The Safe Place

39 Capítulo 39 – Novo lar: Preocupações & Você vai ter o que eu nunca tive


Notas iniciais
Hi anjas! Como estão? Acho que demorei um pouquinho, né?! Bom, é o desânimo da faculdade, af. Mas aqui está um capítulo fofinho também, vamos lá.

Eu não estava esperando uma linda mesa de almoço pronta pra me receber. Carmen realmente estava querendo me agradar e estava exagerando nisso. Eu não merecia aquele tratamento todo, eu estava morando na casa deles de favor, ora essa!

Eleazar já estava na mesa. Eu e Emm sentamos lado a lado e logo Carmen apareceu com uma jarra de suco de dar água na boca.

–A Irina não vai almoçar com a gente? – perguntei quando minha sogra se sentou na frente do filho.

– Ela já deve estar chegando. Irina disse que quando saísse da loja iria passar na casa do Stefan, sabe como é. – ela riu de leve e eu devolvi o sorriso.

Começamos a comer e eu não podia reclamar, a sopa que Carmen prepara estava leve e gostava, mas eu não estava com todo aquele apetite que eu sempre tinha. Meu estômago estava começando a revirar apenas com o cheiro de tudo aquilo.

– Você tem que comer, Rose. Olha só, nem tocou direito na sopa, até parece que não gostou. – Carmen fez uma expressão triste, mas eu sabia que era para me convencer.

– Não é verdade Car, está ótima. Sou eu quem não estou com tanta fome, meu estômago parece revirar só de sentir o cheiro. – respondi.

–Você ainda está nervosa, carinho. Não se preocupe, logo você se acostuma. E esses enjoos não duram para sempre, acredite. – ela estendeu a mão sobre a mesa até alcançar a minha. Car acariciou meus dedos e sorriu compreensiva.

Consegui tomar mais um pouquinho e ela me sorriu satisfeita, vendo meu esforço. Ajudei Carmen a tirar a mesa, apesar dos protestos dela, de Emmett e até de Eleazar.

–Vai lá pra sala ficar com o Emm, menina. Deixa que eu limpo tudo por aqui. – ela pediu, pegando os pratos que eu acabara de trazer e colocando-os na pia.

–Eu fico me sentindo uma folgada se não ajudar, Car. Por favor, não é trabalho nenhum. – tentei implorar, mas não adiantou. Ela quase chamou Emmett para me tirar dali.

– Rose? – Carmen chamou, assim que ia saindo da cozinha.

– Oi? – parei e me virei para encará-la.

– Você se importaria em pedir a sua amiga Alice o telefone da tia dela, por favor? – perguntou, segurando um pano de prato.

– Claro que não, Car. Eu peço pra Alie assim que for para o colégio, ok? Meu celular não está comigo. – falei, fazendo uma careta insatisfeita me lembrando do meu aparelho que ficara no chão da casa do meu pai. Provavelmente ele já tinha dado um fim nele.

– Preciso o mais rápido que puder, querida. Pega o celular do Emm e liga ou usa o telefone daqui de casa mesmo.

– Tudo bem. — assenti confusa em entender pra que Carmen queria o telefone de Tia Marie com tanta urgência.

– Vou perguntar a Marie se ela conhece alguma médica de confiança por aqui para marcarmos sua consulta. Nós nos mudamos não faz nem um ano, eu ainda não conheço muito bem os profissionais da cidade. – ela explicou notando a confusão em meu rosto.

– Ah claro. Obrigada Car. – sorri, me aproximando dela e lhe dando um abraço. Ela estava se preocupando comigo como uma verdadeira mãe e eu não podia estar mais grata por isso.

–Não tem que me agradecer, carinho. – passou a mão por meus cabelos. – Vamos cuidar de você e desse bebê. – ela desfez ao braço, me segurando pelos cotovelos e me encarando. De seus olhos castanhos emanavam aquele carinho que só mãe sabia dar.

