The Secrets of Crowley

15 Uma cama para dois


Notas iniciais
Hello guys! Primeiramente eu gostaria de agradecer à Jaque e à Mary, que recomendaram a história, sério vocês são demais. Amei as recomendações e amei os 29364237642 de comentários que a Mary deixou em cada capítulo! Fique muito animada e até me empolguei no capítulo de hoje escrevendo um pouquinho mais do que costumo. Espero que gostem ^^ Ps: Título sugestivo não? heuheu

Evelyn abriu os olhos. Em um segundo ela estava em seu apartamento com Sam e Dean olhando pra ela como se ela estivesse cortando seus corações com sua atitude e , em outro segundo, ela estava ali. A princípio tudo pareceu muito escuro, depois sua visão foi clareando. Era uma sala muito bem decorada, decoração escocesa talvez? Ela se perguntou. Haviam quadros na paredes com homens vestindo saias. Escocesa com certeza, ela concluiu. Ela estava de pé em frente à uma estante de livros. Como ela tinha chegado até lá ela não sabia. Observou em volta e não viu Crowley. Então sua pulsação subiu quando algo lhe veio à mente. Aquela provavelmente deveria ser a casa dele! O desentendimento se tornou em desespero quando ela realmente cogitou a possibilidade de estar no hell.

– Não, não pose ser. Não posso estar aqui. – ela tentou sussurrar para si mesma.

Evelyn começou a andar pela sala, passando os olhos rapidamente pelas coisas que via. Alguns objetos, esculturas estranhas, livros sem nome, tapeçarias antigas. Mas não tinha uma porta. Ela não queria estar ali, ela sentia que não podia. Uma mão tocou seu ombro, fazendo-a se aliviar.

– É um lugar como qualquer outro.

Ela se virou, era a voz de Crowley.

– Só que algumas várias vezes melhor. – ele disse com um sorriso e uma pisacadela.

Evelyn ficou surpresa pois, as marcas, cortes e inchaços de antes, não estavam mais no rosto dele. Ele estava “perfeito”. Com sua barbinha que ela considerava muito charmosa, os olhos reluzindo vermelho e o cabelo penteado. Depois de alguns segundos fitando-o, ela conseguiu falar, mesmo que quase sem voz.

– Onde... onde estamos?

– Shh , sua voz ainda não está boa. – Crowley disse colocando um dedo sobre os lábios da garota e logo em seguida dando-lhe um beijo na testa.

Depois ele se afastou, indo até uma mesinha no canto da sala, que estava repleta de garrafas de várias bebidas. Ele pegou um copo e se serviu uma dose enquanto falava.

– Isso acontece quando se é tele portado pela primeira vez. Visão embaçada, voz fraca, tontura...

No exato momento em que ele disse Evy não se sentiu mais firme encima de suas pernas. Ela fraquejou mas antes que caísse no chão Crowley estava lá para segurá-la.

– Tudo isso vai passar em alguns minutos. – ele disse colocando-a sentada num sofá.

Evelyn se sentou e ela se sentia como se estivesse altamente dopada por medicamentos. Sua cabeça girava, ela estava confusa e só pensava em sair dali. Então ela fechou os olhos, para tentar se acalmar. Aquele era o efeito de se estar no hell? Ela pensou consigo mesma.

Crowley não disse mais nada, porém Evelyn pôde ouvir ele se movimentando pela sala, parando, mexendo nas garrafas de bebidas e algumas vezes suspirando. Ela sentia como se estivesse sendo um estorvo pra ele, se sentindo daquela maneira.

– Não é estorvo nenhum, minha querida. Estou esperando que se recupere e isso vai acontecer em breve, não se preocupe, vai ficar tudo bem.

Como assim? , ela pensou. Evelyn tinha acabado de pensar e imediatamente Crowley falou como se estivesse respondendo ao que ela havia pensado? Será que ele podia...

– Ler mentes? – Crowley respondeu mais uma vez – Lá encima, no seu mundo, posso ser forte mas não passo de um demônio. Agora aqui querida, bem... eu sou o rei desse lugar então, digamos que meu poder triplique aqui embaixo.

Evelyn se assustou. Então era verdade, ela realmente estava lá, onde ela não queria estar. E por um segundo ela sentiu como se Crowley fosse uma ameaça à ela. Como se ele fosse realmente mal. Então ela começou a pensar que talvez tivesse sido melhor que ela tivesse deixado que os irmão Winchesters acabassem com ela, sem se lembrar que Crowley poderia estar lendo aquilo na mente dela. Ele deu uma risada irônica.

– Imaginei que fosse pensar algo assim. Talvez fique tempo suficiente aqui para pensar o contrário.

Depois ela não ouviu mais nada. Será que ele tinha ficado bravo? , ela tentou pensar. Mas a confusão em sua mente ainda era grande. Ela simplesmente deitou no sofá onde estava, colocou os pés encima, era confortável, ela admitiu para si mesma. Depois pegou no sono.

~~0~~

Algumas horas depois, Evelyn acordou. Agora mais desperta e concentrada, ela pôde realmente analisar onde estava. Não é que não tivesse uma porta, mas ela ficava no teto. Evelyn não quis nem imaginar como seriam os outros cômodos daquele lugar. Ela já não se sentia tão desconfortável com aquele local. Ela já não estava tão desesperada para sair de la, embora também não estivesse amando ficar. Ela só queria voltar a seu apartamento e á faculdade a ao trabalho. Isso eram coisas que ela precisava fazer mas não sabia se conseguiria voltar. Como ela já tinha pensado antes, sua vida estava mudando drasticamente desde que conhecera Crowley e tinha gostado dele.

