Notas iniciais
Ê minhas lindas, tipo, ontem eu ganhei o dia, sabe :3
Ah cara, mesmo eu sendo um porre, vocês me alegram desse jeito. E queria agradecer à linda cisdrauhl por me recomendar, que linda!! Cara, eu amo vocês!

– Miranda


Abri a janela do carro, enquanto o mesmo se movia rapidamente pelas ruas de Atlanta. O vento gelado do final de tarde batia em meu rosto, e fazia doer, por causa das lágrimas. Apertei os nós dos dedos no volante, contendo o choro. Tudo ficou embaçado por um instante e teria avançado o sinal vermelho se um carro não tivesse buzinado, fazendo com que eu focasse novamente o que estava à minha frente.

Aquilo doía tanto. Tudo o que eu pedia agora era que parasse de doer. Só por um instante. Eu não podia... Não podia simplesmente ouvir tudo aquilo e aceitar, como algo simples. Não, eu não podia me entregar de novo. Não sabia se podia aguentar o risco de me machucar de novo.

Meu celular tocou, me provocando um susto. Coloquei no auto falante.

– Alô? – Era Norah, graças a Deus.

– Oi. – Tentei disfarçar o choro.

– Miranda, nós estamos num restaurante aqui no centro da cidade, se quiser...

– Eu vou para casa, No. – Falei, cortando-a.

– Aconteceu alguma coisa?

– Só estou cansada demais, por conta da viagem. – Menti.

– Tem certeza?

– Claro. Vejo vocês mais tarde então. – Ri fraco para ela achar que estava tudo bem e desliguei.

Fechei a janela do carro e liguei o aquecedor, enquanto seguia o caminho de volta para casa. Concentrei-me em dirigir e apenas dirigir. Passei pela saída sul da cidade e ignorei a vontade imensa de pegar a autoestrada, daí só parar quando chegasse à Miami.

Estacionei o carro na minha vaga e entrei em casa, acendendo as luzes por onde passava. No meu quarto, tomei um banho quente, tentando esquecer o que havia acontecido. Mas isso era meio impossível.

Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Mas só você não acredita nisso. Aquilo era a única coisa que minha mente repetia várias e várias vezes. O que havia de errado comigo? Ele disse que me amava e tudo o que eu fiz foi começar uma frase e mal terminei.

Meu celular vibrou em cima do criado-mudo. Era uma mensagem de um número desconhecido. “Segunda, às 14h, Griffith Park.”, era só o que dizia.

Fiz uma careta para o celular e ignorei a mensagem. Alguém deve ter errado o número. Joguei o aparelho na cama e me esparramei na mesma, logo em seguida. Como era bom sentir minha cama de novo. Fechei os olhos, apertando-os com força.

Abri novamente, sem conseguir nem ao menos sentir sono. Sem querer, vi a foto no criado-mudo. Por que, Justin? Por que comigo? Por que eu? Desatei a chorar, tudo o que eu estava prendendo desde a conversa na casa dele. Estava tudo tão bem, tão certo... E aí ele faz isso.

Não podia acreditar que ele me amava. Simplesmente não dava. Meu coração se fechou a qualquer tipo de amor que não fosse de família. Mas ele continuava ali, sempre me incomodando. Tudo que eu senti e ainda sinto por ele estava simplesmente me matando.

Por que não podíamos ter um relacionamento normal? Como qualquer outro?

As lágrimas corriam livremente por meu rosto, caindo e encharcando a gola da minha blusa. Limpei desajeitadamente e fechei os olhos de novo. Sempre que chorava, dormia. Era automático.


O barulho de algo se chocando contra minha janela me acordou. De novo, de novo. Parecia que alguém estava jogando pedras na porta da sacada. Abri os olhos, sonolenta. A luz do sol me incomodou um pouco, mas logo me acostumei. Levantei e fui até a janela, me arrastando.

