Notas iniciais
Hey! Eu não iria postar devido a quantidade de comentários do capítulo anterior. Só 4 leitoras me fizeram feliz e eu super agradeço por isso. Sendo assim, esses capítulo é pra vocês que não abandonam a fic de jeito nenhum (: Ah, leiam as notas finais!

– Hey, olha o que eu tenho aqui! – Irina apareceu na sala naquela amanhã de sábado. Ela tinha um sorriso empolgado nos lábios pintados de rosa e balançava uma bolsa grande e cor-de-rosa.

– O que? Me deixa ver. – pedi estendendo os braços na direção dela. Quando se aproximou o suficiente pude notar que era uma bolsa de bebê. Havia ursinhos e flores estampados ao redor. – Que gracinha, Irina. Olha Emm.

Emmett estava concentrado jogando videogame na televisão de tela grande. Seus dedos se moviam ágeis controlando os pequenos jogadores numa partida de futebol virtual.

Minha cunhada revirou os olhos.

– Porque homens adoram isso? Eu curto jogar, mas, hellooo, isso aqui é mais importante. – falou, sentando-se ao meu lado no sofá maior. – Está pronta pra enchermos isso aqui?

– Hm, mais ou menos. – respondi, abrindo o zíper da bolsa e analisando por dentro.

A hora de Spencer nascer estava se aproximando. Dois meses para ser mais exata. Carmen disse que seria bom começar a organizar tudo para sabermos se faltava algo antes que a hora chegasse. E agora Irina estava com a ideia fixa de deixarmos a bolsa do hospital preparada.

– Eu vou cuidar da sua mala depois. Podemos esperar até o mês que vem, quem sabe eu te faço umas comprinhas até lá? Mas você e meu irmão precisam comprar fraldas e essas coisas para minha sobrinha.

Meus lábios se retorceram com suas palavras. Fraldas, chupetas, mamadeiras. Spencer tinha um guarda-roupa completo, mas faltavam coisas como produtos de higiene e alimentação.

– Acho que sua mãe precisa me passar uma lista.

– Falei com ela e já está providenciando. Infelizmente não posso ir com vocês. Stefan resolveu pintar o apartamento e advinha quem vai ajudar? A doce e maravilhosa namorada aqui. – ela apontou para sim mesma e revirou os olhos. Ri da minha cunhada maluca. – Mas toma aqui, usa o meu cartão. Emmett tem a senha. – retirou um cartão prateado do bolso e estendeu em minha direção. As unhas bem feitas e pintas de Pink brilhante em minha frente.

– O que? Não, Irina. – recusei, achando aquilo um exagero. Não tínhamos que ir fazer essas tais compras hoje. Podia muito bem esperar que me pagasse o salário da loja.

– Para de bobagem, Rose. Pegue logo. – insistiu, aproximando mais ainda o objeto prateado de mim.

Olhei para Emmett e ele continuava concentrado no jogo, como se nós nem estivéssemos ali. Suspirei vendo a carinha de ofendida que minha cunhada persuasiva começava a fazer. Então segurei o cartão, lendo o nome completo dela escrito em alto relevo.

– Tudo bem, mas você vai descontar tudinho do meu salário depois.

– Tá, tá. Eu desconto. – gesticulou ela, jogando os cabelos soltos para trás dos ombros. Porque eu tinha certeza de que ela não faria isso?! – Vou deixar meu carro pra vocês, avise o senhor jogador. Agora vou subir para tomar um banho, logo meu namorado gostoso está chegando aí.

A loira avisou e ficou de pé. Recebei um beijo na bochecha e ela se foi, subindo a escadas, saltitando os degraus e cantarolando.

– Ei, vamos às compras hoje à tarde. – falei para Emmett, aproximando-me mais dele e passando o cartão de crédito da irmã na frente de seu rosto. Só depois de fazer isso três vezes foi que ele piscou, virou a cabeça e me deu atenção.

– Vamos é? – perguntou desconfiado.

– Isso aí. Temos muitas coisas de bebê pra comprar e acho que vai ser legal fazermos isso juntos. Sabe, só nós dois. – comentei. Passei meu braço por dentro do dele e encostei minha cabeça em seu ombro. – Sua irmã emprestou o cartão e o carro. Tudo bem?

