Notas iniciais
Ei amoras! Sorry pela demora, mas tá aí. Quero ver comentários, okay?

–Emm, já cheguei filho!

Escutei ao longe a voz de Carmen chamar. Logo em seguida duas batidas leves na porta. Droga, quanto tempo nós dormimos?

Me remexi na cama, saindo com cuidado do abraço de Emmett e me estiquei, pegando o celular na mesinha ao lado . 7 horas da noite, caramba!

–Merda! – resmunguei baixo.

Olhei para Emm dormindo ao meu lado, seu sono tão pesado e tranquilo. Era necessário mesmo acordá-lo?

–Filho? – outra batida na porta

Sim, era necessário.

–Emm. Emmett, acorda amor. – ele resmungou alguma coisa e se virou para o outro lado. Eu acharia fofo, se não fosse pelo fato da mãe dele estar há poucos metros de nós. – Emm, a Car está te chamando.

Ouvi seu suspiro pesado e o vi abrir os olhos devagar. Ele sorriu, um sorriso tão adorável, as covinhas marcaram as bochechas e fiz questão de apertá-las. Era irresistível.

Emm, meu bem, está aí? – Carmen perguntou docemente e vimos o barulho da maçaneta. Mas a porta estava trancada.

–Estou indo, mãe, só um minuto! – ele gritou pra ela.

Está certo, te espero lá embaixo, querido. Vou fazer o jantar.

–Tá ok, mãe. Estou descendo.

Ouvimos os passos dela se afastarem enquanto nos encarávamos em silêncio, depois rimos baixo.

–Vou usar o banheiro, tá bem? – pedi e ele revirou os olhos.

–Não, não pode. – Ele fez cara de sério e eu de confusa. –Não sem antes me dar um beijo. – um sorriso travesso brotou em seus lábios e logo suas mãos puxavam minha cintura.

Eu estava enrolada no lençol de sua cama e não demoraria nada para que ele não cobrisse mais meu corpo. Minha mente tomou a frente e parei o beijo que já começara a ficar quente.

–Tá amor, chega. Ou a Carmen volta aqui atrás de você. – falei me separando dele, dando apenas um selinho antes de descer da cama. Pude ver o biquinho irresistível que Emm fez.

Prendi melhor o lençol em torno de mim e fui para o banheiro, recolhendo minhas roupas do chão pelo caminho. Entrei no banheiro de Emmett determinada a sair de lá o mais apresentável possível. Foi difícil, mas consegui parecer decente e desfazer a bagunça que estavam meus cabelos.

Quando saí, vi Emmett já vestido e recolhendo os lençóis. Ele veio até mim dando um beijo rápido e em seguida jogou o bolo de panos num cesto.

–Vamos? – falou destrancando a porta do quarto.

–Eu não posso sair pela janela? – brinquei, mas estava um pouquinho nervosa. Se Carmen perguntasse o que estávamos fazendo trancados no quarto, com certeza teria um infarto.

–Minha mãe é super de boa, Rose. Ela não vai te matar. E se tentar eu te protejo ok? – ele apertou minha mão, sorrindo.

–Nossa, ajudou muito. – fui irônica.

Ganhei um beijo doce na testa e descemos as escadas juntos. Eu estava meio escondida atrás de Emmett e pude ver um arranhão vermelho em seu pescoço. Senti-me culpada por isso.

–Ai amor, me perdoa. Eu te machuquei aqui. – toquei o local levemente e a mão de Emm seguiu meu toque.

–Relaxa anjo, não foi nada, nem está doendo. Mas se quiser dar um beijinho pra melhorar... –e ele deu de ombros, sorrindo sapeca.

Sorri também e me estiquei, beijando delicadamente a marca vermelha que minha unha havia causado em seu pescoço.

Rimos um para o outro e escondi meu rosto em seu peito quando ele apertou minha cintura, fazendo um pouco de cócegas.

Estávamos nesse momento só nosso, de pé em frente à escada, quando Carmen surgiu, vinda da cozinha, com um pano de pratos na mão. Ela chamou nossa atenção coçando a garganta, e senti minhas costas se arrepiarem.

–Então aí está meu filho, hein?! Não sabia que ainda estava aqui, Rose. – ela sorriu pra mim.

–Estávamos estudando lá em cima, mãe. Desculpe a demora, acho que pegamos no sono em cima dos livros. – Emm coçou a cabeça, disfarçando uma risada.

–Vocês estudaram a tarde toda até agora? Vão enlouquecer! – Carmen riu.

–Culpa da Rose, eu avisei. Mas pelo menos agora eu acho que aprendi aquelas fórmulas malucas. – ele contou.

–Então a Rose fez um bom trabalho? – ela quis saber.

–Um ótimo trabalho, você nem faz ideia. – o sorriso de Emmett foi sugestivo demais, fazendo minhas bochechas queimarem. Belisquei suas costas para que Carmen não visse. Ela sorriu confusa e eu tentei disfarçar falando.

–Bom, eu preciso ir pra casa. Já está tarde.

