Luffy P.O.V

Pode parecer difícil morar em uma periferia, um local isolado da, digamos, "sociedade urbana", certo? Sim, certo, mas era aqui onde eu vivia. E mesmo sendo um lugar considerado ruim pela maioria das pessoas, eu sonho em voltar para lá todos os dias.

Meu nome é Luffy, tenho dezenove anos e sou filho de mãe solteira. Antigamente eu vivia em um morro, bem lá no alto, onde dá vista para quase toda cidade, apesar das pessoas de lá pouco se importarem com nós.

Até os meus seis anos, minha vida era ótima! Meu irmão e eu brincávamos todo dia, jogávamos bola no meio fio, riamos por absolutamente tudo. Ele era, e é até hoje, o meu único e melhor amigo.

Nossa mãe era a melhor possível também. Apesar das dificuldades em criar duas crianças inquietas, onde você não tem um emprego fixo e trabalha como doméstica quando surge a oportunidade, nós éramos felizes. Só de ver o sorriso dela já éramos os filhos mais sortudos do mundo!

Porém, tudo isso mudou. Mudou muito rápido, inclusive, não sei como tudo fora acontecer.

A mamãe podia sim ser feliz por fora, mas por dentro a realidade era um pouco mais cruel. Seu sorriso encantador servia apenas para deixar a mim e Ace felizes, para não nos preocuparmos com ela, já que tínhamos seis anos. A realidade em um lugar perigoso e pobre é bem difícil, sabe?

Certo dia, ela conheceu um homem. E ele era incrível! Tão incrível que parecia ser mentira, como se fosse um desses filmes americanos em que encontramos o amor de nossas vidas, e ele era a exata personificação do protagonista dos mesmos.

Tratava-se do patrão de uma casa lá no asfalto, ou seja fora do morro, que minha mãe fora atender uma vez. Um homem solteiro, que se interessou pela mulher guerreira que julgava ser a mamãe, por conseguir dar conta de duas crianças na nossa situação.

O homem era muito gentil comigo e com o Ace, visto que sempre nos dava doces e comprava todo tipo de brinquedo para nós, inclusive uma chuteira que eu tenho até hoje. Nós dois gostávamos muito dele, e mamãe também. Mas eles não podiam namorar ou se casar.

Não podiam porquê, aquele homem tinha uma espécie de "status social" que eu não entendo muito bem o conceito até hoje. Parece que ele e mamãe tinham que viver escondidos, como patrão e empregada, para que ela não manchasse a reputação dele. Seja lá o que isso signifique.

E foi quando a nossa vida despencou. Ela estava apaixonada pelo homem, porém ele saía com várias mulheres e a tratava como se fosse uma amante. Uma namorada escondida, como se tivesse vergonha de sair com ela. E de fato, não saia nunca.

Isso deixou minha mãe muito triste. Se antes ela chorava por não poder dar a mim e a Ace uma vida digna, agora ela chorava todo dia por não poder se relacionar com o homem que amava. Sentia-se culpada por pertencer a uma família pobre e nós nos culpávamos por não poder ajudá-la. Antes ela escondia o choro de nós dois, agora nem isso ela conseguia fazer.

E tudo só piorou quando eles brigaram. Mamãe pediu para ele não sair com outras mulheres, ele se revoltou. O homem que eu e Ace julgávamos como sendo gentil e amigável, agora deixou a mulher de nossas vidas com machucados físicos e emocionais. Nós vimos nossa mãe gritando, chorando e apanhando. Não foi fácil.

Então eles decidiram se afastar. Minha mãe voltou a vida desempregada e as dívidas só aumentavam cada vez mais, visto que eu e Ace começamos a estudar e o material era caro. Ela fazia questão de nos dar educação, entretanto, mesmo nós dois insistindo em largar a escola para ajudá-la.

Foi quando o homem voltou com uma proposta. Eles não poderiam ficar juntos, mas pelo menos ele queria ajudar a nossa situação. Minha mãe no começo odiou a ideia com todas as forças, porém logo viu que seria a melhor oportunidade que teríamos. Seria egoísmo recusar.

Ele nos comprou dela. À nossa mãe ele entregou, em dinheiro vivo, uma quantia suficiente para poder viver em melhores situações, desde que nós fossemos morar com ele. Eu e Ace não queríamos viver longe dela, e nem ela de nós, mas foi necessário.

E a casa parecia uma mansão de tão grande! Tentem imaginar, duas crianças que antes moravam em uma casa de madeira em um morro, agora indo parar em uma residência de verdade. Com, pasmem, móveis de verdade!

Parecia um sonho, e de fato era, já que nossa felicidade não durou muito. Ele não nos deixou em um quarto, mas sim, nos trancou em um porão. Eu e o Ace vivemos em cativeiro por meses, comendo restos de comida e sobrevivendo em um ambiente escuro e vil.

Por que ele nos comprou, se era para nos tratar assim? É certamente uma pergunta que qualquer um faria, visto que o homem gentil agora se transformou em um verdadeiro monstro manipulador, com desejos de se ver superior a nós, cada vez mais e mais.

A resposta é bem simples, nós vivíamos para satisfazer os desejos de superioridade que o homem tinha. Éramos tratados como bonecos, onde ele poderia fazer tudo o que quisesse com nós, visto que era nosso "dono" e nós, sua propriedade legítima. Ele, na verdade, é um sádico maníaco.

Ace, diferente de mim, era muito mais respondão e não admitia receber ordens de jeito nenhum. Eu me preocupava com nós dois, então obedecia a ele mesmo não gostando nada da situação. Não queria que nada acontecesse com o meu irmão, tinha medo de ficar sozinho e, principalmente, me preocupava com o bem estar de Ace.

Porém, meus desejos não puderam se tornar realidade, como vocês podem imaginar. Já que eu não respondia ou me revoltava, o homem acabou gostando muito mais de mim e odiava Ace com todas as forças. Foi aí que meu pesadelo diário surgiu.

Em um certo dia, o nosso "padastro" desceu ao porão com uma arma nas mãos. Nós dois ficamos assutados, claro, já que ele parecia estar bêbado. Mesmo assim, Ace tentou me proteger e me pediu para ficar atrás de suas costas o tempo inteiro. Ele apenas riu.

– Por que você está protegendo o Luffy, se quem eu quero é você? Você deveria dar mais valor à sua vida medíocre, Ace.

Só a voz já nos dava medo. Imagine a voz de um bêbado sádico, grossa e rouca ao mesmo tempo, além da aparência calma, querendo dizer "eu posso fazer o que quiser com vocês, e vocês não podem reclamar". É basicamente isso.

Ele atirou em Ace na minha frente, e eu não pude fazer absolutamente nada. Na hora eu só pude chorar como um condenado, vendo o meu único amigo e irmão morrer na minha frente Agora eu estava sozinho, sem ninguém, sem poder fugir ou me esconder. Minha vida acabou naquele momento.

Agora estou eu, com dezenove anos, sem poder comer direito ou simplesmente ir para qualquer lugar. Não vejo a rua há anos, nem sequer me lembro de como são as outras pessoas se não o meu padrasto. Estava preso, mantido em cativeiro, sem poder fazer nada.

Não podia fugir já que não existiam janelas e a porta era incrivelmente resistente. Eu também não tinha força alguma nos braços, já que ficava parado o tempo todo. E tudo o que eu podia fazer era obedecer aos desejos loucos e incessantes do homem mais nojento que já conheci. Ser forçado a dormir com o assassino do meu irmão.

Meu corpo tinha marcas roxas por toda sua extensão, sinais de agressão e de mordidas. E mesmo assim, eu não me afoguei em depressão. Quer dizer, se eu chorar o tempo todo ou começar a me culpar pelo passado, aí sim que eu vou morrer de vez. E é por isso que eu sou sempre otimista.

Todos os dias eu acordo pensando que algo irá acontecer, minha mãe vai aparecer para tirar-me desse monstro. A polícia irá surgir, qualquer coisa, qualquer ajuda. Eu acordo e durmo com esperanças de finalmente sair desse lugar. Pode ser ilusão, mas eu acredito que um dia irá acontecer.

E é exatamente isso que eu farei agora. Vou me deitar no chão, como sempre faço, lembrando do sorriso de minha mãe e do meu irmão, desejando que tudo melhore. Desejando que alguém ou algo venha para me tirar daqui.

(…)

"Em que você está pensando, Luffy-ya?"

Ouvi uma voz. Não era a voz do meu padrasto, não sei de quem é. Não conheço ninguém além dele, mas não parecia ser a voz de uma pessoa ruim. Sequer parecia ser a voz de uma pessoa, visto que ela simplesmente vagava pelos ares.

– Por que você quer saber?

"Oh, não vai me perguntar quem eu sou?"

– Por que eu me importaria? Você provavelmente é fruto dos meus sonhos, além disso, se eu pudesse ver algum outro rosto eu já ficaria feliz, mesmo não sendo de um conhecido.

Eu não sei porque estava conversando com ele, visto que não havia ninguém no lugar onde eu estava. Não tinha nada, apenas um fundo preto e o som dessa voz que eu não faço ideia de onde venha. E também não me importo muito, na verdade. Não acho que seja alguém real.

"Mesmo assim eu quero te ajudar. Você parece tão fraco, há quanto tempo não tem uma refeição de verdade?"

Foi só ele dizer isso, que o lugar onde eu estava se transformou. O primeiro a mudar não foi bem o cenário, e sim o meu corpo, que estava bem mais leve. Era como se um peso houvesse sumido de dentro de mim, como se minhas preocupações não fossem nada.

Todos os meus machucados sumiram misteriosamente. Minha pele estava lisa, eu não sentia mais dor nenhuma. Fiquei confuso e ao mesmo tempo feliz, justamente por aquela dor estar me matando psicológica e fisicamente.

– O que houve comigo?!

Disse sorrindo, olhando para meus braços e corpo, que estavam despidos e tudo que me cobria era uma simples cueca preta. Me sentia livre pela primeira vez na vida, até que eu pude ver, pela primeira vez, o dono da voz que falara comigo.

– Se sente melhor? Eu não tenho interesse por pessoas fracas e eu sei que você também não é uma.

Era um homem bem bonito. Meus olhos brilharam, pela primeira vez em mais de dez anos eu pude finalmente ver uma outra pessoa, se não meu agressor. Ele olhava para mim com um simples sorriso e olhos semi-abertos, como se estivesse me encarando.

E foi aí que o cenário mudou de vez. O fundo, que antes estava preto, agora se transformou em um quarto. Um quarto incrivelmente grande, com uma cama de casal enorme que fez meu coração bater muito forte. A visão de finalmente ter saído daquele porão assustador era única.

– Isso tudo... é real..? – Perguntava, não acreditando em nada daquilo. Chegava até a escorrer lágrimas dos meus olhos.

– Meu nome é Trafalgar Law, eu vim até aqui justamente para lhe fazer bem, Luffy-ya.

No começo eu não notei muito bem devido às lágrimas e o quarto, mas o homem realmente tinha uma aparência bem diferente. Seus cabelos eram bem escuros e um pouco azulados, mas o que realmente me chamou a atenção foi o fato de seus olhos serem tão dourados. Só de vê-lo eu senti uma sensação que nunca sentira em toda minha vida.

– Torao... – Eu estava sentado na cama, totalmente hipnotizado pelo homem à minha frente, que vinha em minha direção em passos lentos. Ele era bem alto, então, assim que chegou até mim, segurou meu cabelo com suas mãos e direcionou meus olhos até os seus.

– Você já beijou alguém por livre e espontânea vontade, Luffy-ya? – Sua voz era gostosa de ouvir, pois era afável e grossa ao mesmo tempo. O rosto dele foi descendo até o meu, e cada vez mais, eu pude ver seus olhos bem de perto.

Não conseguia responder, visto que palavras não saiam da minha boca. Estava totalmente hipnotizado, sentindo meu coração bater forte só pelo toque de suas mãos em meus cabelos. E tudo só melhorou quando nossos lábios finalmente se tocaram.

Se antes meu corpo estava estranhamente quente, agora só piorou. Foi um simples toque e, mesmo assim, eu sentia uma sensação única. Era ótimo, totalmente diferente do meu padrasto. Seu beijo era calmo, sem pressa alguma e sem ser forçado também.

Seus lábios se abriram e ele lambeu os meus, pedindo passagem para um beijo de verdade. Concedi inconscientemente, sentindo todo o meu corpo trêmulo esquentando. A língua dele é gostosa, altamente provocadora. Uma sensação que eu não sabia que existia.

Antes eu estava totalmente paralisado, mas aquele beijo me acalmou. Meus pensamentos se dissiparam pelos ares e meus braços subiram, abraçando seu pescoço para aproximá-lo mais de mim, efetivamente. Cada vez o nosso beijo intensificava-se mais e mais, até nos separarmos em busca de ar.

– Aahn... – Minha voz estava totalmente quente e saliva escorria dos meus lábios, além do meu rosto estar consideravelmente vermelho. Eu olhava para ele e seu sorriso me dava proteção, apesar de ser um tanto malicioso.

– E então, já está se sentindo melhor?

– E-Eu não sei... isso é estranho... – Foi só eu acabar de falar que ele voltou a me dar só um simples selinho, sorrindo para mim mais de perto.

– Não se preocupe, logo você vai ser acostumar.

Mais uma vez, ele tocou meus lábios com os deles, porém debruçando-se em cima de mim. Fui engatinhando para trás na cama, até estar completamente deitado junto com o Torao, sentindo nossos corpos se tocarem junto com os beijos, que intensificavam-se ainda mais.

As mãos grandes dele tocavam o meu pequeno corpo e me davam uma sensação única. Uma mistura de desejo, tentação, conforto e proteção. Todos os meus pelos se arrepiaram e meus braços estavam em seu pescoço, o abraçando para que nós nunca nos separássemos. Não sei quem era, só sei que sinto que preciso dessa pessoa na minha vida.

Descendo com cuidado, os beijos dele percorriam meu pescoço, deixando chupões afiados e gostosos. Gemidos saiam da minha boca inconscientemente, mesmo ainda não temos feito nada. Só o simples toque daquele homem já fazia sentir-me estranho, mas de uma maneira boa.

Seus lábios foram mais adiante, dando beijos no meu peito até por fim, chegarem em meus mamilos roseados. O Torao pegou um deles com os dentes, dando chupões, enquanto brincava com o outro usando os dedos. Meu corpo tremia sozinho, sentindo todo seu toque suave e ríspido, muito excitante.

O volume formado em minha cueca não negava o quão excitado eu já estava, somente com a língua fria e áspera desse homem, que utilizou uma de suas mãos para escorrer pelo meu corpo, cuidadosamente, até chegar às partes baixas. Ele sentiu minha ereção, pegando meu membro por debaixo da cueca e começando a me masturbar, enquanto beijava meus mamilos.

– Aahn... Torao...

Os movimentos com as mãos começaram lentamente, mas logo foram ganhando velocidade e seus dedões batiam em minha glande para me dar mais sensibilidade, o que funcionava imediatamente. Minha voz já estava totalmente quente e abafada e eu nunca havia sentido uma sensação tão gostosa e excitante antes.

– Luffy-ya... seu corpo é muito provocante..

Ele, então, vai descendo com o rosto e dando beijos por toda extensão do meu corpo. Por minha barriga, até firmemente chegar à minha cintura, onde suas mãos abaixaram o único pano que me cobria, revelando minha ereção. Torao me olhou lá de baixo, me mostrando seu sorriso malicioso antes de continuar.

Com sua língua, ele lambeu todo o corpo do meu membro lentamente, me dando a oportunidade única de sentir a textura de seus lábios bem de perto. Meu corpo todo estremeceu, só de constatar o que eu já sabia: estar com ele era bom demais para ser verdade.

Indo da base até a ponta da glande, circulando em movimentos giratórios por todo o meu membro e, por fim, colocando tudo em sua boca e a fechando para não deixar nenhum espaço vazio. Lá de dentro eu podia sentir sua língua brincando com todas as minhas partes sensíveis e os seus dentes, afiados, porém cuidadosos, pegando exatamente nas partes certas.

E com suas mãos, ele apertava meus testículos e me masturbava, batendo o meu membro em seu próprio rosto, deixando a língua para fora para também encostar nela. Os movimentos foram ficando cada vez mais rápidos e deliciosos, até que eu não consegui resistir. Acabei gozando no rosto dele, manchando seus lábios e uma parte de sua face de branco.

– D-Desculpa... – Fiquei realmente sem graça diante daquela situação e senti meu rosto ficando cada vez mais vermelho e corado. Ele, pelo contrário, só limpou o rosto com os dedos, lambendo-os e me mostrando seu sorriso perigoso.

– Você é tão bonitinho, Luffy-ya.

Ele subiu, vindo até mim novamente e me beijando. O gosto salgado que tinha em seus lábios graças a mim, acabou indo até minha língua, que brigava junto com a dele para conseguirmos espaço em nossas bocas. Dava para sentir nosso beijo ficando cada vez mais molhado e gostoso.

Assim que nos separamos, só um filete de saliva nos ligava. Ele me virou da cama, ficando deitado e me obrigando a ficar em cima dele, só arranhando minhas costas do mesmo jeito que eu fazia anteriormente, com a diferença de suas unhas serem bem mais afiadas e ardilosas que as minhas.

Percebi logo suas intenções e desviei meus beijos, indo para seu pescoço e abaixando ate seu peito, seguindo exatamente o mesmo caminho que ele fizera comigo anteriormente. O corpo dourado dele era ótimo de beijar, tinha um gosto salgado e apimentado ao mesmo tempo. Tirando o fato de sua voz levemente rouca e masculina ser muito excitante de ouvir.

Cheguei lentamente em sua cintura, observando as curvas de teu corpo lá debaixo. Fiquei apreciando o volume em sua cueca por um tempo, até finalmente usar minhas mãos para abaixá-las e notei que sua ereção estava latejante e pulsante, cheio de veias em torno.

Dei lambidas em sua glande, sentindo seu gosto apimentado e acintoso, que realmente era muito bom. Pus me a colocar seu membro em minha boca, do mesmo jeito que ele fizera em mim, só que eu não estava muito acostumado. Acabei engasgando um pouco no começo, mas só de ouvir seus gemidos clamando meu nome já me fizeram ter mais segurança.

– Aaahn... Luffy-ya...

Puis minha língua para fora, olhando diretamente nos olhos dele. Minha face estava completamente vermelha e corada ao chupá-lo daquela maneira. Usei bastante saliva para molhar o membro dele, o lambendo de cima a baixo, fazendo alguns movimentos de massagem com as mãos.

Percebi que saiu uma pequena gota branca de sua glande, então lambi aquela parte mais profundamente, deixando seus gemidos saírem cada vez mais altos e gritantes. Depois, fui até mais em baixo, até chegar a ligação entre seus testículos com o resto da ereção.

Assim que levei ambos até minha boca, pude brincar com eles, fazendo movimentos de infinito com a língua que o deixava cada vez mais sensível. Em momento nenhum parei de encará-lo enquanto fazia isto, justamente por adorar ver o Torao daquele jeito. De tê-lo só pra mim, mesmo que fosse só por uma noite.

E eu preciso aproveitar bem esta noite, não é? Ela é realmente única, afinal.

Meus movimentos, tanto com os lábios umedecidos e salivados, tanto pelas minhas mãos que não o deixavam em paz, ficavam cada vez mais rápidos junto com seus gemidos, que saiam automaticamente. O masturbei mais uma vez, até sentir ele começando a ejacular, então engoli todo seu membro e deixei o líquido branco correr pela minha garganta.

Seu gosto altamente salgado e apimentado agora manchou completamente minha boca. Meu coração batia forte graças a toda sensação maravilhosa de estar junto a ele e eu já estava deliberadamente excitado mais uma vez. Subi meu corpo rapidamente, ao encontro de seus beijos.

– Torao... você é muito gostoso...

– Não tanto como você, Luffy-ya. – Ele me dá mais um beijo. – E os seus lábios são deliciosos de sentir.

Já que eu estava deitado em cima dele, pude sentir nossos corpos nus se tocando e meu membro já rígido batendo em sua barriga. Suas mãos percorriam todo o meu corpo até chegar nas curvas do meu quadril, segurando minha bunda e brincando com ela.

Nossos lábios não se separaram em um instante. Apenas fui sentindo suas mãos dando tapas em mim, deixando minha pele com um vermelho vivo de tanto ser apertada e puxada. Aquilo tudo só me excitava mais. Não doía, só me dava mais prazer, justamente por ser o Torao que estava ao meu lado. E seu sorriso ardiloso era realmente ótimo de se ver.

Mordi seu lábio inferior, excitando-o ainda mais e me posicionei, levando meu rosto até seus ouvidos. Sussurrei algumas palavras do jeito mais provocador que eu conseguia, tendo uma resposta imediata de seu corpo arrepiado. Dois de seus dedos começaram a me penetrar e eu só sussurrava ainda mais, soltando gemidos pequenos e abafados em seus ouvidos.

Torao, seus dedos são ótimos... eu quero senti você inteiro dentro de mim...

– Luffy-ya... se você continuar assim eu não vou conseguir me segurar com você...

Mudei de posição sentando em cima dele. Olhava sua face deitada, vendo que o Torao mordia os próprios lábios e segurava minha cintura com bastante força, arrancando pedaços da minha carne com o olhar. Meus quadris já estavam vermelhos de tanto serem tocados dessa maneira.

Segurei seu membro enrijecido, levando ele até minha entrada e sentando completamente. Ardeu no início para entrar, mas não demorou muito para que eu já estivesse com o Torao completamente dentro de mim. Assim que seu membro já estava pulsando em meu corpo, soltei um enorme gemido.

– AAhhhhnn!! T-Torao...!

– Aahnnn.. Luffy-ya..! Você é incrível...

Fui fazendo movimentos para frente e para trás com a minha cintura, sentindo o membro dele pulsando e batendo por todas as paredes internas do meu corpo, atingindo todos os pontos que me davam prazer. As mãos dele em minha cintura ajudavam-me a achar exatamente o melhor lugar para as estocadas continuarem.

Além dos movimentos para os lados, fui subindo e descendo. Tudo ao mesmo tempo. Sempre que eu fazia isso ele gemia cada vez mais alto para mim e eu correspondia, gemendo na mesma sintonia que o Torao. Segurei na cabeceira da cama também para continuar com os movimentos e ter maior controle da situação.

Ele tocava todo o meu corpo, passando a mão em minha barriga e meu peito, chegando até meus mamilos. Era o bom de ter um homem realmente alto ao meu lado, com braços bem musculosos e definidos, que apertavam minha cintura cada vez com mais força e deixava marcas mais excitantes e violentas.

Uma de suas mãos, ele usava para ter mais controle da situação, levando meus quadris até os pontos que ele gostava. Com a outra, ele me masturbava e me fazia sentir completamente satisfeito e desejado, ao mesmo tempo que eu também me sentia protegido. Ficar com ele é simplesmente único e maravilhoso.

E os movimentos cada vez mais rápidos e profundos ficavam. Sempre que eu ia pra cima e voltava a sentar nele mais uma vez, seu membro entrava mais forte dentro de mim, tocando minha próstata e outros lugares estimulantes. Senti que eu já ia gozar e ele também já estava quase no ápice, graças aos gemidos ensurdecedores.

– AaaHhhnn..!! Torao..!!!

– L-Luffy..ya! Aaahhhnm....!

Dei mais alguns movimentos, até finalmente gozar. Meu esperma saiu em forma de játo, por eu estar sentado em cima dele, pegando tanto na minha barriga quanto na dele e nos sujando completamente. Não demorou muito para que ele gozasse dentro de mim e eu sentisse aquele líquido quente me dominando por dentro.

Acabei caindo na cama, em cima do peito dele. Suas mãos faziam carinho em meus cabelos enquanto aproveitávamos o orgasmo duradouro, soltando nossas respirações ferozes até elas finalmente irem se acalmando com o tempo. Depois disso eu olhei para ele uma última vez.

Seu sorriso sádico ainda estava lá, apesar de um pouco petulante. Sorri para ele, porém meus lábios eram mais doces e sensíveis, não tão ardilosos. Nos beijamos uma última vez, deixando o mesmo rastro de saliva ligando nossas línguas.

– Eu não quero te perder, Torao... fica comigo?

– Não se preocupe, as coisas melhorarão pra você, Luffy-ya.

(...)

Acordei com um susto! Meu corpo pulou para fora do chão onde eu dormia. Meu coração batia acelerado, como se eu estivesse prestes a ter um ataque cardíaco, provavelmente graças a todo esse sonho pervertido. E, como eu pensei, nada passou de um sonho. Toquei minhas partes baixas, elas estavam molhadas também.

Fiquei olhando aquele mesmo porão e pensando "ótimo, agora a minha vida voltou ao que era" com um semblante triste, por já saber o que isso significava. Eu ainda estava preso na casa do meu padrasto, tendo que obedecer a todas suas ordens malucas. Nada mudou, nada iria mudar. O Torao não viria pra me salvar como em um conto de fadas.

E foi quando eu pude observar aquele porão mais de perto. Algo estava diferente! Assim que o vi, levei um susto. Meu coração, que antes estava acelerado, parou de bater rapidamente com aquela imagem estranha, um tanto assustadora, mas também cercada de esperanças.

Estirado no mesmo chão onde eu dormia, estava o meu padrasto. Ele estava totalmente imóvel e eu percebi que não estava respirando. Estava morto, completamente morto. Não haviam marcas de homicídio nem nada do gênero, era como se ele tivesse morrido em um pesadelo que transformou-se em realidade.

E, junto aquele corpo morto no chão, estava um bilhete. Um bilhete escrito com sangue, não sei de quem. Apenas sangue em um papel.

"Você está livre, Luffy-ya."

Notas finais
Foi difícil fazer o Luffy ser uke! Foi realmente difícil... Por mim ele teria comido o Torao nos dois sentidos u-u