The Safe Place

62 Capítulo 62 – Conto de Fadas na Praia


Notas iniciais
Hey meninas, sei que querem me matar. Mais de 20 dias se atualizar, que cara de pau a minha! Sorry. Isso não vai mais acontecer, eu prometo. Espero que ainda estejam aí e curtam esse capítulo. Vou responder os maravilhosos comentários do capitulo anterior logo. Obrigada (:

Alguns meses depois...

O dia estava completamente agitado! Havia caixas para todos os lados, caras desconhecidos desmontando e carregando móveis para fora e telefonemas a cada 5 minutos.

Não, não estávamos de mudança. Bom, não todos nós. Irina estava e direto para o apartamento do professor Stefan. O casamento seria no próximo sábado e ela não podia estar mais paranoica. Carmen também.

– Mamãe, a senhora falou com o pessoal do bufê hoje? Está tudo certo? Sabe que nada pode dar errado e... Meu Deus, tá tudo errado! Essas caixas vão e essas ficam. Eu já disse dez vezes, vocês não me escutam? – Irina gritou para o cara da mudança, enquanto Carmen sequer lhe dava atenção e continuava a anotar coisas em seu bloquinho para não se esquecer de nada.

O homem respirou fundo e eu fiquei com medo de que ele estrangulasse minha cunhada agora mesmo. Eu ri e a loira passou desviando das caixas em direção a escada, já com o celular próximo ao rosto outra vez.

– Não Shannon, eu não estava falando com você. Como assim a Lindsey não quer usar o vestido? Aquela... – ela voltou a reclamar com a amiga sobre o telefone.

Irina e essa tal de Lindsey, uma das madrinhas, estavam discutindo há dias sobre o vestido das madrinhas porque a garota não concordava com a cor. Eu estava vendo o momento da loira desconvidar essa garota do casamento.

Spencer riu de algo enquanto eu segurava suas mãozinhas. Eu estava sentada no sofá e ela de pé em minha frente, quando Irina interrompeu a conversa no celular e me lançou uma olhar de dar medo.

– Rose, porque está aí só olhando? Levanta essa bunda gorda do sofá e vem me ajudar com as últimas roupas. Ah, você precisa falar com a Shannon sobre a loja. Ela vai trazer novas peças de Paris e você vai ficar respon... Não Shannon, eu não estou falando com você e sim sobre você. Meu Deus, que pressa... – Irina desandou a falar, tornando a subir as escadas, me deixando de boca aberta. – E vem logo, Rose! – ela berrou lá de cima, antes de gritar com mais algum cara da mudança.

Balancei a cabeça, rindo desacreditada.

Durante a extensa Lua de Mel da loira, eu assumiria toda responsabilidade da Fashion Dash. Essa tal de Shannon, melhor amiga de Irina, que cursou moda com ela, estava trabalhando com uma grande estilista francesa e mandaria peças dessa nova coleção para cá. Irina estava completamente empolgada com isso, mas quem teria que organizar tudo perfeitamente seria eu. E ela não estaria aqui para ver o sucesso das vendas, mas eu esperava realmente poder dizer a ela que foi um grande sucesso.

Ah, e tinha mais. Alice seria minha ajudante todas as tardes, o que seria incrível, já que a baixinha entendia tudo de roupa e acessórios. Eu até podia estar nervosa com esse lance de “gerência”, mas estava completamente animada para trabalhar com uma das minhas melhores amigas e mostrar para minha cunhada do que eu era capaz.

Emmett e Eleazar passaram pela porta da frente e Spencer correu com seus passinhos trôpegos na direção deles. Com um aninho e três meses, ela corria para todos os lados da casa e não podíamos vacilar quando ela estava próxima às escadas ou móveis.

Minha garotinha agarrou as pernas do pai e Emm apegou no colo, beijando suas bochechas e lhe cheirando o pescoço. Spey se encolheu, sorrindo e mostrando as covinhas iguais as de Emm. Se não fosse Irina a berrar por mim mais uma vez, eu teria ficado todo tempo possível admirando meus amores.

– Ela ainda está paranoica? – Emm perguntou, se aproximando. Vi Eleazar me cumprimentar com um aceno de cabeça e seguir para cozinha, onde Carmen falava com o pessoal do bufê ao celular.

