Notas iniciais
Oi gente eu voltei depois de muito tempo espero que vocês gostem, eu fiquei meia chateada, por isso não continuei, mas eu resolvi voltar.

Eram três e cinquenta quando Bia levantava, sua visão agora estava nítida, a de Yoná também. Acho que o efeito do remédio passou, Bia despejou a garrafa de dois litros de água rosa, que poderia ser água, mas Bia achou que era uma armadilha. Se fosse uma pessoa idiota, beberia o liquido pensando que é água e ficaria mais dopada ainda.

Você deve está se perguntando como elas estão vendo a hora. Bom, Yoná tinha um relógio de pulso, que por sorte não foi arrancado dos seus braços. Ele estava banhado de sangue, mas Yoná tentou esfregar as costas da mão para enxergar a hora. Elas também não dormiram, Bia só pediu que ficasse em silêncio, sentadas para repousar, para guardar as fraquezas no bolso pra quando chegar a hora de sair daquele lugar podre.

Bia já levantada, procurava uma arma do lado de fora do alambrado que as prendia. Ela estava com o uniforme da escola, a camiseta estava ensanguentada e a calça com alguns rasgos no joelho e na bunda também. O seu tênis da Nike ainda estava em bom estado, estava bem sujo, mas nada grave.

Já Yoná, que estava sentada no chão — observando o saco de lixo que estava á uns quinze metros dela – estava vestida com roupas de costume dela. Era uma bata escura e florida com uma fita de cetim para amarrar envolta da cintura, a mesma estava suja de sangue. Ela também usava uma saia florida que ia até o seu pé e era complementada por sandálias de couro. Bia via como a professora era brega.

- O que tem naquele saco de lixo ali. – Yoná disse apontando. Bia olhou diretamente.

- Olha, não tinha reparado nisso. – Disse ela em um tom de curiosidade – Vou lá ver.

Bia foi chegando perto, a boca do saco estava amarrada com um grande e único nó. Ela desfez o nó e abriu a boca do saco, e viu uma figura, pequena, suja.

Era Rodrigo, morto?

- Prô, venha me ajudar aqui! – Disse Bia agoniada.

- A fazer o que? – Disse a professora olhando sobre o ombro.

- Tirar Rodrigo daqui! – Ela aumentou o tom de voz – Vamos!

- Quem é Rodrigo? – Dessa vez a professora, com um tom duvidoso.

Bia deu um suspiro agoniado.

- Venha logo, por favor. – Bia disse tentando se acalmar.

Yoná foi chegando perto do saco de lixo e viu a cabeça da figurinha, com menos de um metro e quarenta. Ela já havia visto ele pela escola, só não sabia que se chamava Rodrigo. Apesar de que um dos seus alunos já falou que era primo dele. Quem era? Ah, sim. Era o Vinicius Ferreira, do segundo ensino médio. Yoná, então, sentou sobre as coxas ao lado do corpo que estava com a cabeça fora do saco.

- Me ajude a puxar esse cão.

- Cão? Não é um menino? – Disse a professora desentendida.

Bia suspirou novamente.

- Apenas puxe. – Bia disse delicadamente.

Elas puxaram o menino pra fora do saco. Após isso, elas verificaram a pulsação do garoto. E ele ainda estava vivo.

- Podemos salvar ele, não é? – Disse a professora abrindo um sorriso.

- É o que eu pretendo. – Disse Bia, com um sorriso de canto.

A professora se afastou um pouco, ela parecia incomodada com alguma coisa além daquela desgraça toda que estava acontecendo.

- O que foi, professora?

- Nada, nada não. Fica tranquila. – Disse ela desdenhando.

Enquanto Bia arrumava um jeito de confortar Rodrigo para ser transportado em um jeito prático, Yoná estava encolhida no canto daquele lugar.

- Ai que dor na xoxota. – Yoná murmurou, mas parece que Bia conseguiu escutar.

- Dor aonde? – Disse Bia em um tom sarcástico.

- Em lugar nenhum. Sua doida. – A professora tentou disfarçar.

- Na xoxota? – Um sorriso se abriu no rosto de Beatriz.

A professora corou.

Bia soltou uma gargalhada depravada.

- Não é brincadeira Beatriz. Quando é pra levar as coisas a sério você não leva.

Bia continuava gargalhando enquanto a professora levantou e foi até outro canto do quarto. Um lugar mais escondido. Discretamente ela puxou sua saia para baixo e examinou sua parte íntima.

Bia gargalhava cada vez mais alto e sentiu que estava sob efeito de uma crise de riso.

Mas o sorriso de Bia foi se fechando quando se deparou com a professora brega, lágrimas escorriam pelo seu rosto.

- O que foi? – Disse Bia, voltando á pose séria.

- A- acho...

- ‘’Acho’’ o que mulher?

- ACHO QUE FUI ESTUPRADA!

Já não bastava o silêncio que aquela madrugada fazia, mas depois que Yoná deu sua conclusão, aquele lugar conseguiu ficar mais silencioso ainda.

Apenas o vento bateu. As correntes ensanguentadas balançaram.

- O que posso fazer por você? – Disse bia, agoniada.

- Acho que nada, né?

Elas ficaram em silêncio de novo.

Depois de um bom tempo pausadas, bia retomou seu trabalho, usando um isqueiro e seus dentes para abrir o alambrado.

Notas finais
AI gente, mil desculpas, mas essa fuga vai ter partes. Não me desapontem, fiquei muito chateada com certas coisas, fiquei dez dias sumida e nada mudou, espero que tudo melhore dessa vez, se não é o fim.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.