The Safe Place

37 Capítulo 37 – Acolhida Por Quem Me Faz Bem


Notas iniciais
Um pouquinho de Carmen e Irina pra vocês, aposto que estavam com saudades! E quero dedicar esse capítulo todinho pra Thaty Rodrigues. Amora, você fez uma recomendação incrível! Fiz até a dancinha do Chapeleiro de Alice no País das maravilhas hahaha Obrigada! Amei, amei.

No momento em que Emm me abraçava, o som de uma música eletrônica começou a tocar. Era o celular dele. Emmett se afastou um pouco de mim, ainda deixando uma mão em torno da minha cintura, e me mostrou o visor do aparelho.

– Falando na Bella. Alice e ela já me ligaram umas 10 vezes querendo saber como você está. – respondeu ele.

–Atende, elas estão preocupadas. – pedi. Queria tanto abraçar as duas agora.

Emmett se levantou e atendeu. Ele colocou na viva-voz e nós dois pudemos falar com ela. Ou melhor, com elas. Alice estava na casa de Bella e as duas estavam querendo vir me ver, mas disse que estava tudo bem e Emm pediu que elas viessem na manhã seguinte. Eu dormiria no hospital essa noite, pelo visto.

A porta do quarto hospitalar foi aberta e a figura maternal que eu tanto ansiava ver apareceu. Emmett encerrou a ligação e Carmen entrou com a expressão preocupada, mas assim que me encarou, sorriu.

– Olha só, ela já acordou. Como você está, carinho? – ela veio até mim, beijando minha cabeça.

–Bem, obrigada Carmen. – sorri para ela, apesar de estar envergonhada.

– Você nos deu um susto, menina. Não faça mais isso nem suma mais de nós, okay? — Carmen se sentou ao meu lado na cama e me abraçou. Aquele abraço que só ela sabia dar, quente, amoroso e completamente maternal.

–Ah, mas ela não vai sumir mesmo. Eu não vou deixar você sair nunca mais de perto de mim. – Emmett, que agora estava de pé atrás da mãe, se aproximou mais de mim e segurou minha mão.

–Então vocês se acertaram? – a mãe dele perguntou, olhando do filho para mim.

–Sim, eu perdi perdão ao Emm por ter escondido sobre o bebê, mentido e me afastado dele. E tenho que pedir a você também. Me desculpe, eu não devia ter agido dessa maneira. Fiz tudo do meu jeito. Eu estava com medo e fui fraca, me desculpa, por favor?! – pedi, envolvendo sua mão nas minhas.

Eu estava sendo totalmente sinceras em minhas palavras e admitindo meu erro. Carmen era tão doce e tinha um coração tão grande que eu esperava que me perdoasse. Eu não conseguiria viver sabendo que qualquer um da família Cullen estavam decepcionados comigo.

–Não tem que me pedir perdão, carinho. Ser mãe é a coisa mais incrível que pode acontecer na vida de uma mulher e descobrir uma gravidez, em qualquer idade, assusta. – ela falou, passando o dorso da mão livre pelo contorno do meu rosto. Ela tinha aquele sorriso terno nos lábios. Carmen não sabia, mas aquele sorriso era capaz de amolecer o coração de qualquer ser humano. – Mas você não está sozinha, meu bem. Nunca esteve. Nos deixe cuidar de você, está bem? – ele segurou meu queixo, me fazendo derramar uma lágrima.

Talvez a família Cullen tivesse uma fórmula de perfeição e com certeza ela vinha toda de Carmen.

– Obrigada Car. Eu vou deixar, prometo não me afastar mais. – a abracei e outra vez a porta foi aberta, revelando a figura daquela loira maluca que sentia falta de chamar de cunhada.

–Da próxima vez que você me esconder uma notícia dessa magnitude, Rosalie Hale, eu juro que vou arrancar cada fio de cabelo cacheado que tem nessa sua cabecinha, okay?! – ela entrou com aquele ar de mandona de sempre, porém o sorriso não saía do rosto apesar dela tentar fazer cara de brava.