– Paranoica? Isso é elogio. É melhor eu subir, porque, segundo ela, eu e minha bunda gorda não estamos fazendo nada. Pode olhá-la pra mim, por favor? – pedi, beijando a mãozinha de Spencer. Ela se agarrou ao pescoço do pai, escondendo o rosto na curva.

– Claro que sim, vai lá. Boa sorte. – ele se aproximou mais, beijando rapidamente meus lábios e acariciando minha nuca. Somente o roçar de seus dedos na minha pele, me deixava completamente afetada.

– Com certeza vou precisar. – revirei os olhos e subi de pressa.

Se Irina não me fizesse surtar hoje, então eu nunca mais enlouqueceria com nada.

[...]

Dia do Casamento...

O grande dia havia chegado e para minha surpresa, Irina estava relaxada. Bom, era o que parecia. Ela não havia trocado mais de dez palavras o dia todo e nem estava surtando ao imaginar coisas fora do lugar.

Isso era bom, não era?

O casamento seria na praia de La Push, bem em frente à linda casa de veraneio de Stefan. Em todos os convites os noivos deixaram claro que o traje deveria ser branco para harmonizar com o ambiente de casamento a beira mar. Somente as madrinhas da noiva usariam vestidos num tom incrivelmente claro de amarelo, o que não desarmonizaria em nada.

Havia explicações completamente plausíveis para que o casamento tenha demorado mais de 6 meses para acontecer. Primeiro, minha cunhada queria ter certeza absoluta que estivesse tomando a decisão certa, apesar de estar claro em seu coração que ela amava Stefan e queria viver oficialmente com ele. Segundo, levou tempo até que o apartamento do meu ex-professor de biologia estivesse completamente pronto para receber a nova moradora, já que Irina resolveu que o lugar precisava ser redecorado. E, por fim, tudo, absolutamente tudo, precisava estar devidamente organizado para que fosse perfeito em seus mínimos detalhes.

Nesta manhã, bem cedo, a família Cullen toda veio para casa de praia de Stefan. Ah, só a família não. As madrinhas de Irina já estavam a caminho e as moças que deixariam minha cunhada deslumbrante já haviam chegado há horas.

A cerimônia teria início às 17 horas e no momento já estávamos todos prontos. Bom, eu imaginava que os rapazes no outro cômodo estivessem. Emmett e um outro cara, padrinho de Stefan, estavam encarregados de segurar o noivo para que não invadisse o quarto das garotas e visse minha cunhada antes da hora.

– Filha, você está bem? – Carmen perguntou, me fazendo erguer a cabeça e olhar na direção de Irina. Ela estava sentada em frente a uma penteadeira de madeira, olhando para o espelho, mas sua mente parecia bem fora de órbita.

Carmen tocou o ombro da filha e ela olhou para mãe através do espelho. Sorriu, mas o gesto não lhe chegou aos olhos.

– O que está te preocupando, hein querida? Sabe que eu te conheço muito bem. – minha sogra pediu gentilmente e a vi apertar com delicadeza e compreensão o ombro da loira.

– A senhora acha que eu tomei a decisão certa, né? Que o Stefan também tomou. Confia em mim, não é mamãe? Eu vou ser uma boa esposa. Não vou? – sua voz falhou e eu achei que Irina fosse chorar.

Vi Car sorrir e se ajoelhar ao lado da filha. Irina se virou, ficando de frente para mãe, que lhe segurou a mão e olhou para ela como se visse a joia mais preciosa já encontrada.

– Eu não acho que você tomou a decisão certa ou que será uma boa esposa. – minha cunhada piscou nervosa e fez careta diante das palavras da mãe – Eu tenho certeza absoluta disso. Sempre confiei em você e olha só onde chegou, filha! Minha garotinha vai se casar e eu não tenho dúvidas que será muito feliz. Os dois serão. Agora vamos parar de pensar bobagens e sorrir, está bem? – ela tocou o queixo da filha e se desmanchou em um sorriso doce. Irina retribuiu e, no instante seguinte, as duas estavam se abraçando.

– Tá legal, chega de choro. Hoje é um dia feliz. Ai, eu vou casar! – a loira comemorou e secou os olhos cuidadosamente com os dedos, evitando borrar a maquiagem.

