Notas iniciais
Pra felicidade de vocês, eu fiz mais um capitulo :)) fiquem felizes, acho que ficou curto.

Calebe estava para atravessar a rua até a escola, até que avistou Vini na outra esquina, na calçada da escola. Logo, um carro grande cinza desceu a rua e parou no final dela. Era Gabi, que pegou carona com seu pai, que se despediu com uma leve buzinada.

- O que estão esperando? Já são quase quatro e meia e nós estamos aqui novamente.

- Qual é o motivo mesmo? — Calebe se arriscou a perguntar.

- Beatriz foi sequestrada.

Os dois meninos perceberam como Gabi estava seca e vazia.

- Isso é o que diz Luiza. — Vini afirmou. — Afinal, ela só quer arrumar uma desculpa pra virmos até aqui.

- Ela, por acaso, é um tipo de tapada? — Gabi murmurou brava e ironicamente.

- Vamos entrar logo! — Calebe alertou.

Eles entraram pelo portão dos fundos, sem ninguém ver.

Ao entrar, Vini e Calebe desceram até a sala de espelhos, enquanto Gabi fiscalizava as salas do pátio. Todos procuravam por pistas.

Quando Gabi entrou na sala do lado, avistou as mochilas. Ela seguiu até lá e raciocínou.

- Essa mochila é do Nicolas! Tenho certeza.

Ela foi a examinar as duas mochilas abandonadas, mas não achou nada que certificasse que os dois foram sequestrados. Então Gabi saiu de lá, arrasada, e seguiu até sua sala, para recordar um pouco sobre aquela sala querida. Havia lembranças maravilhosas.

Ela seguiu diretamente para sua carteira. E imaginou uma aula de matemática.

- Que página que é?.... Tudo bem... Vou pegar minha apostila debaixo de minha mes...

Ela viu o bilhete de Bia. Gabi lia aquele bilhete com a voz delicada de sua melhor amiga.

- Por volta da três e quarenta, Nicolas desapareceu e creio que a próxima sou eu. Então vou ficar quieta e fazer o melhor pra arrumar essa situação. Me aguardem.

- Gabi, não achamos nada, nem sinal de Luiza lá. — A voz de Vini estava longe.

- Bia... Ela deixou um bilhete estratégico.

Eles foram até ela, leram o bilhete.

Calebe suspirou e acariciou o ombro de Gabi.

- Vamos para o esconderijo?

- Pra fazer oque? — Perguntou Gabi.

- Pra se sentir melhor... — Esclareceu Calebe.

Nem Vini e nem Gabi entenderam a expressão de Calebe, apenas seguiram para o esconderijo.

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Luiza pensava nas possibilidades do que poderia ser aquela figura tenebrosa. Se fosse Cidclay, ele não estaria lá na secretaria, ela resolveu sair e ver se ele estava lá.

Ele não estava.

Só estava Flávio, outro secretário.

Até que viu Gabi, Vini e Calebe na secretaria.

- Tem algo acontecendo por aqui?

- Que tipo de ''algo'', Flávio? — Luiza escutava de longe Gabi retrucando Flávio.

- O algo que leva vocês estarem aqui essa hora.

- É apenas uma reunião entre nós. Sobre um trabalho.- Disfarçava Calebe.

- Já estamos até indo. Tchau. — Vini também disfarçou.

Eles seguiram pra saída, mas entraram no parque e encontraram Luiza, que estava logo ali. Entraram no esconderijo e trocaram ideias e possibilidades do assunto. Luiza declarou:

- Encontrei a Cláudia, no corredor do depósito, depois da sala de espelhos, sabe? Depois daquela porta estranha na sala.

- E você falou com ela? — Perguntou Vini.

- Digamos que trocamos algumas palavras...

- Então ela estava bem. — Deduziu Calebe

- Bem? — Luiza se surpreendeu. — Você nem imagina como ela estava...

- Como ela estava? — Perguntou Gabi.

Luiza se lembrou e engoliu o choro.