–Irina! – abri meus braços, pronta para receber seu abraço. Carmen se afastou, deixando a filha tomar seu lugar perto de mim. – Me desculpe, tá?!

– Vou perdoar porque tenho um coração enorme. – brincou ela, me abraçando. – Na verdade é porque te amo mesmo, mas enfim... Me fala, como tá minha sobrinha?

–Acho que bem, mas não dá pra saber se é menina ainda. – respondi, dando de ombros.

–Mas eu sei, vai ser uma menina. –afirmou ela, com o nariz empinado e jogando o cabelo para trás, toda convencida.

–E você virou vidente desde quando? – Emmett perguntou. Agora ele e Irina dividiam o pequeno espaço na beirada da cama que eu estava.

– Ai não enche, gatinho. Eu sei das coisas. – ela piscou. – Mas e aí, Rose, como você está se sentindo? O Emm me contou enquanto você dormia o que o monstro do seu pai fez. Que maldade, isso é desumano. – comentou ela, afagando meu braço.

Respirei fundo, me ajeitando melhor na cama. Eu não queria falar sobre isso agora, não queria tocar no nome daquele canalha. Só queria esquecer. Carmen sentiu meu desconforto e interviu.

– Quando a Rose quiser ela irá contar, Irina. Deixa o assunto esfriar, ela está cansada agora, não é carinho? – me encarou e eu assenti, dando um sorriso de leve e sussurrando um pedido de desculpas a minha cunhada.

– Você não vai voltar pra sua casa, né? – a loira perguntou e eu não soube o que responder.

A menção da palavra casa me fez pensar se eu ainda tinha uma. Meu pai com certeza não queria me ver nem pintada em sua frente. Eu sabia que não poderia voltar, mas pra onde eu iria então?

Era uma boa hora pra começar a pensar na proposta de Bella há um tempo atrás e me mudar, nem que seja por uns dias, pra casa dos Swan.

– Eu não sei, eu acho que..

– É claro que ela não vai voltar pra lá, ela vai ficar em casa com a gente. – Emmett me interrompeu.

– O que? Não, sem chances de eu dar mais trabalho pra vocês. Eu posso ficar um tempo com a Bella, sei lá, depois eu me viro. – tentei remediar, mas Emmett parecia seguro e imutável em sua decisão. Carmen também, pelo visto.

– Você prometeu nos deixar cuida de você, Rose. Não podemos deixar você voltar para aquela casa. O Emm contou que seu pai te bate há anos, você deveria ter nos contado e pedido ajuda. – ela começou, olhando séria para mim. – Mas agora as coisas vão mudar. Nenhum de nós vai arriscar sua vida nem a do meu netinho deixando você voltar para sua casa. – Carmen falou, quase que ordenando, e segurou minha mão.

Ela sorriu compreensiva e senti vontade de chorar. Eles estavam sendo tão bons comigo! Como eu pude me afastar de pessoas assim? Eu não os merecia e não saberia agradecê-los jamais.

–Obrigada Car, de verdade. Eu nem sei como agradecer, eu... – nem consegui terminar e a ameaça de choro tomou minha garganta.

Tentei fechar os olhos mais era tarde demais, já tinham escorrido duas lágrimas. Emmett as secou com o polegar e sorriu pra mim. Aquele sorriso de covinhas que eu tanto adorava e já torcia para o nosso bebê ter.

– Não precisa agradecer sua boba. Você pode dormir no meu quarto. – Irina sorriu.

– Sem chances. Ela é minha namorada, vai dormir comigo. – Emmett retrucou.

–Mãe! – os dois chamaram ao mesmo tempo e vi Carmen revirar os olhos rindo. Eles estavam mesmo brigando por mim? Inacreditável!

–Calma que isso aqui ainda é um hospital. – ela respirou fundo. – Acho melhor a Rose dormir com seu irmão, Irina.

–Ah rá! – Emm comemorou, apontando o dedo na cara da irmã e ela lhe mostrou a língua.

