The Safe Place
20 Capítulo 20 – Tarde de Amor
Notas iniciais
Duas semanas depois...
Estávamos nas últimas provas antes das férias do meio do ano. Eu não via a hora de ter um mês de paz e descanso. Não que o colégio estivesse aquele inferno de antes. Não, havia melhorado até que consideravelmente. Graças a Emmett. Ele me mostrou algo que nunca pensei que fosse possível sentir dessa forma. Emmett me mostrou como é amar e ser amada. E isso eu jamais saberia como agradecer.
Eu e Emm tentávamos estudar para última prova de física, mas estava difícil nos concentrarmos. Eu até conseguia tirar boas notas, mas com ele ali me encarando com seu par de olhos incrivelmente verdes ficava praticamente impossível. Estávamos jogados no chão do quarto dele com uma pilha de livro tentando entender e mentalizar as drogas das fórmulas para os exercícios de velocidade e aceleração. Agora eu me pergunto: pra que eu vou querer usar isso na minha vida? Pra nada!
–Ah Rose, chega disso! Estamos a quase três horas repetindo como macaquinhos treinados essas fórmulas que não são de Deus e nada entra mais na minha cabeça. – Meu namorado reclamou pela décima vez, jogando o caderno no chão e esfregando os olhos como se estivesse com sono e irritado.
Meu namorado. Eu ainda ficava boba quando mencionava essas palavras. Há alguns meses se me dissessem que meu teria um namorado eu teria dado uma boa gargalhada na cara dessa pessoa. Mas ali estava ele. Emmett. Lindo e todo meu. Acho que não poderia ser mais feliz, poderia?!
–Qual é Emm. Só mais um pouquinho e a gente para, ok? – pedi apertando seu joelho. — Vai, me fala a fórmula da velocidade média.
Emmett revirou os olhos com minha insistência. Colocou as mãos na cabeça tentando se lembrar.
–Desisto, eu não sei. O resto de neurônios que me restavam acabou de queimar. – ele dramatizou, se deitando de costas no chão e colocando um dos livros no rosto.
–Vamos lá, eu te ajudo a lembrar. – incentivei, mas ele nem se mexeu. – A fórmula da velocidade do móvel é o resultado da divisão do espaço percorrido pelo tempo. Viu? Simples! – dei de ombros como se fosse realmente fácil. Acontece que eu tinha que tirar boas notas se quisesse a bolsa de estudos no final do ano para faculdade. –Vamos Emm, estamos acabando já. – puxei seu pé e ele tornou a se sentar.
–Está bem. – revirou os olhos. Depois colocou a mão no queixo, parecendo pensar. Quando um sorriso travesso surgiu em seus lábios fiquei com medo do que aquela cabecinha de vento estaria pensando. – Então tá, agora sou eu quem vai perguntar: Qual a velocidade necessária pra eu conseguir te levar para aquela cama em um espaço pequeno com o menor tempo possível? – ele falou apontando a própria cama ao nosso lado.
Eu tive que rir, mas mesmo assim acho que estava vermelha. Escondi meu rosto no caderno, mas depois voltei a encará-lo e ele estava me olhando de forma maliciosa o que me fez mudar de vermelha para roxa.
–Bom, vamos ver... –fingi entrar na brincadeira. –Você está parado. E seguindo as leis da inércia um corpo tende a permanecer no mesmo estado. Então você continua paradinho aí, certo?! – sorri vitoriosa.
Emmett revirou os olhos com minha resposta inteligentíssima, mas acabou rindo.
–Você é muito espertinha, sabia? Mas eu acho que dobro você. – Ele falou, vindo de joelhos até mim.
–Nem vem, temos prova amanhã Emmett. – falei tentando pará-lo. Tarde demais, suas mãos agarraram minha cintura e seus lábios tomaram os meus num beijo apaixonado de tirar o fôlego. – Emm, concentração. – pedi, tentando me separar dele, mas minha voz já estava afetada o suficiente para que ele notasse que eu queria era mesmo continuar com o beijo.
Eu disse que era impossível estudar com ele! Devia ter ido pra casa da Alice de novo!
–Eu estou concentrado. Em você. – respondeu, beijando meu pescoço e subindo até minha orelha onde deu uma leve mordida.
Empurrei os livros do meu colo e passei mês braços em torno de seu pescoço querendo cortar qualquer espaço ente nós.
O beijo começou um pouco mais quente que o normal. Seus lábios buscavam os meus com uma necessidade que chegava quase a ser violenta e eu estava gostando. Gostando até demais. Suas mãos já se infiltravam por dentro da minha blusa e iam subindo.
–Emm, eu acho que estamos indo longe demais, amor. – disse, tentando escapar de seus beijos.
Minha consciência brigando com meu corpo e coração. Minhas mãos que antes exploravam seus curtos e claros fios de cabelo, agora foram para seu peito tentando fazê-lo se afastar. Parei de beijá-lo e ouvi seu suspiro pesado de frustração notando que eu não correspondia mais.