– Até que enfim! – A voz rouca gritou, vindo de baixo. Olhei para baixo, paralisando ao ver Justin sorrindo para mim.

– O que você quer? – Perguntei, nervosa. Belo jeito de se começar um dia.

– Conversar? – Sugeriu, fechando um pouco os olhos por causa do sol.

– Não quero conversar, Justin. – Falei, já com a mão na janela, pronta para fechá-la.

– Espera! Deixe-me ao menos entender, porque ontem eu fiquei sem muitas respostas. – Abriu os braços, decepcionado.

– Miranda, tem um Justin Bieber lá embaixo gritando. – Norah entrou no meu quarto, sorrindo. Veio até mim e olhou para baixo. – O que houve?

– Ele disse que me ama. – Falei, como se aquilo fosse algo ruim.

– E isso não é bom?

– É. Mas ele também disse que me amava antes...

– E você acha que não pode confiar nele de novo, acertei?

– É. – Trinquei os dentes.

– Você não vai saber se não der uma chance, Miranda. Ele está te dando uma chance...

– Ele dormiu com uma garota uma semana depois que terminamos, Norah. – Contei, entrelaçando minhas mãos.

– Ele o quê?! – Sua expressão facial mudou drasticamente. Ela se virou para a janela. – Seu idi...

– Norah! – Puxei-a mais para dentro do quarto.

– Certo, desculpe. – Colocou a mão na testa. A cena era engraçada, por causa do barrigão.

– Está tudo bem. – Sorri fraco.

– Vai lá falar com ele. Não consigo ver vocês dois, brigados. – Ela fez um muxoxo de desaprovação. Justin começou a me gritar de novo, mas agora ele cantarolava alguns trechos de algumas músicas. Tentei ignorar.

– Hein?

– Para mim, vocês ainda vão se casar. – Deu de ombros. Ri da hipótese.

Troquei de roupa e decidi descer, falar com ele, pelo menos. Meu pai estava perto da porta, de cara fechada. Por que ele ainda não foi trabalhar?

– Pai, relaxa. – Pedi.

– Só quando ele parar de cantar. – Sua voz era ríspida.

Revirei os olhos. Parei na porta, respirei fundo e saí. Justin ainda olhava para cima, mas logo me viu na porta, abrindo um sorriso.

– Achei que ia me deixar aqui. – Disse, enquanto eu me aproximava apenas o suficiente para não termos que ficar gritando.

– Também achei. – Respondi, sem muita vontade.

– Por que está assim? Eu... Eu não entendo!

– Justin, isso é algo bastante complicado. – Falei, colocando um pouco de emoção na minha voz.

– Não mais que a confusão que está se formando na minha cabeça, Miranda. – Falou docemente, aproximando-se. – Me diga o que é.

– Não posso, Jus... Não posso... – Tentei falar, mas não saía. Não queria que ele me visse tão frágil.

– Claro que pode, me diz.

– Não é isso... Eu não posso me machucar de novo, Justin. – Saiu, por fim. De repente meu tênis era mais interessante que seu rosto. Seus braços envolveram minha cintura, sustentando quase todo meu peso.

– Então é isso? Foi por isso que você não disse nada ontem?

– Jus, eu tenho medo de que isso não dure. – Falei, muito devagar, ainda encarando o chão. – Medo de que você se arrependa depois. Que eu não seja o que você espera, isso pode me machucar e muito! – Não sei como consegui dizer tudo isso, o que eu estava falando, ele me queria e eu estava estragando tudo.

– Miranda, entenda uma coisa. – Ele ergueu meu queixo, fazendo com que eu olhasse em seus olhos. – Você é o que eu quero e quem eu quero. É com você que eu quero ficar até o fim dos meus dias, é pra você que eu quero falar eu te amo todos os dias de manhã, quero dormir e acordar com você, quero que você seja minha e de mais ninguém, e eu serei seu somente seu. Porque eu sei que você é a garota certa. – Olhar naqueles olhos castanhos me dava certeza de que tudo o que ele me dizia era de verdade, estava saindo do fundo do coração de seu coração. Eu podia sentir que era verdade, como se agora eu poderia acreditar que seria diferente.