– Obrigada, de verdade. Não sei o que faria sem vocês. O Emm está tão preocupado e cuidadoso comigo. Até parece que ele amadureceu vários anos em alguns minutos. – comentei, expondo essa diferença no comportamento do meu namorado que eu havia notado. Isso me deixava feliz, mas ao mesmo tempo me preocupava.

– Ele tem uma grande responsabilidade agora e está aprendendo a lidar com o tamanho dela. Mas, pela sua carinha, você não está muito feliz com isso. – ela notou, tocando meu queixo com o dedo indicador.

– Não, eu estou sim. Emmett é o melhor namorado do mundo e tenho certeza que vai ser um ótimo pai também, mas eu não quero que ele fique agindo como se fosse um adulto da noite para o dia. Vamos ser pais, mas ainda temos 17 anos, Car. Isso parece errado, quero que ele seja adolescente também. – expliquei e podia sentir as lágrimas se formando.

Não queria chorar por isso, parecia ser uma coisa boba. Porém, pra mim, não era. Eu realmente estava preocupada em como seriam as coisas daqui em diante, eu não queria que no futuro Emmett se culpasse por não podido aproveitar a vida quando pôde.

– Ô meu amor, as coisas são complicadas. – ela me abraçou outra vez. Depois me encarou, secando uma lágrima que teimou escapar. – O Emm não está perdendo a adolescência dele e nem você a sua. Está certo que não será como a dos outros jovens, mas também não é o fim do mundo. Vocês ainda vão poder sair com seus amigos, se divertirem e estudarem. Ninguém está tirando isso de vocês, mas quando chegarem em casa vai ter alguém que depende completamente de vocês esperando pra receber amor, carinho e cuidados. E não se preocupe quanto ao Emmett, ele é igualzinho ao pai dele. Quer tomar as rédeas da situação, mostrar que pode fazer qualquer coisa, quando na verdade está assustado por dentro. Isso passa. – Carmen explicou.

Ela conhecia muito bem o filho e marido para dizer isso, então eu acreditei completamente nela. Suas palavras foram extremamente reconfortantes para mim.

Talvez eu estivesse levando a situação para polos extremos demais, assim como fiz da primeira vez querendo desistir de tudo. Mas não era e nem seria assim. Eu tinha certeza que juntos, eu e Emm poderíamos ajeitar toda a situação. Se Carmen estivesse do nosso lado, aconselhando e tranquilizando, não tinha dúvidas de que tudo daria certo.

Depois daquele meu momento de drama consolado por minha sogra incrível, fui para sala e me sentei ao lado de Emmett. Ele passou o braço em torno dos meus ombros, me aninhando a ele. Pedi que me emprestasse o celular, explicando porque precisava e ele prontamente o fez. Mandei uma mensagem para Alie e em poucos minutos a resposta estava lá, acompanhada de várias perguntas sobre como eu e o bebê estávamos e quando poderia me ver.

–Emm, a Bella e Ali podem vir aqui amanhã? Estou com saudades delas e preciso agradecer a Bells pelo que fez, mas eu não quero ir para o colégio ainda. – perguntei, mexendo em seus dedos da mão que repousava em minha perna.

– Claro, Rose. E você não precisa ir para o colégio por esse resto da semana, eu já falei com minha mãe, nós vamos ficar aqui cuidando de você. – respondeu ele, encarando a tevê.

– Não é justo você perder mais dois dias de aula por minha causa, Emm. Não é como se eu precisasse de uma babá. – sorri sem graça e ele me encarou.

–Para de ser teimosa, Rose. Por favor, isso não está em discussão. Já fiquei tempo demais longe de você, vamos aproveitar enquanto meus pais estão sendo bonzinhos e me deixando faltar. – ele falou, me dando um selinho em seguida.

–Ok, ok. Mas eu vou pegar a matéria perdida com as meninas e vamos estudar juntos, fechado? – apontei minha mão fechada para ele e Emm deu um soquinho de leve.