Nós rimos e eu voltei a me concentrar nos meus próprios pés, ajeitando o último fecho da sandália rasteira estilo gladiador que combinava perfeitamente com minha roupa. Um vestido branco e cumprido, de alças finas e com as costas completamente expostas. Na parte da frente, um decote em V sutil onde pendia uma cordinha de couro no mesmo tom das sandálias.

Meus cabelos estavam soltos e completamente cacheados, o que eu adorei. A maquiagem era bem leve, quase não se notava, combinando com a naturalidade do casamento a beira mar num fim de tarde.

Carmen sorriu quando me viu de pé, pronta, e eu retribuí com o mesmo brilho no olhar. Ela estava deslumbrante! Usava um vestido que parecia ser seda, branco também, ajustado por uma faixa na cintura e caía abertamente até os pés, escondendo a sandália sem salto e prateada. Os cabelos estavam presos num coque perfeito e, se não fosse pelo batom escuro, num tom de ameixa, poderia jurar que não estava com maquiagem alguma no rosto.

– Assim não vale. Mamãe, Rose, vocês estão mais bonitas do que eu. – Irina falou, fazendo um bico adorável e nós rimos.

– Para de ser boba, loira. – rebati. Peguei a coroa de flores feita especialmente para ela, cheia de verde e de pequenas rosas amarelas, e a coloquei em sua cabeça. Beijei sua bochecha antes de olhar para ela através do espelho. – Você é a princesa de hoje. Todos estarão olhando pra você. Não se preocupe, vai dar tudo certo.

Com minhas palavras, Irina abriu um sorriso estonteante. Apertou minha mão e se virou, me abraçando em seguida. Uma batida na porta soou quando ela sussurrou um obrigado em meu ouvido, e nos separamos.

– Uau, vocês estão verdadeiras gatas! – Emm apareceu na porta quando Car abriu. Ele assoviou para nós e eu sorri, vendo Spencer no colo dele.

Ela era a única garotinha com permissão para entrar no quarto dos rapazes e por isso estava lá desde que eu a arrumara. Emmett havia ficado apenas com o dever de não deixá-la se sujar e lhe calçar as sandálias, mas pelo visto não havia completado sua missão.

– Emm, porque ela não está pronta? Era só calçar a sandália, o que tem de complicado nisso? – pedi, me aproximando dos dois estendendo os braços para minha filha. Spencer negou e se virou no colo do pai, não querendo sair. – Spencer? Vamos calçar os pezinhos, bebê.

Ela negou escondendo a cabeça no pescoço de Emm. Suspirei. Realmente, era impossível desgrudar aqueles dois, ainda mais se estavam se divertindo antes. E pelo modo como os cabelos dela estavam bagunçados outra vez, claramente ela não estava sentada e quietinha.

– Você já viu como é difícil fechar todas essas coisas? Além do mais, ela não parava de pular no colchão. O Jared ficava zoando o Stefan, o que me fazia rir e ela ria também, mesmo sem entender nada. – Emm explicou, tentando ajeitar os cabelos da nossa filha no lugar. A tiara com botões de rosa estava quase caindo.

Ri de leve, balançando a cabeça. Sabia que não era a melhor das ideias deixar Spencer sob os cuidados de Emm quando precisava que ela ficasse impecável para cerimônia. Mas ela era só uma criança. Uma criança muito esperta e agitada.

– Tá legal. Senta ali com ela e deixa que eu cuido disso. – peguei a sandália bege das mãos dele e o segui até a cama.

Carmen havia deixado o quarto para ir atrás de Eleazar e checar se tudo continuava nos trilhos para dar início à cerimônia. Irina continuava em frente à penteadeira, colocando os cachos cumpridos e dourados no lugar, e tirando fotos com o celular. É, ela já estava bem de novo.

Depois de Spencer muito sacudir os pezinhos inquietos e Emm ter que segurar seus joelhos, o que a fez rir mais ainda, consegui prender todos os fechos da mini sandália estilo gladiador, igualzinha a minha, diferindo apenas na cor. Minha cunhada foi ótima quando teve a ideia de nos vestir superparecidas. Tinha que admitir que estava achando aquilo uma gracinha.

Terminei de ajeitar os cabelos enrolados da minha pequena e lhe coloquei a tirara outra vez na cabeça. Pensando bem, ela estava mais parecia com a tia do que comigo. Mas Emm, Car e Irina haviam afirmado o contrário.