Emm assentiu com a cabeça e me encarou. Seus olhos verdes passearam por meu rosto e, antes que eu pudesse pensar que ele não estava animado com isso, Emmett sorriu de canto e beijou minha testa.

– Podemos passar no cinema. – foi uma afirmação, não uma pergunta. Assenti sorrindo, ansiosa por alguns momentos com meu namorado perfeito, como todo casal merecia.

Uma tarde fazendo compras para nosso bebê, cinema e a companhia dele. O que mais eu poderia querer? Finalmente a palavra shopping pareceu completamente atraente para mim.

– Sua mãe está fazendo uma lista do que vamos precisar. Prepare-se para carregar sacolas de fraldas, ursinho. – brinquei, rindo de leve e me soltando dele, que rapidamente voltou a jogar o videogame que havia pausado.

– Quando foi que combinaram tudo isso? – perguntou, sem desviar os olhos da tela.

– Há cinco minutos atrás. Você só não ouviu porque estava no mundo da lua com esse joguinho. – falei, encarando minhas unhas.

– Chata. – fui pega de surpresa por Emm. Ele me roubou um selinho e piscou, voltando a olhar para tevê.

[...]

Eu e Emmett já estávamos há quase duas horas rodando pelo shopping de Port Angeles. Saímos de casa logo após o almoço e ele dirigiu o conversível vermelho potente de Irina enquanto ouvíamos música na rádio e eu lia em voz alta a lista que minha sogra nos passou.

Já tínhamos comprado quase tudo. Chupetas, mamadeiras, babador, mordedores, termômetro e mais uma porrada de coisas. Eu sabia que criança dava trabalho, mas não que um bebê pudesse estourar um cartão de crédito. Agora estávamos no supermercado no shopping.

Emmett estava com os cotovelos repousados sobre a barra de empurrar o carrinho de compras, enquanto eu riscava alguns itens da lista quase completa. Nós andávamos devagar e eu não queria demonstrar, mas meus pés já doíam e estava cansada.

– O que falta agora? – perguntou ele, me encarando.

Dentro do carrinho havia pacotes de fraldas descartáveis, algodão e lenços umedecidos, além de salgadinhos e doces, porque, segundo Emmett, ele também era filho de Deus e estava merecendo comer besteira.

– Precisamos de xampu, condicionador e pomada pra assadura. – respondi, fazendo mais um risco no papel.

– E depois disso podemos ir comer? – perguntou, fazendo o olhar pidão de Alice. Ri de leve, cutucando sua bochecha com a caneta.

– E depois disso poderemos ir comer. – repeti, sorrindo. Ele soltou o ar aliviado. – Acho que essas coisas estão no outro corredor, vamos.

Caminhamos um pouquinho mais rápido, desviando de algumas pessoas com seus carrinhos de compras e viremos no próximo corredor à direita. Observei as prateleiras, repletas de produtos de higiene, procurando pela linha infantil.

Estava analisando uma embalagem quando uma voz atraiu nossa atenção.

– Emm? Emmett!

Emm e eu nos viramos na direção da voz e vimos uma garota alta acenando. Ela correu, se aproximando, com um sorriso de parar o trânsito no rosto.

– Judi? Caramba, não acredito! – Emm pareceu reconhecê-la. Soltou o carrinho de compras e deu alguns passos na direção da garota. Ele abriu os braços e ela se atirou em cima dele.

Fiquei observando o abraço apertado deles. Emmett suspendendo a garota do chão. Os dois riam. Quando finalmente se soltaram, ela bateu no ombro dele.

– Cara, você desapareceu. Depois da nossa mudança definitiva, não foi mais nos visitar em Tacoma, garoto. – disse ela, tentando aparentar estar brava. Outra vez os dois riram.

– Você também prometeu que viria a Forks e está me devendo até agora.

– Pois é. Eu tenho viajado bastante com as gêmeas. – respondeu a garota, colocando uma mecha de seu cabelo escuro e brilhante para trás da orelha.

– Elas ainda são modelos? – Emm perguntou, cruzando os braços, visivelmente curioso. Acho que nenhum dos dois estava notando minha presença ali, mas quem se importa né?!

