Cap. 12 – Partida

Aquelas duas semanas passaram muito rápido, o golpe de estado fora aplicado com sucesso, logicamente, que algumas rebeliões aconteceram, mas nada que não pudesse ser controlado.

Roy Mustang estava se firmando como o líder daquele país, mas o que sentia não chegava nem perto do que achou que sentiria quando o seu dia de triunfo chegasse.

Um grande vazio não saia de seu peito, e tudo porque ela não estava lá. Faziam duas semanas e não tinha uma única notícia dela. Havia tentado falar com o general, mas sem sucesso, o velho general se restringia a dizer que ela estava bem e que não era necessário qualquer preocupação.

Estava prestes a ficar louco!

- Nossa, Man! Que cara é essa? Você chegou ao topo, não chegou?

- Cheguei...

O moreno estava afundado em sua grande cadeira de couro negra de costas para Maes e virado para a janela.

- Nem um sinal dela?

- Nada. Nem um único telefonema...

- Quem sabe não seja melhor assim, talvez...

- Você não está falando sério, não é?

- Não, só estava tentando acabar com esse seu mau humor! Eu sei o que a Riza significa para você, não fique assim, ela vai voltar.

-

-

Parado perto do quartel general central, um ostentoso carro negro estava parado. Dentro dele, uma das maiores herdeiras daquele país olhava para o grande prédio.

Iria viajar dentro de duas horas, mas precisa vê-lo. Nem que fosse de longe e pela última vez. Sabia que nunca seria a dona daquele coração, mas nem isso fazia que deixasse de amá-lo. Roy era um vício, era como um heroína feita especialmente para viciá-la.

- Vamos, o expediente já acabou, você já pode ir embora.

O coração da loira pulava. Sua ansiedade não cabia dentro de si. Só queria vê-lo mais uma vez, por que Kami não podia ser generosa uma única vez?

Os minutos pareciam intermináveis e nada dele despontar por aquelas escadas.

Não dava para esperar mais, iria entrar e vê-lo.

Saiu do carro, colocou os óculos escuros e entrou no imponente prédio. Muitos olhares foram direcionados a bela senhorita que usava um belo sobretudo branco sobre o vestido roxo que não passava do meio de sua coxa.

Não era preciso dizer que ninguém a reconheceu, nem de longe imaginava que aquela era Riza Hawkeye. Mas não estava nem para os olhares que atraia, tinha um único objetivo em mente.

Caminhou, com passos firmes, até a sala que pertencia ao líder do país. A porta de madeira que possuía inscrições com letras douradas estava entreaberta.

Agradeceu muito por isso. Poderia vê-lo sem que ele a visse.

No entanto, ao olhar lá dentro, desejou não ter saído daquele carro. Roy estava com uma senhorita de longos cabelos negros e pele clara pendurada em seu pescoço.

A moça era muito bonita e ele não parecia se importar com o comportamento dela.

Finalmente havia acontecido o que ela mais temia?

Roy finalmente havia se apaixonado?

Sabia que isso aconteceria um dia, mas não pensou que doeria tanto.

Seu chão parecia ter sumido e uma faca parecia ter sido fincada dentro de seu peito.

Um turbilhão de emoções tomou conta da jovem. Não entendia o que havia feito de errado para apanhar tanto da vida.

Tudo o que conseguiu fazer, além de chorar, foi correr. Precisava sair dali, não queria jamais ter conhecido aquele homem. Se não fosse por ele, provavelmente, hoje seria uma mulher casada.

Gabriel havia cuidado dela quando o pai não se importava em saber se ela estava viva ou morta. Quantas vezes ele não havia enxugado suas lágrimas e cuidado de seu bem estar?

Que monstro ela havia sido. Se não tivesse o abandonado, ele não seria esse desequilibrado que era hoje...

Gabriel só surtou depois dela tê-lo deixado.

- Idiota!

Riza entrou no carro e quando estava prestes a dar partida no carro viu um vulto se esgueirar pelas sombras do quartel.

- Não pode ser... O que ele quer?

Ou ela estava louca? Ou Gabriel que estava sendo caçado estava se esgueirando pelas sombras... O que ele queria, afinal?