Não respondi, por um segundo.

– Você vai me deixar falando sozinho de novo? – Perguntou, um sorrisinho estampava seus lábios.

– Eu te amo. – Eu disse, baixinho.

– O quê? – Ele havia ouvido, só queria que eu dissesse em voz alta.

– Eu te amo, Justin. – Falei por fim, ele me fitou e um sorriso enorme brotou em seus lábios.

Ele me soltou e correu até seu carro, voltando com um buquê de rosas decorados com orquídeas, minha flor favorita. Justin me entregou com a parte dos caules para mim, como se quisesse mostrar algo. Vi o pequeno objeto preso no caule, a pulseira que ele havia me dado quando começamos a namorar. E lá estava o meu pingente. Olhei para ele... Como? Ele apenas sorriu e retirou a pulseira.

– Miranda Stephen, você aceita namorar esse idiota que te ama? – Perguntou, colocando a pulseira em meu pulso. Não, não, ele não disse isso, não é possível. Ele realmente disse isso ou eu estou dormindo? Não me acorde, por favor.

– Ah Jus, é claro que eu aceito! – Joguei meus braços em seu pescoço e ele envolveu minha cintura.


– Justin


Ela olhou para mim, como se não acreditasse quando viu a pulseira. Sorri e peguei a pulseira. Depois segurei delicadamente seu pulso.

– Miranda Stephen, você aceita namorar esse idiota que te ama? – Meu coração estava a mil. Sabe quando você acha que ele vai parar de bater de tão rápido? Pois é. Ela olhou a pulseira em seu pulso, sem reação. Por um momento achei que ela diria não.

– Ah Jus, é claro que eu aceito! – Ela me abraçou e eu, automaticamente, abracei sua cintura. Finalmente.

Achei que nunca mais poderia me referir a ela como sendo a minha namorada ou a minha garota. Mas agora ela era e eu só era o cara mais feliz desse mundo. Selei nossos lábios em um beijo carregado de ternura e carinho. Seus lábios macios se moldavam nos meus perfeitamente.

– Eu te amo, baixinha. Mais que tudo, como nunca amei ninguém. – Sussurrei, colando nossas testas.

– Eu te amo mais, JB. – Ela abriu um sorrisinho. Eu duvido muito disso, pensei.

I know you
Haven't made
Your mind up yet
But I would never
Do you wrong
I've known it
From the moment
That we met
No doubt in my mind
Where you belong

I'd go hungry
I'd go black and blue
I'd go crawling
Down the avenue
No, there's nothing
That I wouldn't do
To make you feel my love

(Adele — Make You Feel My Love)


O pai dela apareceu na porta e a mandou entrar. Ah, cara, eu nunca mais iria deixar meu sogrão em paz! Virei-me para Miranda e dei-lhe um selinho. Ela sorriu e se virou, desaparecendo dentro da casa.

Entrei no carro correndo. Acho que eu poderia morrer ali e diria que eu aproveitei toda a minha vida, só com aquele momento.

Cheguei em casa, peguei o meu celular que estava no banco do carro e saí. Havia uma mensagem de um número desconhecido. Deve ser de alguma fã, elas sempre dão um jeito de descobrir meu número. Sempre não, mas já havia acontecido.

Segunda, às 14h, Griffith Park.”, fiz uma careta para o celular, não entendendo nada. Dei de ombros e esbarrei em alguém.

– Ryan? – Perguntei, franzindo o cenho. – Ryan! – Abracei-o.

– É, é bom te ver também, JB. – Respondeu, se afastando.

– O que está fazendo aqui?

– Scooter disse que vocês passariam o final de semana aqui e perguntou se eu queria vir. – Deu de ombros, tomando sua coca.

– Ah. – Falei, ainda com aquele sorriso impossível de tirar do rosto.

