The Secret

11 O golpe de Estado


Cap. 11 – O golpe de Estado


Roy passara a noite e a madrugada estudando, e quando seu corpo não agüentou mais foi dormir. Passou perto da porta do quarto ocupado da loira e escutou algo que lembrava um ronronado, mas que tinha quase certeza que era um choro.


Pensou em bater na porta, mas achou melhor não.


- Amanhã conversamos.


Assim que caiu na cama, apagou.


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Amanheceu um dia frio e ainda chuvoso. Riza acordou logo na primeira hora, coisa que não foi difícil, visto que não havia dormido quase nada e quando dormiu teve pesadelos.


O silencio na casa era quase perturbador, tudo o que se ouvia era a chuva caindo. Tinha absoluta certeza de que Roy ainda dormia e que permaneceria assim por mais algum tempo, provavelmente, havia ficado estudando até quase amanhecer o dia.


Já não tinha motivos para continuar ao lado dele, e sabia que se continuasse acabaria muito machucada. Seu coração já estava machucado demais para ela se dar ao luxo de continuar perto de alguém que nunca a amaria.


Não tinha opções, teria que sumir.


Vestiu-se, arrumou o quarto e foi embora à francesa. Quando Roy acordasse encontraria uma carta, já que apesar de tudo, ele havia ajudado-a. Merecia uma explicação, mesmo que fossem algumas frases rabiscadas em um papel qualquer.


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Já se passava das três da tarde quando Roy acordou.


O moreno fez sua higiene e foi atrás de Riza, tinha que saber o que aquelas palavras significavam.


Bateu na porta, mas nada aconteceu, nenhum barulho foi ouvido. Será que ela havia descido?


Bateu mais uma vez na porta e como não obteve resposta, mexeu na maçaneta para ver se estava trancada e para sua surpresa a porta se abriu revelando que não havia ninguém dentro do quarto. Na verdade, parecia que ninguém se quer havia dormido ali. As coisas dela também não estavam ali...


- Ela não fez isso!


Roy desceu as escadas correndo e procurou pelo resto da casa.


Ela havia ido.


- Você não fez isso...


O moreno deixou o corpo afundar no sofá e esfregou as mãos no rosto. Por que ela tinha que ser tão geniosa?


- Difícil ajudar alguém que não quer ser ajudada.


O moreno viu uma folha dobrada sobre os dois livros na mesinha de centro.


Roy,


Quando ler isto eu já estarei longe, mas não se preocupe comigo. Meu avô já foi avisado e deu ordens para encontrarem meu agressor. Preocupe-se apenas em alcançar seus objetivos, tenho certeza de que essa técnica lhe ajudará muito, mas espero também que o poder não mude sua maneira de ser e pensar.


Adeus,


Elizabeth


Antes que Roy pensasse em tomar qualquer atitude o telefone tocou.


Ligação on


- Mochi mochi.


- Problemas, Roy.


- Hughes?


- Eu mesmo.


- O que foi?


- O Hyuukay descobriu tudo e deu com a língua nos dentes, estourou tudo no Sul.


- Como?? – dá um pulo –


- Isso mesmo, o homem descobriu tudo e o Smith teve que aplicar a parte dele do golpe... Não dá mais tempo, você tem que dar o sinal.


- Agora? Mas não dá!


- Ou você faz isso, ou todos os seus planos irão por água abaixo.


- Mas ainda é muito arriscado fazer isso, eu ainda não tenho apoio suficiente para ter meu sucesso garantido.


- Já é ou já era. Vem para o quartel agora.


- Droga! Parece que essa não é a minha semana.


- O que aconteceu?


- A Riza fugiu e eu ainda não sei quem é que estava perseguindo-a.


- A gente cuida disso aqui também.


- Tudo bem, eu chego ai o mais rápido que puder.


Ligação off


Eram muitos problemas para uma só pessoa. Por que raios aquele desgraçado não podia deixar de ser enxerido? O golpe de estado era bem armado, mas ainda não estava totalmente montado, era extremamente arriscado aplicá-lo agora.


E Riza...


Ah, Riza. Por que sempre tinha que falar com meias palavras? Sentia culpa por ela ter carregado sozinha aquele fardo, mas além disso, nunca havia feito nada contra ela.