– Cada vez mais famosas e orgulhosas. Sabe como isso contribui para o ego daquelas duas. – disse ela revirando os olhos e Emm balançou a cabeça, esbanjando um sorriso divertido no canto dos lábios. – Agora mesmo estamos indo viajar para casa de um fotografo, novo namorado da Dinah. Tive que obrigá-las a parar aqui pra comprar comida, até por que...

–... ninguém sobrevive sem batatas-fritas. – Emmett completou a frase da tal Judi e os dois caiaram na risada por falarem ao mesmo tempo.

Eu continuava a olhá-los como uma desconhecida intrometida no meio de dois melhores amigos, na esperança de que Emmett lembrasse que ainda tinha namorada e que ela estava bem atrás dele.

– Não vai nos apresentar, Emm? Olá! – a garota se esticou para poder me ver olhar e sorriu radiante, acenando com a mão direita.

Emm olhou para mim e pareceu constrangido por ter se esquecido da minha presença. Estendeu o braço, envolvendo minha cintura e me colando junto a si. Sorri sem jeito, estendendo minha mão pra garota.

– Judi, essa é a Rose, minha namorada. Rose, essa é Judi Foster, minha melhor amiga. – nos apresentou. Judi apertou minha mão e seu sorriso era bastante amigável, diferente do meu completamente sem jeito e tímido.

– Muito prazer. – tentei ser simpática, mas em minha mente eu só conseguia pensar o quão oportuno seria ter um buraco para me enfiar agora ou sair correndo dali.

Judi Foster era absurdamente linda. Era alta e magra como uma modelo, esbanjando uma postura confiante e ao mesmo tempo descontraída. Tinha os cabelos cumpridos, ondulados e escuros que combinavam com seus olhos brilhantes cor de chocolate, assim como sua pele negra. A garota usava calça legging preta, botas de montaria e um suéter cumprido cinza. Um longo colar cheio de pingentes balançava em frente à blusa de lã, assim como seus cabelos. Seu sorriso incrivelmente branco era radiante e as maças do rosto e sobrancelhas eram marcantes em seu rosto invejável.

Ok, quando foi que deixaram uma das angels da Victoria’s Secret escapar e se perder por aqui? – pensei irônica. Alice morreria se a visse.

Judi esbanjava simpatia e perfeição, enquanto eu me encolhia perto de Emm, vestindo calça jeans com elástico na cintura devido ao enorme volume da minha barriga, sapatilhas sem graças e uma blusa de malha branca com mangas cumpridas. Sobre meu cabelo... Bom, nem valia a pena ressaltar o estado do rabo de cavalo torto.

Acho que pensei tempo demais encarando a garota deslumbrante a minha frente, já que o silêncio se tornou meio perturbador. Judi foi quem o quebrou.

– Fala sério! Vocês vão ter um bebê? – exclamou, parecendo surpresa e animada, olhando do carrinho de compras para mim. Acho que pelo meu tamanho era obvio que estava grávida, mas ela não quis acusar.

– Pois é. Espero que venha nos visitar quando Spencer nascer. Minha irmã sente sua falta, meus pais também. – Emm disse, fazendo Judi sorrir com o pescoço inclinado, como que admirando as palavras dele.

– Spencer?! Quem diria: Emm sendo pai de uma garota! Não posso perder isso. – ela riu, colocando as mãos para trás e batendo os calcanhares. – Também sinto falta dos Cullen. Irina deve continuar a mesma doida de sempre.

– Está pior a cada dia. – Emm falou e os dois riram. Outra vez eu sentia que haviam se esquecido da minha presença.

– Aí está você! Judi, temos que ir. Dinah está louca tirando fotos com o carinha do caixa. – uma garota apareceu no final do corredor e gritou para Judi. Ela aparentava ser pouca coisa mais velha e tinha os cabelos igualmente cumpridos, mas os dela era repletos de cachos e bastantes volumosos.

A moça se foi, carregando várias sacolas e Judi tornou a se virar para nós.