– Aconteceu alguma coisa? – Ele me olhava, atento.

– Muita coisa. – Sorri mais ainda.


– Você o quê?! – Ryan se levantou da mesa da cozinha, alterado. Eu sabia que ele reagiria assim, mas eu precisava contar aquilo para alguém. – Não acredito que fez isso, cara.

– Não fiz nada de mal. – Encolhi os ombros, olhando em volta.

– Não fez? Você só se aproximou dela por interesse. Não é à toa que ela não respondeu que te amava. – Falou, sentando-se de novo.

Eu havia contado primeiro sobre Selena, depois sobre o que havia acontecido no hotel e sobre hoje mais cedo. Aí resolvi contar sobre o Grammy. Ryan não ficou nada feliz, como de esperado.

– Ela não sabe. – Falei, cortando o ar.

– Piorou! Ela vai ficar arrasada quando souber...

– Não vai. – Falei, decidido.

– Sabe que não é fácil conter essas coisas, Justin. Selena sabe sobre isso, não sabe? – Havia algo no modo como ele falou de Selena, que me chamou a atenção.

– Foi ela quem propôs.

– Pois bem. Isso é errado, JB. – Balançou a cabeça negativamente.

– Ela só vai ficar mal se descobrir, Ry. E eu garanto que ela não vai!

– Boa sorte. Mas você gosta dela de verdade?

– Eu a amo, Ryan. – Respondi, sorrindo.

– Você está se enroscando nas suas próprias mentiras. – Falou, com aquele ar sábio.

– Cala a boca, Ryan. Eu sei o que estou fazendo.

– Eu acho que não. Você foi pela cabeça daquela garota, e eu não gosto dela, JB. Eu acho que ela é meio maléfica. – Ryan estremeceu.

Bufei. Estava feliz demais para ficar pensando sobre esse tipo de coisa. A música já estava quase pronta e nós estávamos indo bem.

– Vai ficar aqui por quanto tempo? – Perguntei, quebrando o silêncio que se instalou ali.

– Até amanhã, eu acho. – Falou, meio desinteressado. – Tenho um grande compromisso.

– Que é? – Perguntei, curioso.

– Nada demais... Para você. – Sorriu de lado, o que me fez pensar que era sobre uma garota que ele falava.

– Desculpe! – Levantei as mãos, sorrindo. – Vamos jogar alguma coisa?

Ryan sorriu, aquele mesmo sorriso de moleque de anos atrás, quando éramos simples garotos de Stratford. Subimos para o meu quarto, pegamos tudo e descemos, para jogar com a TV da sala, que era maior.

– Não quero bagunça. – Minha mãe chegou, carregando sacolas cheias de compras.

Assenti, sem tirar os olhos do jogo.

– Ah! Ganhei, ganhei! – Fiz uma comemoração. – Há, na sua cara, Ryan!

– Melhor de três? – Perguntou, rindo da minha cara.

– Claro. Vou ganhar mesmo. – Previ, fazendo cara de deboche. – Vou só pegar uma coca, você quer? – Levantei do sofá. Ele assentiu, fazendo as configurações da próxima partida.

Entrei na cozinha, peguei duas cocas e aproveitei para guardar algumas coisas para minha mãe. Ela me olhou, surpresa.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntou, sorrindo.

– Não... Precisa acontecer alguma coisa para eu ajudar a minha rainha? – Dei um beijo em sua bochecha.

– Precisa. – Ela arqueou uma sobrancelha. – Isso tem nome, não tem?

– Não sei...

– Algo com Miranda. – Ela concluiu, soltei uma gargalhada.

– Tem tudo a ver. – Pisquei.

– Vocês voltaram?

– Aham. – Respondi rapidamente. – Namorando, para ser mais exato. – Eu era um namorado presunçoso, iria espalhar isso para Deus e o mundo.

– Ah, meu filhote! – Ela me abraçou, sorrindo. – Eu sabia que vocês iam voltar!