- A não ser...


Ela teve que passar anos de sua vida sempre a sua sombra.


“Com o passar dos anos vi que não era tão mal quanto aparentava e passei a estar ao seu lado por admirar você!”


“Você nunca entenderia!”


Alguns flashs entraram em sua mente.


Memórias confusas de quando saiu da casa de king Bradley: o jeito que ela chorava, o desespero em pensar que ele estava morto. A maneira dedicada como cuidou de si quando estava de cama. Sua lealdade sem limites, sua crença sem motivos concretos.


Riza tinha muito mais que uma grande lealdade, o que ela tinha era amor. Ela o amava sem limites e sentia culpa por isso.


Realmente, ela tinha razão, ele não entenderia. Jamais amou mulher nenhuma, ou pelo menos, era o que procurava acreditar.


- Eu também te amo...


-


-


Assim que desceu do trem Riza encontrou alguns soldados.


- Elizabeth-sama.


- Sim?


- O general está a sua espera no quartel.


- Hai.


Os dois soldados acompanharam-na até o carro e ela notou que havia um carro seguindo-os.


- Não se preocupe, Elizabeth-sama, são outros soldados. O general quer garantir sua segurança.


- Sim.


O percurso não foi muito longo. E Riza podia dizer que não sentia-se tão ameaçada, ali, Gabriel não poderia fazer nada. Será que finalmente poderia começar a viver a própria vida?


- A senhorita sabe onde fica a sala do general.


- Obrigada.


A loira caminha rapidamente para a sala do avô, onde o velho senhor a esperava sentado em sua cadeira.


- Minha pequena.


Ele se levanta para abraçar a neta.


- Eu também estava com saudades.


- Elizabeth, não foi muito sensato de sua parte não me contar que estava sendo perseguida. Aquele Gabriel é desequilibrado, nem sei como seu pai permitiu um namoro.


- Como se ele se importasse.


- Agora acabou, minha pequena. Finalmente acabou.


- Já estava na hora, não é?


- Sim, já estava. E o que você pretende fazer agora?


- Viajar como o senhor sugeriu. Eu não posso mais ficar em Ametris.


- Muito bem, eu vou organizar tudo. Algum destino específico?


- Escolha o senhor. Eu sei que vou gostar muito.


- Tudo bem.


A experiência não enganava o velho general, a neta estava muito mais fragilizada do que demonstrava. Como se arrependia de ter permitido que o genro a isolasse. Se pudesse voltar no tempo, assim que a filha morreu, teria exigido a guarda da neta. Aquele maldito nem depois de morto a deixava em paz.


- Você contou ao Roy?


- Tudo, ou melhor, quase tudo.


- Bem, eu nunca soube que segredo era esse, mas espero que o garoto faça bom proveito. Pelo menos assim, tudo o que aconteceu não seria em vão.


- Ele vai fazer muita coisa. O senhor vai ver como Roy ainda vai mudar esse país.


- Eu sei disso. – dá um pequeno sorriso – Você não pretende mais voltar a vê-lo, não é?


- Não. Eu vou encerrar esse capítulo da minha vida e o mais breve possível, vou te dar os bisnetos que você tanto deseja.


A loira dá um pequeno sorriso.


- Eu só quero que você seja feliz, e se casar e me dar bisnetos te faz feliz, eu vou ser o avô mais feliz do mundo.


- Eu não disse que pretendo casar. – a loirinha deu um pequeno sorriso, e apesar do tom de deboche, ela não descartava a idéia totalmente –


- Por favor, todos os meus cabelos já são brancos, não os faça cair.


- ri – Tudo bem. O senhor tem uma previsão...


- Pelo menos, duas semanas. Eu tenho que conseguir sua dispensa e organizar tudo da maneira mais discreta possível.


- Eu vou para o rancho então. Ninguém vai me procurar lá.


- Eu vou mandar uma escolta te levar. Não quero ver-te correr risco algum.


- Tudo bem.


Continua...


Notas finais
E ai?
Demorei muito?
Espero que aindam queiram saber como essa história vai terminar!
Kiss e comentem!