– Bom, eu tenho que ir. Foi ótimo te ver, Emm. E foi um prazer conhecê-la, Rose. Parabéns pelo bebê. – ela se despediu, depositando um beijo em minha bochecha e dando outro longo e apertado abraço no meu namorado.

Quando Judi Foster se foi, correndo pelo longo corredor, Emmett riu baixinho, balançando a cabeça. Segurou o carrinho e esperou que eu colocasse as coisas que faltavam para que pudéssemos pagar.

– Muito bonita sua amiga. – comentei, enquanto deixávamos o supermercado com as sacolas nas mãos.

– Ela é e as irmãs também. – Emm respondeu, sem demonstrar interesse ou importância.

– Vocês estudavam juntos? – perguntei curiosa.

– Sim, desde a segunda série. Judi é incrível, engraçada e ótima em esportes. Ela era a estrela do time de futebol do colégio. Tinha que ver, ela chuta uma bola como ninguém. – Emm contou e, ao encará-lo, pude perceber que ele estava recordando as memórias.

O caminho até o estacionamento do shopping, onde guardamos as compras no porta-malas, foi repleto de falação sobre Judi e a garota perfeita que ela era. Emmett me contou que se divertia muito na fazenda dos pais dela durante as férias. Os dois faziam passeios de caiaque e trilhas, na companhia de Irina e das irmãs mais velhas da garota que descobri chamarem Dinah e Kelly e eram modelos em ascensão. Judi tinha um espírito aventureiro como ninguém! – foi o que ele disse.

E Emmett não parou mais de falar dela, até mesmo na fila para o cinema. Mas quem me mandou perguntar, não?

Quando voltamos para casa, eu só queria tomar banho e me deitar. E parar de ouvir da maravilhosa Judi e quantos campeonatos de futebol ela ganhou, claro.

– E aí, como foram as compras? – Irina perguntou, entrando no quarto enquanto eu tirava as sapatilhas dos meus pés inchados.

– Ótimas. – respondi, me concentrando nos meus próprios pés. Emmett estava lá embaixo conversando com Carmen, aposto que contando sobre o reencontro com a melhor amiga jamais mencionada.

– Epa, epa. Aconteceu alguma coisa. – não foi uma pergunta, foi uma afirmação. Olhei para minha cunhada e ela se sentou ao meu lado na cama. Irina segurou minha mão delicadamente como que me pedindo para falar.

– Encontramos uma garota no shopping. Judi, melhor amiga do Emmett. – contei e vi minha cunhada arregalar os olhos de animação.

– Judi? Judi Foster? Ah, não brinca! Mas porque está com essa cara? Ela foi rude com você? Pelo que conheço daquela garota, ela não.... – não a deixei terminar.

– Não, não foi isso. Ao contrário. Ela foi um poço de simpatia. – respondi. E bota profundidade nesse poço! – completei mentalmente.

– Então qual é o problema?

Me remexi na cama, me virando para Irina. Engoli seco antes de responder.

– Emmett nunca me falou dela, sequer a mencionou. Bom, ele tem essa mania estranha de não me contar das pessoas importantes já que quando te conheci foi uma grande surpresa. – lembrei, rindo sem humor. – A garota é perfeita, Irina. Eu me senti mal só por estar no mesmo ambiente que ela. Tem certeza que os dois sempre foram só melhores amigos? – perguntei, mas não tinha a certeza de que queria ouvir a resposta.

Minha cunhada riu e imaginei o quão idiota eu estava sendo tendo ciúmes de Emm e investigando através dela.

– Pode ter certeza que os dois sempre foram apenas grandes amigos, nada mais. Meu gatinho vê a Judi como o melhor amigo dele no corpo de uma garota bonita, acredite. – me assegurou ela, rindo mais. – Pare de ser boba, Rose. Meu irmão te ama e você é linda. Pare de se achar inferior. Tudo bem que a família Foster tem uma genética invejável, mas você também é linda.

Irina apertou minha mão como que para garantir que eu estava ouvindo suas palavras. Assenti para não contrariá-la, mas sabia que não dava para me comparar com a amiga de Emmett. Não quando eu estava gorda, de pés inchados e toda desarrumada.

