The Secret Room
9 Desespero
Notas iniciais
PORÉM... EU VOU ATUALIZAR MAIS UMA VEZ PRA VER NO QUE DA
aproveitem ;)
Luiza temia de saber que havia uma possibilidade de ser Cláudia. Eles escutaram o barulho e sairam do esconderijo. Vini e Calebe foram logo examinar enquanto as meninas esperavam do outro lado do muro que dividia o parquinho do jardim.
Eles exploravam entre as pequenas macieiras que haviam por ali, até que encontraram aquela cena de horror, que era Cláudia contorcida e com olhos abertos.
- Ela está morta? — Disse Calebe sem desgrudar os olhos daquela figura horrível
- Com certeza — disse Vini também focado na mulher.
- O que vamos fazer com ela?
- Tirar ela daqui em sinal de respeito... Se deixarmos o corpo aqui, ninguém vai encontrar, não conheço ninguém que venha aqui...
- E como vamos tira-la daqui?
- Arrastando. — Disse Vini olhando sobre o ombro.
- Arrastando, assim? Como? — Disse Calebe com um pouco de nojo.
- Pelas pernas, braços, não sei. Só vamos tira-la daqui. — Finalizou Vini com imponência.
Então delicada e cuidadosamente Vini segurou os braços e Calebe as pernas. Eles carregaram a mulher até perto do muro, mas não conseguiram passar ela para o outro lado.
Mas eles deram um jeito, passaram primeiro a cabeça, depois os braços e foram lançando o resto, logo Cláudia estava pendurada.
Vini ficava pensando se isso aconteceria com Rodrigo, como seria daqui pra frente. Ele era apenas uma pobre criança.
A única coisa que impedia deles ficarem mais confortáveis, é que aquele dia era dia de período integral, então eles ficavam escutando gritos de crianças vindo do pátio. Até que eles escutaram o que não queriam:
- Vamos para o parquinho pessoal!
Era a inspetora Sônia. Gabi, Vini, Calebe e Luiza gelaram ao ouvir a frase aompanhada de gritos de felicidades das crianças. Elas já estavam correndo em direção do parque.
Não dava pra voltar com o corpo de Cláudia para trás, no jardim.
- Vamos tirar ela daqui pessoal! Rápido. — Disse Luiza desesperada.
- Vamos levar ela pra sala de ciências. — Afirmou Gabi.
Logo eles arremessaram a outra parte do corpo que estava pendurada no muro do lado do jardim.
Logo o arremesso deles funcionou e Cláudia caiu na grama do parque.
Eles pularam para o outro lado do muro.
Desesperadamente eles a arrastaram até a ponta da escada e logo a empurraram abaixo. Vini abriu a porta do laboratório e eles entraram com o corpo.
Eles deixaram o corpo pelos cantos e sentaram nas banquetas das mesinhas de experiências.
Em silêncio, eles olhavam sem foco e Vini disse, com um tom de medo.
- Meu Deus, o que vão fazer com Rodrigo?
****************************************************
Bia ensanguentada, abriu um dos olhos, sua visão estava embaçada. Ela estava com muita dor, e não conseguia levantar presa pelo seu peso e exaustão. Ela viu Rodrigo no chão. Sim, era Rodrigo. ''Como eu vou sair daqui com esse menino? Também tem Nicolas, mas não estou vendo ele.''
Ela olhava em sua volta e não enxergava nada, logo seus olhos foram cerrando e ela voltou a dormir.
*************************************************************
Naquela tarde nublada um carro descia e estacionava na rua vazia da escola, dava-se para ver quem era: Ronan, o professor de história com sua amiga (ou namorada, ninguém sabia se era mesmo. Havia boatos.) Yoná, professora de ética, cidadania, filosofia e sociologia. Eles pareciam com pressa, rapidamente Yoná saiu do carro batendo a porta e entrando na escola. Quando chegou na secretaria falou:
- Desculpe, esqueci meus diários de classe aqui, e preciso pega-los pra anotar algumas coisas.
- Pode buscar, florzinha — Disse Sônia, tentando se comunicar simpaticamente, pelo menos uma vez na vida. Pois ela era muito rabugenta. — Vi que você saiu sem suas coisa.
- É. Eu vou lá então, estou com pressa e não posso conversar. Desculpa.
Saindo do ambiente, Yoná subia as escadas e Sônia a acompanhava com os olhos. Logo disse baixinho:
- Professora cafona, feia e fresca. Tomara que morra e vá com seu amigo filósofo Sócrates.
- Falando sozinha Sônia?
- Não Cid, só estava recordando os meus deveres.
- Como cuidar das crianças no parque?
- Isso!
Uma pausa.
- Vamos voltar ao trabalho então?
- Sim claro.
Sônia virou os olhos e seguiu para o parquinho.
******************************************************
Passou mais de meia hora que eles estão lá, ninguém se movia, falava, não tinha reação... Luiza quebrou o silêncio no meio daquela pausa.
- E ela pediu pra voltar lá... — Uma longa pausa. — É ISSO! TEMOS QUE IR ATÉ ONDE EU ENCONTREI ELA.
- Depois da sala de ballet? — Disse Gabi.
- ISSO! NÓS VAMOS ACHAR O RODRIGO, A BIA E O NICOLAS! É LÁ! — E ela abaixou o tom — Tudo vai voltar ao normal...
Calebe olhou no relógio, já eram 16:32hrs então ele falou:
- Voltamos aqui amanhã como sempre. Deixamos o corpo de Cláudia debaixo dessa mesa e vamos pra casa.
- Todo mundo aqui amanhã as 6:00hrs? — Sugeriu Gabi.
Todos concordaram.
- Nada, nenhuma barreira nos destrói ou nos deixa desistir. — Finalizou Calebe.
Eles sairam do esconderijo devagar.
Assim, Luiza atravessou a rua de um lado do cruzamento, Calebe atravessou o outro lado, Vini foi para o ponto de ônibus e Gabi foi para o outro.
Vini entrou no ônibus, Luiza subiu a rua, Calebe virou a esquina e Gabi ficou lá pensativa.
Apesar da avenida ser muito agitada, aquele dia nublado deixava tudo tão quieto, que despertou uma ideia em Gabi.
Olhou para a rua da escola, e viu aquele carro com as lanternas traseiras acesas, nem ligou. Atravessou a rua e seguiu até a casa de uma velha amiga dela: A Carol, menina mais inteligente da sala, Gabi também a admirava por ter intenções puras do coração. Pelo menos era assim que a considerava. Lógico que atendera a garota bem, mas Carol não fazia ideia por que aquela sua amiga batia em sua porta naquela tarde tranquila e nublada.
Gabi disse:
- Está estranhando que eu estou aqui, não é? Só quero uma pessoa para desabafar.
- Estou escutando.
- Eu estou tão confusa e desesperada com fatos que eu não posso te contar e é tão confuso isso! Eu queria pedir ajuda, mas posso...
Gabi não se calava mais. Carol olhava com atenção, afinal, ela não estava entendendo nada.
***************************************************
Yoná subiu até a sala dos professores, sua chave caiu debaixo da mesa de centro.
- Opa, que descuido. Vou pegar.
Ela agachou sobre os joelhos e esticou o braço para pegar a chave.
De repente sentiu algo.
Notas finais
Grata, espero que tenham gostado do capítulo.
Fale com o autor