–Amor, me desculpe. – pedi, segurando sua mão.
–Tudo bem, Rose. Eu entendo que não queria isso agora. – ele falou visivelmente desapontado e isso me deixou culpada.
Era como se ele pensasse que não o quisesse. Não era nada disso.
–Não, não é isso. Eu... – cocei o braço desviando meu olhar envergonhado do seu, pensando em como falar o que queria. – Olha, eu nunca cogitei a ideia de alguém me querer assim. E eu... –respirei fundo. –Ah, eu tenho medo de não ser boa o suficiente pra você.
Falei de uma vez o que se passava em minha cabeça. Era melhor Emmett saber que eu não me sentia suficiente para ser namorada dele, para ser completamente dele. Ele era perfeito demais pra mim.
–Rosalie você é uma boba, sabia?! – ele riu de leve. – Como assim não ser boa o suficiente pra mim? Você é perfeita e feita pra mim. Eu nunca poderia quere outra garota, porque já te quero de todas as formas possíveis. Eu sei esperar, ok? Agora ponha isso de uma vez na sua cabecinha. – ele beijou minha testa e ficou de pé. – Vou lá embaixo pegar algo para comermos, tá bom? – avisou, indo em direção à porta.
Okay, tínhamos o que? Apenas dois meses de namoro? Não importa. Eu não podia deixar essa oportunidade escapar, certo? Ele havia acabado de dizer que eu era a única garota que ele queria. Assim como ele é o único que eu desejo. Se ele amava tanto quanto eu a ele, não havia porque adiar.
–Emm, espera! – fiquei de pé num pulo. Caminhei até ele e parei em sua frente.
Minhas mãos tocaram seu rosto, absorvendo cada traço. Ele era tão lindo, doce e tão meu. Não havia o que temer certo? Certo.
Fiquei na ponta dos pés, segurando sua nuca e o beijei. Meus lábios tentando transmitir toda sensação de confiança que só ele conseguia me passar.
–Tem certeza disso? – Emm interrompeu o beijo segurando meu pulso e perguntou. Seus olhos analisavam cada reação do meu rosto.
–Tanto quanto você. – afirmei encarando seus olhos verdes e sorrindo.
Logo seus lábios carnudos tomaram os meus e respirar não parecia mais ser necessário.
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Sem interromper nosso beijo, Emmett fechou e trancou a porta atrás de si. Depois me conduziu até perto da cama segurando firme em meus quadris.
Separamos-nos apenas para livrarmos de nossas roupas. Emmett levantou os braços facilitando meu trabalho quando minhas mãos voaram ansiosas para a barra de sua camiseta. Arfei espalmando as mãos por seu peito nu e forte, tendo aquela visão perfeita apenas a minha disposição. Depositei um beijo ali.
Não demorou muito para que ele fizesse o mesmo, se livrando da minha blusa laranja. Virei de costas para facilitar seu trabalho com o fecho do meu sutiã roxo. Suas mãos quentes eram ágeis, mas ao mesmo tempo nervosas enquanto ele brigava com o fecho. Ri de leve quando ele resmungou algo que não entendi e finalmente conseguiu abri-lo. Mas não era uma hora pra rir, não mesmo!
Corei, ficando nervosa e envergonhada por ter que me virar novamente de frente pra ele. Emmett beijou meu ombro ternamente, me dando a certeza que me amava e não havia motivos para vergonha.
Sem me arriscar olhar em seus olhos me virei de uma vez. Emmett me tomou num beijo ardente, me deixando sem reação. Minhas mãos passaram em volta de sua cintura e o puxei para mais perto, colando nossos corpos. Quando ele parou o beijo, se separando um pouco para ter uma visão melhor de mim senti minhas bochechas queimarem.
–Perfeita. – ele sussurrou com a voz completamente afetada, o que me fez arrepiar.
Emmett voltou a me beijar com volúpia e suas mãos subiram por meu corpo. Seus dedos roçavam minha pele completamente sensível ao seu toque. Não pude segurar o gemido baixo que escapou de minha garganta.
Senti um leve sorriso brotar em seus lábios e minhas mãos ansiosas foram para o botão de sua bermuda jeans. Ele entendeu o que eu pretendia e se afastou completando o serviço. Fiz o mesmo com meu short, o deslizado o mais rápido por minhas pernas.
Agora eu estava apenas de calcinha e ele e cueca boxer azul marinho. Não pude deixar de admirar seu copo escultural e acabei arfando. O desejo de tê-lo me consumindo como fogo que devora a madeira numa lareira.
Sua boca beijava toda extensão do meu pescoço enquanto eu desfrutava de sensações que jamais imaginei que fosse possível sentir.