– Hmm, porque a boca da bebê da toda vermelhinha, hein? – perguntei, segurando as bochechas de Spencer. Ela olhou para o pai com aqueles grandes olhos cor de mel e Emm ergueu as sobrancelhas, como se eu houvesse descoberto o segredo deles.

Spencer cobriu a boca com as mãozinhas, fazendo cara de sapeca.

– Foi o pilulito, mamã. – ela descobriu a boca para falar e voltou a tapá-la outra vez. Eu podia apostar que seus dedinhos agora estavam sujos do doce.

– E quem te deu o pirulito, PeyPey? – perguntei, mesmo não precisando ser um gênio pra sacar.

Ela ergue um dedinho e apontou para Emmett.

– O papá.

Fiz minha melhor cara de brava para Emmett, mas quando Spencer viu e deu risada, não conseguir manter a pose. Acabamos os três rindo.

– Você é péssimo pra manter uma criança em ordem, ursinho. Vou limpar essa garotinha grudenta, nos vemos lá fora. – falei, pegando Spencer no colo e indo em direção ao banheiro do quarto. Ainda consegui escutar ele elogiar a irmã antes de sair.

[...]

Todos os convidados estavam em seus devidos lugares. A brisa morna soprava, bagunçando meus cabelos e Emm tentou os colocar atrás da orelha, sem muito sucesso. No altar, Stefan parecia nervoso e contente ao mesmo tempo. As madrinhas já estavam lá, assim como os padrinhos e os pais dos noivos, menos Eleazar, é claro.

Sorri para Alice e Isabella, que estavam do outro lado do caminho de flores traçado para a passagem da noiva, à minha frente. Alice estava verdadeiramente linda, com um vestido branco de renda, curto e solto da cintura para baixo. Os cabelos cumpridos e ondulados presos numa trança lateral que fora enfeitado com fita rosa e uma flor da mesma cor.

Sobre a Bella, eu tinha que dizer que estava de queixo caído! Nem em um milhão de anos a vira tão bonita! Usava cropped, aquelas blusas curtinhas, de corte geométrico e branco, de alças finíssimas. A saia de cintura alta, justa e bem posicionada, deixando apenas uma fina faixa de pele entre ela e a parte de cima da roupa. Descia reta parando um pouco acima dos pés e abria-se numa fenda ousada na lateral.

Nos pés, Isabella calçava uma botinha de cano curto preta. Ninguém jamais a faria usar rasteirinhas em público, eu sabia bem disso, nem mesmo na praia. O batom vinho era bastante escuro para ocasião e mesmo assim se encaixava perfeitamente nela. Os cabelos tingidos de pretos estavam presos numa trança que dava a volta em sua cabeça, formando um tipo de coroa onde vários fios escapavam com o soprar do vento.

Tive que piscar muitas veze até ter certeza que aquela era mesmo minha amiga metida a roqueira que usava sempre o mesmo par all star sujos. Acho que o tempo fez bem a todas nós, especialmente a Bells.

Spencer estava lá atrás, com minha mãe e Alex, esperando o momento para entrarem com as alianças.

Então a música escolhida por Irina para sua entrada começou a tocar. Todos nos viramos, vendo minha cunhada perfeita em seu vestido simples, sem cauda, com camadas de rendas minuciosamente detalhadas, absolutamente deslumbrante, ser trazida por seu pai até o altar improvisado. O sorriso e os olhos brilhando de emoção eram seus melhores acessórios e, nem em um milhão de anos, haveria uma noiva tão divina quanto ela.

Pelo sorriso orgulho e mesmo brilho no olhar, tinha certeza que Stefan lá do altar concordava comigo.

Ela sorriu para mim e Emm quando passou por nós, e vi meu ursinho tentar esconder uma lágrima quando a irmã passou carregando o buquê de flores amarelas que combinava com a coroa em sua cabeça.

Eleazar entregou a filha ao futuro marido, mas não sem antes lhe dar um beijo demorado na testa. Em seguida se juntou a esposa, que já se derretia de chorar.

Então o reverendo Joshua, um senhor negro, de estatura mediana e com alguns cabelos brancos, deu início a cerimônia. O mais incrível é que fora o mesmo reverendo quem casara os pais biológicos de Irina. Ela não podia estar mais feliz por Car e Eleazar terem conseguido buscá-lo em Port Angeles somente para realizar essa cerimônia.

