The Secret Room
5 Chega de magoar
Notas iniciais
No dia seguinte, Gabi, Bia, Vini e Calebe foram os primeiros a chegarem na escola e já seguiram para o esconderijo.
- Então, devemos descutir se Luiza entrará para nosso grupo.
- Nós temos um grupo? — Calebe arriscou perguntar.
- Acho que temos sim...
- Mas não tem nem nome!
- Precisa de nome?
- Claro que sim!
- Er... — Gabi ficou sem jeito — Depois decidimos isso... A questão agora é a Luiza, se ela já sabe é melhor que ela entre para o grupo.
- Eu acho que não. Ela foi muito entrometida!
- Até pode ser, Bia. Mas ela parece uma boa ajuda. — Disse Vini.
Beatriz morreu de ciúmes novamente.
- Não, ela vai atrapalhar tudo.
- Bom, eu quero que ela fique!
- Ela já descobriu, imagina se a gente não deixasse ela entrar e ela contasse para todos?
- Er... Eu não concordo com nada, dane-se ela.
- Só que a maioria vence, então a Luiza fica!
De repente um barulho.
- É a Luiza...
- Mas que choramingo é esse?
- É, também estou ouvindo.
Nessa hora entra Luiza, chorando e soluçando
- O que houve Luiza?! — Vini gritou
- S-seu p-primo!
- O que tem meu primo?
- F-foi LEVADO!
- Como assim levado?!
- SEQUESTRADO!
Vini entrou em choque
- Vini, você precisa se acalmar! — Disse Gabi.
- Ele está calmo, mas está em choque...
- E-eu ouvi o-os gri-tos h- hoje de m-manhã! — Luiza gaguejava — D-depois que eu e-entrei o ch-chão est-estava cheio de SANGUE!
Bia chocada, falou:
- A gente precisa resgata-lo!
Rodrigo era promi de Vini, tinha seis anos e poderia comprometer sua vida com apenas um grito de socorro.
Vini ainda estava em choque, não aguentou a situação e saiu do esconderijo em direção a secretaria. Nenhuma lágrima, só estava chocando, olhando em falso e em silêncio. Gabi, Calebe, Bia e Luiza sairam correndo e o seguraram.
- Onde você vai? Vai nos revelar?
- Dane-se todo mundo, meu primo pode estar morto!
- Acalme-se Vini, você precisa se acalmar!
Ele estava muito agressivo.
- Por favor Vini, você consegue.
- Vamos voltar para o esconderijo. — Disse Gabi.
- OQUE FIZERAM COM MEU PRIMO? OQUE HOUVE? OQUE FIZERAM COM ELE?
- Vinicius, chega, não podemos fazer nada se você não se acalmar!
Depois que Luiza explicou, Vini acalmou, eles voltaram para o esconderijo e eles decidiram de Vini deveria ficar por ali mesmo. Todos sairam dela e foram para suas salas, menos Bia.
- Vini, quer que eu fique com você?
- Não, vou ficar bem aqui sozinho, se eu precisar de algo, eu mando uma mensagem no seu celular...
O tempo passou, Vini ainda estava chocado no esconderijo, pensou em ligar para os seus familiares, mas deixou pra lá, iria causar desespero.
Nessa hora, Gabi, Calebe, Bia e Luiza entraram no esconderijo.
- Aqui está Vini, fizemos uma vaquinha, compramos dois lanches e dois refrigerantes pra você.
- Não precisa pessoal... Eu não estava com muita fome, a atitude de vocês foi a mais legal.
- Vini, estamos aqui para o que der e vier. Vai dar tudo certo!
- É verdade! E surgiu uma nova pista, estamos longe da solução, mas não devemos perder as esperanças.
- Tenho certeza de uma coisa... Rodrigo ainda está aqui e vamos achar ele e a Cláudia. — Completou Beatriz.