Quando sua mão apertou o local em minhas costas onde havia cicatriz, não doeu, mas me lembrei de que não havia só aquela. Havia várias marcas por todo meu corpo. E ele agora estava vendo cada marca nojenta que meu pai havia provocado. Elas estavam ali para sempre me lembrar de que nunca seria completamente feliz. Não pude evitar ficar triste justamente naquele momento. Não queria chorar, mas quando funguei tentando segurar as lágrimas, Emmett notou e me encarou.
–O que foi Rose? Podemos parar se não estiver pronta. –Ele acariciou minha bochecha. Escondi meu rosto em seu peito, sentindo a pele quente e macia.
–Essas marcas horríveis, Emm. –falei baixo, temendo que ele ficasse chateado ou notasse que eu não sou o que aparento. Que meu corpo não era a melhore visão do mundo.
Emmett ergueu meu queixo me fazendo encará-lo.
–Rose isso não é culpa sua e muito menos um empecilho para eu te amar. Eu não ligo para machucado algum em você. Isso mostra o quanto você é forte. – ele me beijou de leve. – Minha maior preocupação é não te machucar. – ele falou e dava pra sentir o carinho que irradiava de seus olhos para mim.
–Não vai. Eu confio em você. – Dessa vez foi eu quem iniciou o beijo.
Voltamos ao nosso clima de antes. Logo as faíscas de desejo começaram a saltar de nós. Cuidadosamente Emmett me pegou no colo, passando minhas pernas em torno de sua cintura e me deitou em sua cama. Seus beijos foram descendo por meu pescoço, barriga, até pararem na barra da minha calcinha. Emm voltou a me encarar como se pedisse permissão. Eu apenas assenti afetada demais para conseguir usar palavras.
Devagar seus dedos puxaram o elástico da minha lingerie, passando por minhas coxas com cuidado, pois minha pele estava um tanto sensível ali, onde havia uma marca de queimadura adquirida há algumas semanas depois da briga com meu pai. Ele “acidentalmente” derrubou a panela de água quente em minha perna.
Quando Emmett se livrou por completo de peça, beijou com ternura o local da queimadura. Seu gesto doce me deixou mais encantada, se é que ainda é possível. Depois voltou para cima, me beijando com vontade e paixão.
Sua cueca era a única coisa que nos atrapalhava. Mas não por muito tempo. Logo eram apenas nossos corpos, suor, amor e beijos. Sem roupas, sem medos, nem nada que pudesse atrapalhar nossa completa união. Arqueei minhas costas, erguendo o quadril em sinal de protesto enquanto ele beijava meu pescoço. Não estava mais aguentando esperar e pelo visto nem ele.
Descrever a sensação de nossos corpos unidos é realmente impossível. Foi lento e calculado no começo, mas logo nos movíamos juntos num ritmo só nosso. Eu não sabia ao certo o que fazer, só estava deixando ele me guiar.
Senti-me no céu e na terra ao mesmo tempo. Como se a distância fosse tão curta, mas também tão longa. Era difícil explicar. Era uma contradição prazerosa.
Quando terminou, talvez até cedo demais, Emmett se deitou ao meu lado, me puxando para seu peito. Depositei um beijo terno ali antes de acomodar minha cabeça sobre ele. Emm beijou meus cabelos suados. Senti seu dedo fazendo círculos imaginários por minhas costas nuas.
–Eu te amo, Rose. – ele sussurrou e beijou o topo de minha cabeça.
Sorri satisfeita, enquanto ele puxava o lençol para nos cobrir da cintura para baixo.
–Eu também te amo, Emm. Você mudou minha vida de uma forma que nem sei descrever. Era tudo cinza e você veio colorir. Você me mudou, e eu não poderia estar mais feliz do que agora. – Ergui a cabeça para encará-lo e beijei seu queixo. – Você é meu lugar seguro, sabia?!
Ele sorriu sincero para mim, os olhos brilhando e as covinhas marcando as bochechas.
–Eu vou te proteger sempre. Ninguém vai te machucar, nunca mais. – ele garantiu e eu acreditei. Não havia hipótese nem de abertura para dúvidas. – Você é minha vida, Rose.
Outro beijo surgiu ali, esse era calmo e transmitia outra vez aquela sensação de segurança e cuidado. Suas palavras eram tão doces e sinceras. Assim como nosso amor.
Repousei minha cabeça em seu peito e o sono me dominou, me fazendo piscar algumas vezes. Aspirando o perfume delicioso que emanava de Emmett, adormeci. Caí na inconsciência guiada pelas lembranças recém-adquiridas de um fim de tarde maravilhoso que marcaria eternamente meu coração e minha vida, assim como a de Emmett.
Quando perguntei se não poderia ser mais feliz do que já estava, bom... Descobri que sim. Agora estávamos unidos da maior forma possível e esse vínculo ninguém jamais poderia quebrar.
“Eu não gosto de andar por esta casa velha e vazia
Segure minha mão, eu andarei com você, minha querida
As escadas rangem enquanto dorme, isso me deixa acordada
É a casa dizendo-lhe para fechar seus olhos...” – Little Talks
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