Nos sentamos com a permissão dele e eu não consegui piscar os olhos dali em diante, completamente atenta e extasiada com a emoção do momento.

[...]

Quando a cerimônia chegou ao fim e todos os convidaram romperam o silêncio em aplausos e assovios embalados pela cena épica do beijo dos noivos, eu e minha família não podíamos estar mais contentes.

Queria correr e abraçar minha cunhada, lhe felicitando por esse dia maravilhoso, mas também queria agarrar minha filhinha gorducha que não parava de pular atirando as flores do chão para o alto.

O ponto alto do casamento – e mais engraçado também — com certeza havia sido a hora que Spencer e Alex, meu irmão caçula, entraram com as alianças.

Minha garotinha só tinha que segurar aquela almofadinha e deixar Alex segurar sua outra mão até que terem atravessado o curto percurso até os noivos. Porém, eles sequer haviam chegado à metade do caminho e Spencer parou, olhando em volta procurando por algum rosto conhecido, talvez. Emmett estava do meu lado tentando não morrer de rir da própria filha — sem muito sucesso, devo ressaltar -, enquanto Alex, coitadinho, já estava com o rosto todo vermelho por trás dos óculos.

Aí a noiva teve que salvar o dia. Irina se abaixou e chamou Spencer, fazendo gesto com a mão para que ela se aproximasse e lhe dando seu melhor sorriso. Minha bonequinha não pensou duas vezes. Vi PeyPey correr, com a almofada quase caindo das mãozinhas, na direção da tia. Ela praticamente se jogou no colo da loira, recebendo um beijo nos cabelos e um afago nas costas. Todos riram e fizeram aquele típico “awn”.

Então Irina lhe agradeceu baixinho, ficou de pé com as alianças e acenou para Alex. No instante seguinte Car segurou na mão da neta e de Alex, os tirando do altar, e permitindo que a cerimônia tivesse continuidade.

Eu realmente espero que isso apareça nas gravações do casamento!

A festa começou e eu tinha que admitir que estava morrendo de fome. Sequer havíamos almoçado direito, com toda a correria. Emmett já estava atacando o bufê junto com Jared, seu novo amigo e padrinho de Stefan. Eu estava procurando por Spencer, ela também tinha que comer, apesar de desconfiar que minha sogra já tivesse assaltado petiscos para neta durante a cerimônia.

– Rosie! – escutei a voz da baixinha chamar e me virei, dando de cara com ela vindo com o braço entrelaçado ao de Bella.

– Alie, Bells! – sorri, me aproximando. Elas me abraçaram. – Nossa, vocês estão incríveis! Baixinha, olha o seu cabelo! E, Bells, sem comentários. Onde foi que aprendeu a se vestir assim? – perguntei, num tom divertido e ela corou. Bella corando? Por uma brincadeira minha? Aí tem coisa!

– Vai Bella, conta. – Alice lhe cutucou as costelas com o cotovelo e a morena lhe fuzilou com o olhar. – Tá, deixa que eu conto. Nós fomos comprar a roupa para o casamento e eu fiz a Bella experimentar essa, como sempre faço. O Jake também foi, só pra carregar sacolas, e ele ficou tão de boca aberta quando a Bellinha aqui saiu do provador assim, que eu a obriguei comprar. Ela também gostou da reação dele. É oficial Rose, nossa amiga está amando! – a baixinha quase saltitou ao terminar.

– Não é bem assim, Alice. Ai meu Deus, vocês acabam com a minha imagem de durona bem resolvida. – Bells balançou a cabeça, mas acabou rindo conosco.

Depois de mais elogios e de Alice falar o quão lindo Jake e Bella ficavam juntos, elas foram se sentar numa mesa e me esperariam lá. Eu ainda tinha que encontrar minha filha. Já estava me sentindo uma mãe horrível e relapsa quando a vi sentada de costas para mim na cadeira, numa mesa próximo a comida havaiana. Spencer balançava as perninhas gorduchas enquanto Car lhe dava comida na boca.

– Ei, bebê, você está aqui. Que susto, estava te procurando por todos os lados. – falei, ofegando um pouquinho por ter corrido até elas.

– Não se preocupe carinho, fiquei de olho nela desde a hora das alianças. – Car sorriu, voltando a dar algo na boca da neta.

