The Silver Wristwatch
1 Prólogo
Notas iniciais
18, de Julho de 2012
A chuva batia delicadamente nas janelas do ônibus quase vazio, onde Agatha entra após mais um dos dias exaustivos de escola. Ela caminhou com calma até um banco, uma roupa quente para aqueles dias e fones de ouvido, eram o que a deixava confortável depois de um dia e tanto.
Seus lábios se mexiam levemente seguindo o ritimo e frases da música que tocava. Sentada naquele lugar, quase nada a despertava para o mundo, mas uma chegada a surpreendera. Talvez destino. Agatha não acreditava nessas coisas, mas ela também não podia acreditar que sua vida estava para mudar desse jeito tão especial.
Foi quando ela notou que essa ‘chegada especial’ vinha diretamente em sua direção. Tantos lugares no ônibus, tantas opções...
Por que ele veio logo pra cá?! – Esse breve pensamento veio á mente de Agatha.
O menino sentou-se ao seu lado e mostrou um sorriso acanhado enquanto avaliava a face dela. Logo tornou a olhar pra frente, fixando seus olhos no nada.
Já passara um bom tempo, então a voz suave do garoto chamou sua atenção.
— Você esta ouvindo Morning Musume? — Ele perguntou. Agatha respondeu que sim movimentando a cabeça com timidez.
— Nossa, isso é raro. Posso ouvir também? –Disse ele, estendendo a mão para pegar o fone que se encontrava na orelha direita da garota.
Agatha virou-se para a janela rapidamente. Ele mal a conhecia. Não seria falta de educação pedir o fone assim, do nada? Após pensar com cuidado, retirou o fone de sua orelha e deu ao garoto. Os sorrisos nos rostos dos dois brilhavam mais do que nunca e Agatha sentia em seu coração algo que não podia ser explicado.
— Você vai virar o rosto de novo se eu te perguntar o nome? — Ele falou e deu outro sorriso, desta vez não foi nada acanhado.
— Da música...? — Dizia ela retribuindo com dificuldade o sorriso. — Não, claro que não.
— Estou falando do seu nome... — Ele deu uma risadinha tosca ao falar aquilo.
— Ahn... Eu... Agatha! — Ela disse, digo, exclamou, ou melhor, gritou.
Todos os olhares voltaram-se para ela, ela abaixou o rosto que corou imediatamente.
— Calminha. — O sorriso permanecia em seu rosto, mas, agora, tomou uma forma de compreensão. — Meu nome é Max.
— Oi...Max...? — Agatha agia sem pensar, parecia ser controlada pelo coração e não pelo cérebro.
Estúpida! – O pensamento surgiu para ela.
— Eu acho que já tenho que ir... É meu ponto. — Max interrompeu uma série de pensamentos que Agatha tinha quando falou isso.
— Já? — Ela perguntou sem pensar. — Digo, ok...
— Você vai se esconder se eu pedir seu número?
Agatha imediatamente respondeu a ele, que anotou cuidadosamente no celular.
— Eu vou te ligar. — Disse com o sorriso aumentando a cada batimento cardíaco, batimentos esses que eram cada vez mais frequentes para Agatha.
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