The Secret Room
4 Isso é um sentimento?
Notas iniciais
- E ai pessoal? Tudo beleza aqui em baixo?
- Luiza? — Todos disseram.
- Será que ninguém percebeu que já observo vocês a um tempo? Mas só agora que segui o Vini, assisti ele descendo aqui.
- Vini! Desatento outra vez?
- Não Gabi, eu observei antes de descer e...
- É, ele não teve culpa, eu estava escondida e nenhum de vocês me veriam.
Bia morreu de ciúmes.
- E quem te perguntou alguma coisa? Não era nem pra você está aqui.
- Bia, ela está me defendendo!
- Não interessa, ela não devia estar aqui!
- Não mesmo, mas agora que ela está...
- Pessoal, eu sei quem são vocês, oque vocês fazem, sei todos os seus códigos!
- Anh? — Todos disseram.
- Eu achava isso impossível!
- Será que está tão fácil de nos desvendar?
- Não é não, eu me esforcei, porém, foi possível. Isso não vem ao caso, o que vem ao caso é a emergência máxima! Eu soube do sequestro, sei quem foi sequestrada e acho que posso ajudar!
Eles ficaram sem reação diante de Luiza.
Luiza era afilhada do coordenador da escola. Poderia ser alguma ajuda, uma boa ajuda. Era amiga de todos, era da sala do Vini e entre os alunos, era a que conhecia melhor a escola. Afinal ela gostava de explorar aquela estúpida escola.
- Quem foi sequestrada?
- Foi a inspetora Claúdia, ela ainda está aqui! Eu creio que ela não foi sequestrada por bandidos.
- Como não? — Duvidou Beatriz — Você acha que ela foi abduzida?
- Ahahahahahahahaha! Ai,ai Beatriz só você mesmo!
- Calebe, não é hora de rir. Beatriz, a teoria de Luiza pode ser difícil de acreditar, mas pode estar certa.
- Concordo. — Afirma Vini — Essas coisas não são comuns, mas eu não duvido de nada.
Na secretaria escutava-se os berros da doutora Geni, ela estava chorando. Uma discussão desesperadora deixava os alunos curiosos.
- COMO PODE TER ACONTECIDO ISSO NA ESCOLA! NA MINHA ESCOLA! MEUS ALUNOS ESTÃO EM PERIGO AGORA!
- Calma doutora, se continuar gritando assim, a escola vai virar um caos! — Acalmava o coordenador.
Os cinco combianvam de ter outra reunião no dia seguinte, de manhã, na entrada.
O sinal bateu, era hora da saída, Calebe e Gabi fariam um trabalho na casa de Beatriz e teriam que ficar até mais tarde lá para esperar a mãe de dela.
Vini e Luiza já haviam ido embora, mas houve algo estranho, um vulto preto passou atrás dos três.
- Oque é isso?
- Não é nada, é apenas o vento batendo na árvores.
Calebe foi até o banheiro.
- Bia, sei como deve estar se sentindo...
- Sobre o que?
- Você sabe sobre o que estou falando.
- Vini e Luiza? Não, não, não. Nem ligo pra isso. — Bia abriu um sorriro disfarçado.
- Claro que liga, eu te conheço, sei que está apaixonada por ele, por tudo o que você me disse ontem.
- Pensei que nem tivesse prestado atenção.
- Claro que pensei, mesmo na nossa situação, ainda sou uma boa amiga.
Elas se abraçaram.
Isaac chamou Beatriz, avisando-a que sua mãe estava a espera na frente da escola.
- VAMOS, CALEBE. MINHA MÃE ESTÁ AI.
Eles entraram no carro e Beatriz sussurou:
- Você acha que ele sente algo por ela?
- O Vini não. Mas ela, te garanto que sim.
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