Apenas sorri, minha mãe não sabe o esforço que foi, mas valeu a pena. Voltei para a sala e joguei com o Ryan até o final da tarde.

Ficamos de bobeira até que tive uma ideia. Peguei o celular e comecei a escrever a mensagem.

– O que está fazendo? – Ryan quis saber, se aproximando.

– Vamos comemorar. – Sorri.

– Comemorar o quê? Minha vitória de dois a um em cima de você? – Gabou-se.

– Não, imbecil. Minha garota. – Falei, agora selecionando todos os contatos que eu queria convidar.

– Ah, Justin. Não faça isso se tornar grande. – Ele deu um murro numa almofada, fazendo com que ela voasse na TV.

– Por que não? – Mandei a mensagem.

– Porque só vai ser pior quando ela descobrir. – Falou, como se fosse óbvio.

– Odeio sua lógica, Ry. – Levantei-me e peguei a almofada.

– Porque você sabe que é verdade.

– Você vai, não vai? – Perguntei, ignorando ele.

– Aonde? – Seu celular vibrou, provavelmente era a minha mensagem. – Por que não? Comida de graça...

– Você não presta. – Joguei a almofada nele.


– Onde estamos indo? – Perguntou Miranda, quando começamos a nos afastar da cidade.

– Você já vai ver. – Sorri, manobrando o carro para entrar no clube.

– Ah, meu Deus. – Ela riu, ao reconhecer o lugar. – O que estamos fazendo aqui?

– Relaxe, Miranda. – Saí do carro depois de estacionar e abri a porta para ela.

Passamos pelas quadras, indo em direção ao lago, de mãos dadas. Ainda não havíamos chegado, mas era possível ver a agitação na beira da água, risadas, conversa e uma música baixa.

– O que é aquilo? – Perguntou.

– Para você, ou melhor, nós. – Dei um beijo em sua bochecha.

Chegamos à tenda que fora armada para a ocasião e fomos recebidos por aplausos. Kenny, Scooter e o Alfredo estavam lá também, meio deslocados, mas estavam.

– Minha filha! – A mãe dela a abraçou.

– Vocês não estavam numa reunião? – Perguntou Miranda, confusa.

– Não, foi só uma desculpa para sairmos antes de você. – Apertou sua bochecha, como se dissesse “bobinha” para a filha. O pai deu-lhe um beijo na testa, mas não deu os parabéns. Resolvi ignorar aquilo. – Estou tão feliz por vocês! – Charlotte me abraçou. Sorri, feliz também.

– Não acredito que fez isso. – Ela se virou para mim, sorrindo.

Dei de ombros e olhei para frente, minha mãe vinha na nossa direção. Abraçou Miranda como se não fosse soltar mais.

– Ah, meu filho não poderia ter feito escolha melhor! – Sorriu para Miranda, que corou e sorriu também.

– Obrigada, Patt.

– Você cuida bem dela, ouviu? – Minha mãe me ameaçou.

– Mãe! Eu sou seu filho!

– Eu sei! Por isso estou tão feliz por vocês! – Ela me deu um beijo melado na bochecha. Reclamei. – Tão fofinhos!

– Mãe!

– Ok, estou saindo. – Ela piscou para nós e saiu.

– Desculpe por isso. – Pedi, meio envergonhado.

– Que isso. – Miranda me deu um selinho demorado.

– Olha só o casal mais bonitinho do mundo! – Lizzie apareceu atrás da amiga.

– Lizzie! – Miranda a abraçou, apertado. – Ah, que saudades!

– Idem. – A amiga respondeu. – Eu sabia que isso ia acontecer! – Falou, estendendo a mão de Miranda e observando a pulseira.

– Sabia nada, fique quieta. – Miranda tirou a mão, rindo.

– Vocês são tão fofos! – Suspirou.

Vi Ryan se aproximar de nós, sorrindo meio fraco. Ele não ia ficar com aquela cara, ia?

