The Secret Room

12 Sem melhores momentos nas reflexões


Notas iniciais
Oi gente, como vai?
Eu demorei um pouco pra fazer esse capítulo, espero que vocês gostem...
Recebi um review que anima muito, dizendo que tem leitor novo na área. Obrigada Isis Fonseca, espero que você curta bastante a história.
Aproveitem!
Deem uma olhadinha nas notas finais.

Depois de uma longa viagem, Gabi chegou a sua casa, suada, apesar de aquela noite estar fria e nublada.

Quando entrou, viu sua mãe, colocando o telefone no gancho.

- Gabi, você viu a Beatriz por aí? – Gabi suspirou, ela não gostava de dois fatos, o primeiro: era que a mãe dela chamava Bia de Beatriz, pois ela suspeitava de Bia ser do tipo assanhada, dada e o que quiserem pensar. O segundo fato era: ‘’você viu Beatriz por aí?’’. Gabi tinha vontade de gritar: ‘’EU A QUERIA AQUI AGORA’’. Mas ela respondeu apenas com um:

- Não, nós brigamos. Ela sentiu um aperto no coração, mais conhecido como sentimento de culpa ou peso na consciência.

- É que a mãe dela acabou de ligar perguntando se você saiu com ela. Parece que ela não voltou pra casa...

Gabi ficou em silêncio. Em poucos segundos seus olhos já estavam cheios de água e ela abaixou a cabeça.

- Eu sabia que essa menina não prestava, ela deve ter ido à conversa daquelas meninas vagabundinhas da sua sala e...

Gabi subiu as escadas e só ouviu a voz da sua mãe ecoando ‘’EI, ESPERA’’ ou ‘’Volte aqui, sua maluca’’. Ela entrou no banheiro, olhou diretamente para o espelho e disse:

-Por quê?

Logo ligou o chuveiro, tirou a roupa mais depressa o possível, verificou a temperatura da água estava boa. Sim, estava perfeita. Pegando fogo, como ela gostava.

(...)

Já deitada em sua cama, ela pegou seu Galaxy SIII da Samsung e tocou nos contatos, selecionou ‘’Vini’’ e escreveu no teclado touch:

Vinicius, eu tenho certeza que a situação não está boa, eu sinto muito do fundo do meu coração, pois estou vivendo tudo isso ao seu lado. Para aliviar, eu fiz uma reflexão: lembre-se dos melhores momentos, das coisas obvias que estavam debaixo do seu nariz. Ela funciona... Nada vai nos impedir de salvar Bia e Rodrigo. Então lembre-se: ‘’ Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez, eu sei’’. Boa noite.

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Ao terminar de ler, uma lágrima escorreu sobre seu rosto e ele tentou entrar em prática com a reflexão.

- Primeiro, pensar nos melhores momentos com Bia e Rodrigo.

...

5 de setembro de 2011

É apenas mais um dia entediante da vida, principalmente por que hoje é aniversário do meu primo Rodrigo. Ele está completando seis anos. Minha tia me contou que ele está animadíssimo com a festa do BEN 10 e com a minha presença. Portanto eu serei OBRIGADO a ir.

Vini parou de fazer a reflexão. Ele sabia que o resto da história não era um dos melhores momentos da vida dele.

Ele resolveu pensar na Bia.

31 de março de 2012

Novamente mais um dia chato e entediante na minha vida, é hora do recreio, estou aqui encostado na porta da minha sala. Apoio o meu pé esquerdo na parede e estou de braços cruzados. Observo todos os movimentos da cantina até o banheiro.

Ah, não. É aquela chata da Beatriz, está vindo em minha direção. Que saco.

Não que eu não goste dela, ela é morena, alta, atraente. Só que ela me enche o saco o dia inteiro no chat do facebook. Vai chegar o dia que eu vou a mandar ir à merda.

É, ela veio falar comigo.

Infelizmente vou ter que falar com ela.

– O que faz aqui, Bia?

– Com esses olhares eu não iria resistir...

– Que olhares?

Vi ela abaixar a cabeça e ficar sem graça. Será que ela gosta de mim?

...

Será que ela gosta de mim? Será que ela realmente gosta de mim?

Vini saiu do transe, uma nova dúvida corria por seus pensamentos insanos.