– PeyPey, a mamãe vai sentar com a tia Alice e a Bella. Você quer ir também ou quer ficar com a vovó? – perguntei, me agachando para ficar da altura dela.

Spencer passou as costas da mão na testa, triando um fio de cabelo que caíra em seus olhos. Acabou ficando uma folhinha verde em seus cabelos e eu tratei de tirá-la. A tiara de flores não estava mais ali e eu tentei imaginar o que ela havia feito com o acessório.

– Papá? – ela pediu, me encarando. A boquinha rosada suja de comida. Ela estava adorável.

– O papai está comendo também. Depois ele vai sentar com a mamãe.

– Eu a levo pra você assim que terminar aqui, okay? Ou deixo com Emm se o encontrar antes. – minha sogra falou e eu assenti, agradecendo.

Beijei a bochecha da minha garotinha e ela retribuiu. Aquele típico beijo cheio de baba, agora com comida. Mesmo assim, era a coisa mais deliciosa do mundo.

Então fui me sentar com as garotas e mais tarde Emm se juntou a nós, com o tal de Jared. Ele ficou secando a Bella o tempo todo e só parou quando ela recebeu uma ligação de Jacob e Alice brincou dizendo que o motivo de Isabella atender uma ligação coma voz derretida assim era porque o namorado estava do outro lado da linha.

Irina e Stefan passaram por nossa mesa, depois já terem ido a várias outras. Todos nós abraçamos os noivos e desejamos parabéns. Carmen trouxe Spencer quando a filha ainda estava conosco e então minha pequena não quis sair do colo da tia que, segundo ela, estava vestida de princesa hoje e não de Barbie como sempre dizia.

A festa se estendeu pela noite e os convidados só se dispersaram quando Irina e Stefan entraram na casa. Eles viajariam pela manhã bem cedo e eu só voltaria a ver minha maravilhosa cunhada daqui a um mês. Porque ela tinha que fazer um tour tão longo pela Europa?

Spencer estava adormecida em meu colo e Emm a pegou assim que resolvemos ir para casa. Eu também estava caindo de sono.

– Foi uma festa linda, meu amor. A cerimônia, tudo. Nem acredito que deu tudo certo, sua irmã estava pirando à toa! – comentei, enquanto andávamos pela areia morna em direção ao asfalto, onde os carros estavam estacionados.

– Tem razão. Fico feliz que tudo tenha dado certo. Do contrário aquela maluca voaria no pescoço de alguém. — ele riu de leve.

Entrelacei meu braço ao de Emm, encostando minha cabeça sem eu ombro. O céu estava limpo e com poucas estrelas. A brisa balançou meus cabelos mais uma vez, mas eu já não me importava mais. Os de Spencer também estavam uma desordem, suados e com resquícios de pétalas de flores, e me senti mal por ter que lhe dar um banho antes de colocá-la na cama.

– Coitadinha dela, amor. Vou ter que lhe dar um banho, está toda suada e deve ter areia pelo corpo. Ela tá dormindo tão gostosinho, não queria acordá-la. – falei, passando a mão pelas costas de Spencer.

Emm beijou a cabeça da filha e a ajeitou delicadamente nos braços, deixando o rostinho escondido em seu pescoço. Sorri, apaixonada por mais uma cena dos meus dois amores.

– Não podemos fazer isso amanhã bem cedo? – pediu e eu sabia que ele também estava com dó do nosso bebê.

– Não, ela vai acordar se coçando, coitadinha.

– Tudo bem, a gente tenta não acordá-la então. – sorriu de leve e outro beijo foi depositado em nossa filha, agora em sua mãozinha.

Entramos no carro e eu fui no banco de trás com Spencer no colo. Emmett dirigia o conversível vermelho da irmã, que ficaria sob sua responsabilidade durante a lua de mel, sem muita pressa, aproveitando o restante da maresia.

Trocamos olhares orgulhosos e apaixonados através do espelho do carro e eu me virei para Spencer, que murmurava algo em meu colo, completamente adormecida. Beijei sua testa e fiquei acariciando seus cabelos até que estivéssemos em casa outra vez.

Notas finais
Espero que tenham curtido o casamento da loira. Na minha opinião ficou bem gracinha. Bom, gente, agora estamos oficialmente nos últimos capítulos. Só faltam mais dois e fim. O próximo já está na metade, então não demoro a voltar aqui. Comentem please, beijinhos.