– Ei, cara, o que ela está fazendo aqui? – Ele apontou com a cabeça para algum lugar. Nós olhamos para onde ele indicava.

– Quem é ela? – Lizzie perguntou, apertando os olhos para enxergar melhor.

– Eu... – Comecei a falar, Miranda olhou para mim, meio incrédula. – Não a convidei. Vou falar com ela. – Falei, dando um beijo na testa de Miranda e indo até Selena.

– Justin? – Perguntou ela, quando cheguei perto. – O que você está fazendo aqui?

– Eu que faço essa pergunta.

– Eu... Eu recebi uma mensagem, dizendo que eu deveria vir aqui... – Ela parecia meio confusa, talvez não soubesse mesmo o que estava acontecendo.

– Estranho... Bom, quer ficar? – Perguntei, meio incerto, mas não podia mandar a garota dar meia volta e ir embora.

– O que está acontecendo ali? – Sorriu, olhando mais adiante.

– Bom, eu... Nós... Estamos comemorando o namoro... – Me embolei com as palavras. Como contar à sua ex que você está namorando outra assim, tão depois do término de vocês?

– Namoro...?

– Eu e Miranda. – Falei, por fim.

– Vocês estão namorando?! – Sua voz subiu duas oitavas.

– Sim.

– Mas... Já?! – Ela parecia não acreditar. Olhava o chão como se tudo à nossa volta pegasse fogo e estivéssemos sem saída.

– Sim. – Era tudo o que eu respondia. – Vai ficar?

– Hm, não. Acho... Não quero atrapalhar. Pode ficar sem graça... Eu estou indo. – Ela se atrapalhou com as palavras, fechando os olhos e passando a mão na testa.

– Você está bem? – Perguntei, meio preocupado.

– Estou, estou sim. Boa festa para vocês. – Ela se virou.

– Quer que eu chame um táxi?

– Não, não, eu estou de carro. – Sorriu fraco e deu meia volta de novo, afastando-se rapidamente.

– O que ela queria? – Ryan perguntou, quando voltei. Miranda estava falando com Christian. Caitlin ainda estava em Los Angeles, volta para cá amanhã.

– Alguém a chamou aqui. – Falei, achando meio estranho de repente.

– Aqui? Mas... Quem?

– Não sei. – Olhei para ele, encolhendo os ombros. Ryan assentiu e pegou uma bebida.

– Como é bom ser maior de idade. – Falou ele, sorrindo e tomando um gole. Provavelmente era bebida alcóolica.

– Vem, maior de idade. Vamos comer. – Puxei-o, indo para uma das mesas vagas.

Foi um bom jantar. Miranda não parava de sorrir e me dava selinhos cada vez que ficávamos sozinhos. O pai dela não pareceu muito satisfeito, mas eu já esperava isso dele, quer dizer, isso é coisa de pai, certo? Todos estavam felizes com nosso namoro, ou era o que eles queriam que acreditássemos.

– Isso foi perfeito, Jus. – Miranda disse, sorrindo, enquanto eu dirigia para sua casa.

– Fico feliz que tenha gostado. – Sorri também.

Estacionei o carro na frente da casa dela.

– Obrigada, de verdade, Justin.

– Você sabe que eu só faço isso porque eu te amo. – Dei um beijo em sua bochecha macia. Ela sorriu, sem graça.

– Acho que nunca vou me acostumar. – Fez um bico.

– Espero que não. – Beijei sua boca. Coloquei a mão em sua coxa e a apertei de leve. Ela me deu um tapa fraco e saiu do carro, indo para a porta. Virou-se e acenou, ainda sorrindo, depois entrou.

Sorri comigo mesmo, que garota. Voltei para casa.


Notas finais
É gente, eles não aguentam ficar longe. É isso aí, espero que tenham gostado, meus chuchus. Créditos à Dreza, minha linda, que me ajudou com esse capítulo! Amo vocês demais ♥