The Senser
25 Pedido
Pedido
Despenque, estrela cadente...
Enquanto te assisto cair e iluminar a escuridão.
Se devo te seguir ou não,
Talvez deva deixar a resposta ao coração.
Preso a raízes tão profundas...
Envolto por mistério e fumaça em cada parede.
Esquivo-as, mas não me esqueci de tentar entende-las;
Não percebem a dor que cada uma delas me inflige.
Sem lágrimas, sem choro, sem arrependimentos.
Deixe-as lavrar minha alma em seus espinhos mortais,
E me fazer morrer lentamente sobre cada camada intensa de veneno.
Anestesie a ferida, mas me faça sentir a dor;
Pressione a ferida, com a força concedida por mil deuses.
Faça da minha carne, fraca e culposamente humana,
Doloso o sabor do sangue sangrando no canto do lábio inferior,
Saboreando os odores ácidos que o suor em meu rosto pinga.
Queime minha pele como forro de tecido...
Ateie minha alma na chama que me chama como quem chama
A ardência cálida e álgida passível do ser que ama
Como cada corte faz-se primaz nesse banho de lama.
Dizem ser meu sangue, mas também ânsia...
Há cadência em meu machucado como há naquela estrela;
Seguindo signatários, encontro derradeiras belezas francesas.
Façam revolução armada em meu interior,
E reverenciem o coração tão retumbante que, de repente, se calou.
Sofram o que ainda devo sofrer;
Deixe-me como estorvo perecer nesse mar de corvo.
São penas negras que caem do céu, agora...
Devo-lhes fazer um pedido em runas rúnicas?
A magia que fora perdida em anos de teatros e poesias lúdicas.
Narrando contos, contando narrativas...
Eu ainda estou preso às raízes dessa vida.
Talvez seja hora de libertar, ora...
Tique-e-Taque toca Clique-Claque como se fosse honrável;
Nesse inferno carcerário não se passaram
Nem um segundo sequer desse infinito horário.
~Gabriel.
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