–Não vai ficar para jantar, querida? –Carmen perguntou triste segurando minha mão.

–Desculpe Car, mas eu tenho mesmo que ir. – eu precisava de um banho, lavar meus cabelos suados.

–Tudo bem, carinho. Promete que vem jantar conosco no fim de semana? – ela pediu e parecia ser um grande pecado negar algo a alguém tão doce quanto ela.

–Claro que venho. – sorri e recebi um abraço materno.

–Filho, a leve pra casa. Pode pegar meu carro, as chaves estão lá em cima da minha cama. – pediu, olhando para Emmett e tocando seu braço.

–Pode deixar, valeu mãe. – ele beijou a bochecha dela e subiu.

–Ah Emm, pode pegar minha mochila, por favor? Se não for incomodar, esqueci no chão do seu quarto. – pedi e o vi revirar os olhos.

–Você nunca incomoda Rose. Até parece né, amor. – corei por ele me chamar de amor na frente da mãe.

Emmett subiu depressa e sumiu de nossas vistas. Carmen suspirou e veio entrelaçar o braço no meu.

–Tudo bem, o que você dois aprontaram lá em cima? – ela perguntou, me fazendo arregalar os olhos e quase engasgar com o ar.

–O que? Nada, Carmen! Por favor. – tentei fugir da situação, encarando meu pés.

–Não minta pra mim, mocinha. O brilho no seu rostinho não mente. – ela acariciou minha bochecha e naquele momento senti falta de ter minha mãe por perto e poder conversar sobre esse momento incrível da minha vida. – Você sabe que aprovo por completo sua relação com meu filho. Eu só quero que vocês dois se cuidem, está bem?

Com certeza passei de vermelha pra roxa. E, pensando no que ela disse, senti meu estômago embrulhar com o fato de que não fizemos isso. Não nos “cuidamos”. Tentei não deixar transparecer meu nervosismo.

–Voltei, vamos? – Emm anunciou, pulando os dois últimos degraus da escada.

–Vamos. Obrigada Car e me desculpe por não ficar. – me despedi dela com um abraço. Ela me apertou em seus braços e eu soube que ali era um dos lugares mais reconfortantes do mundo. Recebi um beijo na bochecha e um “volte logo querida”

–E lembre-se do que eu te disse tá? – Carmen falou assim que eu e Emm passamos pela porta. Tornei a ficar vermelha, me virei para ela e assenti. Depois de acenar, segui para o carro de mãos dadas com Emmett.

–Do que minha mãe estava falando? – ele perguntou curioso.

–Nada não, amor. É coisa de mulher. – respondi e ele deu de ombros, esquecendo-se do assunto graças a Deus.

Entramos no carro e eu permaneci calada todo caminho enquanto Emm dirigia. Em minha mente repassava as cenas da melhor tarde da minha vida.

– Amor, chegamos. – Emm apertou meu joelho. Nem percebi que já havíamos parado na frente da minha casa.

Virei-me para ele sorrindo e o beijei intensamente. Emmett correspondeu no mesmo instante, suas mãos segurando meu rosto, acariciando minha bochecha.

–Obrigada. –comecei – Obrigada por tudo, por essa tarde maravilhosa. Por ser meu namorado, me amar. Por me fazer sua. Eu... – eu já estava começando a chorar que nem uma boba, como sempre.

Emmett me abraçou e senti seus lábios quentes em minha cabeça, beijando com ternura meus cabelos.

–Não chora amor. Me dói te ver chorar. – ele pediu.

–É de felicidade, Emm. Você é tão perfeito, é tudo que eu sempre quis que chego a pensar que estou sonhando. –confessei.

–Não, você não está sonhando. – Ele tirou uma mecha de meu cabelo que caía em meu rosto. Seu sorriso de covinhas brilhava pra mim. –Nem eu estou sonhando, por que sei que você é meu anjo de verdade.

Emmett me deu um selinho e beijou minha testa, em seguida me abraçou desajeitado devido ao pequeno espaço do carro. Enterrei minha cabeça no vão de seu pescoço, absorvendo seu cheiro inebriante o gravando cada vez mais em minha memória. Pedi a Deus, em pensamentos, que nunca ao afastasse de mim.

–Te amo, Emm. Meu lugarzinho seguro. – murmurei em seu peito, sentindo o calor.

–Também te amo, Rose. Te amo muito. – falou, passando a mão por minhas costas.

Quando nos separamos, muito contra minha vontade, nos despedimos com um último beijo da noite. Entrei em casa agradecendo a Deus por meu pai já ter ido trabalhar.

Já em meu quarto, tranquei a porta e fui tomar banho. Lamentei quando a água quente levou do meu corpo o cheiro delicioso de Emmett que estava impregnado, mas me contentei com as lembranças perfeitas do seu toque em minha pele marcada.

Não sabia por que, mas tinha toda e completa convicção de que Emmett estaria comigo pra sempre. Eu iria lutar, me esforçar, para ser a melhor namorada do mundo. Não iria perdê-lo de forma alguma.

Eu estava tão feliz!

Notas finais
Então? Beijinhos :3