– Fechado, sua chata. – outro beijo, só que agora no pescoço. Aquela onda de arrepios tomou conta de mim, mas tratei de afastar Emmett quando vi Carmen entrando na sala.

– Car, eu consegui o número da tia Marie. – avisei, estendendo o celular na direção dela.

–Obrigada carinho. – ela pegou o aparelho da minha mão e beijou minha testa e a do filho logo depois.

– A Irina ainda não chegou? – perguntou seu Eleazar, entrando na sala, mais arrumado.

– Não, querido. Acho que ela se esqueceu de voltar, quando está com Stefan é assim. – Car comentou rindo de leve e balançando a cabeça. Ela estava copiando o número para outro celular, que presumi ser o dela.

Eleazar se despediu de nós dizendo que teria que voltar para o supermercado e que demoraria a chegar. Ele beijou a esposa e acenou para nós, saindo logo em seguida com uma pasta na mão.

Aproveitei para avisar a Alice e Bella que elas estavam liberadas para uma vista aqui na casa dos Cullen, amanhã depois do colégio, e que Bells sabia como chegar aqui, apesar das duas nunca terem entrado na casa de Emmett. Bella disse que já passara aqui na porta na época que estava saindo com Edward. A baixinha respondeu a mensagem com empolgação que dava pra notar pelas letras maiúsculas, repetidas e os sinais de exclamação. Era só uma vista, oras! Alice seria sempre assim, sempre minha baixinha pentelha.

[...]

Irina só chegou quando já estava escurecendo. Carmen e eu estávamos no sofá. Ela estava me perguntando o que eu queria para o jantar, quando a loira entrou toda saltitante pela porta. Nós rimos da empolgação dela. Emmett estava tomando banho lá em cima.

– Onde é que a senhorita se meteu, filha? Achamos que iria almoçar conosco. – Carmen falou vendo Irina retirar as botas de cor marrom e se jogar no sofá de dois lugares.

– O Stef passou lá na loja e me levou pra almoçar com ele. A gente até dividiu um sorvete, foi tão fofo mãe. – ela sorri, piscando os olhos de cílios cumpridos e eu acabei rindo.

– Que bom, meu amor. Dá próxima vez avise okay?! Seu pai ficou triste por sair sem se despedir de você.

–Ah, o papai é um ciumento, isso sim. Mas ele sabe que eu o amo. – Irina falou, pegando uma almofada e a abraçando. – Mãe, eu realmente estou apaixonada pelo Stefan.

A loira falou isso olhando para mãe e depois cobriu o rosto com a almofada, como se estivesse com vergonha.

– Como se todos nós já não soubéssemos disso, não é Rose?! – Carmen olhou para mim e eu ri, concordando com um aceno de cabeça.

– Com certeza. Vocês são o casal mais engraçado que eu conheço, são lindos! – respondi, olhando para minha cunha que voltara a abraçar a almofada, com expressão sonhadora do rosto de porcelana.

–Nós somos, né?! Ai meu Deus, eu acho que o amo, gente! – a loira balançou as pernas pra cima numa empolgação que nos fazia rir junto com ela. Irina merecia toda felicidade do mundo, ela era ótima! E, pelo pouco que eu via do professor Stefan quando estava com ela, ele também a amava.

– Acha? Tá mais pra certeza. – brinquei.

Nesse momento Emm desceu as escadas e foi logo se atirando sobre a irmã. Ela até tentou bater nele com a almofada, mas o corpo de Emmett em cima dela não a deixava se mexer. Irina já estava ficando vermelha de tanto rir.

– Onde você estava, sua maluca? Ah não, me deixa adivinhar: apartamento do Stefan. – respondeu dele, revirando os olhos na última frase.