Após alguns minutos acordada e já de pé sem ninguém aparecer, Evelyn imaginou que Crowley provavelmente teria saído para resolver as coisas dele e deixando-a mofando. Por um lado aquilo seria bom. Ela finalmente poderia descobrir o que tanto ele fazia quando não estava com ela. Pelo menos ela achava que poderia. Mas para sua surpresa, após pensar essas coisas ela pôde ouvir a porta no teto se abrindo, ela olhou para cima mas estava fechada, quando ela olhou para baixo novamente Crolwey estava bem à sua frente, sorrindo.

– Olá querida. Parece melhor.

– Você também. — ela disse

– Aquilo lá encima... é facilmente curado aqui embaixo. Na verdade eu estando fora daquele pentagrama já ajuda bastante. Eu ainda não te agradeci por ter me tirado de lá. Não sou do tipo que agradece ninguém mas, você é minha querida e aah deixa isso pra lá! – ele parou de falar agarrando-a e beijando-a fortemente.

Evelyn ficou tão suspresa que por um minuto sem reparou que estava nos braços dele e em outro, os dois já estavam jogados em uma cama gigantesca, maior do que as normais. E bem... eles fizeram o que tinham que fazer lá. Só que dessa vez, Evelyn não estava bêbada e ela pôde ver tudo e sentir direito todas as sensações que ela não havia sentido antes. Crowley era muito gentil com ela, ele não forçava nada e parecia saber acelerar ou parar nas horas certas, o que fazia Evelyn não sentir desconfortável por estar fazendo aquilo com uma cara mais velho.

Quando acabaram, depois de o que pareceram algumas horas para Evy, não que ela pudesse saber, ela estava muito envolvida naquilo para perceber, Crowley se deitou ao lado dela, com um dos braços atrás da cabeça e uma coberta de cor escarlate cobrindo seu corpo. Ele não parecia ofegante ou cansado, Evelyn imaginou que se ele quisesse, poderia fazer aquilo o dia, ou noite inteira. Ela não sabia qual horário era, pois onde ela estava naquele momento , parecia ser um quarto e não tinha janelas. A decoração era quase como a da sala de antes, só que com menos móveis e aquela imensa cama feita de madeira preta com detalhes nos lençóis e cobertas de puro escarlate.

– Posso dizer que esse foi meu jeito de te dizer obrigado. – Crowley cortou o silencio, rindo.

– Agora vou ter que te dar um “de nada” desse tipo também? – ela disse tentando ser engraçada também.

– Aah isso seria bom, mas sei que não aguentaria, pelo menos não agora. – ele falou, rindo.

Evelyn ficou séria. Ele tinha tirado com a cara dela. Então ela cruzou os braços e fez biquinho, como se estivesse brava de verdade.

– O que é isso? Está tentando me fazer sentir pena Evy?

Ela acenou com a cabeça, fazendo que sim. Ele foi até ela e lhe deu um beijo demorado. Ela esqueceu tudo. Evelyn sentia que por pior coisa que ele fizesse, se ele a beijasse daquele jeito ela o perdoaria.

– Bom saber disso, vou usar contra você. – ele disse, lendo a mente dela.

– Crowley!

Os dois riram. Por um momento ela sentiu como se eles fossem apenas mais uma casal feliz, após uma noite de amor. Mas ela sabia que era diferente. Evelyn se sentou na cama, agarrando o lençol e apoiando o queixo nos joelhos.

– Deve me achar meio idiota.

– Meio maluca talvez, mas idiota não.

– Estou falando sério Crowley. Eu imaginando que poderia ter alguma coisa séria com você sendo que somos muito diferentes. Eu nem gosto daqui, como vou ficar com um cara que mora no inferno?

– Você está aqui querida, e gostando ou não só vai sair quando eu quiser.

Evelyn olhou para ele, por um segundo ele pareceu sombrio e assustador, exatamente como os dois irmãos haviam alertado ela. Mas tudo isso passou quando ele começou a rir da cara de preocupação dela.

– Acha isso engraçado é?

– Você tinha que ter visto sua cara. – ele comentou, ainda rindo.

– Pra um coroa até que você é bem brincalhão viu?

– Um coroa? Está supondo que sou muito velho menina? – ele se levantou olhando nos olhos dela.

– É... seila, você aparenta ter o que, uns... 45? – Evey arriscou, nem olhando para ele, dizendo com deboche.

– Esse corpo tem 50 mocinha e ainda está em ótima forma. Você não estava reclamando do coroa aqui há 10 minutos atrás.

Evelyn abriu os olhos como se ele tivesse ido longe demais. Depois de segundos se encarando com aquila brincadeira, ela atacou ele tentando achar algum ponto que ele sentisse cócegas e ela achou. Continuaram assim e esquecendo o fato de quem ele era e de onde estavam, Evelyn se sentiu completamente feliz.

Notas finais
Eai, o que acharam? mais uma vez obrigada pelos comentários carinhosos, pela recomendações, pelas favoritagens e até o proximo capítulo com um pouco mais de Crowley pra vcs! ^^ Bye