- Então coma Vini, nós vamos deixar você sozinho aqui, novamente. Mas depois, devemos combinar algo...
Todos concordaram e na saída, eles se encontrariam no esconderijo. Vini teria de esperar, até que chegou a hora de se reunir.
Então Calebe começou:
- Eu e Luiza estávamos examinando as possibilidades e chegamos a uma conclusão que vai ser difícil acreditar... Explica aí Lu.
- Eu penso que pelos mistérios dessa escola, pode se referir ao sequestro. Aí, acho que faça algum sentido.
- AH NÃO! ENTÃO VOCÊS ACHAM, ACREDITAM QUE SÃO FANTASMINHAS RONDANDO NA ESCOLA?!
- Silêncio Beatriz, queremos escutar. Parece que você não entende! Pode ser verdade... Continue Lu.
- Antes desse lugar se tornar uma escola, aqui era um convento, e no convento havia um caseiro que se chamava Seu Longuinho. Ele descobriu uma doença chamada hanseníase, que é uma doença que cria feridas na pele e as feridas são contagiosas. Ele não queria sair do convento, pois era a única coisa que tinha, então decidiu se trancar em um quarto, no porão do convento e todos os dias a Irmã Superiora o alimentava com pão e água. O tempo passou e a Irmã envelheceu e morreu, ela até havia passado as tarefas para a sucessora, principalmente a de alimentar o Longuinho. Mas por não ter tanta experiencia, ela esqueceu de alimentar o pobre homem. Na verdade, todos esqueceram. Longuinho com certeza morreu, mas ninguém nunca entrou no quarto depois que a Irmã Superiora morreu.
- Vai me dizer que ele ainda está lá?
- Bom, pode ser só uma lenda, mas pode ser que seu corpo esteja lá ainda.
- O corpo não, só os restos... Ou melhor, seu espírito.
- Pois é, essa história é meio estúpida, mas mesmo assim me da arrepios.
- Então vamos combinar de vasculhar essa merda! Hoje a noite, depois do supletivo.
- Eu? De madrugada na rua? Eu não combino com a madrugada. Fora que minha mãe nunca, jamais iria deixar uma coisa dessas.
- Foge pela janela... — Disse Luiza, sugerindo sua ideia.
- Hahaha, espera sentada que de pé cansa.
- Então Bia, você tem que colaborar.
- De que jeito, Gabriela? Não inventa moda!
- Se não quer colaborar então... Saia daqui! AGORA .
- Eu não. Já ajudei demais, eu faço parte disso aqui, e vou sair quando eu quiser!
- Se é assim, comanda essa merda ai, sua espertona.
- Demorou querida.
Gabi saiu de lá enfurecida. E todos os conselhos, estratégias? Será que foi tudo perda de tempo?
Demorou alguns minutos para Bia começar.
- Bom... Er... Vamos... Luiza! Você desce lá agora e faz qualquer coisa, já que você conhece bema escola! O resto, está liberado. Resolvido.
- Assim não vamos resolver nada. — Luiza falou baixinho.
- AH! É LÓGICO, ELA É A MELHOR, SEMPRE TEM RAZÃO DE TUDO.
- Mas Bia, com essa solução, todos vamos morrer. — Calebe alertou.
- E todo mundo aqui sabe que você é a melhor amiga de Gabi.
- Cale-se Luiza, você é uma entrometida, e todo mundo sabe também. Sua babaca.
Beatriz saiu do esconderijo e gritou:
- VAI TODO MUNDO PRA MERDA.
Em poucos segundos, já havia sumido.
- Chega de magoar os outos. Calebe, procure a Gabi.
- Tudo bem... E a Bia?
- Vamos deixar a Bia na dela. Melhor não mexer no que pode dar errado.
Bia chorando, chutava as folhas que havia no pátio, quando vê novamente o vulto preto descendo as escadas. O sujeito sumiu e logo bia sentiu algo em suas costas.
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