– Ai gatinho, para de ser mala. Fomos almoçar fora. Eu tenho tanto direito de sair com meu namorado quanto você e a Rose. – ela comentou fazendo um bico adorável e ele saiu de cima dela. Os dois se ajeitaram no sofá, um do lado do outro e Irina esticou as pernas no colo dele. Eu estava adorando assistir de camarote a rotina daqueles dois irmãos.

– É diferente, você é minha irmãzinha. Eu tenho que ficar de olho. – ele falou e ela bufou.

– Que eu saiba a Irina é a irmã mais velha, Emm. – me intrometi na conversa, num tom brincalhão.

– Isso aí Rose, me ajuda. – minha cunhada piscou pra mim e mandou um beijo. Eu ri da cara de falsa indignação que Emm fez e escondi meu rosto no ombro da Carmen.

– Vocês três vão me deixar louca. Acho que já estou ficando com cabelos brancos. – Car brincou e eu a encarei, vendo o sorriso doce em seus lábios.

– Logo serão quatro, mãe. Se prepara porque eu vou aprontar todas com a minha sobrinha. – Irina falou com nariz empinado e recebeu uma almofadada na cabeça de Emmett. – Ei!

– Ainda está insistindo que é menina, né loira. – eu falei, rindo da careta dela enquanto passava a mão na cabeça.

– Vocês vão ver só, eu não erro. – respondeu ela, convicta.

Carmen se levantou dizendo que iria preparar o jantar e eu me ofereci para ajudar. Outra vez ela negou e eu fiz cara feia. Estava me sentindo uma folgada ali, não era pra ser assim. Então Irina fez Emmett ajudar a mãe em seu lugar e me puxou escada a cima para o quarto dela, dizendo que queria me contar algumas coisas da loja, mas eu sabia que ela iria falar mais sobre o namorado.

– Cuidado com a Rose, Irina, ela está cansada. – Emm avisou enquanto subíamos.

–Ai gatinho, são só dez minutinhos. Relaxa, eu sei cuidar da minha cunhadinha. – ela revirou os olhos e eu soprei um beijo para meu namorado superprotetor e continuei a subir com minha loira favorita.

Foram mais que dez minutinhos. Irina passou um bom tempo me contando sobre seus sentimentos e os de Stefan, que ele mesmo declarara a ela mais uma vez hoje. Eu estava tão feliz por ela! Enquanto ela tomava banho, fiquei esperando na cama dela e a porta do banheiro ficou aberta pra que ela pudesse continuar o relato sobre como seu namorado era perfeito. Era engraçado ouvir sobre esse lado romântico do meu professor de biologia. Na sala de aula ele era sério, mas tinha seus momentos de rir com os alunos. E agora eu sabia que por trás da fachada de professor supersério mais jovem do colégio, havia um cara carinhoso que estava apaixonado por minha linda cunhada.

Quando eu e Irina descemos sentimos o cheiro delicioso da comida de Carmen. Emm estava colocando a mesa e me intrometi para ajudar, ignorando os protestos dele e da minha sogra. Eleazar acabar de chegar e Irina foi mimar um pouco o pai, lhe contando como passou o dia e aproveitando para beijá-lo, abraçá-lo e dizer que o amava. Não pude evitar o sorriso quando vi os dois assim, escutei ele dizer “Você sempre será minha garotinha”. Meus olhos já estavam marejados e não era esse lance de “hormônios de grávida”, era emoção mesmo. Eu não me lembro de um registro de carinho desses com meu pai, nem mesmo quando era criança.

Aqui na casa dos Cullen, que também era minha casa no momento, eu sabia que não me faltaria carinhos. Eles estavam me mimando tanto que eu ficava sem jeito com tudo aquilo. Sabia também que para o meu bebê não faltaria amor, carinho e cuidados. Tinha certeza que, assim como Irina estava sorrindo nos braços de Eleazar, meu neném sorriria nos de Emmett. Nosso filho teria tudo o que eu nunca tive.

Notas finais
E aí, gostaram? Comentem o que acharam, vou tentar voltar o mais rápido possível. Beijinhos!