Deveria saber que ela não estava ali...

A não ser que...

Oh my god...

Ele não estava atrás dela, estava atrás dele.

Não, ele não podia fazer isso. Ele não faria isso!

-

-

Não havia mais ninguém ali dentro. E tudo já estava apagado, o quartel parecia mais uma casa de assombrada. Onde raios estavam aqueles seguranças? Sempre estavam perto quando não precisam e longe quando deveriam estar perto!

- Eu ainda vou demitir esses incompetentes!

Roy caminhava a passos largos para fora do quartel. Era bom que aqueles idiotas já estivessem com o carro preparado!

Eram pagos apenas para acompanhá-lo e ainda conseguiam ser incompetentes nessa função!

Assim que saiu de dentro do grande prédio estranhou o fato das luzes da rua estarem apagadas. Apenas a luz da lua iluminava o pátio.

Um barulho atrás de si chama sua atenção...

- Já estava na hora? Onde vocês estavam?

- Se você fala dos seus seguranças, estão dormindo profundamente devido a uma pequena dose de sonífero que coloquei em suas bebidas.

O moreno se vira, encontrando um vulto parado nas sombras.

- Não creio que você queira fazer alguma coisa contra mim. – Roy coloca as mãos nos bolsos a procura de suas luvas –

- Você não vai fazer nada. Só tem papo.

- Não sem quem você é, ou o quer comigo, mas não acho recomendável você ficar me fazendo afrontas. Pode ser preso por desacato a autoridade.

- Não está me reconhecendo?

- Desculpe, mas você não faz o meu tipo. – um meio sorriso aparece nos lábios do moreno –

- Quanta graça... Nem parece o garoto que ficou histérico por causa da morte do sensei.

Gabriel dá um passo a frente fazendo com que a luz da lua iluminasse seu rosto.

- Gabriel.

- Ainda se lembra de mim...

- Como esquecer, você nunca se conformou em não ter sido escolhido como pupilo, sempre estava a espreita, sempre me olhando feio.

- Desculpe, não queria ser indelicado. – o sarcasmo era inescondível –

- Você não deveria estar morto?

- Sua mira não era tão boa assim, quando deu as costas para mim não olhou se eu estava morto...

- E alguém te salvou, presumo.

- Um senhor em uma carroça... Mas isso não importa.

- Olha, eu não tenho um dia inteiro, fale logo o quer.

- Não sabia que tinha tanta pressa de morrer.

- Você não vai me matar, não tem cacife para isso.

- Quem sabe, mas eu posso matar a delicada Elizabeth...

- NÃO SE ATREVA A CHEGAR PERTO DELA!

- Se não fosse tão dramático, seria cômico!

Roy não pensa duas vezes ao fazer um círculo de fogo em volta de si e de Gabriel.

- Eu te mato antes disso!

- Você tem princípios demais. Não vai me matar, mas eu vou acabar com você... – o ruivo retira uma arma de dentro do bolso do casaco – Você tirou de mim tudo o que eu sempre quis.

- Não seja dramático, você só não foi o escolhido para pupilo.

- Não foi só isso. A Riza era minha, ela me amava, mas você tinha que aparecer e deslumbrá-la. Por sua causa eu perdi a minha rainha.

- Riza? O que você tem a ver com ela?

- Eu era o namorado dela, eu enxuguei tantas lágrimas, consolei tantas vezes... Mas isso não foi suficiente para ela ficar comigo. POR SUA CULPA ELA ME DEIXOU!

Naquele momento Roy entendeu tudo. Era Gabriel que estava perseguindo Riza, ele queria vingança por ela tê-lo abandonado.

Mas antes que qualquer outro pensamento pudesse vir a mente, Roy viu o cano metálico apontado para sua cabeça. Não havia tempo para fazer qualquer coisa...

O som de um tiro ecoa pelo pátio e um corpo cai.

Continua...

Oi gente!!

Aqui estamos nós pertinho do fim dessa fic, adoro e leio cada review que vocês mandam e espero por mais!

Então?

O que vocês acham que aconteceu?

Eu só conto se ganhar reviews!

Adollu vcs!

Kiss!