– Vou falar com meu gatinho. Ele vai vir aqui confirmar tudo isso. – ela ficou de pé e eu segurei a barra de sua blusa antes que se afastasse.

– Não, Irina, não fala com o Emm. Já entendi que a Judi é só amiga dele. Ela foi bem legal, eu quem estou sendo boba. Por favor, não diga nada. – praticamente implorei, encarando seus olhos azuis profundamente e ela cedeu.

– Jura que não está chateada? Promete que não vai ficar com ciúmes dela? – quis garantir e eu assenti. – Assim que eu gosto. – Irina sorriu e eu devolvi o sorriso. Recebi um beijo na testa e ela deixou o quarto em seguida.

Ela tinha razão. Não havia motivos pra ter ciúmes de Judi e minha insegurança boba poderia acabar chateando Emm. Se ele decidiu namorar comigo, uma garota completamente comum, era porque me amava como eu era. Emmett já havia provado isso inúmeras vezes. Já tinha passado da hora de acabar com as dúvidas.

Fiquei de pé e terminei de me despir. Entrei no banheiro e liguei o chuveiro. A água quente era relaxante contra minha pele esbranquiçada. Fiquei feliz ao notar que quase não havia mais cicatrizes em meus braços. Foram tantos machucados causados por Hector... Mas tudo tinha ficado para trás, terminado.

– Tem espaço pra mais um nesse banho? – me assustei quando ouvi a voz de Emm soando do outro lado do Box. Virei a cabeça para encará-lo, o vendo me olhar pela fresta aberta do vidro. Minhas bochechas esquentaram.

Assenti com um aceno de cabeça e logo ele estava retirando a camiseta. No instante seguinte Emmett e eu disputávamos espaço embaixo do chuveiro. Ele colou o corpo no meu o máximo que pode, visto o volume da minha barriga. Suas mãos jogaram meus cabelos para trás enquanto eu me perdia, afetada demais com nossa proximidade, em seus olhos verdes e intensos, emoldurados por cílios grossos. Havia gotinhas de água presa neles, o que deixavam o olhar de Emm ainda mais hipnotizante.

– Você sabe que é perfeita e que eu te amo, não é?! – perguntou ele e por alguns instantes tive que buscar minha voz, que não queria sair de jeito nenhum enquanto meus olhos passeavam por seu rosto de anjo.

– Irina te contou. – acusei e ele riu, confirmando com a cabeça.

A água caía forte sobre nós e por alguns minutos o único som naquele banheiro era o de nossas respirações e da ducha.

– Por que você tem o péssimo hábito de não me contar nada das pessoas importantes da sua vida? – perguntei, enquanto ainda encontrava minha voz.

– Porque não acho que seja tão importante fazer uma lista de cada pessoa que passou pela minha vida no passado. Minha vida é aqui agora. Minha família, você, Spencer...

Uma mão dele deslizou por minha barriga, afagando a lateral.

Nossos olhares presos um ao outro e eu quase podia enxergar o fio que os mantinham assim. Minha respiração acelerou quando algumas gotas pingaram dos cabelos enxergados de Emm. Ele estava absurdamente sexy e terrivelmente próximo.

– Você é uma boba ciumenta e eu te amo mais que tudo, garota.

Seu sorriso travesso foi a última coisa que vi antes de sua boca atacar meus lábios e eu fechar os olhos. Emmett me beijou com voracidade. Suas mãos seguraram firmemente meu rosto e senti que não poderia escapar dali. E quem disse que eu queria escapar? Me deixei ser beijada com tanta sofreguidão, amor e volúpia, me esforçando o máximo para retribuir.

Não sabia dizer quanto tempo estávamos debaixo do chuveiro, mas nem mesmo meus pés e mãos enrugados estavam me incomodando. O corpo forte de Emm contra o meu e suas mãos macias em meu rosto podiam me manter ali pelo tempo que fosse.

Notas finais
Então, o que acharam? Até eu teria ciúmes do Emm, ai ai ai. Bom, sei que devem estar ansiosas pelo nascimento da Spencer - eu também estou - e é por isso que será no próximo capítulo. Entretanto, a velocidade da postagem vai depender de vocês. Então, se comentarem, tem capítulo novo. Beijo, beijo.