- De cabeça para baixo, pelada, asfixiada com sacola de plástico e com um corte... Bem profundo, horrível... Não quero nem me lembrar do sangue que escorria pelo seu corpo e depois pingava no chão.

- Você acha que ela foi... — Vini não conseguiu terminar a frase.

- Estuprada? Bem, talvez.

- E sobre Bia, como você descobriu? Conte-nos.

- Como eu já disse, ela deu um berro que ecoou por toda a região aqui, parou com tudo... Foi muito alto. Eu reconheci, o grito de Beatriz é único. Ainda mais que ela saiu gritando alguns minutos antes.

- Luiza — Gabi falou num tom calmo e tranquilo. — Tente se acalmar e esquecer... è uma situação horrível pra todos nós... Até eu não estou resistindo.

- Não é assim tão facíl. Sofri muito e vi muito hoje, eu preciso de um descanso.

- Todos nós precisamos... — Disse Vini.

- Sabe essa mancha na minha camisa?

Todos balançaram a cabeça dizendo que sim.

- Sinto dizer que é da Beatriz.

- NÃO! — Gabi começou a chorar. — NÃO DEVIA TER BRIGADO COM ELA. A CULPA É MINHA!

- Não foi culpa sua não! Foi nossa. Nós a ignoramos e ela saiu gritando... — Contava Vini.

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Com os olhos meio cerrados, Cláudia via tudo embaçado, viu uma garota pálida na sua frente, estava desacordada, parecia muito fraca e tinha um vergão em sua testa. Cláudia imaginou que aquela coisa tenebrosa havia batido a cabeça dela no chão. A menina estava com o uniforme da escola, cheio de sangue. É obvio.

Cláudia tentou inclinar a cabeça, conseguiu ver apenas a armação dos seus ocúlos, as lentas estavam quebradas e ela estava enrolada em um lençol branco com marcas de mãos sujas.

Do outro lado, viu um menininho em cima de um balcão. Cheio de feridas nos braços e arrahões no rosto e nas pernar. Ele também estava lá, nas mãos da figura.

E aquela figura? Cláudia não se lembrava do que havia acontecido, mas sentia uma dor na coxa, e lembrou que aquilo não era um pesadelo. Ela só conseguia se lembrar dos momentos de tortura que passou na corrente.

A porta bateu. A figura estava chegando e começou a puxar os cabelos de Cláudia, arrastando-a pelo chão imundo.

Logo ele puxou uma corda, que trazia uma escada dobradiça, como aquelas de sotão de filmes americanos.

Ela continuava sendo puxada até na escada. Essa escada saiu num toldo e havia uma abertura que levava ao terraço da escola.

Meia inconciente, ela fala baixinho espera, por favor, não me faça nada. Mas não adiantava.

Ele a colocou encostada na caixa de água. Abriu a tampa e jogou a mulher lá dentro, deixando se afogar por minutos.

Logo, puxou ela para fora e ela começou a tossir.

O vozerão da figura soou:

- Pare de tossir, ou então acabo com teu sofrimento

Ela tossia cada vez mais, não podia evitar.

- Vamos acabar com essa tosse rapidinho.

Aquela figura abriu sua boca que mais parecia um grande buraco preto e a sugava.

De repente, um estrondo aconteceu no jardim.

Era Cláudia, gelada, contorcida e pálida. Morta. Estava com olhos de peixe abertos. Era o fim.

Notas finais
Morte. A história começou com as mortes. Pois bem... Haverá mais mortes... Ai vai um spoiler:
No proximo cap:
- Vamos tirar ela daqui pessoal! Rápido.
- Vamos levar ela para a sala de ciências!
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- Professora cafona, feia, fresca. Tomara que morre e vá com seu amigo filosofo socrates.
- Falando sozinha sônia?
- Não cid, só estava recordando meus deveres.
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-Ela pediu pra voltar lá.... É ISSO! TEMOS QUE IR ATÉ ONDE EU ENCONTREI ELA!
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- Nada, nenhuma barreira nos destroi.