The Same Heart
1 Prólogo
Notas iniciais
Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?"
João 11: 25-26
Os murmúrios eram altos. Todos vindos da minha mente, já que não havia ninguém comigo, apenas eu e minha sombra. Eu corria entre as árvores mesmo não tendo nada atrás de mim, eu corria, e estava tonta, chorando.
Paro de correr assim que percebo que já estava perdida, sem ninguém. Quando o mundo era normal, com preocupações normais, vidas normais, dificuldades normais. Eu almejava por um tempo sozinha, daria tudo para ser eu naquele momento, com a floresta ao meu redor, o ar puro e o silencio.
No entanto, neste novo mundo, estar sozinha era a mesma coisa que morrer.
Principalmente quando se estava com um grupo antes. Estava acostumada com as pessoas, com as risadas, estava acostumada a acordar, levantar olhar para o lado e perguntar se precisavam de ajuda, estava acostumada com a minha pequena Rosie perguntando se ela podia ou não brincar com Mika. Estava acostumada a ouvi-los.
O silencio agora era meu único e maior inimigo no meio daquela imensidão verde.
Eu estava viva, mas isso que mais me deixava desesperada. Viver era difícil, não sabia se meus amigos, a minha família, não sabia se eles estavam vivos, e esse era o meu medo, nunca mais os encontra-los, nunca mais os vê-los. Se eu estivesse morta nada importaria, a dor ia embora, tudo sumiria, mas eu estava viva, e com medo.
E viver com medo naquele mundo também era a mesma coisa que morrer.
E eu me sentia assim: Morta.
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