Os pensamentos foram ficando cada vez mais longe, inalcançáveis. Foram substituídos pelo adormecer ou descansar.

A mesma coisa aconteceu com os outros três.

Aquela quarta pessoa, que no caso é a Bia, não podia fazer como os outros três. Mal sabia ela que a noite só estava começando.

O que aquela figura fez com ela e a professora que estava do seu lado?

Tempo se passava, ela dormia por mais de três horas e aquela fraqueza continuava. Mas por que ela estava molhada? Ela estava dentro da escola? Ela estaria sob efeito de medicações? No entanto, ela não podia nem enxergar, a vista ainda estava embaçada. Mas que coisa, não?

Ela pôde ver a figura, de longe, em relances.

A tal figura fechava as portas e passava corretes de aço pelos fechos e pelas grades. Espalhava cacos de vidro pelo chão. Colocou uma garrafa com um líquido da cor de areia. O que seria?

Bia só viu que tudo escureceu quando a figura saiu do ambiente. Apenas a luz da lua da noite nublada ainda iluminava uma fresta do jardim ao lado de fora. Mas era muito pouco.

Bia apenas pensava em uma fuga. A fuga da madrugada.

Mas ela precisava avisar Yoná, mas não conseguia nem se movimentar. Que ótimo. Ela só queria se manter acordada.

‘’Mantenha o foco, mantenha o foco’’. Ela pensava. Pensava também nas estratégias que tirariam elas dali.

Mas havia outra coisa... Onde está Nicolas e Rodrigo?

O que era aquele saco plástico no chão?

Dane-se. O que importa agora é salvar a sua vida.

Então, com força de vontade, Bia agachou e foi se arrastando até Yoná, que estava jogada nos cantos – mesmo com a visão embaçada, Bia foi se achando por todo ambiente podre – e tentou avisa-la.

-Professora, vamos sair daqui.

- Como? – A professora respondeu fracamente.

- Eu vou te explicar. Vamos ter que esperar até as quatro da manhã para termos certeza que não há nenhuma pessoa por aqui.

- E aquele troço que fez isso com a gente? – O rosto da professora estava tomado de pavor.

- Você quer sair daqui ou prefere morrer? – Bia olhou nos olhos de Yoná.

A professora ficou em silêncio ao olhar os olhos ameaçadores da menina.

-Posso continuar? – Bia falou calmamente depois da longa pausa.

A professora assentiu.

- Então, esperamos até as quatro e arranjamos uma arma, pode ser machadinha, faca, tanto faz.

- Tem caco de vidro pelo chão, eu já me cortei...

- Você é de açúcar professora? – Bia falou interrompendo a professora. A pobre professora humilhada abaixou a cabeça e negou.

Era inacreditável a força e a garra daquela garota.

- Acho que você não quer sair daqui.

- É claro que quero. Só estou com medo. – A voz da coitada não chegava nem a ser um sussurro.

- Então espere. Também estou com medo.

Ela assentiu outra vez.

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Isaac olha para Flávio, ele ainda está desacordado. Então ele olha para o amigo e fala:

- Se você não vai acordar, vou até a padaria no saguão comprar algo pra eu comer.

Ele olhou para o rosto pálido do amigo por mais alguns instantes e saiu.

Depois de alguns instantes da saída de Isaac, o telefone do quarto tocou.

Flávio abriu os olhos e tirou o telefone do gancho lentamente.

- Alô? – O mesmo disse baixo.

- Flávio, você precisa continuar o trabalho, saia daí agora e apareça já!

Notas finais
E ai? quem ligou pro Flávio? Não posso dizer nada. / não decidi nada também rçrçrçr.
Bom eu só quero decidir uma coisa:
Os dias de postagem da fic
estou pensando em postar as segundas, quartas e sextas. Mas as vezes eu tenho uns compromissos repentinos, principalmente de sexta.
Estou decidindo entre essas datas e essa aqui:
Terça, quinta, domingo talvez.
o que é melhor pra vocês?
Vocês repararam que eu escrevi em primeira pessoa? Vocês gostaram? É que eu penso em uma nova fic em primeira pessoa e preciso da ajuda de vocês.
Beijoooo Leitora fantasma!!
Mandem uma review falando o que acharam desse cap!
até amanhã ou sexta!