–Mas mãe... – ela tentou argumentar, porém Carmen continuou a falar.

–Eles precisam de um tempo só deles, filha, entenda. Precisam se acostumar a conviverem mais tempo juntos porque vão cuidar de um bebê. – minha sogra explicou e Irina pareceu compreender, dando um sorriso de canto. – Você e o Emm se apertam na cama dele até a gente comprar uma de casal, tá bom? Podemos trocar os quartos, já que o da Irina é maior. Vamos ver como fica, temos tempo. – ela sorriu, repousando a mão em minha perna.

– Acho que um colchão de ar já está de bom tamanho. – respondi, achando aquilo tudo um exagero.

Comprar uma cama de casal? Tirar Irina do quarto dela? Eu nem bem havia chegado e já estava modificando as coisas na casa dos Cullen. Me sentiria muito mal se fizesse a loira perder o conforto dela, fora que já teria que roubar o espaço na cama de Emmett também não era nada legal.

Mas nada do que eu falasse adiantaria. Eles estavam dispostos a fazerem o melhor para que eu me sentisse em casa então, depois de alguns minutos e muitos argumentos dos três, desisti e deixei que me paparicassem, mas com a condição de que eu ajudaria Carmen em casa e continuaria trabalhando com Irina. Elas aceitaram, mas só quando eu estivesse me sentindo completamente bem.

Carmen saiu para chamar a médica, ela queria que ela me explicasse o que havia acontecido e quais os cuidados eu deveria tomar a partir de agora. Irina foi para cantina do hospital atrás de café e Emm ficou comigo, me abraçando e dizendo o quanto estava feliz por nós dois juntos de novo.

Quando a médica entrou, seguida por minha sogra, me desapontei por notar que não era a mesma que estava na sala comigo quando entrei no hospital. Não era a médica que se parecia tanto com minha mãe. Queria vê-la novamente, só pra ter certeza que não era uma brincadeira da minha mente ou culpa da injeção que me deram.

Meu coração quase saiu pela boca quando a doutora Charlotte disse que por muito pouco eu não sofri um aborto. Ela me receitou algumas vitaminas alegando que eu estava abaixo do peso, ainda mais agora que meu corpo teria que aguentar um bebê se desenvolvendo. Além disso, também me passou alguns exames que eu deveria fazer já que nesses últimos dois meses não havia acompanhado nada da gravidez. Ela se despediu dizendo que mais tarde voltaria para dar uma olhada em mim e, se eu passasse a noite bem, amanhã estaria liberada do hospital.

Carmen acariciou e beijou meus cabelos, se despedindo para passar na farmácia e comprar os remédios que a médica receitou, além de tomar um banho e descansar.

– Eu vou com você em todos esses exames, não vou te deixar mais sozinha em nada. Você vai enjoar de me ter por perto. – Emm falou, se deitando comigo e passando o braço para trás do meu pescoço. Me aninhei em seu peito com cuidado, já que agora havia uma agulha ligada a bolsa de soro em meu braço que a doutora colocara antes de sair.

–Impossível eu enjoar de você. – respondi, absorvendo seu cheiro delicioso. Aquele cheiro o qual jamais conseguiria enjoar.

Emm beijou minha cabeça e eu bocejei. Antes de pegar completamente no sono, agradeci a Deus por tudo finalmente ter dado certo. Afinal, esse era o certo. Eu e Emm, juntos, cuidando do nosso bebê.

Ficaríamos bem agora, eu tinha certeza. Nós estávamos juntos, eu estava perdoada e me esforçaria com todas as minhas forças para jamais magoá-los outra vez.

Notas finais
E aí, gostaram? Rose vai morar com os Cullen, quem gostou da ideia de ver o casal mais juntinho ainda?! Eu sim *u* Gente, não tenho data para o próximo. As provas da facul estão chegando, tenho uma pilha de coisas pra ler, sorry. Mas eu volto o mais rápido possível. Beijos (: