata, tá? ♥
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